Se há Desamor haverá Amor

24
5163

Logo após ter terminado todo o processo de escrita, revisão e edição do livro “Desamor” comecei a pensar no outro lado do mundo das relações, nas pessoas que sentem que encontraram o amor de uma vida, a pessoa certa, e que, para isso viveram mil e uma peripécias, sofreram como cães, tiveram de conquistá-lo durante anos, mudá-lo, mas que, após toda essa luta, conseguiram ser felizes. E são essas histórias que eu quero saber.

É verdade. O “Desamor” de 2013 vai dar lugar ao “Amor” em 2014. A ideia será a mesma: um livro de contos com histórias reais vividas pelos leitores do blogue. E o método também será igual: vou pedir a todos os que tenham grandes histórias de amor que mas tentam contar por mail. Podem escrever o que quiserem, quanto quiserem, sem preocupações de estilo, de erros, de frases mais bonitas ou ideias mais arranjadas, podem anexar cartas, mails, fotos, tudo. Eu irei ler todas as histórias e escolher as que me parecerem mais emocionantes, mais recambolescas, mais originais, mas também as que representem melhor as várias gerações de leitores do blogue, ou seja, de gente que tem hoje 25 anos, 35 anos, 45 anos ou 55 anos, por exemplo.

A maior crítica que me fizeram ao “Desamor” foi a de que o livro se lia demasiado depressa. Eu não quis ter mais de nove histórias porque entendi que o livro poderia perder dinâmica se fosse muito grande, e achei que teria muito mais impacto se fosse mais curto, com histórias todas elas fortes e marcantes, mas também bastante diferentes umas das outras. Agora, vou corrigir isso e escolher pelo menos 15 histórias, para que o livro tenha mais para ler, tentando que nunca se torne denso ou maçudo.

Tal como aconteceu com o “Desamor”, a ideia não será a de ganhar prémios literários nem a de produzir prosa narrativa elaborada e cheia de rodriguinhos literários. “Amor” será um livro terra-a-terra, de leitura simples mas envolvente, com palavras cruas, verdadeiras e próximas de todos nós, porque é assim que eu gosto de escrever e porque é assim que eu acho que consigo envolver mais leitores.

Por isso, e para que este projecto esteja pronto lá para Maio de 2014, vou pedir a todos os que tenham grandes histórias de amor que as partilhem comigo através do e-mail oarrumadinho@gmail.com, colocando no subject a palavra AMOR. Eu prometo que irei ler todas com o máximo de atenção. Tal como aconteceu com o “Desamor”, todos os nomes, locais e profissões serão alterados por forma a proteger a identidade das pessoas envolvidas.

Os textos que me forem enviados serão unicamente para eu perceber como foram os factos, já que, depois, a história será integralmente estruturada e escrita por mim, usando uma linguagem de conto ou narrativa que será mais ou menos uniforme em todos os capítulos, daí não haver necessidade de terem de se preocupar com o estilo de escrita.

Deixo desde já o meu obrigado a todos. Estes livros são, sobretudo, uma homenagem a vocês, os que estão aí desse lado e que os tornam possíveis.

24 Comentários

  1. Ricardo, o exagero da tua resposta deixou-me quase sem palavras. Sou frequentadora assídua do blogue (do qual gosto bastante), não gosto minimamente da ideia do livro, não o comprei e achei assim a atirar para o falsamente ingénuo afirmares que a principal crítica ao teu trabalho tenha sido a de ser curto. Aliás, lembro-me perfeitamente da polémica que se criou à volta da ideia logo no início quando a apresentaste aqui no blogue. Não sei porque carga de água achas que isso se extrapula para tudo o resto (tipo… a minha opinião sobre o autor do blogue!). É uma crítica ao livro, apenas isso. Acho fraco, pronto. Quanto à minha vida pessoal… Vai bem, obrigadinha. Não me tenho saído mal e até tenho conseguido lidar com críticas pelo caminho.

  2. Ahahahahaahaha! Agora fui eu a rir-me. Então e acha mesmo que eu iria deixar de fazer uma coisa em que acredito porque meia-dúzia de pessoas não gostam da ideia? Sendo que essa meia-dúzia de pessoas é a mesma que critica tudo o que eu faço, seja bom ou mau. Por elas, este blogue também não devia existir, e é o pior do mundo, e o autor é terrível e tudo o mais, mas a verdade é que são muito mais os que gostam do que os que não gostam, e é para esses que eu escrevo.
    Se o caro anónimo é assim na sua vida – dos que desistem só porque gente que não conhece de lado nenhum lhe diz que as suas ideias não prestam – então, duvide que vá longe. Olhe, eu tenho seguido as minhas convicções, apostado naquilo em que acredito, e não me tenho dado nada mal.

  3. ‘Não, caro anónimo, isso não foi uma crítica ao livro, foi uma crítica à ideia do livro.’

    HAHAHAHAH ri-me tanto com preciosismo! Sem preço mesmo!
    Mas sim, a principal crítica ao livro foi o conceito por detrás do mesmo. E não será isso que interessa verdadeiramente? 🙂

  4. Boa Noite.

    Até quando é que podemos enviar o ‘rascunho’ das histórias de Amor? É que a que a minha avó viveu foi linda e gostava que a pudesse ler.
    Obrigada,

    Joana

  5. Concordo com as 15 histórias no novo livro. O teu trabalho é demasiado bom para estares a trabalhar um ano em algo que se lê em 5 horas 🙂

    Um beijinho

  6. Sem duvida que vou participar. Não vou deixar escapar poder ser uma das escolhidas. Vou tentar resumir a minha historia de amor, mas não será fácil já que são tantos os factos e peripécias.
    Um óptimo domingo.

  7. Tal como escrevi no texto, sim, todos os nomes, locais ou profissões serão alterados, tal como aconteceu no “Desamor”. Não está escrito contratualmente, mas não houve nenhuma queixa nesse sentido no primeiro livro, o que prova que eu cumpri o que prometi e alterei todos esses dados.

  8. Talvez não lhe pareça, mas foi. Eu sei as críticas que fizeram ao livro, até porque fui eu que as recebi. Se tivessem sido outras, tentaria, neste segundo livro, melhorar esses aspectos.

  9. estas pessoas, como a Rita, infelizmente têm uma visão muito limitada e vêem apenas o dinheiro como motivação para aquilo que se faz.

    esquecem-se que as pessoas que resolvem partilhar as histórias delas contigo já sabem que, no caso de serem escolhidas, as suas narrativas vão fazer parte do teu livro, o livro vai ser vendido e não dado e vai obviamente render dinheiro. E não se importam de não o ganharem elas, porque senão não respondiam ao teu pedido.

    respondem com outra motivação que não os euros. porque querem apenas partilhar a sua história, porque querem que outros possam reflectir sobre o que viveram elas, porque até gostavam de escrever elas mesmas mas não têm capacidade para isso ou simplesmente porque sim.

    contam-te o que querem de livre e espontânea vontade, sem nunca terem sido enganadas sobre o propósito disso e portanto não fazem nenhum sentido estas críticas! e sendo que este aspecto da questão já foi amplamente discutido aquando do outro livro, bater na mesma tecla é de facto estúpido!

  10. Acho muito bem que voltes à escrita.
    Só para meter nojo, o mal que te desejo é que o “Amor” seja ainda melhor que o “Desamor

  11. Aprovei um comentário sobre este assunto apenas para poder responder de forma definitiva e final (ou seja, escusam de escrever coisas parvas como esta que a Rita escreveu porque os comentários não serão aprovados): esta mesma discussão teve lugar aqui no blogue quando lancei a ideia de escrever o Desamor. Foi uma sucessão de comentários, respostas, comentários, respostas, explicações, contas, explicações, comentários. Podem ir ler os textos e comentários na altura. O que respondi para aquele livro vale para este, e não tenho mais nada a acrescentar sobre o assunto.

  12. Desejo-te o mesmo que já tinha desejado para o outro. Ou seja, que tudo corra bem.

    E que o processo de criação do livro te permita conhecer pessoas fantásticas que acabam por se emocionar ao revelar aquilo que sentem na esperança de que a história deles seja lida por muitas pessoas e que possa inspirar muitas outras pessoas.

    Boa sorte!

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  13. A brincar a brincar, as pessoas contam-te a sua história e nada ganham com isso. Já tu, pegas nisso, fazes um livre e ganhas dinheiro! Acho que depois era justo pegares no dinheiro que receberes e distribuires pelas pessoas que te contaram as historias da sua vida (as que usaste no livro). Que te parece? Lá isto de ganhar dinheiro à custa dos outros, já basta os políticos!

DEIXE UMA RESPOSTA