1 Comentário

  1. Eu sofro de depressão major, uma forma muitissimo severa de depressão que levou a quatro internementos de longa duração, 8 tentativas de suicidio e muita medicação e psicoterapia. Embora possa compreender que em casos de depressão ligeira ou moderada a psicoterapia por si só ajude também é verdade que eu não me conseguiria reerguer sem medicamentos (e muitos, infelizmente) mas não me considero dependente ou "drogada" por isso. A força de vontade nos casos mais severos de depressão não é simplesmente suficiente e é errado passar a mensagem de que é assim que se lida com uma depressão. Há muitas formas de depressão, cada caso é um caso, e em relação à minha experiência pessoal a força de vontade era, por questões médicas, inexistente. Tive sim de ter paciência até encontrar os terapeutas adequados e a medicação que me ajudou a estar hoje, um bocadinho melhor.

  2. Eu quero falar mais. Eu quero transmitir mais. Mas, por agora, eu só quero dizer que vi este site…e de repente…fiquei afim…primeiramente pelo nome. Arrumadinho é um prato (bem gostoso!!!) que temos no Nordeste. Nordeste do meu Brasil. (Que saudades!). Você aí, dono do Arrumadinho (do site), conseguiu a essa hora (ainda no trabalho) provocar um nó na garganta. Depois explico. Depos falo mais. Depois transmito.
    A "nossa" estória (ou história) vai começar assim: revi-me també no texto. E queria que o momento que passo ficasse também…bem arrumadinho.
    Boa sexta!

  3. Sofri de uma depressão pós parto a cerca de 3 anos.Hoje ao ler este post lembrei-me de tudo o que passei.A depressão pós parto ainda é muitas vezes subestimada e ignorada culpando as hormonas e a velha conversa do "é normal blá blá blá".Agradeço á minha psiquiatra que na primeira consulta me disse "Confie em mim,vai passar" e passou.Já não tomo medicação á cerca de 1 ano e meio.Claro que ficou a culpa pois aquele ser tão pequenino não tinha culpa de nada mas temos que seguir em frente.Aconselho a pedirem e aceitarem ajuda.Ainda hoje penso no que passei e tem momentos menos bons mas passa e tento pensar noutras coisas,coisas simples mas que valem muito.Sorrir,ir tomar um café,ler blogues…enfim viver.Fiquem bem.Obrigado Ricardo por o que escreves.

  4. Concordo Eduardo, e o bom dos blogues ou de muito poucos pelo menos …é o de com a partilha dos outros nao nos sentirmos tao sozinhos.Mesmo quem nao teve depressao fica mais sensibilizada para os noutros ao ler estes testemunhos: Vivao Arrumadinho!
    Maria

  5. Para quem escreveu um pouco mais acima, que este tema era aborrecido, só desejo que este mal nunca lhe bata à porta . Infelizmente é a doença do século e com tendência a piorar, dada a conjuntura económica do país. Sofro desta doença a alguns anos e tem sido uma luta constante pela busca da felicidade, que tanto me era característica antes desta DOENÇA, sim porque é uma doença e não um mero estado de espírito. E não se trata de ser forte ou fraco, aliás para mim, foi um culminar de situações de tanto ser forte…que um dia tinha de cair. Não somos Deus, nem o super-homem…há sempre alguma situação que nos perturba mais. Quanto a psicólogos, a mim não resultou, apesar de ter começado a ver a vida de uma maneira mais simples…mas tem de ser com fármacos. Um conselho que dou a quem esteja a passar pelo mesmo ou esteja com sintomas…aceitem a doença e procurem ajuda, não se isolem, façam exercício físico…Um dia tudo há-de voltar ao normal de novo:) É um caminho doloroso mas tratável…temos é de pensar…TUDO A SEU TEMPO. Obrigada Ricardo pelo seu texto e se tivesse lançado o seu livro mais cedo, não teria tido tantas "ralações" mas sim relações…Mas enfim, nunca é tarde demais. Abraços

  6. O ano passado também eu caí numa depressão, sem grandes motivos aparentes. No início, achei que era uma mais tristeza passageira, afinal nunca fui uma pessoa muito alegre ou sociável. E fui adiando o pedido de ajuda.
    Até que percebi que não era normal eu "googlar" tantas vezes a palavra suicídio. E, embora eu ache que nunca teria coragem para o fazer, até porque tenho uma filha de 3 anos, aquela palavra atraía-me. Finalmente, em Setembro, decidi ir ao Psiquiatra, que me receitou anti-depressivos e ansiolíticos. Estou muito melhor, praticamente todos os meses tenho nova consaulta e o psiquiatra vai ajustando a medicação. Logo na primeira consulta, ele disse-me que a depressão era um problema muito comum, mas que infelizmente, muitos são os que não procuram ajuda. E assim, perdem qualidade de vida.
    Estou muito feliz com a minha decisão, não acho que vá ficar dependente da medicação, aliás, desde que a tomo até larguei um vício de 20 anos, o tabaco. Penso que é preconceituoso isso de se dizer que se fica dependente. Se se for acompanhado regularmente por um bom profissional, não há razões para isso acontecer, trata-se de um tratamento uma doença, como outra qualquer, em que é preciso recorrer a fármacos. Não se trata de pílulas da felicidade, mas são uma grande ajuda para acabar com aquela angústia inexplicável que se sente.

  7. Obrigada pelo testemunho e parabéns pelo texto, incrivelmente transparente e bem escrito. Infelizmente, pensamos sempre que só acontece aos outros e quando nos calha a nós, somos apanhados de surpresa… Todos os dias são um novo dia, um dia que tem de ser encarado de frente e com a força que todos temos dentro de nós. Além da/o psicóloga/o, que ajuda, sobretudo, se nos identificarmos com ela/ele, aconselho o livro "A inutilidade do sofrimento". Acreditem que é um bálsamo para a alma ver que há outras pessoas a passarem pelo mesmo que nós, ainda que o mais importante, seja agarrarmo-nos às coisas boas da vida e ao simples facto de estarmos vivos.

  8. Identifico-me tanto com este post! Senti exactamente isso há +- há uns 8 meses atrás… Tinha tudo para estar "bem" e não me sentia assim. Desde Setembro que estou numa psicóloga por opção e foi das melhores coisas que fiz na vida!…em apenas 5 meses a minha cabeça está outra, e eu também… novamente em equilíbrio! 🙂 Obrigada pelos post!

  9. Concordei? Onde? Com que parte?

    A medicação é importante (ainda que nem sempre essencial) para o empurrão inicial mas de nada serve se não foi feita psicoterapia. Infelizmente, o que acontece na maioria dos casos é a prescrição de antidepressivos durante meses, anos até, sem que a pessoa seja capaz de sair do buraco.

  10. ainda bem que conseguiste ultrapassar. infelizmente esse tipo de problemas está a aumentar cada vez mais no nosso país.
    eu também já sofri uma depressão, que foi resolvida com medicamentos porque nao havia dinheiro para terapia.
    uns tempos depois, comecei a ter ataques de pânico, a andar ansiosa demais. culminou em problemas fisicos^(problemas no estomago e intestino sem danos no corpo, a chamada sindrome do colon irritavel), emagreci muito e tive mesmo de fazer terapia e tambem acupuntura para aprender a controlar a ansiedade e assim equilibrar o corpo.
    pra mim é uma luta diária, como um ciclo vicioso: ansiedade – problemas fisicos – deixar de sair e ter forças – depressão
    espero um dia conseguir tomar o controlo do meu corpo.

  11. olá arrumadinho,

    começo por dizer que até sofrer de uma depressão eu era uma pessoa altamente preconceituosa para com as pessoas que sofriam desta doença! Eu achava que eram pessoas fracas, que muitas fingiam para pôr baixa…. pois bem, mordi a língua! O que despoletou a doença foi a morte inesperada de um familiar próximo mas segundo a médica era também traumas reprimidos da infância (não vale a pena guardar tudo cá dentro pq mais tarde ou mais cedo explode)e excesso de trabalho ao mesmo tempo que os estudos. Fiquei surpreendida comigo mesma pq achava-me uma pessoa forte e optimista! Revejo-me totalmente nas palavras do arrumadinho apesar de eu ter tomado ansioliticos durante 2 anos (antidepressivos fora de questão) e de não ter ido ao psicólogo pq tive vergonha! O que foi mais grave no meu caso foi pensar todos os dias em suicídio! Também não contei a amigos e familiares pq tive vergonha, então muitos pensam que me afastei por ser snob! A solução para mim foi virar-me para a espiritualidade e está a dar certo!
    Um abraço
    Vera

  12. Há cerca de 8 anos dei por mim fechada num quarto. Um mês sem dormir. Ou melhor, um mês em que não dormi mais do que 30 minutos ou uma hora por noite. Fui obrigada a procurar ajuda e assim o fiz, contra a minha vontade, diga-se. Durante meio ano fiz terapia semanal. Aprendi a falar e a confiar numa pessoa que nunca tinha visto na vida. Falei de tudo o que pensava que já tinha falado antes. No final das consultas pensava que, na verdade, nunca tinha partilhado tais coisas. Passado meio ano dizem-me "acho que já podes andar sozinha. Volta daqui a um mês. Se tudo correr bem, depois disso, voltarás seis meses depois e, no final, esperemos que não te volte a ver aqui no consultório". Assim foi. Comecei a ver as coisas de forma diferente, ganhei defesas para contrariar os maus momentos e, acima de tudo, consegui voltar a olhar para a vida com vontade de fazer parte dela. Contudo, há uma duas frases ditas no último momento de terapia que nunca mais me saíram da cabeça: "As sequelas da depressão ficam sempre, o que aprendeste foi a dominar o que te dominava. Mas atenção, nunca se está curado… a diferença é que agora tens as ferramentas para não voltar lá."
    E é verdade! Eu aconselho TODA a gente a fazer terapia com um psicólogo! Devia ser obrigatório e não um recurso em caso de necessidade…

  13. Obrigada por esta partilha Arrumadinho. Pode ajudar outros a perceber que há momentos da vida em que qualquer um de nós pode e deve procurar ajuda. Nunca passei por isso, mas tenho um familiar próximo que sofreu bastante e sei o que custa e como pode acontecer a qualquer um de nós.

  14. Arrumadinho, admito que depressão é algo que não consigo perceber. Não consigo perceber como é que alguém fica na fossa, sem vontade de fazer seja o q for. Sem ir trabalhar, sem comer, nada. Eu já estive na merda mas sempre comi, sempre tomei banho, sempre cumpri as minhas obrigações. Triste e lixado da vida sem dúvida mas ela continua.
    É algo q não percebo.

    Um amigo meu diz-me q a depressão pode ter causa em questões químicas no nosso organismo…ok..já conseguiria perceber melhor.

    Abraços

  15. Desculpe, psicólogos não fazem diagnósticos de patologias? Espero que não trabalhe na área, porque esta afirmação é completamente errada.

    Além do mais, é impossível ter uma ideia de diagnóstico do Ricardo com tão pouca informação, pelo que não se pode dizer se foi um caso de depressão ou de burnout.

    A depressão não é sempre tão "profunda" como nos habituaram a pensar. Um episódio depressivo é igualmente sério, apesar de ter uma duração mais curta do que uma depressão clínica, podendo ser tratado com psicoterapia, não tendo de implicar o uso de fármacos.

    Psicólogos não fazem "basicamente validação de sentimentos e pensamentos". Isso fazem os amigos com quem se desabafa ou um mau psicólogo. A terapia serve também para guiar o paciente no levantamento de questões sobre si, levar à auto-reflexão e encontrar em conjunto soluções adequadas ao seu caso. É a transformação interior que se pretende, no sentido de criar estratégias de "coping" que permitam no futuro o paciente ser capaz de enfrentar e ultrapassar os obstáculos que vão aparecendo.

  16. Não li os comentários, mas pela quantidade e tamanho, vai ao encontro do que vou dizer: todos nós em alguma fase da vida iremos atravessar um período semelhante.
    Muitas vezes recorrer a ajuda é o melhor que temos a fazer, admitindo que não temos de ser super-homens/mulheres a toda a hora.
    Já tive infelizmente bastantes coisas más na vida e sempre achei que "não tinha tempo e nem podia dar-me ao luxo de deprimir" e sempre lidei com tudo na hora. Agora, anos mais tarde, olho para trás e vejo claramente que ter tido mais apoio, não só psicológico, mas familiar ou até amoroso, teria sido muito melhor.
    Enfim, isto para dizer que vivemos a vida o melhor que sabemos, mas devemos efectivamente aproveitá-la, ser um nadinha egoístas e procurarmos estar bem connosco mesmos. Com ou sem ajuda externa.

  17. tal e qual.. 🙂 só por dizer k no meu caso, a depre se deveu a um trauma.. 🙁 mas para mim sem dúvida agarrar na minha pessoa e recorrer a ajuda profissional de um psicólogo foi um grande passo (tb tinha a mania k resolvia tudo sozinha..) e tem sido para mim literalmente reaprender a Viver! tão simples e tão complicado quanto isso.. 🙂

    Sonia L.

  18. Texto singelo e tão certeiro. Tambem eu, desde há cerca de 6 anos atrás, combato tal desaire. Em 2006 entrei em esgotamento puro…2+2=…??? ah…4!! Foi mesmo assim. Uns anos de traballho intenso e licenciatura de direito em pós-laboral esgotaram-me completamente. Parei os estudos, pausei dois meses e lá veio o santo prozac… Ao fim desses meses voltei a trabalhar…precisava sentir-me válida em algum campo da minha vida. Aos poucos fui ganhando cor, sentindo os cheiris de novo…as memórias emocionais regressaram devagar…e ter consciência disso…senti-me realmente emocionada por perceber melhoras. A melhor "imagem" ou metáfora que ficou para descrever o estado vegetativo em que me encontrei é o de alguem que é pura e simplesmente espectador. Espectador da vida, de tudo o que se movimenta à nossa volta e não se sente como parte integrante da mesma. Sentia-me como que em uma dimensão diferente…como se estivesse sentada numa cadeira e tudo vivesse à minha volta..menos eu. Melhorei realmente, no ano seguinte perdi o peso que havia ganho na depressão/esgotamento, comecei a fazer desporto, apaixonei-me – mas palavras do meu médico na altura, o melhor anti-depressivo que existe – e a vida foi continuando. Senti-me viva. Mas a vida vai e volta e algumas coisas correram menos bem nesta paixão… comecei a ceder de novo. Não voltei ao ponto em que tinha estado antes, mas voltei a tomar prozac…que é como uma bengala. O meu cérebro, por questões hormonias primcipalmente, entra em défice químico. Com o prozac, ao fim de alguns anos, veio a líbido nula…nada…nadinha de nada. Chegando a sentir qualquer contacto físico como uma invasão. Percebi aí a minha tendência de carapaça emocional…o organismo é muito sábio…reagiu à origem de muitas mágoas passadas e tendo vindo a fechar-se cada vez mais. Ao brilho da vida, de vez em quando tenho de "puxar o lustre" para que fique mais vivo. Há dias melhores e dias e semanas e meses piores. Deixei a medicação por decisão pessoal. Terapia…os tempos não estão para essas coisas, que infelizmente são encaradas como "um luxo" e não têm quaisquer ajudas do sistema de saúde. Na minha opinião, a melhor decisão, para quem possa.
    Aprendi que temos de educar a nossa mente. Estreitar pontos de vista, alargar outros. Distrair-nos o mais possível. Resignarmos a nossa vontade ao que é possível e não àquilo que gostariamos, ou ficará sempre a frustração. Do menos, fazer mais.Descobrir novos interesses e até talentos que nem sabiamos que tinhamos. Fazer coisas simples, que nos encham a Alma (para mim é cozinhar…). Ter presente que as circunstânciias, as menos boas principalmente, são isso mesmo. Circunstâncias. Na vida tudo muda. Em palavras mais "holísticas"…parar é deixar as nossas energias paradas…e se param, não mudam. Movimento, o mais possível. Seja de ideias, actos, vontades, objectivos. Não acabei direito. Nunca vou acabar. Ficou muito medo de desgaste. A mente ficou menos capaz. A capacidade de memorização não é a mesma. Mas que portas novas isso poderá abrir? e não serão melhores? ESPERANÇA. Nunca perder a ESPERANÇA e atrair com isso coisas boas.
    Bom, divaguei "um pouco"…o assunto é-me apelativo q.b..
    Artigo muito bom. Gostei muito de o ler e de tudo aquilo a que a sua leitura me remeteu…dentro de mim.
    🙂
    Maria

  19. Obrigada por este comentário, porque é exactamente isto. A vida anda por aí mas "acontece só aos outros", aos tais "fracos"…

    Aprendi também a perder preconceito quando me dirijo ao edificio da saude mental. Mas nunca, nunca, nunca vai ser exactamente a mesma coisa do que ir a outra consulta, porque esta doença fez-me perder o que sei que nunca teria perdido se fosse outra doença, até uma mais grave. Quando não é visivel, quando não sangra, são manias. Infelizmente é muito estigmatizante.

    Obrigada, muito obrigada.

  20. Sou uma leitora assídua do seu blog e nunca tinha comentado antes mas este post obrigou-me a fazê-lo. Também sou jovem, com a vida toda pela frente com tudo reunido para ser feliz e realizada. Mas também vivo em depressão e procurei ajuda também de um psicólogo à revelia de todos e tem de facto feito maravilhas!
    Se dissesse que estou em depressão acho que ninguém iria acreditar mas de facto estas coisas também 'batem a porta' de quem tem tudo para ser feliz. E esse exercício de olhar para dentro conheço-o bem!
    Beijinhos e continue com este blog fantástico =)

  21. Olá Arrumadinho, sou leitora assidua deste espaço mas nunca comento, mas hoje tive mesmo de o fazer.
    Muito obrigado por nos ter preferido (psicólogos) é que embora pareça uma escolha fácil não é, porque o caminho da terapia é BEM sinuoso e era bem mais fácil ir ao medico e tomar uns anti depressivos.
    Admitir publicamente que se teve depressão é um acto de coragem, porque bem sabemos o preconceito que está associado ás patologias psicológicas, acredito que este texto possa funcionar como forma de sensibilizar as pessoas para a necessidade de pedir ajuda profissional (que os melhores amigos ou familia do mundo não substituem).
    Há pessoas que dizem que com elas não funcionou, é possivel que não tenham escolhido a corrente terapeutica mais adequada para si, existem várias abordagens muito diferentes justamente por isso.
    Aproveito este espaço também para alertar quem queira procurar um profissional para se certificar que é de facto um psicoterapeuta (que não é a mesma coisa que um psicologo. A forma mais segura de procurar um profissional com a formação devida é recorrer ás Sociedades Portuguesas da terapia em questão, Breve, Cognitivo Comportamental ou outra.
    A depressão é uma das patologias mais comuns do presente, não é coisa de gente fraca de espirito ou de gente sem personalidade, isso meus queridos é Psicologia da revista Maria.
    Obrigado Arrumadinho

  22. been there, done that…e o pior é que não é 1 doença socialmente reconhecida porque não deixa marcas físicas..para os outros é mais facil rotular de preguiçoso, chato, comodista…e não, não é mesmo nada disso…

    Acredito que a cura, o dia seguinte, tem de passar obrigatoriamente por uma mudança no paradigma de vida..comigo foi assim..só mudando a forma de veres as coisas, como disseste, não é ver pelos olhos dos outros, mas sim pelos teus, e honestamente..tens de identificar, aceitar o problema e exterminá-lo! 🙂 sempre em mente que nada te vence, que és mais forte, que vais chegar lá! Costumo dizer que o psicólogo é o caixote do lixo da mente..é necessário "despejar" lá tudo aquilo que é lixo, que não te serve para nada a não ser corroer e deixar-te em baixo..é como ir ao ginásio! 🙂 ehe

    nunca comentei aqui mas hoje foi mais forte que eu!Obrigada pela exposição e honestidade. Bom ano! 🙂

    bj Ana

  23. Que texto fantástico! Condordo completamente quando escreve que os Outros podem achar que sabem, mas não fazem a mínima ideia do que realmente sentimos ou de quem somos (ainda vou fazer uma tatuagem com a frase da Márcia "Sobre a pele que há em mim tu não sabes nada"). Presumir que somos felizes porque reunimos todos os fatores universais que se aspira é tão redutor como supérfluo.
    No ano de 2012 também me fui sentindo diferente, alheia, distante, menos sorridente. Conhecendo-me bem e devido ao fato da minha mãe sofrer de depressão crónica, tenho a certeza que estava a entrar na fase inicial de um periodo que se poderia apresentar como negro. Sempre me vi como uma Avançada no campo mas durante o ano passado vi que não me levantei do banco dos suplentes.
    Decidi olhar para dentro de mim e percebi que não era feliz e que o que precisava era de mudar de vida, radicalmente. Arranjei coragem e parti para a aventura da minha vida.
    Como diz Quintino Aires, 90% da nossa felicidade depende de nós. E eu, decididamente, não fui feita para ver a vida passar-me ao lado.

  24. Entendo a Carolina, estou numa fase má da minha vida e começo a sentir-me seriamente desesperada e sem saber o que fazer. Queria procurar ajuda, mas como o Arrumadinho disse, não queria muito entrar pela via dos fármacos, sei que em muitas situações ajuda. Não leva os problemas embora mas às vezes dão algum ânimo à pessoa e a partir daí ela encontra estratégias.
    No entanto não entendo como é que a intervenção de um psicólogo me poderá ajudar a enfrentar as situações pelas quais estou a passar…
    Ana

  25. Gostei do texto, e revi nele alguem que amo muito e que nem sempre consigo ajudar. O meu filho, tem 13 anos e também ele já teve assim. E o que se faz a uma criança que fica deprimida aos 7 anos até aos 12? É dificil, chorei muito, achava impossivel acontecer a tão pequenos, e logo ele que a mãe é toda bem disposta e não acreditava nisso. A vida ensinou me que estava errada, e que existe, e que eles precisam de ajuda. Já teve mais de 5 psicologos, mas agora aos 13, já ri, já brinca e já não diz que quer morrer, já não se preocupa tanto com a guerra no iraque, acho que já é feliz. Mas não é facil, temos que acreditar, temos que ter força, temos que estar lá para eles. E para mim, como mãe, como pessoa, foi um abrir de olhos, foi o aprender que isso chega sem mais nem menos, sem grandes motivos, chega e nos abala como um tornado. Obrigado

  26. Boa noite,
    Revejo-me na tua situação em alguns aspectos, noutros nem tanto, talvez por ser mulher, talvez por ter outra idade…
    Já frequentei dois psicólogos diferentes em diferentes fases da minha vida com um intuito diferente de cada vez.
    A minha pergunta é: como é que falar simplesmente sobre o que pensamos nos ajuda ou "cura"? Eu entendo que há coisas que nem as pessoas que nos são mais próximas conseguem entender, ou até mesmo nós próprios podemos ter vergonha de lhes contar… entendo que falar com um um estranho não implica consequências, não lhes permite julgar-nos senão de fora… mas até que ponto falar sem medida para alguém que não nos conhece e que se limita a ouvir nos ajuda? E mais, quando é que se sabe quando é a "ultima sessão"? Quando é que se sabe que já está tudo bem?
    Não estou a menosprezar os psicólogos, nem a tua situação em particular. É apenas uma pergunta sincera e à qual não encontro resposta, pq penso que nunca nenhum psicólogo me compreendeu realmente, como aconteceu contigo.
    Carolina

  27. Gostei muito de ler este texto e, em particular, de ler a caixa de comentários (o que é raro, porque muitas vezes só aparecem opiniões mesquinhas, mas bom). Também eu já passei por isso, mas a minha depressão foi tão funda que tive sintomas horrorosos, que jamais poderiam ter sido combatidos sem medicação. A questão do vício é relativa, depende muitas das pessoas e do organismo de cada um. Eu tomei uma dose de cavalo de medicamentos. Paxetil, prazam, stilnox, triticum, victan… you name it! E passados seis meses fiz o desmame e, até hoje, 3 anos mais tarde, estou sem tomar nada. E digo-te, na altura foi o que me safou, sem dúvida. Agradeci muito por não ter nascido na Idade Média, naquela altura. Ahah A questão é que esta é, efectivamente, uma doença. Não é estar triste, não é estar com a neura, não é ser fraco. E a maioria das pessoas não compreende isso. Não sabe o que é sentir tamanha desconexão com a vida. Não sabe o que é perder o apetite, o sono, a vontade de socializar, até perder os vícios antigos (como fumar, no meu caso), porque simplesmente já nada nos diz nada. E eu também me considero uma pessoa optimista e alegre. Adoro socializar, sou uma pessoa apaixonada por inúmeros temas, gosto de saber mais, adoro estar viva. Mas na altura era o meu oposto, estava consumida pela minha condição. O facto do Arrumadinho ser uma figura pública e um "opinion maker" e de ajudar a desmistificar temas como este é, na minha opinião, notável. Pode ser que um dia deixe de haver tanto preconceito. É que a depressão não é coisa de fracos nem de maluquinhos. Não é um fraco que passa por isso e que se ergue novamente, que se consegue reconstruir de novo. Eu assumo completamente o que tive, sem medos e sem vergonhas. E acho que todos deveríamos fazer o mesmo.

  28. Infelizmente ambém já passei por isso e agora que leio o teu texto revejo que talvez o que me tenha conduzido fosse a tal indecisão de que falas (na altura não tinha a menor noção disto). Curiosamente eu fui para uma psquiatra que me encharcou em drogas e nada resultou. Tomava n comprimidos para dormirsem que nada fizesse efeito e saí da depressão) quando eu decidi que tinha que sair. Curiosamente foi o peso da responsabilidade de ter que levar a minha filha a escola que levou a que me obrigasse a sair da cama.
    Este ano em fevereiro faleceu o meu pai (a minha mãe faleceu há seis anos) e senti-me bastante sozinha (apesar de ter três filhos) e a dada altura senti que algo me puxava para baixo, mas a experiência anterior fez com que tivesse motivação para me obrigar a lutar contra essa força demoniaca depressiva e ia remando para cima.
    Obrigado por partilhares este testemunho.

  29. Até ia fazer um comentário em relação à parte dos golos do slb, mas contive-me pois o assunto é sério, grave e toca-me especialmente.

    Aliás, vou dá-lo a ler a uma pessoa querida, é sempre bom nestas alturas ler coisas positivas de pessoas que conseguiram ultrapassar.

    Por isso, muito obrigada por partilhares a tua experiência.

    (ocadernodeardnas.blogspot.pt)

  30. Como me revejo nas palavras… Infelizmente quem nunca esteve do lado da "depressão" nunca entenderá e dizem que estamos loucos.
    Gostei da partilha. Infelizmente além de depressão, ganhei um esgotamento no qual fui vítima de buyling laboral. Em casa, família, ex-namorado e alguns amigos deixaram-me de lado. Foi preciso passar tempo e me curar devidamente para verem que andei mal. Posso mesmo dizer que poucas pessoas entenderão "este estado" e que nunca o "apanhem".
    Haja saúde, que é o bem precioso que temos.

    Ana Sofia

  31. Gostei muito. Texto sensato. Na minha família, felizmente, nunca tive ninguém com uma depressão. Eu também sou super alegre e optimista. Mas a depressão é uma doença, e uma doença complicada de vencer. Este texto é um abanão, porque revela que isto não é só um problema dos alegados fracos de espírito. Gostei.

  32. Soberbo. Obrigada por este texto. Revejo-me na maioria do que escreve e pelo processo que passou e fico mesmo contente em perceber que existe um final feliz no final da história, é reconfortante.

    Beijinho, Mariana.

  33. Muito obrigada por este post (não sou a única a agradecer :), que retrata um lugar onde tantas vezes estive e onde me encontro também agora. Vivo num estado depressivo desde os meus 16 anos (há cinco anos, portanto), com altos e baixos, mas na generalidade o mundo tem sido cinzento desde essa altura; de momento sei o que me faz estar assim mas o motivo é demasiado sensível para querer explorá-lo e "endurecer" a carapaça é a única maneira de ir sobrevivendo. Venho de uma família com historial de doença mental, de modo que entendo que tenha maior propensão a estes estados do que outras pessoas que passam até por coisas piores, e no meu caso em particular existe mesmo a necessidade de estar medicada (e dizer que não sempre que o Sr. Dr. nos quer aumentar mais uma vez a medicação porque sei que já experimentei mil coisas que em nada afectam o meu estado espírito e só contribuem para me entorpecer). Obrigada mais uma vez por esta confirmação de que é possível ter tudo, uma boa vida, uma vida que deveria ser feliz, e não se estar bem. Se calhar porque faltam desafios, se calhar porque não é entusiasmante o suficiente, se calhar não tem explicação. Talvez a vida cinzentinha, certinha, prevísivel, chata, seja afinal também uma morte para a alma.

  34. Sou estudante de Psicologia, 4º ano de mestrado. Concordo que nao se pode generalizar e por vezes a medicaçao tem mesmo de ser um complemento…mas a psicoterapia faz uma grande parte do percurso para aqueles que assumem e SAO CORAJOSOS o suficiente para entrar nesse processo…sim, porque so alguem corajoso entra num processo de auto consciencializaçao e auto reflexao, um caminho por vezes assustador e muito solitario. Mas depois desse caminha, teremos ferramentas para a vida.
    Boa Noite

  35. Gostei muito e como estudante de psicologia, ja em mestrado, concordo que os medicamentos podem ajudar, mas a base da psicoterapia tem muito a ver com o reconhecermo-nos como agentes activos nessa reestruturaçao que acaba por ter de ser feita. E sem duvida que todos os que ja foram ao psicologo, e tiveram o privilegio de ter uma boa terapia, vao ficar com ferramentas para o resto da vida.
    Por vezes, a medicaçao tem mesmo de ser um complemente mas a psicoterapia faz meio caminho… (peço desculpaa pela falta de acentos..o pc anda maluco)
    Boa noite=)

  36. Adorei, principalmente esta parte
    "Uma coisa é certa: se nos mentalizarmos de que não seremos derrotados, se lutarmos com todas as nossas forças, se superarmos todos os limites, uma e outra vez, conseguiremos ultrapassar quase tudo. A vida proporciona-nos tudo, mas não nos dá nada." é nisso que penso todos os dias e muitas vezes o que me dá energia, EU SOU CAPAZ!!!

  37. Mais uma vez surpreendes-nos pela positiva ao partilhares esta tua história e ao assumir que já passaste por uma depressão. De certa forma estás a contribuir para ajudar aqueles que já passaram, estão a passar ou poderão um dia vir a ter uma depressão, ao dares o exemplo de que pode acontecer a qualquer pessoa, inclusive aquelas com uma elevada auto-estima e que aos olhos de todos aparentemente não teriam motivos. Ter essa consciência é sem duvida um exemplo positivo de que as maiores dificuldades podem ser ultrapassadas.

  38. Ler este texto neste momento, teve a sua piada porque sinto-me assim mesmo e amanhã tenho a minha primeira consulta com uma psicóloga. Não sei se me irá servir de alguma coisa. Vamos ver…
    Às vezes não é algo muito grave que nos deprime, mas um conjunto de problemas que nos moem e remoem. A verdade é que sinto a minha vida estagnada e em suspenso, uma série de problemas que não consigo resolver e isso está a deixar-me em desespero, super desorientada e pequenina perante a vida… Nada me alegra e não sei a que me agarrar para seguir o meu caminho. Espero também encontrar a minha força interior.
    Obrigada por este post. Agarrou-me do início ao fim. Muito bem escrito.

    Beijinhos

  39. Ricardo, parece-me apenas que há uma confusão com os termos utilizados. Pela tua descrição tiveste um esgotamento ou, se preferires, um burn out. Depressão é algo que se reserva exclusivamente aos psiquiatras (psicólogos não fazem diagnósticos de patologias) e que, apesar de poder ser acompanhada pela terapia que referiste (basicamente de validação de sentimentos e pensamentos), também se deve centrar na medicação… Ainda por cima porque salientaste que nem sequer era uma depressão reaccional.

    Mas folgo em saber que recuperaste 🙂

  40. Para quem já passou por uma depressão profunda, e eu incluo-me neste grupo, este texto faz todo o sentido. E achei-o excelente.

    Comigo aconteceu quando a minha mãe morreu de cancro com apenas 58 anos. Eu que a imaginava bastante velhinha, muito bem arranjada, como costumava ser seu hábito. Já tinha o futuro todo organizado. Imaginava-me a levá-la à Pastelaria Suiça, no Rossio, local que a minha mãe adorava. Adorava o chá e o seu bolo duchesse (nunca entendi como é que se pode gostar daquela coisa)com as amigas. Portanto, via-me de braço dado a passear pelas ruas e a conversar. Era uma excelente conversadora. De repente, a vida troca-me as voltas e leva-me o meu grande pilar. O grande amor da minha vida. E eu cai. Cai de forma assustadora. E caiu tudo o que até aí tinha feito sentido. O trabalho e a tal da carreira, que era uma das coisas mais importantes para mim, caiu. A minha casa e a minha independência caiu. A relação da altura caiu.

    A médica quis que eu fosse acompanhada por um psicólogo e receitou-me "ajudinhas". Recusei tudo. Precisava de me afundar. Ou se calhar, teria que passar por todo esse processo. E afundei-me realmente. Mas, da mesma forma que vida nos parece afogar quando menos esperamos, uns tempos depois, usa essa mesma forma, e oferece-nos uma força impressionante. Capaz de nos fazer voltar à vida. E voltamos com a consciência, de que, se conseguimos passar pelo "inferno" e sobrevivemos, será com certeza muito difícil lá voltarmos. Ganhamos uma espécie de imunidade. E acaba por ser um privilégio, continuarmos a andar por cá com esta espécie de «imunidade». Que tem apesar de tudo, um sabor amargo.

    A única coisa que não me consigo esquecer, é da crueldade de algumas pessoas, que gozam com algo que desconhecem. Dizem que isto é coisa de "fracos". Eu digo que a vida anda por aí…

  41. A tua história é em muito similar à de tantas pessoas, e de cada um de nós em alguma altura da vida; talvez sem a mesma "gravidade", mas todos já nos sentimos vazios por dentro e sem sentido. És um exemplo para todos os que se sentem assim e "deixam andar", devemos assumir que não estamos bem e procurar ajuda, o que muitas vezes é a parte mais difícil.
    A depressão é mesmo um estado muito difícil e cada vez mais vejo pessoas à minha volta a passar por isso, inclusivé grandes amigos. No entanto sinto-me sempre um pouco impotente, como os ajudar? Só com palavras amigas e fazendo sentir que estou cá para elas? É o que tenho feito. Tens algum conselho neste sentido?
    Parabéns pelo teu testemunho e coragem em escrevê-lo, estás a ajudar muita gente de certeza!
    Um beijinho

    http://coisasquetaiseafins.blogspot.pt

  42. Olá Fátima. Naturalmente que esta é uma doença complexa, e cada caso é um caso. O que eu escrevi foi que "preferi" um psicólogo, porque não quis correr o risco de ficar dependente de fármacos. Não quis, de forma alguma, menorizar a importância quer de psiquiatras, quer de medicamentos que nos ajudam a encontrar o equilíbrio necessário. Há, claro, casos em que a medicação é fundamental. Noutros nem tanto. Mas não tenho competência na matéria para falar sobre outros casos, necessidades, soluções. Falo do meu, e apenas isso.

  43. Eu visito muitas vezes o seu blogue, sou viciada na sábado, só não a compro tantas vezes quanto queria porque é cara, mas nunca li um teste seu que gostasse tanto porque parece que está a falar comigo. Pois eu tive vergonha de assumir que estava deprimida. Estou provavelmente desde a minha adolescência e por isso tive de tomar comprimidos porque parece ser crónico. No entanto o que diz é verdade, já tive um dia mau, mas nos outros dias tenho vontade de lutar mesmo que tudo dê errado. Nós buscamos a nossa felicidade como disse, não são os outros. Obrigada pelo post, estava a precisar uma vez que estou como uma alcoólica, uma dia de cada vez.

  44. A depressão é algo muito complexo, e muito diverso para tomarmos o 'nosso' caso como exemplo. Contigo a terapia per si funcionou, comigo teve de ser acompanhada com famacos, com a minha filha, a terapia NÂO FUNCIONOU (tenho para mim que teve azar na psicoterapeuta que lhe calhou em rifa pelo serviço nacional de saúde inglês), e o que a estabilizou foi medicação (mas o caso dela é quase um case study…) Já o meu filho, de 16 anos, está a tomar uma dosagem infantil de um anti-depressivo e a fazer terapia,e os resultados notam-se a olhos vistos – enquanto que sem o empurrão dos fármaco, andava a chover no molhado…
    cada cas é um caso, e com o imenso número de visitas que tens, tens o dever de precaver as interpretações que os teus/tuas leitores/as podem fazer das tuas palavras como sendo a única verdade (como, embora não o desejes, mas acredites, alguns farão).
    Mas duma coisa não tenho dúvidas: passada a borrasca, ficamos decididamente mais fortes…

  45. "Percebi-o quando aprendi a olhar para dentro"
    Concordo e vivi esta realidade , que só mudou
    quando aprendi a olhar para dentro de mim.
    Ninguém pode dizer que nunca lhe vai acontecer
    algo semelhante.

    Nas dificuldades conseguimos ir buscar forças
    que julgávamos , não ter.

  46. Parabéns pelo excelente texto e pela partilha do teu exemplo. Às vezes pensamos que a depressão é qualquer coisa que apenas carece de fármacos para o restabelecimento dos níveis de sertonina. E é, se aquilo que nos levou até ali tiverem sido as debilidades químicas. Porém, a presença de um psicólogo é a única forma de reestruturar e de encontrar novas formas de lidar com aquilo que não desaparece com os medicamentos: a família, os amigos, as preocupações quem como disseste, não precisam de ser imensas, as piores do mundo. Às vezes são as decisões mais simples que maior ambiguidade nos causam.

    Mais uma vez, obrigada Ricardo.

    http://ovagoencanto.blogspot.pt/

  47. Obrigada por partilhar a sua história, por assumir que teve uma depressão e que recorreu a um psicólogo para o ajudar. Nos dias de hoje ainda existe um grande estigma em relação a tudo o que envolve problemas desta natureza e continuo a ouvir a frase "quem vai ao psicólogo é maluquinho". Existe muito trabalho a fazer e assumir de forma natural e sem contenções, a tantas pessoa, que qualquer um pode ter uma depressão é sem dúvida uma grande ajuda para desmistificar o problema.

  48. Não sou muito de dizer estas coisas, mas…

    … grande texto. Há muito tempo que não lia um texto assim da tua parte.

    Um forte abraço. 🙂

  49. Por isso me aborrece quando há pessoas que dizem "ai que frio, fico deprimido". Depressão é uma doença horrível e creio que tiveste sorte porque conseguiste que o teu corpo balançasse novamente os níveis de serotonina e afins. Tenho uma amiga que leva 3 anos tomando medicamentos, simplesmente porque o cérebro dela não se auto-regula sozinho. É triste de ver e, suponho, deve ser péssimo de sentir.

  50. Ai Arrumadinho, ainda bem que superaste isso. Agora podes começar a trazer temas interessantes? Ou que nos façam rir? Algo que cative. O teu blog está aborrecido, aborrecido, aborrecido e já foi tão bom. Compreendo que nem sempre haja temas ou disposição de sobra mas se puderes fazer alguma coisa por isso, fá-la por favor. Tenho saudades!

  51. Este post agarrou-me. Concordo com a visão, sem tirar nem pôr. Tudo é possível, tudo é ultrapassável. E somos mais fortes do que aquilo que pensamos.

  52. Bem verdade o k falaste… A depressão n atinge só mulheres nem os mais fracos… Não tem haver com pessimismo ou mera personalidade…
    Uma coisa importante é saber distinguir depressão demandar triste/chateado/negativista com a vida em geral…

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