Pais e mães solteiros

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Há mulheres que defendem que os homens que já têm filhos devem ser retirados do “mercado” porque as relações com eles são uma fonte de problemas. Há outras que defendem mais ou menos o mesmo, e que sugerem que os pais divorciados devam apenas relacionar-se com mulheres na mesma situação, já que se compreendem mutuamente e têm mais facilidade em lidar com os problemas inerentes aos “filhos dos outros”.

Lembro-me de há uns anos ter tido uma discussão violenta com uma pessoa que me disse que o facto de eu ter um filho representava “uma limitação”. E apesar de, racionalmente, eu perceber o sentido da palavra “limitação”, e de até entender que para uma mulher solteira e sem filhos será mais confortável envolver-se com um homem sem filhos, custou-me muito ouvir aquilo. E quem pensa assim poderá estar a querer evitar um problema para mergulhar num ainda maior.

Nos dia de hoje parece-me demasiado preconceituoso e até estúpido pensar-se que os pais (ou mães, claro) divorciados são “fontes de problemas”, e que os filhos que eles trazem de outros relacionamentos representam “uma limitação”. Mas será preferível encontrar uma pessoa que não tem essa limitação, mas que depois é viciado em álcool? É preferível encontrar uma pessoa que não tem essa limitação, mas depois trabalha 15 horas por dia, e passa os fins-de-semana a trabalhar no computador de casa? É preferível encontrar uma pessoa que não tem essa limitação, mas depois odeia viajar, não gosta de livros e passa o dia em casa deitado no sofá a vegetar? É preferível encontrar uma pessoa que não tenha essa limitação, mas que se revela um ser completamente acéfalo e desinteressante?

Todos temos limitações, umas maiores do que outras, umas mais graves do que outras, mas claro que para se vencerem essas limitações é preciso esforço e empenho. Conquistar uma criança, o seu afecto, o seu amor, parece-me uma tarefa bem mais interessante do que afastar um homem do álcool, da droga, ou lutar contra a profissão dele, para que a relação não esteja sempre em terceiro ou quarto plano (atrás do trabalho, dos amigos, da família, etc.).

Claro que há gente que pode não ir à bola com criancinhas, mas lá está, ultrapassar potenciais problemas dá trabalho, obriga a alguns sacrifícios, mas as relações fazem-se, também, de momentos altruístas, em que se calhar não estamos a fazer o que mais nos apetecia na altura, mas estamos a “trabalhar” para a felicidade comum. Para um padrasto ou uma madrasta, ir à Kidzania com o enteado pode ser a coisa mais entediante do mundo, mas também pode ser um momento em que nos entregamos a ele e participamos, com ele, num momento de felicidade, o que só irá fazer com que ele goste mais daquela pessoa nova que entrou na vida dele.

Claro que depois há o outro lado, que não depende da criança, que é a relação do nosso companheiro ou companheira com a ex ou o ex. É óbvio que vai ter de haver esse contacto durante muitos anos, mas parece-me que quando os casais estão separados todas as conversas, todos os contactos, todos os assuntos andam à volta do mesmo: a criança. Há gente mais intrometida, há casos de paranóia, mas na maior parte dos casos o tempo resolve isso.

Acredito, sobretudo, que quando se ama não se deve desistir de alguém só porque essa pessoa tem um filho de outra relação. Conquistar a criança pode ser um desafio fascinante, que terá como retribuição amor. E isso não tem preço.

Por outro lado, hoje em dia, quando o número de divórcios cresce todos os anos, quando parece que todos temos cada vez menos paciência para fazer funcionar os casamentos, o que mais começa a haver é pais e mães solteiros. E a pessoa que hoje recusa um homem porque ele tem um filho pode bem ser, amanhã, a discriminada. Pensem nisso.

É tão difícil encontrar gente boa, interessante. Se vamos limitar o universo, excluindo os que já têm filhos, arriscamo-nos a acabar com um traste. Mas ao menos vem sem “mochila”. Que bom.

1 Comentário

  1. Boa noite
    Sou a "madrasta" e nunca vi isso como um inconveniente.
    Até queria passar mais tempo com a minha enteada.
    Mas infelizmente ao fim de dois anos de namoro, quase três (quatro da criança) só estive com ela três vezes.
    E parece que quanto mais insisto para estar com a criança mais desculpas aparecem do lado de lá.
    Isso sim me deixa frustrada.
    Enquanto pai… qual a sua opinião?

  2. Queria ter encontrado esse blog antes! Mas tudo bem… Olha, eu penso que cada um tem que seguir sua intuicao. Casei me com um homem divorciado que tem duas criancas, e detesto isso. Sempre fui da opiniao que se tens filhos envolver se com alguem na msm situacao eh o melhor, pois ambos entendem o que eh ter criancas. Dei muito ouvido as pessoas que me achavam egoistas e acabei me casando. Nem vejo as criancas e a mae delas mas agora soh sinto eh tristeza, mesmo que ele diga que quer ter filhos comigo sinto que eh soh para me agradar. Nao tenho vontade de engravidar de um homem que ja passou por duas gravidez e parto. Triste imaginar que eu estaria vibrando com cada detelhe de uma coisa que pra ele seria "de novo". Enfim, homens com filhos soh para mulheres com filhos tb ou que sejam muito maduras. Sinto que esperei anos para encontrar uma pessoa para dividir e por me deixar levar pela opiniao alheia me ceguei e agora me privo disso. Nao pretendo divorciar, mas tb desisti do sonho de ser mae… 🙁

  3. É a 1.ª vez que escrevo aqui e vou ser rápida:

    Tenho 35 anos e sou divorciada sem filhos. NUNCA me envolveria com um homem que tivesse filhos. NUNCA. É que a seguir ao nome a informação mais importante é: "Tens filhos?"
    Se tiver é que nem sequer equaciono a hipotese de continuar qualquer relacionamento.

    Não sou politicamente correcta…sou a favor de viver a vida à minha maneira e para quem não quer filhos ainda ter que levar com os filhos dos outros…poupem-me…mas o pior não é a criança…é a EX…

    Lamento se a minha opinião, apesar de sincera, não agradar à maioria.

  4. Eu apaixonei-me por um viúvo com um filho pequeno e a minha vida tem sido um inferno. Não consigo deixar o pai, o primeiro homem de quem gosto de verdade, mas não sou feliz com um puto mimado e mal educado, que faz birras o tempo todo mas é um miúdo traumatizado portanto permitem-lhe quase tudo. O miúdo adora-me e eu só sou feliz quando ele está no colégio ou com os avós. É muito dificil viver com um enteado órfão de mãe.

  5. Gostei muito do texto e fiquei surpreendida com os comentários. Nunca pensei que fosse difícil para um homem com filhos encontrar alguém que aceite bem a situação.
    Já pensou escrever sobre a probabilidade de uma mãe solteira, com filhos a tempo inteiro, encontrar um homem à altura da situação?
    Eu tenho 26 anos, um bebé, e separei-me há 6 meses. A verdade é que, enquanto solteira, nunca vi os homens com filhos, apesar de muito atraentes pela própria condição, como potenciais maridos. Isto porque sonhava com um casamento com filhos fruto apenas desse casamento, e com a partilha total da experiencia de ter o primeiro filho, por exemplo. A verdade é que o sonho se destruiu cedo e agora vejo as coisas de outra maneira.
    Agora não me vejo com um homem sem filhos, que não conheça o mundo como eu conheço. Mas quando se tem filhos mudam as prioridades, e aumenta o grau de exigência. Parece-me muito difícil encontrar um homem que eu queira na minha vida e que queira mesmo entrar na minha vida.
    Já o pai, que tem um filho para brincar, não vai buscar à escola, não vai ao médico, não dá biberons, não paga despesas, não acorda a meio da noite e não ganhou nem um centímetro de barriga com a gravidez, não terá, a meu ver, dificuldade nenhuma em arranjar namorada.

    Só uma nota: por muito assustador que eu tenha pintado o cenário, não há nada melhor no mundo do que ter filhos, sem eles a vida não fica completa e não consigo perceber as mulheres que não têm filhos por opção, já que esse instinto nasce, essencialmente, connosco.

  6. sou uma ex madrasta… a verdade é que vivi com um homem divorciado e com dois filhos. balanço final: amor a triplicar 🙂 tudo muito bonito ate a hora da sepação… nao me separei de um homem, mas de uma familia de tres. e no fim de contas, quem mais sofreu, foram sem duvida, as crianças. é um sentimento de perda para elas terrivel. nao ha regulaçao de poder paternal, responsabilidades partilhadas, visitas semanais, nada!! zero! as madrastas e padrastos nao tem direito a nada… estao a mercê do bom senso alheio, que em situações de crise nunca é muito abundante…

  7. Antes casar com um homem com um filho (ou filhos) e ser feliz, do que casar com um drogado que "vem sem mochila" e acabar infeliz, divorciada e com filhos. Já conheci histórias destas.

  8. Esta eh a primeira vez que comento este blog, apesar de ja o seguir ha alguns meses.
    Gostei muito deste post, assim como dos comentarios porque me deixaram a pensar.. Sera que escolhemos as pessoas que amamos? Ou sera que um dia reparamos que sorrimos quando pensamos naquela pessoa? Que nos sentimos melhores pessoas quando estamos com ela? Que o tempo parece voar quando a beijamos? Amamos ou fugimos? Essa eh a questao. Porque amar implica conhecer o outro, aceitar o seu passado e querer fazer parte do futuro. Esta eh a minha visao do amor 🙂

  9. O meu nome é Ana, mas não sou a Ana que tanto vos chateia.
    Sou casada, com mais de 30 anos, não tenho filhos e acho que não vou ter. Mas a historia de relações com filhos de outros bate bem perto da minha porta. E de facto os filhos mudam tudo, há quem receba os filhos do/a companheiro/a de forma aberta, que tente conquistar de todas as maneiras e feitios o afecto das crianças, iludem-se e quem está de fora vê que são crianças que já viram o filme do novo namorado/a várias vezes, e "usam" essa nova pessoa que entrou na vida deles, muitas vezes sem ninguém perguntar nada, e é ver bens materiais a surgir como cogumelos. E mais tarde essas mesmas crianças são usadas para conquistar o resto dos familiares, porque são crianças e levante o dedo quem não quer ajudar crianças que estão marcadas por circunstancias da vida menos boas. E pouco tempo depois, o que vemos é um filho, um irmão alguém que amamos durante anos partir, para uma outra familia, que nós é totalmente desconhecida, não quer a nossa ajuda, não pretende manter contacto, não permite 5 minutos para uma visita ou um telefonema. E o que vemos é uma mãe, perder um filho, porque outra mãe com filhos nutre de um egoísmo que se vale do título de mãe para fazer ver que sabe. Por isso eu digo os filhos mudam, e mudam tudo, por vezes a história é encantadora como a tua, por vezes é um pesadelo como a minha. Porque nenhuma mãe nem nenhum pai deve perder um filho seja porque razão for. Eu não sou contra a relações quando existem filhos, nada disso, todos merecem serem amados, sou contra a usarem as crianças para terem relações.
    Desculpa o comentário é longo e confuso.

    Ana

  10. para quem têm um filho a tempo inteiro é dificil..manter ruma relação…principalmente se a outra pessoa não tem filhos.

    erva doce

  11. É realmente um tema sensivel… Como menina na casa dos 20 (mas cada vez + perto dos 30… 🙁 ) não me recordo de conhecer/ter interessado por rapazes já com filhos, até porque nestas idades penso que não seja muito comum. Não digo que à partida pudesse ser imediatamente "descartado", claro que não, mas claro que seria "mais fácil" se à partida não fosse pai.

    Conheço infelizmente algumas histórias em que as ex-mulheres são totalmente psicós e simplesmente não conseguem interiorizar que a relação acabou e que o único elo em comum é o filho, e utilizam todas as oportunidades para bisbilhotar/intrometer/enfernizar a vida do ex-marido e consequentemente da nova mulher/namorada… Claro que ao conhecer histórias assim a primeira coisa que se pensa é "cruz credo, Deus me livre e guarde!", é inevitável. Mas dai a comparar uma pessoa com um filho com um viciado (alcool, drogas, trabalho)… Não há grandes comparações possiveis certo?

    Depois também há os casos em que apresenta o namorado de 2 semanas ao filho e a relação acaba por durar 6 meses, e o miudo acaba por conhecer os 20 namorados que a mãe teve durante o ano…

    No fundo, penso que tudo depende das pessoas envolvidas na história… Há gente que com quem ou sem filhos, é vê-los longeeeeee! =)

  12. Tinha de comentar este post, do ponto de vista de filha de pais divorciados.

    Quando os meus pais se divorciaram, eu tinha 7 anos.
    Mulherengo como só o meu pai, depressa arranjou outra. Ela era mais velha que ele uns 5 anos, ele com 34 anos, ela quase com 40. Ela nunca tinha sido casada e tinha uma certeza na vida: não queria ser mãe!
    Tiveram juntos quase 10 anos.
    Apesar desta vontade dela de não querer ter filhos, sempre me tratou a mim e à minha irmã como filhas dela. Se o meu pai não podia jantar connosco, pegava em nós, ia jantar ao McDonalds (daqueles com parque infantil), levava o seu livrinho, e lá ficávamos nós, duas crianças que não lhe eram nada, horas a brincar no parque sobre a visão sempre atenta dela. No Verão, se o meu pai tinha de trabalhar, pegava em nós e ia connosco a parques aquáticos, à praia, a passear a sítios próprios para crianças… Quando fazíamos asneiras, ralhava connosco, como qualquer mãe faria.
    A relação deles terminou à 5 anos, e ainda hoje trocamos e-mails frequentes e telefonamos uma à outra (infelizmente ela não está actualmente em Portugal, o que dificulta estarmos juntas).

    Em contraste, a namorada seguinte do meu pai, divorciada, e com uma filha da idade da minha irmã, sempre tentou que o meu pai fosse um segundo pai para a filha dele, e nunca nos aceitou presentes na vida dele. Eles moravam os três, e sempre que eu e a minha irmã íamos passar uns dias com eles, eram discussões infernais… Sempre que íamos jantar os cinco, estava sempre à espera que abríssemos a boca para mandar facadinha e encontrar algum defeito no que estávamos a dizer. Criou intrigas entre mim e o meu pai do pior que existe, desde inventar que eu tinha dito coisas que não dizia (não "perceber mal" mas mesmo inventar conversas), fazer o meu pai duvidar que eu estava onde dizia que estava (o meu pai e ela levaram-me a mim e à minha melhor amiga a Lisboa para irmos ao dia aberto da Universidade que queríamos ir, fê-lo duvidar que de facto lá estávamos, e depois de nos deixarem lá obrigou-o a entrar a confirmar que estávamos mesmo lá).
    O meu pai devia ter sido "Homem" na altura, e ter decidido que uma mulher que não aceita as filhas dele não é mulher para ele. Infelizmente não o fez. A minha relação com o meu pai foi-se constantemente deteriorando. Os meus avós começaram a recusar a entrada da senhora lá em casa (na altura o meu pai cortou relações com os próprios pais), e hoje não falo com o meu pai. Ela destruiu-lhe a relação com as filhas, com os pais, com amigos. Actualmente não estão juntos (ou pelo menos ele diz que não) mas o estrago ficou feito.

    A minha opinião é simples: se uma mulher não quer um homem com filhos, não vale a pena tentar. Antes as pessoas serem sinceras de início do que andarem a enganar-se…

  13. Pfff!
    Nao venham com historias.
    Um filho é uma limitaçao, tal como é morar a 500kms, tal como é um so gostar de carne e outro de peixe.
    Trata-se das duas pessoas se resolverem e decidiram se estao dispostas a ceder ou nao.

    Nao podem os dois acordar e pensar: hoje vamos ficar o dia todo na cama. Ups, ha uma criança que tem que ser alimentada, vestida, enfim, as crianças dao trabalho, logo, sim é uma limitaçao.

    Vamos tirar ferias para X dias? Ups, nao da porque a criança tem escola. Sao exemplos das inumeras limitaçoes. Agora se tens a criança de 15 em 15 dias, para o companheiro fazer cedencias a cada 15 dias, nao é grande historia, agora todos os dias, dia sim, dia sim. Meu caro, isso sim é uma grande – como dizes – limitaçao.
    Se no inicio da conjectura da relaçao houvesse uma pessoa do mesmo nivel cultural ao teu, que se mostrasse tao disponivel para ama-la como tu ( e este tu é hipotetico ), tao bem sucedido como tu, et caetera, mas sem filhos. Dear, nao sejamos hipocritas para quem é que a escolha dela ia tender….

  14. Viver com alguém com mochilitas é uma autêntica prova de fogo. Mas por outro lado é a prova certa de um amor verdadeiro, porque é muiiiito difícil, acreditem, e quem trouxe as mochilitas fui eu, e bem pequenas…
    E medo Pipoca muito medo de anónimos das 12:18 muitas vezes gente terrivelmente infeliz, que sustentam casamentos em verdadeiro estado de potrefacção, enfim ele há de tudo…

  15. É um tema complicado… Desde que leio o blog (comecei na 1ª versão mas nunca antes comentei) que admito: considero que tens uma esposa cinco estrelas! Digo isto porque nem consigo imaginar o que será casar com um homem que já tem um filho (especialmente pequenino, como me parece que é o caso). Apesar de saber que muitas pessoas me irão acusar de ser preconceituosa, a verdade é que acredito que para muitas (outras) pessoas é uma situação difícil.

    Isto não quer dizer que não fosse capaz de me apaixonar por um homem com filhos, mas daí a viver e casar com ele… Seriam outros quinhentos. Sei que precisaria de bastante tempo para processar esse facto.

    O meu ponto é o seguinte: eu própria não sei se quero ter filhos. Tenho 30 anos e sinto que ainda não estou na fase da minha vida em que quero pensar sobre isso. Se eu própria não me sinto preparada para pensar sobre a ideia da maternidade custa-me um pouco imaginar que seria «forçada» a conviver com um filho que me «nasceu» sem eu decidir internamente se o queria ou não. Pode parecer egoísta, eu sei. Mas é isto que sinto.

    Ou seja, eu ainda estou a pensar sobre algo que a pessoa com poderia eventualmente vir a ter filhos já processou. E depois, socialmente (e internamente) é muito complicado para uma mulher assumir que não quer ter filhos e depois ver-se confrontada com a situação de a pessoa por quem se apaixonou querer tê-los ou inclusive já os ter.

    Gosto muito do meu marido, mas se ele tivesse filhos quando o conheci acho que não tinha casado com ele.

    Um casamento não vive só da paixão e do amor que se sente, mas também de como os dois gerem as suas bagagens e isso depende muito das fasse da vida em cada um se encontra quando se conhecem. Como eu digo muitas vezes, se tivesse conhecido o meu marido uns meses antes as coisas nunca teriam dado certo, porque eu estava numa fase diferente. Assim, também admito que daqui a uns anos (quando a questão filhos: ter ou não ter? estiver bem-resolvida comigo mesma) possa ter uma opinião completamente diferente sobre isto e até me consiga imaginar numa relação com «filhos terceiros», quem sabe?

    Acho que comparar pessoas com filhos vs. pessoas pouco interessantes ou com problemas graves (como dependências) é esticar a corda porque as duas coisas não se auto-excluem.

  16. Concordo com a Rosa Cueca quando diz que se uma pessoa descarta à partida uma relação com outra por causa dessa "limitação" (muito entre aspas)é porque não gosta o suficiente. Mas eu sou uma romântica incurável.
    Quando tinha 18 anos, conheci um rapaz de 23 anos, amigo de amigos, com quem rolava um "clima" à distância. O nosso primeiro diálogo foi "Olá, sou o X. Tenho um filho de 4 anos". E, apesar de nunca ter acontecido nada, por mil e uma razões, não teve absolutamente nada a ver com o facto de ele ter um filho – apesar de que, há idades para tudo.
    Mas gostei da abertura e sinceridade à partida.

    B.

  17. Talvez as pessoas pensam que não há problemas porque nunca passaram por tal. Vou dar alguns exemplos do meu caso.
    Estou em tribunal a lutar pela custódia dos meus filhos e por um divórcio que eu quis.
    Estou num novo relacionamento com um rapaz quase 8 anos mais novo do que eu, que vive a quase 400 km de distancia de mim por agora, já por si só é um factor complicado de gerir ainda mais com filhos e com um ex que sabe e faz questão de tornar tudo mais complicado ainda, acabando por envolver os filhos também.

    Eu tenho 2 filhos bebés, que dependem de mim para tudo ou quase tudo. A pessoa que está comigo aceita os meus filhos, preocupa-se com eles e demonstra um grande carinho por eles mas acham que é fácil para ele, um rapaz novo, estar sempre comigo e com mais 2 crianças? Acham que é fácil ele ter que lidar com o meu ex mesmo que não queira? Acham que é fácil termos coisas marcadas e por birras/proibições por parte do pai dos meus filhos, não conseguirmos estar mais vezes juntos? Entre muitas outras coisas.

    Não não é fácil, não é a mesma coisa do que um relacionamento quando não há filhos. A outra pessoa tem o direito em escolher se quer ou se não quer. O amor numa relação não é tudo.

    __________________________________

    Em relação a custódia e a custódia partilhada.
    A custódia partilhada é muito bonita em teoria.
    A custódia partilhada significa que ambos os pais têm o mesmo direito sobre os filhos e os filhos podem estar o mesmo x de tempo com a mãe e com o pai. Vou dar um exemplo.

    Um x de casal tem um filho e querem a custódia partilhada. Acham que o correcto é uma semana na casa do pai e outra semana na casa da mãe, sempre assim … qual é o equilibrio e estabilidade que essa criança vai ter? A criança qual das casas vai identificar como a sua casa? De certo para nós adultos temos uma resposta obvia – as duas casas mas para as crianças não. Não faz qualquer tipo de sentido as crianças andarem de um lado para o outro.

    O meu ex sempre que quiser pode ligar-me para ver os filhos, alias ele todos os dias está com eles cá em casa, dá o jantar e o banho e vai busca-los a escola como sempre fez mas custódia partilhada não muito menos acordos.

  18. Não tendo filhos nem me tendo relacionado com ninguém que tenha concordo contigo. Mas apesar disso, acho o discurso totalmente falacioso. Há homens e mulheres sem filhos que não são alcoólicos (…a maioria?) nem workaholics nem desinteressantes. Tal como há os que têm filhos e são essas coisas. Simplesmente não tem nada a ver.

  19. Não me parece que estar com alguém com filhos seja um problema, mas admito que para outras pessoas o possa ser. O problema, digo eu, não será a criança em si. Será o ex-marido/ex-mulher que obrigatoriamente vai andar sempre perto, bem como o resto da ex-família. Admito que isso possa causar confusão a algumas pessoas… não creio que seja preconceito, apenas uma questão de "comodismo" e de optar pela via mais fácil.

    Não me parece é legítimo que compares isso com pessoas drogadas ou com problemas de álcool. Como deves calcular, existem imensas pessoas boas, que não bebem, não se drogam, que não são fúteis nem burras… e se não tiverem filhos, algumas pessoas podem preferir essas pessoas "sem bagagem" a pessoas "com bagagem". Não acho estranho.

  20. Há já algum tempo que sigo o blog "a pipoca mais doce" e há pouco soube a ligação "entre estes dois blogs".
    Eu casei com um homem que tinha um filho e por isso admiro muito as mulheres que o fazem como eu o fiz: de coração aberto. Porque não é fácil. Não é tudo rosas, estar com o marido ou namorado e a com a criança. E ter sempre a noção que aquela criança vai fazer parte das nossas vidas. Não é fácil mas também não é um bicho de 7 cabeças; passa tudo por um grande processo de adaptação. E respeito. Por exemplo, ao longo destes 4 anos fiz sempre questão que eles tivessem momentos só os dois (porque sou filha de pais separados com segundos casamentos e sei o quanto isto é importante…).
    Não sei se "O Arrumadinho" e a esposa e todos os outros casais nesta situação pensam ter filhos em comum. Mas isso é realmente uma outra mudança na relação. Não há nada que mais goste do que ver a nossa filha a brincar com o irmão mais velho. Não há nada que mais me custe do que vê-la chorar quando ele vai para casa da mãe.

    Mas atenção! Só valem a pena estas relações se, como já disse, se caminhar de coração aberto. Uma vez ouvi uma conversa de uma mulher nesta situação que dizia "Vou certificar-me que, em caso de morte do pai os nossos filhos ficam com mais! Então nós andamos a comprar casa para depois o filho dele ficar com o mesmo que os meus?!". Que tristeza.

    Maria Inês

  21. Sou um pai, separado (porque não me casei) e tive esse problema com a minha actual companheira, não tanto por ela, mas por aqueles que a rodeavam.

    Sou filho de pais divorciados e hoje também pai "divorciado", não percebo como há ainda hoje se pensa nisso como um problema quando uma grande parte das pessoas estão separadas e com 2 ou 3 casamentos…

    Para mim o problema está em que como se falou noutro post aqui tudo tem que ser perfeito e numa relação a perfeição têm momentos.

    As pessoas hoje em dia desistem muito facilmente e normalmente ( digo eu ) arrependem se depois.
    Uma relação é feita de cedências não do EU quero.

    euqrop

  22. Gostei bastante deste post! Faz as pessoas pensarem… Sou filha de pais de divorciados e compreendo. Antes de a minha mãe pedir oficialmente o divórcio, eu e o meu irmão mais novo éramos os próprios a dizer à minha mãe para avançar com os papéis e refazer a vida. Claro que a minha mãe teve medo e nós também. Especialmente quando a minha mãe começou a namorar. Não sabia muito bem como ia reagir, mas com o tempo fomos nos conhecendo e criamos uma boa relação. Hoje, eles estão casados e ganhei dois novos irmãos. E sabes uma coisa? Estou muito mais feliz agora do que nunca, finalmente sei o que é ter um pai à séria. Tenho uma melhor relação com o meu padrasto de que com o meu pai, infelizmente ele começou a fazer de conta que eu e o meu irmão não existimos a partir do momento que refez a vida. Isto tudo só para dizer que ter filhos não é uma limitação coisa nenhuma!

  23. qualificar os filhos de pais (mãe ou pai) solteiros (por opção ou divorciados, não interessa) de "limitação" é no minimo estupido, o que por si só bastaria para não haver sequer conversa acerca do tema

    eu acho que o que os "sem filhos" (esta qualificação poderá gerar polémica) têm medo, não é de ver naquela criança uma limitação, mas sim um passado. E é disso que as pessoas têm receio. Para além da limitação (para usar essa palavra) que uma criança pode trazer a quem não as tem (ferias mais calmas em locais familiares, não acordar à hora que se quer, não ir aos restaurantes que se quer, não sair à noite, passar a ir ao cinema ver filmes disney, partilhar consolas e canais de tv, ter que estudar de novo, acordar a meio da noite, tentar agradar a alguém muito exigente, conquistar o coração a alguém importante para quem está connosco, etc etc etc) aquela pessoa pequena representa um passado que vai andar sempre connosco, atrás de nós.

    É muito mais facil estar com alguém que deixa lá atrás o passado, que ter que conviver a vida toda com a presença de quem ali esteve antes de nós. É complicado competir se com o fantasma de alguém.

    Ora isto é idiota, porque só é fantasma se nós deixarmos que o seja, se nós não tivermos confiança em nós próprios, se não tivermos certeza nem do nosso valor, nem do nosso sentimento, e acima de tudo, da nossa relação. Se o passado fosse presente, então o rei/rainha deposto daquela casa, não era deposto mas sim reinante.

    Se há que haver jogo de cintura? há, pois! Muitas vezes as crianças acham que se minarem as relações actuais que cada um dos seus pais têm, eles não terão outro remédio senão juntarem se outra vez. As crianças são muitissimo mais espertas do que nós pensamos. São manipuladoras, e compete nos a nós adultos mostrar lhes que não somos o inimigo.

    Eu sou mãe casada. Se um dia deixar de o ser (bate na madeira 3 vezes), o meu filho viverá de acordo com custódia partilhada, e não verá o pai somente nos 15 dias de férias e aos fim de semana de 15 em 15 dias. O meu filho tem um pai e uma mãe. Não nasceu de geração espontanea, e precisa dos dois. Se eu o amo, se lhe sinto a falta, o pai só por não o ter carregado na barriga não terá exactamente o mesmo sentimento por ele? Para além disso, tenho todo o interesse em dar me bem com quem seja que o pai dele escolha para continuar a sua vida, quanto mais não seja porque essa será a sua "mãedrasta" quando eu não estiver presente, e que pai/mãe quer o seu filho destratado fora das suas saias/calças?

    bj 😉

  24. Concordo contigo.
    Tenho uma amiga divorciada e com uma criança que sofreu esse preconceito durante anos até encontrar um HOMEM que não viu qq problema em assumir a filha dela como um pouco sua.
    Eu falo com mim, não teria o mínimo problema em viver com um homem com filhos, de todo. Gosto de casas cheias, animadas e uma criança só nos traz alegria e animação. Evidentemente que não será fácil numa fase inicial, mas a vida não o é, e em todos os aspectos temos sempre que lidar com outras pessoas que por vezes nos custam aceitar.
    Será assim tão difícil aceitar e abraçar alguém que é importante para o nosso amor? Não me parece.

  25. Limitação não é mas não é fácil. Cada pessoa é livre de escolher com quem se relaciona.

    Estou a divorciar-me e apesar de estar em outra relação sempre tive o cuidado de falar com essa pessoa sobre este assunto. Acho que não o tenho de o sujeitar a problemas causados pelo o meu ex. Se um dia ele quiser-se ir embora, eu vou compreender e aceitar a situação.

  26. Concordo plenamente contigo. Eu até costumo dizer que preferia um homem divorciado e já com filhos, mas devo ser mesmo a excepção porque as minhas amigas não compreendem isso, se calhar nunca estiveram apaixonadas por um homem com filhos. Quando se gosta verdadeiramente, os filhos não podem ser uma limitação.

  27. O que se v nas revistas cor de rosa: "X" está apaixonada e vai casar com "Y", depois "X" e "Y" ainda não querem ter filhos, depois "boatos de que "X" está grávida", depois, "X" confirma gravidez e está radiante, depois, "rumores de separaçºão de "X" e "Y", depois, "x" e "Y" negam rumores, depois "X" e "Y" confirmam separação….é o de sempre. Quando vejo uma notícia de gravidez já sei qual se segur. Ahahahah.TRISTEZA!!!!!!!!
    Por isso acho que a questão de ter ou não filhos já é normalíssima!

  28. Dasss livra! Tu não está a ver bem a coisa. Então, uma mulher para além de ter um relacionamento com um divorciado, este ainda vem com um filho? Se o gajo tiver 40, 50 anos, ainda vá que não vá, mas nos 30??

    O mal não está no homem, mas que impressão é que transmitimos ao mundo casando com um divorciado com filho(s)?
    Andamos aos caixotes, ficamos com os restos, é o que é. E quem é que quer isso, a não ser desesperadas?

  29. "temos cada vez menos paciência para fazer funcionar os casamentos, o que mais começa a haver é pais e mães solteiros."

    Desculpa, mas pais e mães (ou não), depois de um casamento, não são solteiros. São divorciados. Portanto, "temos cada vez menos paciência para fazer funcionar os casamentos, o que mais começa a haver é pais e mães divorciados."

    Nas revistas cor-de-rosa lê-se muito isso, mas, o certo, é que, uma vez casados, jamais voltam a ser solteiros, a não ser que o casamento seja anulado, o que é raro.

    Qual é o problema com a palavra divorciado? Não gostam?
    Oh, que aborrecido…

  30. A respeito de homens "pacote completo", não me faz a mínina confusão. É de facto o mais comum hoje em dia. Mas infelizmente não tenho as melhores experiências e por parte deles. Ex-mulheres frustadas, infelizes, possessivas. Eles não saberem gerir as relações e receios que não fazem o mínimo sentido. E sim, dá muito trabalho, é preciso ter certezas do que se quer. Não é fácil engolir por vezes "sapos", porque acontece. Apesar destas más experiências, não vou deixar de apostar em alguém, numa relação, só porque estas 2 correram, foi somente porque não tinha que ser. Importante é que ele, esteja bem resolvido com o passado, que esteja bem com a vida. Ter filhos ou não, é indiferente. Mas também me parece um pouco exagerado as comparações feitas aqui.

  31. Devo dizer que sou casada e tenho um enteado de 14 anos. Eu e Mãe dele damo-nos muito bem, ao ponto de jantar lá em casa…tomarmos café…conversarmos, tudo. Desde o inicio que tomei o lado de "mais vale dar-me bem com a Mãe do G. porque é alguém que vai estar sempre presente nas nossas vidas", ela por seu lado também adoptou essa máxima e damo-nos muito bem. E posso garantir que foi sem dúvida a melhor opção, pra mim, pra ela e para a pessoa mais importante disto tudo, o meu enteado.

  32. Eu não sou mãe, mas sou fruto de uma relação que terminou e hoje tenho uma madrasta, aliás tenho-a desde quase que nasci..E ainda assim, não fiquei traumatizada.É, depois da minha mãe, a minha melhor amiga.É daquelas pessoas sem preconceitos, que prova que casar com um homem com filhos não é um problema. Ela aceitou a situação e na minha opinião saímos todos a ganhar.
    Acredito que haverá excepções. Mas minha madrasta não é uma madrasta má, é uma mulher linda, bem formada e faz-me muito feliz!!!

  33. Eu considero uma limitação quando não se ama. Quando se descarta alguém à partida, não dando uma hipótese, simplesmente porque aquela pessoa tem filhos.

    Agora, comparar o ter-se um filho com outro tipo de problemas…não te esqueças que muitos desses problemas, no início de uma relação, poderão não ser tão visíveis, ao passo que um filho não se esconde.

    Continuo na minha: se descartam logo à partida, podem estar a passar ao lado de uma óptima relação, mas it's their loss.

  34. Ter um filho de uma relação que falhou não pode nunca ser visto como uma "limitação", como um problema. Nem acho que se possa comparar essa " bagagem" com outras tais como problemas com drogas, entrega excessiva ao trabalho… É um filho, e se alguém com quem se namora não o aceita, há mesmo que terminar a relação. Um filho vem sempre em 1 º lugar. Não vejo mal nenhum em quem prefira relacionar-se com pessoas sem filhos, é uma opção, mas lá por isso não tem de considerar que quem os tem está de alguma forma limitado num novo relacionamento. Isso é completamente tótó…bj

  35. Sinceramente, acho este post cheio de preconceitos. Se uma mulher solteira sem filhos preferir um homem solteiro sem filhos, não quer dizer que vá acabar com um traste, alcoolico e um desinteressante solteiro sem filhos. Se a mulher solteira sem filhos não 'aceita' os filhos do outro, é porque com certeza não gosta dele o suficiente. Então agora os homens com filhos é que são interessantes? O que não falta por aí são divorciados com filhos completamente acéfalos, que acabam por se meter nos copos e afins porque não sabem com preencher as vidinhas.

    E é verdade, um homem com filhos tem limitações, há que aceitar isso e não é nada grave, é apenas uma realidade e por sinal cada vez mais comum.

  36. Olá! Eu sou casada com um homem que era divorciado e tinha uma filha, é claro que no inicio, fiqueicom a ideia que o que era giro era não ter a tal "mochila", mas a verdade é que o meu amor pelo (agora) meu marido era muito maior que pequenas mesquinhices. Os primeiros tempos foram dificeis, não nego, mas depois conquistei a Leonor e agora temos uma filha com 2 anos e somos muito felizes os 4! Tenho a certeza que fiz a melhor opção, para além de ter ganho um marido maravilhoso, tenho "2" filhas lindas..

  37. concordo contigo. O unico problema que tenho assistido com amigos e amigas a este nivel ocorre quando os "Ex" e o pai/mãe da criança têm uma relação tensa, crispada, e a pessoa que chega, para além de ter que lidar com uma criança que não é sua, da qual pode gostar imensamente mas se trna sensivel impor disciplina, estabalecer balizas porque já de si há uma fase de adaptação complexa e porque há um progenitor que dificulta, chateia e afecta todos. Não é fácil estares numa relação com alguem com filhos e estes são peões numa guerra entre pais

  38. 'Que bom' é lindo. No fundo, no fundo as pessoas têm é muito medo de se entregarem e qualquer desculpa para não o fazerem é boa.
    Acho que uma criança é enriquecedora mesmo que seja filho de outra pessoa também o é da nossa pessoa.
    🙂

  39. eu penso que essa relutancia existe porque muitas vezes entre o pai/mãe da criança e o seu ex não existe uma relação muito saudavel e por isso haverá sp mais problemas do que com alguém sem filhos.
    Embora possa ser um desafio conquistar uma criança tb é algo que muitas vezes não é fácil.
    E como hoje muita gente prefere optar pelo mais fácil é normal que esses estgimas existam.

  40. Eu não vejo um homem com filhos como um problema…acho que se nos apaixonarmos por alguém com filhos é aceitar que esse pode ser o tal! Mas uma coisa é certa…os filhos são a coisa mais importante na vida de alguém…e se a pessoa que se junta/casa com o "pai de filhos" não perceber que o filho estará sempre em primeiro lugar…os problemas irão surgir a uma velocidade galopante…e a relação estará condenada ao fracasso. Não é qualquer uma que tem perfil para lidar com essa situação e aplaudo quem o consegue fazer.

  41. Muito bem "dizido" 🙂

    é ridiculo que hoje em dia exista este tipo de preconceitos.

    Quando nos apaixonamos por alguém fazêmo-lo tendo em conta o individuo que conhecemos. Os filhos não devem ser um barreira.

    Obrigada pelo texto!

  42. Como te compreendo. Sou mãe solteira e mais ou menos da tua idade. Já tive relações em que a pessoa com quem estava não teve, literalmente, tom@tes e preferiu desistir. Verdade seja dita, foi preferível assim. Não eram homens para mim. Mas que custou, custou. O preconceito é uma coisa horrível e infelizmente ainda existe bastante, mesmo na malta de 30 e poucos anos.
    Já assisti a discussões em que uma rapariga disse a um amigo que o melhor era afastar-se das mães solteiras, senão ainda acabava a criar os filhos dos outros (nunca hei-de recuperar muito bem desta).
    Existem muitos preconceitos. Admiro-me por tanta gente pensar que ter um filho é o fim.
    Eu costumo dizer o mesmo que tu. Pode ser que um dia lhes aconteça o mesmo e nessa altura mudarão de opinião… A vida dá muitas voltas.

  43. "Se vamos limitar o universo, excluindo os que já têm filhos, arriscamo-nos a acabar com um traste".

    Bom…quem ler isto pode pensar que só as pessoas com filhos é que são decentes. E que não há pessoas crias que são verdadeiros estupores.

    Não sejamos tão extremistas, boa? uma mulher sem filhos tem todo o direito de preferir um homem sem filhos sem que isso faça dela uma idiota, e vice versa. E escolher uma pessoa sem filhos não implica, como dás a entender, escolher um alguém problemas alcólicos ou dependente de drogas.

    São opções de vida que devem ser respeitadas como tal. Imagina uma mulher que decidiu que não tem instinto maternal, que não quer ter crianças, será justo pedir-lhe que aceite um homem com kinders atrás? São opções de vida, volto a dizer.

    Para que conste, vivo com um homem com dois filhos e adoro-os aos três. Mas chateia-me tudo o que seja extremismos e faz-me por isso confusão a forma como abordaste o tema.

    Isabel

  44. É um tema muito sensível, facto é que "essa bagagem" é um meio para que muita gente se afaste…E mesmo que não o façamos por mal, essa repulsa inicial existe…E acho muito básico e fútil que compares essa bagagem a outros problemas que enunciaste…Talvez porque tenhas necessidade de te defenderes????????

  45. Muito bem arrumadinho!
    Eu sou solteira e concordo 100% contigo.
    Até porque o que é melhor? Um solteirão aos 40 anos que nunca saiu de casa dos pais, ou um divorciado com um filho que sempre desejou ter uma família unida? 🙂

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