Uma história real de Facebook

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Eu disse que vinha aqui dizer umas coisas sobre o Facebook, mas só agora consegui ter algum tempinho.

E ao ler um comentário que um leitor deixou senti-me com pouco a acrescentar, tal a sua história. O melhor é lermos primeiro o comentário e depois falamos. Aqui está:

“No outro dia, e por acaso, tive que ir ao PC da minha namorada e ela tinha o Facebook ligado e uma janela do chat aberta. A conversa que vi não me agradou e fui ver o histórico. Li coisas que nunca pensei ler, escritas por ela. A minha confiança cega nela acabou naquele momento. Falámos sobre isto e ela disse me que nada tinha acontecido, que era só flirt virtual. Ao que lhe disse que metade do caminho já estava feito e que só faltava marcar data e hora para consumar a traição. Ela disse que não, que já se podia ter encontrado com ele e que não quis. A frase que mais me custou ouvir foi quando perguntei se era mau namorado, se a fazia infeliz. Ela disse que não, que eu era bom namorado e que a fazia feliz e que não havia nenhuma razão para ela ter dado conversa a outro gajo (por sinal, também com namorada). Ao que lhe disse: isso é que me preocupa, dizeres que não há razão para teres feito, e o teres feito na mesma.

Ando a tentar esquecer este episódio e ando a tentar acreditar que nada se passou e que ela não vai voltar a cometer o mesmo erro. Mas penso nisto todos os dias, e se lhe ligo e ela não atende fico a pensar coisas que não devia. Se ela chega mais tarde a casa do que é suposto, fico a pensar coisas que não devia. Se ela não quer fazer amor fico a pensar coisas que não devia. Se ela recebe uma SMS a horas impróprias, fico a pensar coisas que não devia. E isto tudo é o prémio que recebo por ser bom namorado, por confiar nela a cem por cento, por lhe dar liberdade para sair com amigas, por não ser ciumento nem controlador. Se isto tudo me tivesse acontecido quando era mais novo, a relação tinha acabado no momento em que li a conversa que ela teve com o outro gajo. Mas como já estamos juntos há alguns anos, mudámos de casa recentemente e queremos constituir família a curto prazo dei a nós uma segunda oportunidade, na esperança de que ela não cometa os mesmos erros, ou então, pelo menos, que na próxima vez saiba esconder melhor as coisas, porque o que não sabemos, mal não nos faz. É triste dizer isto, mas é verdade”.

Em primeiro lugar quero agradecer o contributo deste leitor anónimo. Ele até podia dizer que se chamava Manuel Francisco da Silva, porque o que ele conta, parece-me, já se terá passado, na totalidade ou em parte com quase todos nós, em alguma altura da vida.

Há muita coisa a discutir em toda esta história. O que me parece mais relevante é mesmo isto: O que é que nos leva a flirtar com outras pessoas quando estamos felizes com a pessoa que amamos? É, de facto, uma incógnita. Não estou a criticar quem o faz, porque, lá está, eu acho que em qualquer altura da vida todos ou quase todos o fizemos. Mas por que é que será que o fazemos? Será uma necessidade de nos sentirmos valorizados? Será só o querermos ter uma sensação de desejo do outro lado? Mas e quando já temos isso em casa, por que é que procuramos noutro lado? É fácil dizer que é da natureza humana, porque também é da racionalidade humana poder contrariar a natureza, mas a verdade é que não tenho, nem acho que alguém tenha, uma resposta para isso. Mas gostava de saber o que é que vocês, aí desse lado, pensam sobre este assunto.

Depois, outra coisa que daria pano para mangas: o ir ver o computador ou o telemóvel da pessoa com quem estamos. Uma vez mais, acho que, numa ou noutra altura da vida, por este ou por aquele motivo, já todos o fizemos. Para isso não pergunto por porquês, porque a resposta é óbvia: desconfiança, insegurança. Mas até que ponto é que preferimos sentir que somos cornos na ignorância? Não preferimos todos saber se estamos a ser traídos ou não? Isto é outra discussão que já tive com imensas pessoas e nunca há consenso. A maior parte das pessoas diz sempre que preferia não saber, mas não sei se acredito nisso. Uma vez mais, digam-me vocês o que acham.

E depois há ainda um terceiro aspecto: como superar uma crise de confiança? Não é fácil. Não é mesmo. Quem nunca sentiu essa insegurança de ver o outro a receber SMS a horas impróprias e a soltar pequenos sorrisinhos que interpretamos de 50 mil maneiras diferentes? E quando ligamos e do outro lado não há respostas, quando não há nenhuma razão lógica para não ter atendido?

A este leitor digo apenas uma coisa: lendo o que li, sei que a vossa história de amor não está condenada. Tem tudo para resultar. Acho que depois da dor serão os dois muito mais fortes e unidos. Tenho a certeza de que ela aprendeu a lição e de que tu também aprendeste. Ela sabe que depois de sofreres o que sofreste não voltarás ao computador dela, e ela sabe que depois de tudo o que vos fez sofrer não embarcará em flirts estúpidos que só provocam esse tipo de sentimentos. E acho que com isto crescerão um bocadinho, tornar-se-ão menos miúdos. Percebam uma coisa: amores não se encontram nas esquinas.

Constroem-se com anos e vivências. Não o deitem fora por uma coisa que acontece com toda a gente e que não está a ser um entrave a esse amor. Foi uma barreira, alta, que custou a passar, mas está passada. A aterragem foi tramada, mas as dores nas costas passam.

Boa sorte para vocês.

45 Comentários

  1. este post de todos os que já li foi sem dúvida o que criou mais polémica.
    Um tema bastante interessante e de acordo com as ferramentas que hoje em dia nos colocam nas mãos, basta um computador, telemóvel etc para comunicarmos de forma a que um simples comentário seja motivo para dar conversa….e daí advem muitas coisas, no entanto acho que um dos motivos para tal acontecer é a falta de atenção que se sente, principalmente as mulheres que gostam de sonhar e idealizar!
    lá está a tenebrosa mente feminina…quem a compreende????
    ninguém….nem nós mesmas!!!

  2. estas mulheres que deixam aqui comentários são umas femenistas do caraças….põe-se uns temas no ar e elas começam a cortar na casaca ao homem (pareçe-me que lhes calcaram os calos)….grande tema..

  3. AnaD: clap clap clap

    Não acho que lá por ter havido um flirt é sinal que a relação não vai bem e tal.
    Obviamente que cada caso é um caso, e não há regras nenhumas para estas coisas.
    A verdade é que todas as relações duradouras eventualmente entram no modo rotineiro, por muito que nós esforcemos, ou não, para contrariar o inevitável. E é nessas alturas que um piropo bem mandado, ou um elogio certeiro, nos aquece o ego.
    São jogos arriscados que nem toda a gente sabe jogar, e é fácil perder o controlo e deixar crescer a ilusão. Podem ser completamente inocentes, mas podem passar rapidamente a sérios… o melhor é cortar logo no inicio, aceitar o primeiro piropo, apreciar o primeiro piropo, e fazer com que seja o último… e assim todos ficam felizes!

    Outro assunto é de facto a invasão da privacidade. É uma coisa que sempre me fez muita confusão. E que me irrita. Só o simples facto de me perguntarem quem era, já me irrita, quanto mais irem ver as msg do telemóvel ou do computador, era o que mais faltava! Não tenho nada a esconder, por isso acho ofensivo que sintam necessidade de verificar! Não faço isso a ninguém, em circunstância alguma, e por isso exijo que não o façam a mim, sff…

  4. Isto tocou-me cá no fundo…
    Eu nunca fui pessoa para ter esse tipo de conversas porque lá está, já tinha em casa…
    No entanto descobri uma traição, ou várias não sei…muitas conversas nojentas…muitos sms…a confiança deixou de haver e descobri que há pessoas que vivem disso e adoram. O porquê também não sei, deve-lhes fazer bem ao ego, mas deitar todo um futuro a perder e todo um passado bonito só por causa deste tipo de coisas, é razão para me deixar bem triste. Porque depois há quem não aguente apenas o virtual e passe à realidade: foi o caso. Eu terminei com ele e não o quero ver à frente…

  5. Eu acho que quando uma relação está bem não existe necessidade do flirt. No meu casamento tive duas situações e não foram no facebook em que senti que era perigoso dar continuidade a conversas com aquelas pessoas e por isso cortei, não tinha necessidade de alimentar o meu ego que estava a ser alimentado pelo meu companheiro. Eu acho que quando sentimos essa necessidade algo vai mal e não queremos admiti-lo, há quem viva assim uma vida inteira e se sinta "feliz" mas não acredito na felicidade da relação dessas pessoas, não na das duas partes. Numa relação o respeito faz parte do amor e flirtar é faltar ao respeito a quem está connosco, quanto a mim seria sempre uma relação condenada e não apenas uma "dor nas costas". Como é possível vivermos em pleno e tranquilamente aquele amor/relação se não acreditamos em pleno nela? E se estamos sempre à espera que nos traia, desculpem mas isso para mim não tem nada a ver com amor e se não há amor, não vale a pena ter essa relação. Não entendo porque é que as pessoas têm tanto medo de ir à procura da pessoa certa se não estão felizes, preferem trair e viver na mentira só para não ficarem "sozinhas", quanto a mim é uma vida de fingir.

  6. Pois é…Por que? Por algum determinismo genético? Qualquer dia desses alguém vai mapear os genes da traição…
    Ou devido a um desarranjo nas sinapses que, mergulhadas em serotonina, adrenalina, epinefrina, enfim, em algum glicocorticoide de plantão, levam os neuronios à loucura e praticamente obrigam as pessoas a terem esses comportamentos?
    Vai saber…
    Ou, analisando de forma simplista e absolutamente empírica a traição, real ou virtual, deve-se a uma grande dose de falta de vergonha na cara, por parte dos traidores (ras)?
    É uma discussão longa e, receio, sem conclusão possível, amigo Arrumadinho.
    Só sei, com certeza, é que quem procura, acha. Sempre! Desde chaves de carro, até um bom par de chifres.
    Se a gente começar a remexer, fuçar, catar, vai sempre encontrar alguma coisa. E se os chifres não nos caem bem, o melhor é simplesmente ignorá-los, não é mesmo?
    Já diz Chico Buarque, um poeta sempre inspirado e que parece perceber alguma coisa do assunto:

    " Te perdôo
    Por fazeres mil perguntas
    Que em vidas que andam juntas
    Ninguém faz

    Te perdôo
    Por quereres me ver
    Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

    Te perdôo
    Te perdôo porque choras
    Quando eu choro de rir
    Te perdôo
    Por te trair"

    Abraços, do outro lado do Atlântico.
    Teresinha

  7. A nossa sociedade, feita de homens e mulheres expostos a uma natureza animal, que não deixa de ser a sua, ainda não conseguiu adaptar-se à tremenda revolução que são as telecomunicações…

    A proximidade que nos permitem os telemóveis e a internet, a ausência de um rosto, de um "live" que coíba o impulso…é tramado… abre portas à imaginação, ao delírio, ao surreal…e, quando damos por nós, ferimos de morte, faltamos ao respeito mais básico por alguém que se nos dedica, ou, pior ainda, perdemos o respeito por nós mesmos…pensando que estamos a usufruir de uma qualquer espécie de auto-determinação.

    É um tema complexo, sim… Mas essencialmente porque falamos no campo do amor… Há sempre alguém que dá tudo e que se expõe. E fica o outro que usufrui, que utiliza…dizendo que ama.

    Um caso para reflectir, sem dúvida… Na minha opinião, se me permitem, e lamentando não poder ter uma perspectiva mais confiante, quem faz uma faz duas, três, as que forem precisas.

    É que o âmago da questão não está no procedimento ou nas escolhas ou na honestidade de quem trai, está no respeito, no amor e na admiração que lhe inspira o traído.

    A necessidade de se ser intimamente valorizado por outrém, fora da relação, equivale a essa falta de inspiração, significa tão somente que a relação não é satisfatória e que a longo prazo isso acabará por resultar, por ordem de acontecimento, na quebra da admiração, depois do amor, e por fim do respeito pelo outro. Aí, traindo-se uma vez, vai-se o respeito por si próprio, a traição torna-se suportável por quem a comete, aceitável até, e só pára quando o traidor se apaixona por alguém que lhe dê a força necessária para romper com anos de relação, famílias, amigos comuns, etc… E só um novo amor dá coragem para tanto quando do outro lado está a dádiva cega de quem é traído sem saber.

    Boa sorte ao anónimo.

    Ass.: Outro "anónimo"…

  8. Ah, afinal era só uma questão de tempo para aprovar o comentário. Peço desculpa então pelo comentário nmr 2. Mas da próxima não demore tanto a aprovar os comentários, que uma pessoa pensa logo o pior!

  9. Uma aventura, um flirt, uma amizade colorida…como em tudo, tem os seus riscos. Pessoalmente, quando estou numa relação, não vejo motivos para estabelecer linhas paralelas com outras pessoas. Isso acontece, a meu ver, quando existe alguma descompensação, a desilusão de algo, um diálogo não tido, vazios por preencher…
    Parabéns pelo blog, virei visitar-te mais vezes 🙂
    Beijinhos,
    Sofia

  10. Arrumadinho,
    SIM, as pessoas que flirtam com outras, mesmo quando estão felizes numa relação procuram, em primeirísssma análise, uma dose de festinhas no ego. É humano, sim, mas não deixa de fazer pensar se, afinal, se está assim tão feliz na relação que se tem em casa. Eu diria que não, que essa é a tanga comum que disfarça a vontade de saltar para a cama de outra pessoa, só pela curiosidade de experimentar um corpo/sensação diferentes. E claro que isso não implica que não se goste da pessoa com quem se está. Simplesmente, somos todos curiosos…

  11. Oh Arrumadinho, então não aprovou o meu comentário? Foi por ter uma opinião contrária à sua? A fugir da desarrumação é fácil ser-se arrumado…

  12. Este post está excelente!!!
    E há variadíssimas opiniões sobre isto…
    Não é fácil estar nesta situação… eu já tive! E já li muita coisa que me magoou, e aquela parte do "penso coisas que não devia" por vezes até são bem pensadas porque acabam por se tornar reais :/

    xoxo,
    Ivânia Diamond*

  13. "- andar a ver o facebook de alguém é o mesmo que ler os "diários" do antigamente… não se faz sem autorização do próprio, é invasão da privacidade." CLARO…mas não é abuso de confiança e traição andar a flirtar com outros?!O que será o pior??

    Passem por isso e depois digam se gostaram de ler ou saber as conversas que o namorado/a andou a ter com outos/as…pode até n haver sexo, mas houve sem duvida traição e falta de lealdade, de respeito….e sentir isso, meus caros, não é pêra doce.

    Não me venham cá com essa de "não tem direito de mexer no meu pc" e que é "abuso de privacidade" pq quem cometeu o primeiro abuso foi a pessoa que se deu a essas conversas.

  14. Bem…
    Eu acho que nessa relação à de certa parte falta de algo. Por exemplo, quando uma pessoa está numa relação, tudo depende do parceiro/a, da personalidade e da perspectiva de cada um para se seguir de certa forma uma linha. Quero com isto de dizer , que há casais que quase, não são de sair juntos com amigos, de sairem à noite, um deixa de ir o outro também. Depois também há aqueles que são ciumentos e deixam de falar com as pessoas ao seu redor. Ora, esse casal parece-me assim. Quando ele diz que "para lhe dar liberdade para sair com as amigas". Quê querem ver que a rapariga agora não pode sair com quem quer?! Não dás liberdade nenhuma nesse aspecto, porque isso é natural na vida e não é por estar num relacionamento que isso muda.
    Pode ser desejo, pode ser para se sentir valorizada, para se sentir bonita e tudo mais alguma coisa.
    Para mim,(e claro dependendo também da conversa que se teve), acho que foi de certa forma um "passatempo". Estas relações saturam de certa forma o/a parceiro/a que ela precisa sim , de falar com outras pessoas. Sente saudades de falar com toda a gente na boa. Visto que esse relacionamento, ao que aparenta, ser uma coisa monótona e refugiados sempre um no outro para tudo.

  15. Desculpe-me lá a franqueza Arrumadinho, mas pelo que li, não me pareceu ter havido assim tanto sofrimento, que tenha sido assim uma lição tão grande, ou uma barreira tão alta. Também me pareceu, e confesso que não sei porquê, que ela não está tão preocupada quanto ele. Ou seja, acho que não considera as coisas com a mesma gravidade que o leitor, e o Arrumadinho, estão a achar.
    Não estou a desculpar ninguém, nem a dizer que não se passou nada, pois podia bem ser o primeiro passo de muitos outros, mas, continuo a achar que ela o fez por algum motivo. E esse motivo está a ser omitido. Eu, no caso dele, preocupar-me-ia mais com isso.
    Porque numa relação de algum tempo, como o leitor disse, é natural que não se queiram estragar as coisas e que se diga, com alguma leviandade "sim és bom namorado e estou feliz". Lá porque se diz não quer dizer que se sinta. Logo, não quer dizer que seja verdade…

    Raquel

  16. Só tenho a dizer que às vezes o flirt não tem a intenção de o ser. Neste caso foi…
    Mas às vezes um homem mete conversa com uma mulher, e ela fala com ele na inocência, a pensar que não tem nada de mal. Eu já nem acredito na amizade entre homem e mulher, porque aos outros olhos, quando um homem fala comigo está a engatar-me –'

  17. Só tenho a dizer que às vezes o flirt não tem a intenção de o ser. Neste caso foi…
    Mas às vezes um homem mete conversa com uma mulher, e ela fala com ele na inocência, a pensar que não tem nada de mal. Eu já nem acredito na amizade entre homem e mulher, porque aos outros olhos, quando um homem fala comigo está a engatar-me –'

  18. Só tenho a dizer que às vezes o flirt não tem a intenção de o ser. Neste caso foi…
    Mas às vezes um homem mete conversa com uma mulher, e ela fala com ele na inocência, a pensar que não tem nada de mal. Eu já nem acredito na amizade entre homem e mulher, porque aos outros olhos, quando um homem fala comigo está a engatar-me –'

  19. Só tenho a dizer que às vezes o flirt não tem a intenção de o ser. Neste caso foi…
    Mas às vezes um homem mete conversa com uma mulher, e ela fala com ele na inocência, a pensar que não tem nada de mal. Eu já nem acredito na amizade entre homem e mulher, porque aos outros olhos, quando um homem fala comigo está a engatar-me –'

  20. Esta história está um bocado mal contada…digo eu!!parece-me que o "menino" contou o que lhe pareceu bem!!Pois eu discordo que o amor supera tudo…que passado algum tempo esquecemos que o nosso companheiro fez isto ou aquilo!!Nós queremos esquecer, ignorar, mas nunca mais confiamos totalmente…!

  21. Tema complexo…
    Parece-me que a namorada não é tão inocente quanto isso. Fez tudo menos trair fisicamente?… Se calhar não teve tempo de o concretizar, a vontade pelo menos lá estava, senão não dava conversa.
    Se calhar só não fez com medo de perder o que já conquistou, namorado certo, casa, futura familia em vista. O novo é incerto…
    Sinceramente, quem entra por esses caminhos nunca estará satisfeito (homem ou mulher), mais tarde ou mais cedo voltará a acontecer.
    O namorado desculpou muito facilmente, essa autoestima também precisa de cuidados!
    Revejam a relação antes que saiam magoados…
    Garanto que quem está realmente feliz não tem conversa de engates.
    Um piropo sabe bem, mas esticar a corda???
    É bom vê-lo de volta Arrumadinho…
    Susana

  22. O problema principal está a escapar à maioria, parece-me. Ele pensa ficar com ela e constituir família a curto prazo apesar de ter deixado de haver confiança… É também óbvio que não há motivos para confiar. Como ela disse, "metade do caminho já foi feito". A traição aconteceu ou vai acontecer em breve. Esta relação está minada e eles não querem admitir. O tempo encarregar-se-é de lhes mostrar o que não vêm agora.

    Infelizmente, muita gente avança para casamento e filhos nestas circunstâncias. É não querer ver a verdade que lhes foi posta à frente dos olhos…

    Sara

  23. A partir do momento em que perdeu a confiança nela, o relacionamento acabou. Nunca mais o vai recuperar. E será que é assim que quer constituir uma família? Quer que a mãe dos seus filhos seja uma pessoa em quem não confia? Continuar a relação é um engano.

  24. Li a citação do comentário, e houve uma coisa que me incomodou, a afirmação que esse senhor faz em que diz que é bom namorado, porque dá liberdade para a rapariga sair com as amigas, isso cria-me cá umas comichões, meu caro esse é o primeiro passo, a sua namorada tem a liberdade de sair com quem muito bem entender, esse é um direito dela, não é dado por ninguém muito menos por si. Mas não se sinta mal, há muita mulher a dizer o mesmo "eu dou-lhe liberdade para sair" "ele ajuda-me nas tarefas domésticas", são frases que estão feridas de sentido logo na essência.

    Ultrapassar uma traição é possível, se a confiança não estiver danificada. Por isso prefiro que me digam "traí-te", do que descobrir por acaso. Não gosto que mexam no meu pc, no meu tlm, não por ter segredos mas porque acho uma invasão da minha privacidade, ninguém no seu juizo perfeito entra no wc e abre a cortina de duche e exclama: Tava só a passar por aqui.
    Uma situação como a que o leitor descreve, leva-me a pensar que o flirt seria mesmo inconsequente, se fosse algo mais sério, ela teria tido mais cuidado, quanto mais culpados nos sentimos mais cuidado temos, é por isso que quem trai normalmente é apanhado, é que é cuidadoso de mais.
    Há muito anos li uma frase não sei de quem, "quem engana, desconfia sempre que está a ser enganado" quem trai é aquele que é mais desconfiado, é o que tem realmente problemas de confiança.

    Não tenho a certeza que o ser humano seja monogâmico, mas tenho forte convicção que a lealdade é muito mais importante que a fidelidade.

  25. Arrumadinho,

    sabe que por muitas análises que queira fazer desta situação, ela será sempre única, na medida que apenas o seu leitor/comentador sabe o que viveu com essa namorada, como viveu a situação de que fala, etc… posto isto, não estou nada de acordo com tudo está bem bola para a frente, tudo na mesma como a lesma. Independentemente do que está certo ou errado (de ambas as partes, concerteza), acho que este leitor deve tomar uma decisão na sua vida. Ir para a frente com este relacionamento e aceitar (sim, aceitar) que a namorada o fez (com os motivos dela, e aqui acredito que ele não conheça bem o que se terá passado); ou sai do jogo e aceita que mesmo sendo um namorado "bom" possa não ter sido o suficiente (ou talvez nem nunca chegasse a ser, dependendo dos critérios que a namorada sente que será um "bom namorado").
    Segundo algumas frases a mim parece-me que o seu leitor não está para se chatear, e correr o risco de ficar sem namorada. Mesmo cornudo, ou em vias de o ser.
    Não me parece que esta relação "tenha tudo para dar certo, passando a dor, ficarão mais unidos"! Mas é só a minha opinião.

  26. Quando disse que lhe dava liberdada, nao foi minha intenção beliscar mentes mais sensíveis. Mas é bonito que algumas pessoas se tenham agarrado a isso quando isso foi apenas uma pequena passagem do testemunho. Mas vou reformular, para nao ofender ninguém: o que quis dizer é que nao fazia dramas, quando ela queria sair com amigas. Sim, porque caso nao saibam, muitos homens não gostam que as mulheres/namoradas saiam à noite sem eles, porque acham que elas quando saem à noite sozinhas com amigas vão para o engate, como fazem os homens. E peço desculpa desde já se isto for ofender alguém também

  27. A razão do flirt para mim é uma: alimentar ego. Pode ser por estar morto de fome (porque ninguém o alimenta em casa) ou porque é um ego glutão. Acho que é muito fácil perder o pé e o flirt parecer algo mais do que é efectivamente. Pior que isso, se a relação tem brechas é fácil o flirt começar a ter contornos mais palpáveis e degenerar numa traição inequívoca.
    Quanto a ir ver mails, telemóveis: acho que é uma invasão intolerável da privacidade. Há sinais que podem significar que algo vai podre: por exemplo receber telefonemas constantes de pessoas que o outro apenas identifica de uma forma vaga, sms a horas estranhas, andar com o tlm sempre atrás, nunca deixar o mail ou o facebook aberto..E especialmente não ser franco acerca desse facto. Como superar uma crise de insegurança? Não sei a resposta exacta mas existindo uma relação acho que a pergunta deve ser frontal: tens alguma coisa com X ou com Y? Andar feito inspector Gadget em busca de indícios é ainda mais desgastante. Além do mais ninguém quer um parceiro inseguro a seu lado. Felizmente nunca passei por uma situação que me fizesse desconfiar de algum namorado, todavia o contrário já sucedeu e ditou o fim da relação. Além do mais quanto mais forte é a repressão mais fácil é cometer actos irracionais.Na minha opinião, quem quer trair, quem o premeditou vai trair,não é pelo facto de se saber controlado que não o vai fazer…Simplesmente vai refinar os meios. Quanto ao leitor, acho que vai demorar algum tempo a repor a confiança perdida. Vai exigir esforço de ambos os lados, alguns "sapos engolidos" e algumas cedências, mas se existir amor então a crise obviamente será superada. Diz-se que gostar só não chega e eu concordo. Mas, se ao gostar se somar o "gostar de gostar", se existir um sentido conjunto então o desfecho será positivo. O amor é fácil nos dias felizes mas se ele de facto existir é também o bordão que nos faz ultrapassar os dias de cão que cada relação inevitavelmente tem.

  28. Aproveitando a sua última deixa, as dores nas costas passam…Mas é dificil voltar a confiar na pessoa que está ao nosso lado…Falo por experiência própria…

    No caso da namorada deste leitor e tal como no meu caso acho que é tudo uma questão de ego e de jogos de sedução que não passam apenas disso…

    Mas será possível voltarmos a confiar???

    Tenho sérias dúvidas

  29. numa altura em que escrevemos tanto e dizemos tão pouco, conversas de facebook são meras manifestações de ego. Não são charme,n não agarram a alma… não crescem para além do jogo.
    é desagradável, sim..é. É feio?..sim é… É uma falta de respeito?..é sim.
    mas a vida naõ é um conto de fadas em que somos imunes à realidade, e vivemos na bolha eclética das relações!

  30. Obviamente que qualquer pessoa que se dedique ao flirt o faz por causa do Ego. Agora este tipo é parvo desculpa que o diga "liberdade para sair com as amigas"??? Mas estamos na Idade Média? O simples facto de ter ido ver o histórico do facebook dela mostra bem o quão pouco controlar e ciumento deve ser o tipo.

  31. Concordo contigo S* ….

    quando se está numa relação … a necessidade de se ter o "ego" levantado e de se ser bajulada … não faz sentido…
    ou então… a pessoa está na relação errada porque… não se sente completa… não se sente completamente bem….

    Essa história de se ter necessidade de se saber que se ainda é desejada pelo sexo oposto é quando estamos sensíveis e temos as defesas em baixo e precisamos de nos sentir desejados… precisamos de levantar a auto estima e por qualquer motivo a pessoa que está ao nosso lado não tem essa capacidade…

    Quando estamos nessa fase… a nossa relação não está bem… e nessa situação… o maior enganado… somos sempre nós próprios…

    Eu aprendi também a agir como tu…. corto também todos os contactos que me possam levar a situações mal explicadas e … se alguém ler os meus históricos … o meu facebook… o meu email… os meus sms's ou até os meus diários… não leva nada… porque de facto…

    o dia em que eu quiser esconder algo de alguém… é nesse dia que me vou embora…

    🙂

  32. Pois tem muita razão em relação ao amor! É isso mesmo. Há muita gente que morre e não sabe que é, tal é a confusão entre ele e outros sentimentos!

    O arrumadinho é fantástico, escreve bem, e ainda bem que voltou.

  33. Olá
    No meio disto tudo há 3 factos que me fazem confusão:
    – andar a ver o facebook de alguém é o mesmo que ler os "diários" do antigamente… não se faz sem autorização do próprio, é invasão da privacidade.
    – liberdade para sair com as amigas ????????? mas que raio é isto ???? a "namorada" é propriedade dele ????
    – flirtar… existe em todo o lado, inclusivé no trabalho e em grande parte dos casos é apenas o prazer de se saber ainda "interessante" para o sexo posto, é bom para o ego, mas não passa disso.

    Guida

  34. Esta é a minha humilde opinião: muitas vezes "acabamos" por flirtar porque queremos encontrar a confirmação que ainda poderemos ser atraentes, quer fisica, quer intelectualmente para outros que não a pessoa com quem nós estamos.

    Quanto ao final do teu post, cada vez mais confirmo que as historias de amor feitas na esquina raramente resultam…De inicio é tudo uma alegria, tudo bate certo, tudo é bem melhor do que a rotina que encontramos em casa…mas depois chegamos á conclusão que aquela pessoa fantástica, bem melhor do q a que temos em casa, também tem mau halito de manhã, tb se passa da cabeça ás vezes e afinal não é assim tãoooo fantastica…

    Até ver gosto de flirtar com o meu marido. 🙂

  35. por mais dura que seja a verdade, é sempre preferível saber do que andar enganado. pelo menos eu quereria saber. sei também que não perdoaria uma traição, mas é preferível do que ser corno às escondidas. se são situações menos graves, lá se ultrapassam, com mais ou menos custo. se são coisas graves e não têm solução, o melhor é mesmo partir para outra. mas a verdade sempre.
    até porque mais cedo ou mais tarde, nem que seja passados 20 anos, as coisas acabam SEMPRE por se saber.

  36. O motivo para tal parece-me muito óbvio, tal como a ti: uma questão de ego. Depois de uma relação de algum tempo, parece que a pessoa tem necessidade de se sentir "vivo" e "desejado pelo mercado". As pessoas parecem necessitar de ser bajuladas a todo o momento. Daí que entrem nesses joguinhos de sedução que, alegadamente, não fazem mal a ninguém. Mas fazem. Fazem muito mal. Fazem mal ao que entra nos jogos, porque pode perder o controlo da situação. Principalmente, faz mal ao parceiro, que está a ser enganado e vive na ignorância.

    Quando estou numa relação, corto o mal pela raiz. Sei que esses jogos têm a sua graça e, por isso mesmo, corto todos os contactos que me possam levar a eles. Não é justo para quem está ao meu lado. Mas já o fiz, durante uma relação completamente deteriorada que durou demasiado tempo… e fazia-o por uma questão de ego, para me sentir querida, desejada, estimada.

    Não gosto de desconfianças e não gosto de desconfiar. Não quero que o meu namorado mexa nas minhas coisas… mas, se o fizer na minha frente, não morro. Não tenho nada a esconder. Mas fazê-lo nas minhas costas magoar-me-ia… Sei que não tenho nada a esconder, logo ele também deveria sabê-lo.

  37. acho absurdo ele ter espreitado o historico. espero que tenha aprendido a lição ["ter dado liberdade para sair com amigas" também é bonito – como se fazia aos escravos, dava-se liberdade para umas festas com uns batuques de vez em quando – extremamente generoso!]

  38. Será que ele é mesmo bom namorado?

    (São namorados? Pareceu-me que são mais do que isso, msas enfim.)

    Ela podia estar a ser simpática… Ele devia fazer uma retrospectiva para ver se realmente é um bom companheiro. Cheira que há qualquer coisa de que ela sente a falta. Talvez não lhe falae muito ao ego e ela use esses namoriscos virtuais para se sentir em alta.

    Por fim, estranho esta frase: "por lhe dar liberdade para sair com amigas", ora de um rapazito que parece todo correcto e de muito bom coração, esta frase deixa por chão toda a imagem que queria passar. Dá-lhe liberdade?!? Ora, se eu lêsse uma coisa destas vinda do meu companheiro, pqp!, fazia logo as malas e dizia-lhe que não lhe pertencia!
    Imagine-se: dá-lhe liberdade…

    Estes homens continuam a achar que são donos das mulheres com quem dividem a cama, como se elas fossem objectos.

    Conclusão: duvido muito que sejas um bom ´"namorado", quanto muito razoável. Se não mudares, ela também não mudará. Vai por mim.

  39. Arrumadinho….

    Fazes muitas questões muito criticas e sim… uma vez no tempo … por uma razão ou por outra todos … ou pelo menos eu sei que eu… já passei por tal ou tais situações…

    As razões…
    dava panos para mangas mas… diria eu que até conseguiste de uma forma inteligente resumir muito bem uma grande parte do pensamento da população em geral…

    agora…
    os porquês que estão por detrás das razões é que são assustadores… e esses … variam muito e demasiado e desses … confesso que gostava de ver alguns
    posts escritos!

    (acho que me entendes não?)

    🙂

  40. Aconteceu-me algo semelhante, não com o facebook, mas através mail, mas no meu caso a traição envolveu sexo, tam bém disse k era feliz comigo e k era de mim k gostava,… E também tinhamos começado a viver juntos, após vários anos de namoro. Tal como diz o Arrumadinho, conversamos, tentamos recuperar a relação, não desperdiçar um grande amor,… Até k passado uns anos kuando tudo parecia perfeito, ele voltou a fazer o mesmo.

    Foi (e está a ser) muito duro, mas mesmo assim, preferia saber.

    O k leva as pessoas a estes comportamentos quando estão felizes com outras? Acho k talvez seja por falta de auto-estima, precisam de saber que despertam desejo nos outros, ou não… não sei… Eu durante estes anos todos nunca fiz algo semelhante, e não foi por falta de oportunidade, só k não dou hipóteses, corto logo, ou finjo k não percebo as investidas. Mas isso sou eu…

    PS: descobri o blogue recentemente e já sou fã 🙂

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