Porque é que insistes na ignorância, Miguel?

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Miguel Sousa Tavares é um comentador como deve ser: pertinente, polémico, corrosivo, atento, perspicaz. Mas, tal como Marcelo Rebelo de Sousa, comete algumas vezes o erro de falar de tudo, mesmo de coisas sobre as quais não tem qualquer conhecimento. Pior: ele assume que não sabe nada sobre aquilo, mas, ainda assim, defende a sua opinião baseada em nada.

Hoje, a propósito do 10.º aniversário do Facebook, o escritor deu uma entrevista ao DN para falar sobre a rede social. Ou melhor, sobre as redes sociais em geral, e o Facebook em particular. O mais curioso é que Miguel Sousa Tavares:

1. Não tem conta no Facebook.

2. Nunca acedeu ao Facebook.

3. Nunca quererá ter um perfil no Facebook.

4. Não faz ideia do que é, hoje, o Facebook.

5. Não entende, nem quer entender, o fenómeno das redes sociais.

Ainda assim, é contra, acha mal e apresenta uma série de argumentos que chegam a ser patéticos (há um, no entanto, que ele aponta com razão: o Facebook rouba-nos tempo, mas, se ele percebesse como funciona a rede social também saberia que, nalgumas coisas, poupa-nos tempo).

Mas vamos às palavras de Miguel.

Começa por dizer, logo, que a única rede social que frequenta é “para jogar bridge”. Muito bom. Só para nos pôr no lugar.

Depois, diz que não vê “qualquer vantagem” da utilização da rede social na venda dos seus livros. Estupidez. Só uma pessoa que, uma vez mais, não percebe o funcionamento do Facebook pode dizer uma barbaridade destas. O efeito viral é, hoje, fundamental na comunicação, seja de que produto for. Mas ele não sabe o que é viralidade, por isso, não vale a pena explicar-lhe isso.

A melhor tirada vem logo depois, quando afirma, com o profundo conhecimento de quem nunca teve um perfil de Facebook, que “aquilo é uma agência de namoros”. Mas se o Miguel nunca entrou no Facebook como é que sabe? Fez algum estudo? Investigou? É isso que os seus amigos lhe dizem? Não percebo onde é que ele vai buscar esta coisa da “agência de namoros”. O Facebook é uma agência de namoros da mesma forma que o Bairro Alto o é, ou uma festa de amigos o é. É um sítio onde se conhecem pessoas. Sim, é. Isso faz da rede social um bordel ou uma agência para engates? Não, não faz.

Também adoro quando o jornalista lhe pergunta porque é que acha que o Facebook é uma coisa elitista. “Não acredito que fale a um tipo que trabalhe no campo em Trás-os-Montes e que ele lhe diga que à noite vai para o Facebook”. Ou seja, para Sousa Tavares, as pessoas elitistas são aquelas que não vivem no campo em Trás-os-Montes ou na Beira Interior. Temos um país com 8 milhões de elitistas. Porreiro.

Por fim, e talvez aqui seja a citação mais grave, o escritor (e jornalista) demonstra uma total inaptidão para perceber o papel dos jornais e revistas nas redes sociais. Para ele, “têm uma atitude suicidária” porque dão notícias que se passam nas redes sociais, em vez de promoverem debates nas redes sociais sobre as notícias publicadas nos jornais”.

Uma vez mais pergunto: mas como é que o Miguel Sousa Tavares sabe o que os jornais fazem ou não fazem nas redes sociais se nunca as frequentou? Como é que ele sabe que não há discussões sobre as notícias dos jornais? Claro que há. É o que mais há.

Mas pronto, eu acredito que ele acha mesmo que está certo, e todos os grandes editores dos maiores jornais do mundo – que estão nas redes sociais e as exploram ao máximo – estão enganados.

69 Comentários

  1. Imagino o ar de “cheira-me a có-có” com que proferiu tão importantes comentários…
    Eu tenho amigos no facebook que nunca vi “mais gordos” e com quem, todos os dias, repito TODOS OS DIAS, aprendo e fico culturalmente mais rica! Acredito que ele tenha amigas/os que façam do facebook uma agência de namoros, acredito sim senhora! O MST fala do que sabe, fala sim senhora! Nas minhas relações virtuais não tenho ninguém que o faça… Cada um tem o que merece…

  2. Tu tb te achaste-te com autoridade para igualmente criticar e falar com derrogatória displicência sobre a vida e as opções dos heroinomanos no post abaixo. Também só conheces a experiência de ouvir os outros falar e olhando para os coitados na rua ou já enfiaste uma agulha no braço para saberes do que falas?

  3. Até que enfim um comentário de alguém com muito bom senso.
    As pessoas são tão tristes e tão vazias que só se conseguem valorizar através do mundo virtual onde podem postar tudo e mais alguma coisa.
    Quiçá muitas mentiras e muitos exageros.
    Discutir no FB?! Porquê? Têm medo de dar a cara?

    E para a menina que ficou muito irritada e acha que é normal postaram fotos em que aparecem quase despidas porque na praia também andam assim, só mostra que tem o cérebro do tamanho de uma ervilha inchada.

    As pessoas devem vestir-se conforme a ocasião e o sítio. E no FB podem usar as fotos para fins menos católicos, se é que me faço entender.
    Mas talvez a menina seja tão “moderna” que não se importe.
    O problema é que esta juventude,na sua maioria, cresce sem supervisão parental e sem valores.
    Muitos destes pais estão ocupados no FB e não têm tempo para apoiar os filhos.

  4. A menina está igual ao MST. Não generalize porque é feio.
    Fale do que sabe e não invente.
    Sou professora, logo funcionária pública, tenho objetivos (quero o sucesso dos meus alunos) e sou avaliada todos os anos. Os meus objetivos são muito concretos.
    Não tenho FB. Nunca tive. Acho uma estupidez, uma perda de privacidade. Mas quem quer, tem. É uma questão de respeito pelos outros. Algo que a menina devia de aprender a ter pelos outros: respeitos

    IM

  5. Sou professora e odiei o MST quando opinou sobre nós sem conhecimento de causa e generalizando, que é o pior que alguém pode fazer

    No entanto, concordo com algumas das suas opiniões sobre o FB. Claro que nos expomos perante toda a gente, claro que perdemos privacidade. A quem é que interessa a foto que eu tirei quando estava a lavar os dentes? A quem é que interessa o que é que eu vesti ontem?
    Porque é que as pessoas têm tanta necessidade de se expor?

    Não tenho FB, mas acedi pelo meu filho para ver como era. E vi coisas bastante ridículas. Não preciso disso para ter amigos e para ter uma vida. Quero lá eu saber o que é que a fulana X serviu no jantar de Natal, por exemplo.
    Além dos perigos inerentes. Toda a gente sabe que existem perfis falsos, e que esses mesmos perfis podem esconder perigos imensos.
    Mas é só a minha opinião
    IM

  6. Perde-se a privacidade quando nos expomos perante milhões de pessoas que não conhecemos. Não me diga que conta tudo sobre a sua vida a toda a gente.

    Cada um é livre de fazer o que quer com a sua vida. Mas depois não se venham queixar de roubos de identidade, de publicações de fotos em sites pornos e afins

  7. Não gosto do Miguel Sousa Tavares. Mas desta vez concordo com ele nalgumas opiniões sobre o FB.
    Não tenho FB, nunca terei, mas como gosto de falar com conhecimento de causa acedi algumas vezes através do FB do meu filho.
    Peço desculpa, mas quando se encontra alguém no B.Alto podemos mentir sobre muita coisa, mas as pessoas veêm-se. No FB podem-se criar perfis completamente falsos, com foto incluída!
    As pessoas têm uma necessidade doentia de expor todas a sua vida, fotos de momentos supostamente privados.
    Essas mesmas fotos podem ser adulteradas, a identidade pode ser roubada, podem por essas fotos e esses perfis em sites pornográficos. Aconteceu há uns dias atrás, a pessoa em questão deu uma entrevista a um canal privado.
    Criam-se “estrelas” tipo Fanny e outra loura ordinária da última Casa dos Segredos. Quem é que quer saber desse tipo de gentinha? O que é que essas pessoas têm para oferecer? Só se forem umas boas gargalhadas por serem tão ridículas. A quem é que interessa o que o fulano X comeu ao pequeno almoço, quantas vezes foi almoçar fora, que tipo de carro é que anda à procura? E depois o comentário dos amigos quando vêem uma foto dos amigos é invariavelmente: “Linda”, Algumas vezes essas fotos são horrorosas, as pessoas estão mal, mas são “lindas”.
    O FB não me faz falta nenhuma. Nunca deixei de comprar ou ir a algum sítio, ou de conhecer alguém por não usar nem esta nem nenhuma rede social.
    Modernices. Perdeu-se o contato visual, o contato por telefone. “Fala-se” através de uma rede com alguém que pode ser tudo menos quem diz que é.
    E não me diga que a “viralidade” é necessária na sua vida. Na minha, não é. Faço o que quero, quando quero e não preciso de ler nada nem de ser “carneiro”. Eu explico. Não preciso de andar atrás de toda a gente,nem de ser igual a todas a gente. Para isso existem os padres, freiras, militares e toda a gente que usa farda. Esses aparentemente são iguais.
    Gosto, e prezo muito a minha individualidade e a minha privacidade. Na minha vida só entra quem eu quero.
    Mas isto deve ser da idade, tenho 50 anos. Hoje é normal mostrar-se tudo a toda a gente, é também é normal viver de aparências
    Aprenda a respeitar a opinião dos outros. É uma questão de educação e de cidadania, e também de liberdade.
    IM

  8. “Mas, tal como Marcelo Rebelo de Sousa, comete algumas vezes o erro de falar de tudo, mesmo de coisas sobre as quais não tem qualquer conhecimento.” Pois… há aí muitos desses…

  9. Quem não gosta não come. Não tem que estar a criticar. Tal como o Sr. M. S. T., o FB tem os seu prós e contras. Cada um é livre de fazer o que entender desde que não prejudique os outros.

  10. Que snob e ignorante!!! Nao encontro outras palavras!!!

    Sou emigrante na Asia e tenho muitos, muitos, muitos amigos espalhados por este mundo…o facebook e optimo nesse aspecto, vamos actualizando, partilhar fotografias e informacoes, nao perdemos o contacto…tem aqui uma GRANDE vantagem!!

  11. Parabéns pelo seu post. Mais uma pessoa que partilha da mesma opinião eu. Este senhor gosta muito de falar daquilo que não sabe nem nunca vivenciou.

  12. O autor deste comentário deve ser alguém com interesses inconfessáveis, ao fazer esta defesa tão acirrada destas agências de coscuvilhice em que as chamadas redes sociais se tornaram.
    Para mim também são um sub-producto da sociedade.
    E não é por influência do Miguel Sousa Tavares

  13. Concordo plenamente com estes senhor .O facebook só serve para bisbliotar a vidas dos amigos e conhecidos só falta publicar quantas vezes vão à sanita e quantas quecas dão.
    Põem fotos para serem seduzidos (as)algumas bastante apelativas ao assédio sexual Já tive facebook mas não achei assim tão interessante é uma perda de tempo .Há mais formas de comunicar e conversar com amigos. Conheço alguns casamentos destruídos por causa desta rede social. Nem toda gente tem a capacidade de saber usar esta ferramenta.

  14. não gosto muito do homem, mas dou-lhe alguma razão, encontra-se muita gente isolada no facebook e com vontade para tudo…..mas depois existem os outros e outras coisas, tenho conta no facebook e por acaso o que lá faço mais é jogar mas qualquer um sabe a facilidade com que as coisas podem acontecer…

  15. Sabe sempre bem navegarmos todos no mesmo sentido, neste caso, toca a desancar no Tavares.

    O problema é que nalgumas coisas ele até tem razão. Tenho facebook há 5 anos, muitos amigos, e sim, é mesmo uma agência de namoros.

    Já perdi a conta aos divórcios à pala do FB!

  16. Boa Noite!
    É a primeira vez que entro neste blog e causou uma boa primeira impressão.

    Quanto a este texto, acho que o MST desiludiu um bocado. Eu não costumava ler livros ou crónicas, ou até mesmo ver entrevistas ao próprio, mas tomava-o como uma pessoa inteligente, que é, mas que tinha bases para dizer o que dizia. E com bases não me refiro a coisas que ouve na sociedade. Falo de bases concretas, vistas pelos próprios olhos. Ora ele ouviu no café da rua dele a dizerem que o facebook é uma agência de namoros quando este apareceu, e então pensa que está tudo igual desde sempre. E nem antes era assim, mas enfim…

    Aproveitem e visitem o meu blogue: http://umtagarelasocial.blogs.sapo.pt

  17. voces ja experimentaram drogas? não? entao tem que experimentar pra saberem que é realmente mau não é? e por amor de deus o que as pessoas mais fazem é falarem do que nao sabem, o tempo todo!! (mais uma vez as drogas, todos comentam com certeza asoluta o desgraçadinho do agarrado mas como a maior parte das pessoas nao sao nem medicos nem agarrados nao podem saber do estao a falar, falam do que ouviram dizer, e nao me interpretem mal, falam com razao obviamente mas ainda assim sem conhecimento)
    E incomoda-me muito que ninguem fale nas crianças, nao podem conduzir, nao podem fumar, nao podem beber nem falar com estranhos mas podem, á sua descriçao, por a vida no facebook. acho que sim o facebook pode ser uma ferramenta util mas uma das mais perigosas que ja alguma vez foi criada. e acho intoleravel e criminoso que um patrao me pergunte pelo facebook, seria quase como se exigir que tem que ter um smartphone para trabalhar na empresa, enfim, la chegaremos.. Um abraço a Miguel Sousa Tavares.. 🙂

  18. Gosto de muitas das opiniões que este senhor partilha com o mundo, como pessoa, confesso que não gosto muito dele. Mas lá está, nos campos em que ele domina, porque quando se vira para outros lados, deixa sempre muito a duvidar.
    O facebook é como tudo, o que é em demasia, enjoa. Há pessoas viciadas, assim como no Instagram e outras redes sociais, como há quem as utiliza como ferramenta essencial de trabalho. Há mesmo cursos que ensinam como tirar o melhor partido delas, no âmbito profissional.
    Claro que ninguém já tem paciência para aquele amigo que partilha tudo no facebook, põe fotos de 5 em 5 minutos, e passa a vida a mandar convites e pedidos de jogos.
    No meu caso, os meus amigos e familiares que moram numa aldeia atrás das pedras, lá para o interior de Viseu, descobriram o facebook primeiro que eu, que sempre vivi em Lisboa. Foram eles que me bombardearam com pedidos para aderir (alguns deles trabalham no campo).
    Para mim o facebook (é a unica rede social que uso), funciona como forma de me manter mais um contacto com as pessoas que moram bastante longe. É uma forma de saber como vai a vida deles. Poucas coisas posto lá, não vou lá todos os dias e não jogo a nada.

  19. Bem, eu concordo sou uma pessoa que não tem Facebook (mas já tive), não penso sequer em voltar a ter qualquer conta numa rede social; por umas das razões que Miguel diz, senti que era uma perda de tempo na minha vida. Digo isto porque não deixei de estar e falar com os meus amigos, agora que não tenho Facebook, nem nenhum deles veio numa daquelas levas fabulosas que se fala de conhecer pessoas novas e de voltar a encontrar pessoas que não vimos à imenso tempo. Bem mais uma coisa em que concordo com o senhor, os Amigos, estavam antes, estiveram durante, e ainda estão na minha vida, não foi por ter ou deixar de ter; apareceram pessoas que não via há muito, certo! É importante ?! Não, os meus amigos foram os que permaneceram pelo que aparecerem ou não é-me indiferente!

    Tenho amigos que emigraram e continuo a falar com eles, utilizando o skype e o e-mail. Chega-me até porque se torna muito mais pessoal! O Facebook é para todos e a minha vida é só para alguns e às vezes só para alguns desses alguns. No fundo, quem tornou o Facebook numa rede social vulgar foram as pessoas porque põe tudo o que fazem quando no fundo ninguém quer saber.
    Cansa-me receber a toda a hora mails e infos de coisas q acontecem no Facebook….não tenho mail para isto!!!

    Agora numa prespectiva empresarial;
    É certo que é muito bom, e é porque há pessoas que vivem para o Facebook (não crítico). É uma meio de comunicação super barato; rápido; interactivo e com uma leitura rápida e fácil do que os outros pensam da empresa ou se as campanhas estão a ir de encontro ao que as pessoas procuram.
    Mas não é linear; as pessoas fingem no Facebook, porque posso dizer que vou a correr comprar e é mentira não vou, por isso a leitura que ali está contra a realidade das vendas é muitas vezes estrondosa.
    E mais, é bom quando está tudo bem, um pé em falso para uma empresa pode ser também grave no que diz respeito à imagem da mesma.
    E todos sabem que o díficil é criar e manter a imagem de uma empresa; destruí-la demora dois segundos!
    Mas no fim; continuo a achar que para uma empresa se promover e para divulgar campanhas, informações é um meio muito bom e super barato!
    Para uso pessoal, concordo com o Miguel não vejo que acrescente nada à minha vida.

    Cumprimentos.

  20. “Com que espécie de “direito” criticamos alguém que sabe infinitamente mais que nós?”
    Com o direito de que ninguém sabe infinitamente mais do que ninguém, há sempre algo que não dominam.
    Que opinião prepotente! O senhor pode saber sobre muita coisa, ter opinião formada, o que não implica que esteja correcto, isso não faz dele melhor nem maior do que ninguém.
    Já alguém dizia, que ele gosta muito de malhar nos bancos, mas assim que o assunto é o BES, fica caladinho. Não se pode falar mal do sogro da filha.

  21. Eu:
    1. Não tenho conta no Facebook.

    2. Nunca acedi ao Facebook.

    3. Nunca quis ter um perfil no Facebook.

    4. Não faço ideia do que é, hoje, o Facebook.

    5. Não entendo, nem quero entender, o fenómeno das redes sociais.
    Isto porque os verdadeiros relacionamentos não se fazem através de uma máquina.
    Essa gente tem medo de quê: de ser rejeitado?
    de levar com os perdigotos do interlocutor?
    Tem de partilhar todas a bufas que dão?
    Sentem-se assim tão inseguros?

  22. Concordo plenamente com a opinião de Miguel de S. Tavares. O facebook é dispensável, principalmente para pessoas inteligentes. Para além de se perder tempo, cria um grande vazio dentro das pessoas. As pessoas partilham o lixo. É apenas uma mania, uma moda que, espero eu, se perca no tempo…

  23. Tenho facebook, contudo, concordo com o MST: resumindo bem resumido trata-se duma agencia de encontros generalizada, afinal todas as pessoas do sexo oposto que se adiciona (principalmente, sendo solteiras) só estão à espera de sentir o seu ego crescer um bocadinho publicando fotos giras para que a pessoa que aceitou possa ver como ela é gira, divertida e, com a conversa sensata no chat, muito melhor do que qualquer outra pessoa que ja tivesse tido.
    Se estão numa relação, então, é o melhor sitio para arranjar confusão. “Blablabla se for forte nada acontece”, certo, isso é o mesmo que ir para um bar à noite sozinho, sem amigos, sem namorada e esperar que fortaleça a relação.

  24. Tenho 33 anos e não tenho facebook nem nada dessas coisas.
    Trabalho todo o dia em frente a um computador. Tenho email para falar com os meus amigos. Telemóvel também! E vou a casa deles e eles à minha…
    Ah e tal podias encontrar os teus amigos da escola. Se até agora nem eu nem eles o quisemos fazer (por inumeras razões da vida), mas que se quisessemos teriamos encontrado a maior parte, não?, porque é que agora é tudo muito amigo do face?
    Irrita-me a quase obrigação de ter face. O espanto de todos quando digo que não tenho face. Nem eu, nem o meu marido e nem os meus filhos, embora o mais velho (11 anos9 falou nisso “!porque todos têm” e eu disse que deixava ter desde que me explicasse mesmo bem porque queria. Pois… nem ele sabia, era só mesmo, “todos têm”.
    Todos não, filho, eu não tenho e tenho montes de amigos na mesma.

    Não quero com isto tirar as vantagens do facebook, mas também me chateia que hoje em dia quem não quiser aderir às redes sociais seja olhado como “velho” “retrogado”, até pouco inteligente!

  25. O teu 1º parágrafo diz tudo, Ricardo, caíndo, a “pessoa” (desculpa, mas não consigo apelidá-lo nem de jornalista nem de autor) no ridículo, uma vez mais.

  26. 1 – Qual é o mal de conhecer alguém pelo facebook? Há muita gente que conhece namorado, namorada, marido ou mulher via internet. Quer seja pelo facebook ou mesmo sites de namoro, qual é o problema?? É pior do que conhecer alguém num bar ou numa discoteca podre de bêbado? Pronto, começo por apontar este primeiro preconceito.
    2- Já há muitas empresas que configuraram a rede para desligar o facebook. Acho que não faz muito sentido, não conheço ninguém que passe o dia todo de trabalho na rede social. Sei que toda a gente vai de vez em quando e não vejo o problema. Entre isso e a pausa para o cigarro/café/copo de água/bolinho é um bocado igual. Desde que não se abuse. E já agora os funcionários públicos não podem ir ao facebook, mas os que trabalham no privado podem??
    3- Qual é o mal de pôr uma fotografia com roupas decotadas? Ou em bikini? Não aparecem assim na rua ou na praia de qualquer maneira? Se calhar devíamos estar todas cobertas sempre, não? Porra, já estou farta de ouvir dizer para as miúdas se taparem. Façam o que quiserem, e quem não gosta não olhe. Tem a opção de “desamigar”, bloquear posts etc.
    4 – Outra vez, se não quiser ler opiniões ridículas bloqueie ou “desamigue”. Não é obrigada a ler nada.
    Compro livros? Tantos, de 30-40 por ano. A maior parte deles conheci por redes sociais. Sabe, há quem as use para mais do que andar a cuscar a vida dos outros. Eu uso para ler notícias, ler críticas de cinema / novidades, seguir bandas, conhecer novos livros.
    Pare lá de julgar os outros como o MST, que é muito feio. Olhe, daqui a uns 10 anos essas opiniões vão ser só consideradas absurdas e antiquadas. Mas cada um sabe de si.

  27. Não sei que amigos tem na sua conta de Facebook mas se calhar deveria escolher melhor as suas amizades, pois na minha conta não aparecem “garotos ridículos de decote até ao umbigo (“homens”) ” nem “fotos nojentas, garotas (meias) nuas”.
    Quanto a distração dos funcionários públicos não seja assim, primeiro existem imensos locais onde o acesso ao Facebook e até à Internet está barrado, à parte disso quem não gosta de trabalhar arranja sempre distrações não precisa do Facebook para isso.
    Quanto à observação infeliz – “Com que espécie de “direito” criticamos alguém que sabe infinitamente mais que nós? “, retribuo da mesma forma como ousa criticar as pessoas que o criticam quando nem sequer as conhece!? Uma coisa certa o MST até pode saber muito de muita coisa mas de Facebook não sabe nada e a Sra. Maria Inês Soares pelos vistos também não.
    Garanto-lhe que sei muito sobre o Facebook porque faz parte do meu trabalho saber, e tal como já foi mencionado o Facebook tem coisas boas e más, cabe a cada um usa-lo da melhor forma.
    E a privacidade é tanta quanta cada utilizador desejar.
    Se os seus amigos usam o Facebook para engate considere remove-los e adicionar outros mais interessantes.

  28. Gosto do MST, dos livros , e do estilo atê por vezes agressesivo das entrevistas. Mas nesta questão , parece me que o face ê para ele o fruto proibido … Quer … Mas não pode… Deseja … Mas não deve … Tem uma imagem que ele interiorizou como o face ê para “os fraquinhos”… Os sozinhos , os dos jogos, os dos namoros …. Deve estar desejoso de ter uma pãgina … Mas não pode !

  29. Até os meus pais com a quarta classe sabem que essa coisa do facebook dá para muita coisa!
    O MST faz-me lembrar uma conhecida minha, professora de informática, que um dia me perguntou como é que sabia tantas receitas culinárias. Quando lhe respondi que usava muito a net ela, de olhos esbugalhados, perguntou-me ” e na net tem disso?”.

  30. “[…] garotos ridículos de decote até ao umbigo (“homens”) […] um antro de fotos nojentas, garotas (meias) nuas, opiniões ridículas e por aí fora.”

    Já pensaste que se calhar o problema não é o Facebook, são os teus amigos? Eu tenho FB, raramente o uso activamente, limito-me a seguir as novidades das pessoas e dos temas que me interessam, e digo-te que não tenho um único amigo que ponha fotos nojentas e provocadoras. Nem selfies, ‘duck faces’, fotos do decote, e por aí além. Se tu não sabes escolher as pessoas que adicionas como amigos no teu perfil, isso não é culpa do FB. E, já agora, o facto de ser “o maior meio de distração dos funcionários públicos que sem nenhum objetivo concreto para cumprir passam o dia nas redes sociais à espera de voltar a passar o ponto para sair” também não é da responsabilidade do FB, porque se este não existisse, seria o Youtube, ou o MSN, ou outro site qualquer. Sinceramente, pareces aquelas velhas beatas que acham que a culpa do adultério é das mulheres que andam na rua de mini-saia.

  31. Tenho um ódio de estimação ao sujeito…Detesto pessoas que acham que podem opinar sobre tudo mesmo sobre aquilo que desconhece!! Eu também poderia opinar sobre física quântica ou a anatomia dos grilos ou a neurocirurgia mas será que irei dizer alguma frase com sentido? não, claro que não.
    Nunca gostei de pessoas prepotente mas desde que ele cismou com os professores…tenho para mim que deve ter tido uma namorada professora que o traiu e na volta encontrou o amante no FB 😉

    http://aprincesarainha.blogspot.pt/

  32. Creio que um escritor que vê os seus livros a serem partilhados e divulgados por mail e redes sociais, contra a sua vontade, sabe o que é a viralidade. E não ajuda nada a ter uma opinião positiva sobre as redes sociais.
    E, apesar de ter facebook, e estar a partilhar uma opinião no blog, compreendo a opinião dele. O jornalismo que ele praticou (“Grande Reportagem”), e que me agrada, não tem lugar nas redes sociais, nem nos tempos actuais. As notícias são apresentadas para pronto consumo e imediato comentário, sem haver lugar a um pensamento articulado ou opinião mais fundamentada ou contraditório. Isto é visível no caso do Meco onde se lançam pedaços de notícias que mais não servem para aumentar a “indignação”, mas não explicam em nada o que se passou.
    Basicamente, MST é um “velho do Restelo” ansioso por um mundo que já não é o dele.

  33. Não desgosto de ouvir falar o homem quando dá a sua opinião sobre assuntos que compreende e fazem parte do seu dia a dia mas quando ele parte para o desconhecido faz-me lembrar o Cristóvão Colombo a chamar Índia à América…
    É preciso filtrar muito bem o que este senhor diz porque, em muitas das vezes, não faz ideia do que está a falar mas a postura e arrogância com que fala podem enganar os menos atentos. Até porque, há por aí muita gente que gosta de dizer Ámen ao que se houve na televisão e/ou ao que as figuras públicas tidas como credíveis dizem.

  34. Também concordo com todas as qualidades de comentador atribuídas ao MST.
    No entanto, peca algumas vezes em comentar com base na sua opinião pessoal, sem argumentos fundamentados.
    Como é este o caso, e o caso do referendo da co-adopção por casais homossexuais, onde refere não haver evidências científicas dos argumentos a favor e que o ambiente natural para se criar uma criança é o constituído por um pai e uma mãe. Esqueceu-se foi de referir a base científica desta sua convicção. Aliás, como refere o bastonário da Ordem dos Psicólogos e o pediatra Mário Cordeiro, existem mais do que 700 estudos que comprovam que um lar de um casal homossexual é tão favorável à educação de uma criança, como o de um casal heterossexual.

    http://ideias_a_solta.blogs.sapo.pt/

  35. É só para dar um recado ao Miguel: sou transmontana duriense e vou à noite ao facebook… eu, os meus amigos e colegas de trabalho (alguns deles agricultores, que já agora são cada vez mais instruídos a todos os niveis), a minha mãe perto dos 60 anos com a 4ª classe, os meus sogros com a mesma idade e escolaridade, e muitos e muitos de nós! Nós os transmontanos, pobres, burros e infoexcluidos (deve ser isso que nós somos pro Miguelito!), não só vamos ao face que até, pasme-se, fazemos chamadas via skipe entre nós! aqui mesmo ao lado uns dos outros! FENÓMENO!

  36. Sempre gostei do Miguel Sousa Tavares. Grande escritor, grande comentador, eleoquente e frontal. Discordo de algumas opiniões dle, pois claro que discordo, contudo, até essas eu as aprecio pela maneira maravilhosa com as expõe.
    Esta do Facebook? Clap clap clap.
    Amei, adorei. Sou jovem, conheço todo o mundo das redes sociais. Tenho cconta, vou lá raramente. Reconheço as suas vantagens e faço uso fruto das mesmas, mas como tudo, reconheço as inúmeras des desvantagens. E foi nessas que o Miguel, e com muita razão se focou. É porque o Facebook é verdadeiramente a mais reles plataforma de engates de garotos ridículos de decote até ao umbigo (“homens”), é porque é também o maior meio de distração dos funcionários públicos que sem nenhum objetivo concreto para cumprir passam o dia nas redes sociais à espera de voltar a passar o ponto para sair, e porque é um antro de fotos nojentas, garotas (meias) nuas, opiniões ridículas e por aí fora. É por tudo isto que ele fala, e mais uma vez, muito bem.
    A infelicidade disto tudo está nos leitores. Mais uma vez os portugueses mostram a sua ignorância porque em detrimento de aplaudirem e interpretarem a opinião deste grande senhor, acham-se no valente direito de o criticarem. Está certo, direito têm, mas por favor… Com que espécie de “direito” criticamos alguém que sabe infinitamente mais que nós?
    Absorvam e aprendam. E por favor, deixem de ser viciados no Facebook. E twitters. E bla bla bla. Comprem livros. E já agora, comecem por Miguel Sousa Tavares, numa tentativa de explorar o pouco que o português faz de bom

  37. Se não me falha a memória na primeira vez que aqui vim comentei algo que tinha a ver com comentadores e a minha opinião mantém-se.
    Não tive oportunidade de ler esta entrevista, ou crónica ou lá o que lhe queiram chamar, mas pelo que li escrito por ti dá para perceber que poderíamos usar a expressão:
    Porque não te calas????
    Este senhor é um dos muitos iluminados deste pais que são bem pagos para ir á televisão e não só, comentar, e isso está na moda.
    Mas o que ainda está mais na moda é ir comentar sobre tudo e tudo e tudo, como se estes senhores fossem donos de um conhecimento imenso e inesgotável, e parece que estou a ver este senhor com a sua cara de sabe tudo a falar do facebook com aquela postura de desprezo como se fosse um bicho papão.
    Ainda a propósito deste tipo de comentadores, talvez fosse bom que O Miguel Sousa Tavares fosse ver daqui a uns dias o efeito que estas palavras poderão ter no Facebook, para perceber o que é o efeito viral.
    E sim, até poderia antes de ir comentar na tv ir ao facebook pesquisar porque deve haver lá agricultores transmontanos que percebem mais da ” poda” do que ele.

  38. Nesta questão sinto um misto de concordância com algumas coisas que diz no seu texto e outras com o que entende o MST. Acho que o Arrumadinho tem razão quando diz que o FB pode ser útil para muita coisa e que o FB não é coisa de elitistas (acho até um pouco pedante da parte do MST dizer tal coisa, como se se achasse superior) mas, por outro lado, terei que concordar com ele quando defende que a privacidade é um luxo nos dias que correm e, para muita gente que utiliza o FB aquilo é uma feira de vaidades, e uma exposição demasiado grande sobre as vidas de cada um. Claro que cada um só põe lá o que quer e há imensas definições de privacidade e tal e coiso, mas quantas vezes não se deram já conta, de saberem imensos pormenores sobre a vida de um “amigo” do FB que não vêm assim tantas vezes?
    Confesso que me faz alguma confusão ver determinadas coisas no FB, às tantas é dar a conhecer a muita gente (parte dela, que nem conhecemos assim tão bem) o que se anda a fazer, com quem, a que horas… Acho que tudo tem um peso e uma medida, e já vi inclusivamente amigos a discutir no mural do FB ! Aliás, já hove um problema com alguns colegas, no local onde trabalho, relacionado com o FB! Ainda ontem, no telejornal da SIC, por ocasião dos 10 anos do FB, falava uma adolescente à jornalista que o FB dava imenso jeito porque podia falar com vários amigos ao mesmo tempo. Interrogo-me: não seria mais saudável encontrarem-se todos em casa de um deles, ou numa esplanada, ou num parque, ou combinarem mais cedo na escola antes das aulas, para poderem conversar em vez de o fazerem em frente a um computador? Neste aspecto, concordo com o MST.
    Mas pronto, isto cada um com a sua opinião. É por isso que gosto de vir aqui. Porque uns dias concordo, porque outros dias não concordo, e porque gosto de escutar as opiniões dos outros e, quem, sabe, poder até poder mudar a minha opinião ou fazer mudar a de outros! Bem haja Arrumadinho

  39. o Facebook é aquilo que os utilizadores quiserem que seja. Acho patético aquelas pessoas que dizem “ai eu prefiro cara a cara, convivio de carne e osso, etc e tal”. Todos nós preferimos mas a vida é lixada e a realidade acaba com essa ideia. Nem sempre conseguimos nos encontrar com os amigos e muito dificilmente conseguimos ter conversas interessantes e saber novidades sobre aquele amigo no outro lado do atlântico ou discutir acesamente um tema qqr com uma figura de prestígio que nunca nas nossas relações pessoais o iríamos encontrar.
    O Facebook tem defeitos? Tem os defeitos que as pessoas quiserem. O Mark não obriga ninguem a meter fotos com o rabo espetado. As pessoas são livres de publicarem o que quiserem e aceitam as consequências disso.
    Agora as virtudes do Facebook são inúmeras. Desde as citadas acima até aos reencontros com malta da escola que não vemos há 20 anos e novas amizades que se criam à conta de posts trocados sobre variados assuntos. E sim, amizades de carne e osso.

    Quem não usa o Facebook e não sabe o que é o Facebook devia era estar caladinho sobre o mesmo. MST, como em tantos outros assuntos, devia estar caladinho.

  40. Terá direito à opinião dele e a expressá-la quando lha pedem. Não quer dizer que concordemos ou sequer que tenha razão. Nós sabemos isso. Ele, talvez não. Custam-me estas opiniões-de-nariz-empinado que condenam (quase) tudo que reúne consenso. Mas devemos respeitar e assegurar que se espalham porque, enquanto existirem idiotas, sairemos sempre valorizados na comparação.

  41. Inacreditável o que ele acha das pessoas do interior. Em que ano vive? Em TRás-os-Montes não há internet, computadores? Para ele parece ser assim… Enfim!

    Claro que as redes sociais têm vantagens e desvantagens, mas cabe-nos a nós (utilizadores) ou aos profissionais (gestores de comunicação/redes sociais) aproveitarem as vantagens ao máximo.

    http://www.prontaevestida.com

  42. O MST é um totó! O Facebook é como o álcool. Deve ser usado com moderação.

    Como tudo, pode ter vários pontos negativos. O tempo gasto, a privacidade, o facilitismo, a ilsuão de amizade e de amor, o alheamento e tantos outros sentimentos menos bonitos.

    Mas acho que os pontos positivos sobressaem: os debates, os temas virais, as pessoas que se conhecem, as que ficam em contacto, a partilha do bom, a partilha do mau, a partilha de ideias, músicas, conhecimento e emoções.

    E basta fazer a já tão famosa (quase tão famosa que até já chateia) retrospetiva de aniversário para sentir aquele calorzinho reconfortante por saber que há algo que nos acompanha e regista os nossos momentos mais importantes.

  43. Independentemente de não ter conta no facebook, não quer de todo dizer que não saiba e que não tenha o seu entendimento sobre do que se trata. A única coisa que acho das redes sociais em geral é que se não controlado, poderá de facto tornar as pessoas apenas e só virtuais, além do tempo desmedido a que se dedicam, e que de uma certa maneira os afastam da vida real.

  44. Foi igual a si mesmo. Nada de novo. Surpreendia-me se fosse ao contrário. Se dissesse algo acertado.

    Mal de quem pensa que o facebook é obra do demo. É verdade que consome tempo mas é uma ferramenta bastante importante. Basta ver que existem menos sites e mais páginas de facebook de empresas, por exemplo.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  45. O MST sofre de opinionite, e nisso não é diferente de nós outros, portugueses em geral.

    Neste caso, até é fácil pensar numa refutação quase científica: basta tentar perceber quantos utilizadores do Facebook arranjaram namoro com pessoas conhecidas apenas do Facebook.

    Na minha experiência pessoal, dos vários amigos que tenho no Facebook, só uma pessoa (que me lembre) arranjou namoro assim.

    Pela lógica de MST, os outros são frustrados (e elitistas!).

  46. Há muito gente isolada que passa dias agarrado a isto? Há, claro. Mas se diz que o FB contribui para o isolamento das pessoas é porque nunca saiu à noite numa sexta em Madrid. Somos 6 milhões de pessoas nesta cidade e creio que só no Sol estão 2 milhões 😉

  47. Não tenho paciência para os seus comentários num tom absolutista, detentor da verdade dos factos e cada vez mais close-minded. Está a ficar um velho do Restelo é o eu é. A rede social do bridge deve ser a loucura. Uma rambóia pegada, o Medina Carreira também deve ser membro…

  48. Sempre gostei muito do Miguel Sousa Tavares, principalmente dos seus livros. O Equador devorei-o em 3 dias! No entanto, a minha admiração por esse”senhor” tem vindo a ser cada vez menor. É seu apanágio falar do que não sabe, como se fosse o maior entendido de todos na matéria…

    Não é só sobre o Facebook, é sobre quase tudo e mais alguma coisa. E sobre os professores???!! Uiii…..classe infernal para esse “senhor”, e claro está, classe a que a que eu pertenço, e “como quem não se sente, não é filho de boa gente…”

    Enfim, já o tive, de facto, em melhor consideração.

  49. Gostei bastante do post.
    Ainda hoje comentava com alguém que esta “revolução das tecnologias de informação” irrita muita gente. E acho que o motivo de tal irritação será uma maior interacção o que a meu ver na entrevista MST confunde com perda de privacidade. Certamente ele estará acostumado a expressar a sua opinião através da televisão e jornais onde o feedback assume uma forma numérica: níveis de audiência e vendas. No fim se muitos assistiram e compraram é porque foi bom. Mas agora não só existe a possibilidade de opinar sem filtros como também de receber feedback com conteúdo para lá de numérico. Na verdade com a chegada da televisão pensava-se que não haveria maneira de chegar mais perto do público. Mas a internet trocou as voltas a toda a gente. Interagir nunca foi mais fácil e rápido. De uma forma geral discordo dos os argumentos que ele apresenta, não fazem qualquer sentido e não têm qualquer fundamento. Penso que não é por se tornar mais fácil interagir com pessoas conhecidas ou não que se perde a privacidade. Lembro perfeitamente que quando era mais nova o problema era demasiada televisão. Hoje é demasiado facebook. Cada um administra o seu tempo como quer e bem entende. Na minha opinião ele não sabe do que está a falar. E sinceramente a verdadeira perda de tempo foi essa entrevista…ganhava mais se estivesse a jogar candy crush! Eu como tenho uma conta no facebook mandava-lhe uma vida com todo gosto.

  50. Ó arrumadinho, se fizesses um post com todas as ignorâncias que são ditas todos os dias por pessoas que “should know better” não fazias mais nada.
    O que ele disse é grave. Bastante.
    Tal como a Judite Sousa.
    No essencial estou de acordo contigo.
    Os livros do MST são interessantes, até admito que jantar com ele poderia ser interessante, mas mais do que isso não, que ele deve ser um pedante do caraças.
    Mas deixa lá o homem.

  51. Os meus pais trabalham no campo na Beira interior e têm facebook. E curiosamente conheço muitas pessoas que trabalham no campo e fazem questão ter facebook!

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