45 Comentários

  1. É verdade que há algum tempo que se notava algo de diferente nela… Parecia instável… Alterada… Quiçá causa ou consequência de todo um turbilhão que vivia na sua vida íntima…

  2. Os conceitos de “agressividade”, “violência”, “humilhação”, “dignidade”, e “respeito” são universais. Somos todos SERES HUMANOS.
    Há pessoas mais rudes e politicamente menos correctas mas isso não justifica que hajam maus tratos físicos ou psicológicos. É ridículo pensar-se que se tem de ter em conta o nível social ou cultural das pessoas e que isso possa permitir relativizar ou desvalorizar actos graves.
    Seria como se tomar como dado adquirido que pessoas de uma classe mais desfavorecida estão habituadas a ser maltratadas – e que isso não as atinge da mesma forma. Por outro lado, seria aceitar que só seres intelectualmente mais “iluminados” é que são atingidos por jogos psicológicos.
    É CHOCANTE sequer considerar esta perspectiva que refere!
    A realidade mostra que é algo TRANSVERSAL na sociedade, que pessoas até com o estatuto mais elevado são capazes das atitudes mais indignas na sua intimidade: agredir fisicamente, humilhar, manipular e destruir aqueles com quem se relacionam.

  3. Sim, mas haverá sempre que ter cuidado com as avaliações que se fazem – o conceito de violência não é objectivo. Até os tribunais têm medidas diferentes consoante o nível cultural/social dos casais envolvidos.
    O que é violento para uns são “festinhas” para outros – no campo da violência psicológica ou verbal, entenda-se.
    Não exageremos e passar a achar que ninguém pode ter uma discussão mais acesa, que pode, como é evidente.

  4. Nada justifica a violência , se de facto ela existiu, mas que é um facto que eu notava a Barbara muito “alterada” notava; ela comportava-se quase como uma teenager em certas ocasiões…crise dos 40!Benvinda amiga, tb eu fi-los este ano!!!

  5. Aliás, os agressores são pessoas supostamente “normais” e geralmente até bastante gentis com os vizinhos, com o resto dos familiares, com os colegas de trabalho, etc. Só batem ou maltratam psicologicamente aqueles que lhes são próximos, os mais fracos. A cobardia é algo que faz parte deles. Mas muitas vezes há amigos e outras pessoas (até na rua) que se apercebem e não fazem nadinha. Quantos de nós já passamos por alguém que estava a ser publicamente humilhado ou rebaixado por um(a) companheiro(a) mais agressivo e não fizemos rigorosamente nada? Geralmente até desviamos o olhar porque é embaraçoso assistir… Ou porque não queremos problemas para o nosso lado!

  6. Acho que nunca vi imagens que representassem tão bem este assunto como as duas primeiras. Foram muito bem concebidas. O tema é simplesmente assombroso.
    Infelizmente há homens que não sabem o que significa a palavra amor.
    Se realmente for verdade, espero que a atitude da Bárbara Guimarães leve muitas outras vítimas, homens ou mulheres, a terem a coragem de denunciar os maus tratos que sofrem.

    Ana Filipa Pereira

  7. Até é bem possível que ela tenha recorrido ao álcool ou que ande tresloucada. Os terroristas domésticos provocam isto nas suas vítimas: fazem com que pareçam desequilibradas. São as manifestações visíveis do massacre a que estão sujeitas constantemente. Quem é que aguenta? Não há sanidade mental que resista!

  8. Se as más pessoas mostrassem ao mundo inteiro aquilo que são na realidade não arranjavam quem caísse na sua armadilha. Por serem bons a dissimular (ou mesmo quase perfeitos na máscara que criam) é que depois ninguém acredita nas suas vítimas. Daí vem aquela velha e sábia frase “Só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro”.

  9. Saí há cerca de um mês de uma relação de violência doméstica, física e psicológica. Sei bem o que é ser-se tratado(a) como merda. Na boca do(a) agressor(a) somos tudo de mal e mais alguma coisa. Andamos tristes, revoltados(as), infelizes, angustiados(as), etc. Nenhuma vítima de violência doméstica vive feliz, por muito que às vezes possa parecer. Temos que mostrar sempre um sorriso, forçado pelo(a) agressor(a) para dar a entender que se vive num conto de fadas. Felizmente, tive coragem (que me custou anos a ganhar) para saír desta prisão antes de ter filhos ou casar. Hoje sou livre e solteira, feliz e calma.
    Em relação ao caso Guimarães-Carrilho, considero alguns comentários aqui publicados muito toscos e infelizes como o de ela ser mais alta, como lhe iria ele bater? Acreditem que bate, acontecia comigo! Não se saber o que vai dentro de quatro paredes? Sabe-se sempre, mais que não seja, os vizinhos hão-de ouvir os gritos de sofrimento da pessoa agredida (quando magoa, grita-se!). Haver filhos pelo meio? Melhor, quer dizer que, à cautela, estas devem ser afastadas do pai enquanto não se apura a verdade, sendo um possível agressor não é boa influência para elas.

  10. Eu também vivi 10 anos com um “Manuel Maria Carrilho”. Quando me separei, começou (continuou) a fazer-me a vida num inferno. (E ainda hoje o faz mas de uma forma mais moderada) Uma noite, tentou agredir-me dentro da minha casa, em frente ao meu filho que na altura tinha 8 anos. Fiz queixa dele na polícia nessa mesma noite. Ainda hoje muitas pessoas que privavam connosco acham que eu sou uma exagerada porque ele é muito boa pessoa, que é impossivel ele fazer as coisas que eu conto. E muito mais haveria para dizer……

    Paula

    (Ganhei o teu livro Desamor na corrida da Acreditar)

  11. Peço desculpa mas o que tem a ver eles serem diferentes? Se ela era areia a mais para ele ou não o que isso importa? Escolheram-se um ao outro, ela certamente que poderia ter optado por outros homens, mais giros, mais novos, mais não-sei-o-quê, mas ele é que a cativou, não lhe tiremos o mérito. Para além disso, houve um tempo em que se amaram e isso originou dois filhos de que certamente ambos gostam. Agora têm de resolver esta salganhada da forma mais civilizada possível, o que por esta notícia já se viu que vai ser difícil http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/barbara-guimaraes-violencia-violencia-domestica-carrilho-manuel-maria-carrilho-tvi24/1503591-4071.html

  12. Que rápido a julgar os outros! Que post tão parvo….aguarde para ver e despois comente! Vai pedir desculpa se não passarem de boatos??

  13. Se a Bárbara Guimarães tem de facto um problema de alcoolismo, então o Manuel Carrilho – pessoa esclarecida e devidamente informada de que se trata de um problema de saúde sério – tinha a obrigação de a apoiar e proporcionar toda a ajuda possível, pois trata-se da sua mulher e da mãe dos seus filhos. Por outro lado, se é uma pessoa sensata e se a sua maior preocupação, como pai, são os seus filhos, nunca os teria sujeitado a uma situação tão dramática e tão marcante como discussões, gritaria à porta de casa, presença de polícia e tentativa de entrada à força, tudo isto com as crianças dentro da mesma – independentemente das suas motivações e se tinha, ou não, razão! Poderia estar com os filhos mais tarde, depois de os ânimos se acalmarem, pois ele não se trata propriamente de uma pessoa financeiramente carenciada, que não tivesse onde passar essa noite.

  14. Vi aqui alguns comentários das mentalidades. Sinceramente acho mais antiquado presumir-se automaticamente que se um homem for acusado de violência doméstica é culpado. Ou a ideia que as mulheres têm obrigatoriamente que estar do lado das mulheres.

    Não conheço este caso para julgar, mas falando em casos de divórcio em geral (ou seja, não da Bárbara nem do Carrilho), afirmo que por vezes joga-se muito sujo para se obter o que se quer, principalmente quando há filhos no meio.

    Há mulheres que são vítimas de coisas horríveis. Mas também há mulheres sem escrúpulos que se aproveitam do sofrimento de outras mulheres para tentarem fazer com que a sociedade acredite que elas são umas coitadinhas. Assim como também existem homens que se for preciso destroiem a imagem das mulheres com mentiras por vingança.

    Acho que nestes casos, deve-se usar a lei do “inocente até que se prove o contrário”.

    Mas se de facto o Carrilho for culpado, espero que tenha um castigo exemplar e não se safe por ser quem é (o que infelizmente acontece demasiado neste país).

  15. A verdade, só existe dentro das paredes de casa onde o ex-casal vivia. A meu ver, acho precipitado acusá-lo de violência doméstica, sem existir provas fundamentadas. Não estou a defender o Prof. Carrilho porém as aparências podem, e muito bem, iludir… Haja justiça a bem dos filhos do casal.

  16. Já repararam que já vamos em 23 comentários (publicados) e até agora o Arrumadinho ainda não respondeu a um só (o que não é habitual), nomeadamente a quem lhe disse “acho que te precipitaste”?
    Já pensaram que talvez o Arrumadinho saiba de alguma coisa que, até aqui, não podia ou achou melhor não revelar, mas agora já se sente liberto para não esconder e quis mandar uma mensagem publica ao senhor em questão?

  17. 32 mulheres morreram no último ano por não conseguirem dizer que não. Acho que é uma área onde ainda há muito a fazer…

    Eu deporei um ano a dizer não…

  18. Sendo verdade ou não, este é um tema que merece mais atenção do que a que lhe é dada! Que sirva para se abordar o assunto, para se pensar sobre o mesmo e sobretudo para se estar mais atendo ao que se passa à nossa volta! Sim! À nossa volta! Este é um CRIME público!

  19. Acho que te precipitaste, a menos que tenhas fontes fidedignas e mais esclarecedoras do que o que saiu nos jornais. A notícia ainda ontem saiu. Já a Luísa Beirão também se queixava do mesmo e em tribunal não lhe foi dada razão. Estas coisas são sempre complicadas de julgar. Uma coisa é o marido da Nigella a estrangulá-la num restaurante, outra coisa é uma notícia em que o casal se acusa mutuamente. Já pensaste que ambos podem estar a dizer a verdade? Ela pode ter um problema com a bebida e ele pode ter sido violento, mas devemos esperar para saber mais antes de julgar. Parece-me que te deu jeito a campanha que tem passado na tv contra a violência doméstica para um post. Não vi neste post o jornalista, apenas alguém que leu uma notícia e foi a correr fazer um post com posters da campanha, em vez de escrever sobre o assunto enquanto jornalista, homem, marido e pai, como habitualmente fazes e como tanto gosto de ler. Acho que percebes onde quero chegar, e acredito que esse post também vá chegar.

  20. Pode até ser demasiado cedo para se retirarem conclusões mas os comentários que aqui vislumbro refletem ainda resquícios de uma mentalidade que se pensava ultrapassada…
    Se se levantassem suspeitas quanto à fidelidade de uma mulher atraente, bem sucedida e bastante mais jovem do que o marido (como é o caso), certamente haveria logo um coro de opiniões a alimentar a tese de traição pois “encaixaria” perfeitamente.
    Mas como se trata de um homem de classe social privilegiada, de postura pública formal e cujo percurso profissional lhe tem – entre outras coisas – proporcionado um certo estatuto, surgem todo o tipo de reservas em, sequer, considerar a hipótese de que ele se tenha comportado como tantos outros seres errantes…
    E, de acordo com esta triste mentalidade, se se provar que as agressões aconteceram, só falta mesmo virem apedrejá-la e garantir que, no fundo, a culpa terá sido sua e que ele apenas lhe terá dado o “castigo” merecido.
    Percebe-se bem por que tantas mulheres não têm coragem para denunciar… No mínimo, ainda são crucificadas, essas pecadoras demoníacas!

  21. Manuel Maria Carrilho já tem registado no seu curriculum um outro caso de violência doméstica (muito pouco mediático), contra a sua ex-mulher.
    Tendo em conta o seu historial, não tenho grande dificuldade em acreditar que o que tem sido divulgado, ao longo do dia de hoje, seja verdade.
    A Bárbara é uma mulher com força e carisma que permitirão lutar pela verdade e pela justiça. Alguém que bate não merece os direitos que lhe são conferidos, não merece o estatuto de pessoa humana. Acima de tudo não merece o amor da pessoa maltratada!
    Que se faça justiça e que haja castigo!

  22. Não se sabe se é verdade ou não, mas sempre ouvi dizer que onde há fumo há fogo.
    Sempre achei a Bárbara uma mulher deslumbrante, muita areia para o Carrilho, e não, não falo só em termos físicos… Falo em termos profissionais e como pessoa.
    Acho piada ainda haver argumentos “mas ela é tão grande e ele tão baixinho, como é que lhe podia bater”? Tipo… Pf.

    É por estas e por outras que a violência doméstica AINDA é tratada com tanta leviandade.

  23. Olá boa tarde!
    Realmente depois de ler os comentários, não posso deixar de questionar: o que se passa com as mulheres deste país?
    Só vejo ataques e dúvidas… onde está a solidariedade entre mulheres?
    Sinceramente não entendo…

  24. Então e a mulher bater no homem, já vale? Acho que o que importa aqui realçar é o facto de dizer não à violência doméstica, tanto física como psicológica.
    De qualquer forma acho que quem andou “à porrada” foi a Bárbara e a amante.

  25. “A manchete do jornal [Correio da Manhã] é totalmente falsa”, assegurou esta sexta-feira Manuel Maria Carrilho ao Diário de Notícias.

    (…)

    “Se há queixa, é minha contra a Bárbara que foi apresentada no DIAP [Departamento Investigação Acção Penal], após o momento em que, para minha surpresa, me vi impedido de entrar em minha casa e ver os meus filhos”, afirmou Manuel Maria Carrilho. “Se há alguma queixa da Bárbara [Guimarães] foi feita posteriormente à minha”, assegura.

  26. caso as tuas fontes (como és jornalista e vives em Lisboa) confirmem, então o teu post é excelente e tem pleno cabimento.
    já é altura de esses gajos (sim, porque não falamos aqui de um homem) idiotas serem chamados à verdade.
    abraço,

  27. arrumadinho, totalmente a favor do post.
    sei a quem o diriges. sei mesmo.
    só uma pergunta: não seria melhor aguardar e ver se foi mesmo isso que aconteceu?

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