Toca a retirar

69
7838

Hoje fomos fazer um piquenique em família para o Parque da Serafina, em Monsanto, que, já se sabe, aos domingos está cheio de criançada, principalmente em dias de sol.

Chegámos já perto das 13 horas, quatro adultos, quatro crianças e dois bebés. Logo no primeiro parque de merendas percebemos que seria difícil arranjar uma mesa: estava cheio, e uma das mesas, a maior, estava montada e enfeitada, com copos, guardanapos, cartazes, enfeites de todo o género, uma coisa toda composta, que devia ser uma despedida de solteiro ou coisa do género. No segundo parque de merendas, já no meio do recinto, percebemos que havia duas mesas livres e fomos até lá. Quando chegámos, reparámos que as mesas tinham uns papelinhos colados a dizer “RESERVADO”. Bom, estamos a falar de um parque municipal, público, logo, como é que pode haver mesas reservadas? À volta, havia imensa gente no chão, na relva, e aquelas mesas livres. Como estávamos cheios de crianças e com dois bebés, ignorámos os papelinhos e colocámos a nossa toalha por cima. Almoçámos tranquilamente, andámos a brincar com os putos, estivemos imenso tempo na conversa, e, por volta das 16h, vemos a aproximar-se um enorme grupo de adultos e crianças. Um dos senhores, que deveria ter aí uns 50 anos, chegou ao pé de nós e, assim mesmo, saiu-se com um: “Vão ter de se retirar!” Acompanhou a frase com um estalido de língua, um gesto de cabeça como quem diz “toca a andar daí para fora” e um sorriso vencedor. E pronto, estragou tudo.

Muito mais do que as situações, chateia-me a atitude das pessoas. E a atitude daquele senhor foi a pior possível. Comecei por me fazer de parvo.

– Desculpe?! Vamos ter de nos retirar? Mas porquê?

– Porque estas mesas estão reservadas?

– Mas reservadas por quem?

– Por mim. Vim para aqui às nova da manhã para as reservar.

– Mas reservou-as junto da direcção do parque? Pagou pela reserva? Reservou como?

– Não viu aí os papéis a dizer reservado? Não vê aqui uns balões em cima? Então é porque isto está reservado.

– Desculpe, isto é um espaço público, e, que eu saiba, não se reservam espaços públicos. Se o senhor queria reservar as mesas ocupava-as e pronto, não vem aqui deixar um papelinho às nove da manhã e aparece às quatro da tarde. Acha bem que durante um domingo inteiro mais ninguém se possa sentar aqui só porque os senhores colocaram uns papelinhos na mesa?

– Disseram-me que para ter mesa tinha de vir para aqui cedo, e foi isso que eu fiz. Às nove da manhã estava aqui.

– Pois, acredito que estivesse. Mas foi-se embora. E a partir do momento em que se foi embora as mesas estão livres.

Percebendo a discussão, a esposa do senhor aproximou-se com um ar de “este-banana-não-está-a-resolver-as-coisas-deixa-me-cá-intervir”.

– Os senhores não sabem ler? Não viram aí um papel a dizer reservado?

– Vimos. Mas não se fazem reservas em locais públicos, ainda mais a um domingo, com o parque cheio.

– Ai é? Então, se eu for a sua casa posso entrar e sentar-me na sala que o senhor não me pode impedir, é isso?

– Minha senhora, a minha casa não é um espaço público, municipal, é a minha casa.

– Ah, mas e se o senhor for a um restaurante e estiver um papel a dizer reservado, o senhor senta-se, é isso?

– Minha senhora, um restaurante não é um espaço público, municipal.

– … O senhor que ter razão à força, é isso?

– Não. Eu não quero ter razão. Eu tenho razão.

Virou costas e foi-se embora. O marido ficou encostado ao nosso banco a fazer pressão, enquanto continuámos na conversa.

Um minuto depois, um rapazito aproximou-se do senhor e perguntou-lhe: “Estas mesas não são as nossas?”, ao que o senhor respondeu: “Pois, mas há pessoas que não sabem ler”.

Confesso que tive vontade de ficar ali mais duas horas, só para fazer pirraça, mas como era uma festa de crianças, e como as crianças não têm culpa, comecei lentamente a arrumar a tralha. Uns 20 minutos depois fomo-nos embora.

Embora a marcação da mesa não tivesse sido correcta, se o senhor tivesse chegado junto a nós com uma atitude humilde, e nos pedisse educadamente para lhe cedermos os lugares, teria acedido na hora. Mas quando à falta de civismo as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo.

69 Comentários

  1. Bem… mas que lata das pessoas. Realmente!
    Acho que agiu muito bem e realmente o homem não tinha razão mas mesmo que a tivesse depois da forma brusca como falou não merecia que saíssem realmente do local.
    Enfim, é o país que temos e infelizmente má educação é o que não falta por aí.

  2. Que vergonha não saber ler português, interpretar uma frase! Percebe-se porque os resultados nos exames de português são o que são.

    Há = Haver, de existir. quando existe falta de civismo as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo.

    faz um sentido danado, realmente.

  3. Devia fazer um post sobre a diferença entre o há e o à. Há muitas pessoas que os confundem e andam aqui à caça de erros que não existem. Tem muitos fãs, parece-me.

  4. Olá Ricardo. Abri o teu blog, li alguns posts e aquele relativo ao piquenique, é uma coisa do outro mundo. Mas as pessoas são mesmo assim. Eu trabalho no aeroporto e lido diariamente com “cenas” parvas. E estas “cenas” parvas são tanto da parte de portugueses, como de estrangeiros. Penso que o melhor será mesmo tentar fazer ver que não está correto deixar um papel com a palavra “reservado” numa mesa, no meio de um jardim. Foi isso que tentou fazer e foi melhor assim.
    Mas para além disto, fazerem comentários ao post e daí ainda conseguirem mais uma “cena” parva, é inacreditável. Eu li alguns comentários e o melhor foi o debate do “à” e do “há”.
    Todos nós nos esquecemos de algumas regras de sintaxe ou gramática, é normal com o passar do tempo, e por vezes temos de perguntar como é que se escreve isto ou aquilo. A mim acontece-me, e não vejo mal nenhum em admitir. Mas fazer troça de uma frase por mera incompreensão do que está escrito, e pior, antes de o fazer, não verificar se realmente está certo aquilo que vai dizer, é gostar de se humilhar.
    Que falta de ética.

  5. Bom, à Pipoca Mais Doce, eu não pretendo provar coisa nenhuma, mas sempre lhe digo que em vez de um rim lhe oferecia dois, e aí sim, ia adorar.
    Quanto à frase já a li toda e tenho de dar a mão à palmatória, falhei.

  6. Já me penitenciei, as minhas desculpas, pois a razão está do lado do Arrumadinho e não do meu. Iço já a bandeira branca.

  7. De facto, uma regra básica do português. Quando tiverem essa dúvida substituam o “à/há” por “existe” e vejam se faz sentido. Se fizer, usam “há”, se não fizer usam “à”.

  8. Tem razão, mas as vírgulas também servem para separar orações, para obrigar a pausas no discurso, etc. Por isso é que disse que era melhor estar entre vírgulas, talvez fosse mais fácil de entender para leitores de compreensão lenta.

  9. Oh meu Deus! Também não… Tentem ler a frase ao contrário e percebem – “Mas quando as pessoas juntam a falta de educação à falta de civismo, então, estragam tudo.” É o mesmo e está correctíssimo das duas maneiras.

  10. Não sei se a regra mudou entretanto, mas na escola ensinaram-me que as vírgulas, regra geral, servem para assinalar o que é acessório numa frase, ou seja, aquilo que se poderia retirar sem que a frase perdesse o seu sentido ou se tornasse imperceptível. Se puséssemos vírgulas como sugere (“Mas, quando à falta de civismo, as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo”), penso que estariam mal colocadas, porque se tirarmos o que fica entre vírgulas a frase deixa de se entender (ficava “Mas as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo”). Tudo isto para dizer que (penso eu) a frase está bem como está. Com “à” e sem vírgulas. 😉

  11. Expliquem as regras de aplicação ” Mas quando à falta de civismo as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo.” “à” sem “h”.
    Se for preciso mandem esquema 🙂

  12. Adoro pessoas que estão erradas mas que são capazes de dar um rim para provarem que estão certas. Manuel Francisco, homem, leia a frase inteira, ponha o “há” onde está um “à”, e veja lá se faz algum sentido. Não faz! Sabe porquê? Porque a frase está bem escrita e o “à” está bem onde está.

  13. Tens toda a razão. E essa treta de reservar parece que virou moda. Até na estrada, já vi artistas a colocar uns mecos, a reservar estacionamento. Outra coisa que me irrita é nos hoteis, o pessoal que coloca uma toalha nas espreguiçadeiras só para dar como reservado, mesmo que não ponha lá os pés o dia todo.

  14. Também já me aconteceu estar num super mercado e ir para uma fila com poucas pessoas. À nossa frente só uma adolescente com meia dúzia de coisas na mão e uma pessoa já com as compras todas no tapete… até que chegam os pais da adolescente com um carro a abarrotar! Eu comecei logo a reclamar e o homem também a dizer que a filha estava a guardar o lugar! Bem, fico fula com a quantidade de camelos que anda ai à solta, a sério…!

  15. A minha alma está parva… e depois dizem que as crianças são mal educadas! Pudera se não têm exemplos de cidadania em casa/com os pais… acham depois que podem fazer tudo com os outros. Há tempos estava eu na fila prioritária do super mercado (estou grávida de 6 meses) e uma mãe com os 2 filhos grandinhos estava claramente a fingir que não me via… Não me chateia estar nas filas, ainda suporto bem as coisas e eles tinham poucas compras, mas irrita-me esta falta de respeito para com os outros. A Sr.ª podia ter cedido a passagem, que eu recusaria porque tinha muitas compras, mas ela teria ensinado os filhos a serem bem educados e respeitadores do próximo. Enfim…sem comentários.

  16. Não se pode generalizar. Trabalho num hotel de 5*, em Lisboa e posso dizer que a grande maioria dos estrangeiros tem pior educação que a generalidade dos portugueses. Em todo o lado há pessoas bem e mal formadas.

  17. mais pessoas assim, que saibam resolver as coisas de forma educada, sem as peixaradas do costume. aconteceu-me uma hoje, em que eu também tinha razão tentei com toda a calma mostrar tinha razão, mas dita cuja armou um espectáculo no meio da rua. caramba é frustrante tentar lidar com certas pessoas

  18. Ricardo, mas para além do papel a dizer reservado tinha balões? É que se tinha balões, à partida vocês sabiam que era para uma festa de crianças e nesse caso é normal que as famílias tentem reservar uma mesa para o acontecimento. A abordagem do senhor pode não ter sido a melhor, mas mesmo sendo um espaço público e não permitir reservas, quando se trata de festas de crianças, as pessoas devem ser mais condescendentes. Mas só neste caso.

  19. Na minha opinião não deviam ter abandonado a mesa nem ficar com ela só para vocês. Teria sido uma boa lição de civismo, ou mm uma “chapada de luva branca”, a essa gente se os tivessem convidado para partilhar a vossa mesa!
    Há um parque na minha zona que a minha família também usa frequentemente, eu costumo ir guardar mesa às 9h, para usarmos a partir das 11-12h. Mas como as mesas são grandes, quando aparece alguém que não tem lugar, nós cedemos sempre parte da nossa. 🙂

  20. Na minha opinião não deviam ter abandonado a mesa nem ficar com ela só para vocês. Teria sido uma boa lição de civismo, ou mm uma “chapada de luva branca”, a essa gente se os tivessem convidado para partilhar a vossa mesa!
    Há um parque na minha zona que a minha família também usa frequentemente, eu costumo ir guardar mesa às 9h, para usarmos a partir das 11-12h. Mas como as mesas são grandes, quando aparece alguém que não tem lugar, nós cedemos sempre parte da nossa. 🙂

  21. Antes de aconselhar a ler melhor não acha q seria melhor rever os seus conhecimentos de português sr “O Arrumadinho”?

  22. “Mas quando à falta de civismo”
    É ali atrás daquele à que falta o H, pois em vez de à deveria lá estar há, entendeu agora, Tita?

  23. esta situação não me surpreende, infelizmente lido com pessoas mal educadas, ignorantes e arrogantes todos os dias no trabalho. há muito que perdi a fé na humanidade

  24. Concordo consigo… mas acho que nos chamarão fascistas… para não variar. Porque a maioria das pessoas confunde democracia com fazer o que lhes dá na real gana.

  25. Isso é que é a tristeza disso tudo. É que aqueles pais ensinam isso mesmo àqueles filhos. Esse miúdo fará, exactamente o mesmo, daqui a uns anos. Que miséria.

  26. E é possível que nunca venha a receber resposta. Uma colega minha cujo pai tem muitos estabelecimentos que dão dinheiro o que disse que fazem é deitar os livros fora e comprar novo (julgo que sao menos de 20euros).

  27. Já há uns anos que defendo que, já que há quem não o ensine em casa, deveria haver uma disciplina de Civismo na escola…

  28. Tens toda a razão. As crianças não têm culpa mas esses adultos mereciam que lá ficassem mais tempo. Aposto que quando foram embora ainda gozaram e a dizer que mandam em tudo.

    Pessoas parvas!

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  29. infelizmente, cada vez mais assistimos a situações em que as pessoas decidem fazer seu, aquilo que é de todos e ainda têm a capacidade de se indignar quando alguém os lembra de que estão errados…mais preocupante é a mensagem que pelos vistos transmitem aos mais novos…tenhamos esperança nas gerações futuras, de que sejam capazes de avaliar também os maus exemplos que os educadores lhes transmitem…

  30. De facto no meio desta atitude mesquinha e tipicamente de quem se sente inferior, o que me incomoda mais é um adulto ter este tipo de comportamento à frente de crianças, que um dia seguirão o mesmo caminho sem o questionar. O pior é que esta gentinha consegue o que quer, porque não há paciência para os aturar…

  31. Acabou de me acontecer uma coisa dessas, mas com o estacionamento (e não havia sinal de reserva – nem papéis, nem paus, nem pedras – só o senhor à janela de casa, a enxotar quem quisesse ocupar o “lugar do carro da mulher”, que tinha ido só levar o filho à escola)…

  32. Maravilhoso…
    O homo sapiens portugues no seu melhor.
    Não suporto falta de educação…mas aliada á ignorancia é um regalo!
    Parabens pela calma e respostas dadas…
    Realmente as crianças não tem culpa!

  33. Nos últimos dois anos fiz lá a festa do meu filho mais velho, e vou para lá, fico horas a guardar/preparar a mesa e sempre que se aproxima um grupo para almoçar digo para usarem a mesa, pois só vou precisar dela lá para as 16h. O sítio é ótimo, mas mesmo ficando lá custa-me que pelo facto de eu precisar de guardar a mesa a meio da tarde, mais ninguém a possa utilizar durante o almoço! Educação e civismo é o que basta para evitar estes problemas!

  34. E SABEM QUE MAIS? Estes estafermos analfabetos também tem cartão de eleitor e acreditem …não são poucos.

    Agora perguntem: “Porque é que temos uns politicos tão crediveis e sérios na Assembleia da Républica e no Governo

  35. O grande problema e que a maioria dos portugueses ‘e praticamente analfabruta. ‘E um povo rasca com pouca educacao com a agravante de ser emocional, logo facilmente cai tudo na peixarada. Isto ‘e um problema muito anterior a democracias e coisas que tais, nao recebem educacao e pronto.

  36. Boas Ricardo. Acho subtilmente tocas num assunto muito critico na sociedade portuguesa: a falta de educacao generalizada, ou falta de trato.

    E eu nem digo isto num tom de gozo ou de insulto. As pessoas em Portugal sao tendencialmente mal educadas uma para as outras, de trato dificil, o que ‘e algo que me incomoda imenso, a mim e imagino a grande maioria das pessoas.

    Ve-se em todo o lado. Na conducao, no transito, nos supermercados, nas ruas, nos cafes, nos varios espacos publicos como os jardins (como na tua historia), e ‘e algo que realmente piora a qualidade de vida das pessoas.

    Eu vivo em Inglaterra, e uma das grandes diferencas que notei aqui foi essa mesma: a preocupacao em ser bem educado. Nao demasiado, nao em exagero, mas ter um trato polido, minimamente pelo menos.

    Por isso a todos os portugueses que lerem isto, peco-vos: tentem ser bem educados com os vossos semelhantes, com as pessoas com quem partilham a sociedade. E muito melhor para toda a gente.

  37. Pois… provavelmente muitas dessas pessoas fazem o mesmo. Deve haver algum código de conduta entre os “mitras”.. 🙂

  38. “Mas quando à falta de civismo as pessoas juntam a falta de educação, então, estragam tudo”

    E o H nesta frase, também ficou reservado? As reservas ao português também podem ser consideradas falta de civismo.

  39. Sim, de facto é inacreditável a ideia de alguém ir ás 9H reservar uma pesa,apenas com um papel e depois voltas ás 16H, como se isso fosse uma coisa normal. Sabe qual foi o mal, foi ter-se ido embora. Eu cá tinha tentado ficar o máximo tempo possivel. Eu sei, os míudos não têem culpa das atitudes irracionais dos adultos, mas ao cederem mostraram aos adultos e ás respectivas crianças que os outros( casal meia iodade) é que tinham razão e que aquela atitude é que estava certa. Não deviam ter cedido, porque aquele casal de meia idade fala com aquela arrogância , exactamente porque ninguém os contraria , nem lhes faz frente. Eles precisavam, de uma resposta “á altura” . Desta forma eles vão continuar a ter este tipo de comportamento daqui para frente. Lamentável, de facto. É o país que temos, “gente” imbecil, prepotentes e arrogantes, acham-se mais que os outros.

  40. Sim, este é outro exemplo. Recentemente, numa cadeia de fast food passei por esta situação. Dois adultos, 3 crianças, educadamente cumprimos o que “dizia” num cartaz “Não é permitido reservar mesa”. Depois andámos feitos tontos com os tabuleiros e as crianças atrás a lembrar as pessoas que estavam sentadas sem comida do aviso. Mais de metade da sala tinha mesas ocupadas sem comida e não havia nenhuma mesa livre. Todos se recusaram a levantar, alegando que estavam à espera e que todos faziam mesmo. Ou seja nós é que tínhamos sido parvos por não ter guardado mesa. Acabei por ir falar com o gerente, dando-lhe conta que ou tiravam o cartaz ou tinham que assegurar que os cumpridores não eram penalizados. Respondeu-me que não tiravam o cartaz e que depois cumprir “era lá com as pessoas”. E mesmo eu insistindo que assim penalizavam quem cumpria, continuou a responder que isso não era problema deles. Acabei por efectuar uma reclamação no livro. Ainda não recebi qualquer resposta.

  41. E com essa quantidade de gente sentada no chão,ainda ninguem tinha ocupado as mesas,públicas?mais do que com a limitaçao intelectual de meia duzia de pessoas,fico impressionada com a passividade da grande maioria.

  42. Ahahahahah, muito bom! Conheço o tipo… Trabalhei muitos anos num bar de praia e tínhamos umas espreguiçadeiras todas catitas para os clientes poderem tomar o café com o pézinho na areia ou fazer praia ali mesmo. Não tinham que pagar aluguer, apenas consumir os produtos da casa, desde bebidas a snacks. Maravilha, não? Pois, acabamos por ter que cobrar, depois de muitos abusos e queixas mais do que justificadas. Havia uns chicos/as-espertos/as que às 8 horas (o bar abria às 9.30) já deixavam a toalhinha para reservar a cadeira, apareciam lá por volta das 11, tomavam um café e eventualmente uma água, desapareciam entre as 13-15h para almoçar e dormir a sesta… Mas deixavam a toalha claro! Voltavam à tarde com a família e muitas vezes o farnel, que comiam atrás de uma palmeira para não serem chamados à atenção. No máximo gastavam 2 euros, 3 nos dias em que pediam um geladinho, por área reservada na praia com espreguiçadeira, chapéu, caixote do lixo, música ambiente, serviço de esplanada… Curiosamente quando se passou a cobrar deixaram de aparecer. Enfim, o tuga é do camandro mesmo!

  43. Acha mesmo que o miúdo percebeu que o pai é que esteve mal nessa situação, e que vai aprender algo com isso?

    O que o miúdo sabe é que o pai reservou as mesas para a festa dele e dos amiguinhos, e que chegaram ali umas pessoas mal educadas que se sentaram nas mesas deles…lol

  44. O problema é que a grande maioria dos portugueses não faz a ideia do que é um espaço público. Estamos com quase 40 anos de democracia, mas à gente que ainda nem chegou à adolescência da mesma…

  45. My God!!! É igual áquelas mesas cheias de gente sem comida e nós com crianças e tabuleiros e tudo e tudo… Comemos em pé e elas continuam por ali…. Very typical!

  46. Típico de uma sociedade que se julga com direito a todo sem o menor respeito pelo próximo. Enfim parabéns o miúdo que nao tem culpa dos pis que tem, e como ser inteligente e pensante ainda tem tempo para perceber e fazer melhor.

  47. Completamente! Não tolero faltas de respeito. Incomoda-me imenso, não percebo como as pessoas não conseguem ver a razão!
    Devias mesmo ter ficado até à noite…

  48. É impressionante e devastador quando a ignorância e a falta de respeito pelos outros nos cai no colo.

    Uma boa semana. Sem reservas..:-)

  49. Ai que agora até fiquei com comichão Ricardo! Juro!!!! Gente desta, e ainda para mais com atitudes de quem “eu sou o maior e mando nisto tudo”, tira qualquer um do sério…

DEIXE UMA RESPOSTA