Os divórcios

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A separação de alguns casais mediáticos traz sempre às revistas histórias mirabolantes de mulheres que querem ficar com tudo dos maridos, batalhas judiciais por bens materiais, acusações de parte a parte, um lavar de roupa suja sem vergonha, uma guerra entre pessoas que meses antes viviam juntas e faziam planos de futuro. Mais grave ainda quando dessas relações nascem filhos, que, mais tarde, vão poder ter acesso às palavras que o pai disse sobre a mãe, e a mãe disse sobre o pai. Uma tristeza.

Só nos últimos tempos as revistas encheram-se de histórias sobre a separação do Vítor Baía e da Bé, do Rui Patrício e a mulher (não me lembro o nome) e do Yannick e a Luciana Abreu. Em comum o facto de todos eles serem jogadores ou ex-jogadores de futebol, o que torna a equação um bocadinho enquinada, já que, normalmente, são homens com muito dinheiro, e toda a gente sabe que o dinheiro torna as pessoas cegas e leva-as a cometer actos que nem as próprias se achavam capazes de cometer. Mas, na hora da verdade, fazem tudo o que podem por dinheiro.

Já passei por um divórcio e por uma separação. Sei o que é ver um projecto de vida chegar ao fim, enterrarem-se sonhos, repensar-se toda a vida, porque o que achávamos que ia resultar não resultou, seja por que razões for. Em ambas as situações, felizmente, não houve grandes guerras por causa de bens. A minha atitude, num caso e no outro, foi igual: leva o que quiseres, eu fico com o que não quiseres. Não o fiz porque sou parvo, porque não quero saber ou porque não dou valor às coisas materiais. Gosto das minhas coisas, muitas delas compradas com o meu dinheiro, mas isso parece-me o menos importante quando todo um projecto de vida chega ao fim, quando há duas pessoas destruídas por uma separação, quando há sentimentos que se perdem, quando se perde a luz, muitas vezes a força, a confiança. Há demasiadas sensações interiores muito mais fortes que nos devem impedir de pensar no dinheiro, nas televisões, na porcaria da estante da sala do IKEA ou no faqueiro oferecido pela tia no casamento.

É por já ter passado por isto que me faz confusão ver estas batalhas por Porsches, casas e jóias. Eu sei que tudo isto vale muito mais do que tinha quando me separei, mas acredito mesmo que ainda que não tivesse grande coisa e estivesse casado com uma mulher rica jamais me quereria agarrar a bens materiais comprados à custa do que ela tem, do que ela ganha ou do que ela herdou.

Sempre vivi do meu trabalho, a única herança que me deixaram foi uma dívida para pagar, e é assim que quero continuar sempre. Mesmo que lei diga que eu tenho direito a metade do que foi adquirido enquanto casado, a minha atitude será sempre a mesma: leva o que quiseres, eu fico com o resto.

Viver com o que é dos outros, com o que foi conquistado pelos outros, ganho pelos outros, faz-me comichão. Sempre fez. E sempre fará.

Claro que há outra variante, que se pode aplicar a muitos casos: quando um dos elementos do casal prescinde da sua profissão por completo, por imposição do companheiro, para ficar a tomar conta dos filhos ou para centrar a vida na família. Claro que nestes casos é preciso fazer uma avaliação relativamente àquilo que era a vida dessa pessoa antes do casamento, calcular o que essa pessoa perdeu por ter prescindido do seu trabalho, e compensá-la financeiramente. Isso, eu acho bem. Mas mesmo nestes casos é preciso bom senso e equilíbrio. Uma mulher que ganhava 600 euros numa loja e que deixou o trabalho para ficar com um homem de quem se separou ao fim de dois anos não pode vir depois dizer que quer 100 mil euros de pensão ou de compensação, que é o que muitas vezes acontece.

Uma vez mais, acho, sobretudo, que quando os tais sonhos acabam, quando se dá a separação, quando se assina o divórcio, o mais importante são as pessoas. Pena que muitas vezes as primeiras a esquecerem-se disso sejam as próprias pessoas.

1 Comentário

  1. Gostava de um dia conseguir perceber o que vai na cabeça de um divorciado, quando inicia uma relação nova. Como nunca passei pela situação nem sou casada, tenho curiosidade. E como tenho uma relação com um, apesar de muitas das vezes nao pensar nisso Poderia fazer um post sobre esse tema?

  2. Divorciei-me no ano passado. Tenho 52 anos e estive casada 33 anos. O que existia entre nós, de alguns anos a esta parte, era tudo menos casamento, mas aguentava-se. Pedi o divórcio, assim que descobri que andava metido nos Casinos quase todos os dias.Desapareceu tudo o que se ganhou ao longo de árduos a nos de trabalho (meus e dele). Tomei esta atitude, antes que começassem a desaparecer os bens materiais, principalmente a casa. Um dia, poderia estar em casa, e baterem-me á porta a dizer para saír, que já me tinham comprado o meu tecto, num qualquer leilão. Assim que contactei com um advogado disse que apenas queria ficar com a minha casa onde morava.De resto, só queria dormir descansada. Uma outra casa, duas lojas que estão arrendadas, um carro topo de gama da marca, tudo poderia ficar com ele. Está tudo pago, não há, nem havia, dividas de nada. Em relação a filhos, ele já tem 30 anos (o único filho). Não há palavras para descrever a atitude dele ( mau, velhaco,podre).O que ele disse e me fez, nem dá para contar. Ficou assim feita a divisão, como disse atrás. Não pago renda, porque fiquei com uma casa,mas vivo unicamente com 254 euros da minha reforma, mais os 200 euros que ele por nada deste mundo me queria dar, mas dá, como pensão de
    alimentos.Ele, além dos bens com que ficou, tem mais de 2000 euros por mês, entre a reforma dele, as rendas e umas aulas particulares que dá.
    Não quero generalizar, porque há homens bons, mas para mim, nunca uma citação foi tão verdadeira "Se queres conhecer o teu namorado, casa-te com ele. Se quiseres conhecer o teu marido, pede o divórcio"
    Levava muito tempo a contar tudo….

  3. O fim de um casamento pode não ter nada a ver com o que foi durante.
    Eu fui muito feliz durante quase 10 anos e, de um dia para o outro, tudo desmoronou e eu conheci o bicho com que me tinha casado e de quem tinha tido 2 filhos, na altura muito pequenos.
    Vale tudo: bater, roubar, perseguir, escrever cartas anónimas. Vale tudo por dinheiro. No meu caso o pai dos meus filhos conseguiu atacar a única coisa que me preocupava, os meus filhos. A custódia partilhada, tão amplamente defendida, é irreal em pais que se dão tão mal, mas mesmo assim não há nada que possa fazer. Triste realidade.
    Sim, concordo. Quem mais sofrem são os miúdos.
    O divórcio pode ser – e deve ser – entendido uma oportunidade de mudança, de liberdade e autonomia.

  4. Realmente, não consigo perceber o que leva as pessoas a casarem com promessas de amor eterno e ao fim de meses se divorciarem. Essas pessoas acabam por se enganarem a elas próprias e se as coisas acabam dessa maneira é porque nem elas próprias sabem o que querem e muito menos sabem quem são.

  5. Meu Caro Anónimo não é pelos outros agirem mal, como foi o caso dela nessa situação, que o Senhor em causa deverá agir do mesmo modo! Se já não tem qualquer tipo de respeito pela mãe dos filhos pense nestes que um dia vão crescer e ler as barbaridades que um e outro disseram!

  6. Não podia estar mais de acordo, mas o que se vê habitualmente, seja deles ou delas é exactamente o contrário. Os 3 casos dados como exemplo, seriam perfeitamente hilariantes, se os os filhos não fossem forçosamente afectados e isso é francamente a evitar. Por isso é que somos adultos e deveríamos ser responsáveis.
    Não vale a pena defendermos A ou B, porque nem os conhecemos, nem sequer os amigos nem ninguém sabe bem o que se passa dentro de portas. Vemos, analisamos caracteres. O primeiro, porque já se portou muito mal e chegou-lhe agora a vez, o segundo não tenho bases para comentar, mas o terceiro é simples: estragou um casamento, casou, evitou sempre que visse o filho e agora descasa, com a promessa de uma carreira vista e ouvida por todos no tal canal. Aliás, onde já havia uma onda de solidariedade para ganhar o show, para dar de comer às criancinhas…
    Acima de tudo, triste é cair na opinião pública, em vez de ser um processo reservado, com as consequências devastadoras a serem duplicadas e alvo de críticas nem sempre favoráveis ou justas.
    Depois deste preâmbulo todo, digo o seguinte: sofri também um processo de divórcio que transtornou completamente o meu enorme coração. O meu projecto de vida a dois não funcionou. Os meus filhos nem sequer beneficiavam com a convivência comum, muito pelo contrário. Protegi-os sempre, foram sempre uma prioridade, pois estavam em formação. Fui forçada a sair de casa, se quisesse um divórcio simples. E sem nada. Aceitei. Por causa do meu carácter, do luto que gera uma situação destas, mas acima de tudo, pelo bem estar dos meus filhos. Havia bens, coisas que eu tinha comprado, negócio, casa, sem ser nada de extraordinário, mas havia. Troquei tudo por paz. Não lutei pelo dinheiro dele, nem pelas minhas coisas. Acabou o meu casamento, era dor que bastasse. Acreditei que Alguém me ajudaria pela vida fora, porque eu era muito correcta. Ajudou. Muito. Os meu filhos cresceram e não se lembram de nada. Nem de uma discussão, sequer. Que nunca houve, porque se só um reclama, só há um monólogo. Em todas as guerras seguintes, eu abdiquei sempre de tudo. As minhas coisas, todas elas, ficaram guardadas no meu coração. Fizeram parte de uma vida que já não tenho há muito. Mas continuam cá, sem fazerem mossa a ninguém, apenas guardadas com amor e com histórias.
    Para todos, fui uma parva. Para mim, paguei o sossego e o bem estar dos filhos. Gostei ainda mais de mim. Acho que ganhei o respeito de muitos outros, também. Acima de tudo, acho que sempre procedi da forma correcta. E nunca abri a boca. Vinte anos passados, tive uma surpresa ingrata. Tinha uma dívida que me foi deixada, apesar de ter havido partilha de bens e ficar lá bem definido quem ficaria com os ditos bens e quem pagaria o quê. Sem solução alguma, o meu ordenado era o garante do pagamento, perante o banco. Percebi que o outro lado "não trabalhava". Não houve papel algum que me retirasse daquela dívida. E, antes que entrasse uma penhora de vencimento no meu trabalho, paguei-a eu, com muito custo mas, acima de tudo, muita dor. E só pûs os filhos a par, sem nunca fazer juízos de valor. Também eles não puderam solucionar o problema. Recomecei, novamente, e de cabeça cada vez mais erguida. Parva? Idiota? Para mim, continuo correcta, sem criar problemas a quem sempre protegi. O futuro dirá se serei um exemplo, mas creio que estou no bom caminho.
    Parabéns pelo seu post. Há coisas muito mais importantes que os bens materiais, principalmente os valores que queremos deixar aos nossos. E também aquele sentimento de cabeça leve e de poder encarar a outra metade olhos nos olhos.

  7. Isso é a atitude que todos deveriam ter. Sou filha de pais divorciados e não é muito bonito estar no meio de uma "guerra" por causa de um porta-retratos ou uma colher! Os meus pais viviam em países diferentes há vários anos até que por fim o casamento cedeu. A minha mãe desempregada, o meu pai a viver uma vida sem preocupações e um ordenado com vários zeros. A minha mãe sobrevive de trabalhos temporários e concluio o 9º e 12º, o meu pai troca de telemóvel e carro quando quer e tem sempre roupa para estrear. Mesmo assim ainda achou-se no direito de ficar com todo o recheio do apartamento onde moravamos e o apartamento. Não quis saber para onde os filhos iriam viver… A minha mãe acabou por conseguir o carro, enchemos o carro de roupa e partimos. Graças a Deus ou a outra criatura qualquer, o meu padrasto (que para mim hoje é o meu pai, visto que o meu pai biológico decidiu cortar relações com os filhos e fazer a vida negra à minha mãe) abriu-nos as portas do seu lar e hoje aqui estou. Acho que não havia necessidade de tanta discussão e guerra! Mas é a vida, nem sempre as coisas resultam. Ao menos encontrei um lar e uma família "nova".

  8. Pobre luciana. Abdicou da carreira p o marido poder ir jogar p frança e deu n que deu. Qdo tentou retomar a carreira o gajo diz que o benfica nao acha bem e q ela nao o deixa ver o filho. Ja separado vai curtir p miami e o seu delfim festeja o dia d nascimento sem o pai. Deve ter sido a ex q nao deixou. Sacana. Devia ficar até sem as cuecas. Duarte.

  9. Tudo se centra numa questão: respeito!

    Respeito por nós, pelos nossos, pela pessoa que esteve ao nosso lado e que um dia foi a nossa pessoa.

    Não consigo imaginar sequer um dia passar por uma situação de divórcio nos termos que vemos todos os dias nas páginas de revistas. É uma tremenda falta de respeito.

    E depois mesmo que um dos membros do casal não "embarque" em "peixeiradas"o estrago está feito.

  10. Ao anónimo das 19:06. Acho que para ter pena da "Luce", valeria o esforço de tentar lembrar-se quem durante tanto tempo andou com um boneco afro debaixo do braço, por não poder dizer claramente que estava interessada num homem que vivia maritalmente com alguém. E sempre a vi recorrer à imprensa para tentar dar nas vistas. É que se a imprensa não serve para falar mal, também a ela não se deveria recorrer para mostrar aspectos da vida privada. Chama-se a isso: "não se pôr a jeito"…

  11. Eu cá não consigo ser tão pão pão queijo queijo. Se a relação acabasse por causa de traição só não o fazia sofrer se não pudesse. Detesto faltas de respeito.
    Agora se fosse por outras razões, sentirmos-nos infelizes ou o amor acabar aí seria diferente, aí sim, cada um que leve o q é seu e se divida civilizadamente o q é comum.

    Podem dizer que sou ressabiada, mas estou a ser honesta!

    Gosto muito do teu blog. Pareces ser 'um gajo boa onda':)

    Beijinhos

  12. Ninguém deve viver com ninguém por dinheiro, porque senão mais tarde ou mais cedo vende a alma ao diabo.

    Repudio toda a chantagem que vejo nas situações de divórcio. Acho que os filhos sofrem com isso e os adultos o fazem por uma questão de ego e acabam por sair-se também mal. E independentemente de serem jogadores, pessoas muito ricas ou não, duvido que o beneficio cego do dinheiro compense a perda da serenidade. Essas pessoas normalmente é gente frustrada toda uma vida , porque consideram o material acima de outros valores, quanto a mim mais importantes.

  13. Concordo inteiramente. E quanto à separação destes casais famosos, normalmente de futebolistas costumo dizer exactamente isso. Mas todos sabemos que muitas das mulheres que casam com eles será pelo dinheiro. Claro que engravidam logo, para assegurar o rendimento. É pena que esses rapazes não tenham cabeça para pensar.

  14. Gostei muito deste post. Eu nem casada quero saber de bens materiais, quanto mais se me divorciasse. É tão triste ver estas guerras, ainda para mais com crianças pelo meio. Mas enfim…Bjs.

  15. Na maior parte dos teus posts faz-me confusão o facto de perpetuares o status quo, os preconceitos do povinho. Do género… 'mulheres que querem ficar com tudo dos maridos' ou 'uma mulher que ganhava 600 euros numa loja e que deixou o trabalho para ficar com um homem de quem se separou ao fim de dois anos não pode vir depois dizer que quer 100 mil euros de pensão ou de compensação, que é o que muitas vezes acontece'. Eu percebo que tenha sido um exemplo e que a tua intenção não era atribuir um determinado papel ao homem (o que providencia, que trabalha, que protege) e a mulher (a que cuida das crianças, a que não trabalha, a que é uma puta e só por ser boa se casa com um homem com muito dinheiro). Podias ter dito ao contrário que eu nem reparava. Mas isto acontece repetidamente por estes lados (eu costumo passar por cá de vez em quando), por isso achei que devia referir. No meio em que vivo não assisto a nada disso e, se calhar, por não ler revistas da especialidade, desconheço casos semelhantes. Mas pronto… Só para deixar claro que no blogue, quer queiras quer não, estabeleces muito a distinção homem/mulher que já passou de moda e com a qual não me identifico 🙂

  16. Não gosto particularmente da Luciana Abreu, acho que a miúda de vez em quando diz muito disparate mas nao concordo que venham agora para praça publica humilhar a miúda desta maneira! Mas que raio de homem ou melhor que raio de pai e ser humano é aquele que arranja como desculpa uma nova família para deixar de ver o seu filho?! Vamos ver quantas vezes vai ele buscar o miúdo agora e quantas vezes vais ele ver as filhas deste casamento! E mesmo que tivesse razão nunca em praça publica eu falaria assim de alguém com quem eu já partilhei a minha vida, com quem eu tive filhos! Só mostra falta de caracter do senhor!

  17. a melhor é a do Rui Patrício… Traiu-o com o personal trainer, nem filhos têm, e quer pensao de alimentos……

    odeio julgar mas tudo o que tenho é do meu trabalho e a essas meninas só dá vontade de dizer "vai trabalhar pah"

  18. Excelente post!
    É uma tristeza ver os casais a trazerem os seus problemas para a praça publica!
    Em última analise, quem paga são sempre os filhos. Pagam as frustrações do pai e as da mãe. Isto de ser filho tem que se lhe diga.
    Depois os bens, é uma vergonha ainda maior. Ainda consigo perceber que se discuta por milhões, agora pelo trivial, please, haja decoro!

    Quando vejo casais a separem-se fico sempre com pena. Pena pelo amor que acabou e que antes há-de ter sido tão bom porque até levou essas mesmas pessoas a ficarem juntas. Será que nessa altura ninguém se lembra de como foi? Ninguém se lembra de pelo menos tentar respeitar essa memória? Pelos vistos, não. É um pena 🙁

  19. Aqui são todos tão despegados e desnecessitados…leva o quiseres? Cada um leva o que é seu ó faxavor! O que se comprou junto que seja discutido com integridade para ver quem precisa mais do quê. Claro que quando não há educação vem a peixeirada e quando há muito dinheiro tb. O amor que passa a òdio transforma as pessoas no pior que há.

  20. Concordo….
    Passei pelo mesmo…
    Nunca fui muito ligada ao lado material e ainda bem…..
    Perdem muito mais que o casamento, perdem a dignidade e quando há filhos perdem o respeito dos mesmos e a sua estabilidade emocional….

  21. Bem, estas separações e escândalos de jogadores de futebol são muitas vezes um caso à parte. Claro que elas abdicam de uma carreira, mas em rigor não o fazem por sacrifício até porque todas elas têm acesso a uma vida melhor, o que não lhes desinteressa de todo…depois é ver a coisa correr mal e ver o espectáculo. Não acredito que o Baía tenha retirado os bens de casa da mulher, acredito sim que eram dele e pronto. Quanto à Luce é uma atitude lamentável a demostrar-se que se quis ' apoderar? da viatura que será dele, ou de ambos, depende…enfim

  22. Para mim o pior de tudo com o fim ( de muitas relações) e em pelo menos duas dessas três que mencionou, sãoas crianças que existem. Pois essas crianças que agora secalhar ainda não entendem muito bem por serem demasiado novas, mas que um dia se tiverm acesso a tudo o que foi dito pelos pais vão sofrer horrores. Mesmo que todas as acusações sejam verdadeiras, estes pais deviam ter mais "tento" no que dizem, pois sabem que isso será publicado inúmeras vezes até há exaustão.

    Uma seguidora do norte, Joana

  23. eu nao o diria melhor!!!
    muito bem explicado e apoio completamente essa forma de estar eu tb, qd se fala em separaçoes dou essa mesma opinião..

  24. Nos divórcios onde ha muito dinheiro, mais são os desacatos e as brigas. E quem sofre são sempre as crianças.
    É o contrário do provérbio:
    "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão."

  25. O mundo gira em volta do dinheiro, dos bens. Infelizmente esquece-se o que de mais importante que a vida tem: atitude e respeito.

    Sou mais uma que prefiro ficar prejudicada do que andar em guerras por causa de bens,dinheiro, de coisas sem sentido… O dinheiro faz falta, pois faz. Mas viver com o que não é nosso, é aterrador, pelo menos para mim! Infelizmente há cada vez mais pessoas que tentam tomar posse do que não lhes pertence…

    Vale mais ser pobre e sincero.

  26. Adorei este post. A maneira como se encara o fim de uma relação diz muito acerca da formação dessa pessoa. E isso, o dinheiro ainda não compra. Porque a moral não tem preço!

  27. Nem precisas de dar o exemplo do divórcio para falar da estupidificação das pessoas em relação ao dinheiro. Basta ver o tal casalinho que ganhou um prémio no Euromilhões e que foram para tribunal em vez de cada um ficar com €8M.

    The ultimate stupidity !!!

  28. O mais grave é quando se tem filhos menores e quando um pai toma a actitude referida no texto "leva o que quiseres de bens matérias" e uma mãe não tendo alternativa quanto a guerra e disposta desses bens, passa ao ataque com a Arma mais demolidora A Costodia dos Filhos.
    Quando a lei é clara em que se deve ter uma guarda partilhada.
    No meu caso pessoal não prescindi dos meus 6 meses anuais repartidos com os miúdos.
    Então já tive uma serie de acções em tribunal para me ser retirada a Costodia dos meus filhos.
    Sempre com temas diferentes, sempre ganhei todas, ainda ontem mais um despacho favoravel em que as psicólogas "2" independentes relataram que o interesse expresso pelos menores era de estarem tambem em casa do pai. Deixo a nota que nunca interpôs qualquer acção contra a mãe, nem tenciono o fazer, o crescimento saudável para uma criança deve de ser feito em constante contacto com ambos os progenitores.
    A questão é que os tribunais são pouco atuantes e geralmente lentos nas decisões, geralmente é necessário haver desgraças para se actuar, só que já vem tarde.
    É um tema pernitente e que deveria ser chamado a praça publica, na minha opinião deveriam
    de ser criados tribunais e juízes exclusivos e instruídos para os litígios das separações quando há filhos no meio.
    Há milhares de desgraças em que os menores passam calvários.
    Ok, nao parava mais de exemplos, pois o desgaste de quatro anos de separação é tão grande, que as vezes penso se nao seri melhor estar a disputar bens que até são de monta, em troca do sonsego dos meus filhos.

  29. Infelizmente existem membros do género feminino que envergonham o género no geral.No séc. XXI depois de termos direito a tanta coisa, damos por adquiridos esses direitos e ainda os manipulamos a nosso favor. Se esta é a mulher evoluída do séc. XXI, tenho medo de tempos futuros.

  30. se fosse só 100 mil euros até nem era muito….MILHOES.

    Nós todos sabemos que estas "meninas" são uma P*****. A diferença é que algumas como até são bonitos e engraçadas conseguem "trabalhar" apenas um "patrao" e em casa em vez de na rua.
    O resto é hipocrisia

  31. A mim o que me faz mesmo espécie é como é que uma pessoa namora com outra durante 7 anos e depois de 6 meses de casar lembra-se que não gosta daquela moça..

  32. Tal como tu, também era incapaz de ficar com algo à custa de outra pessoa que não tenha sido ganho com o meu trabalho. Agora leva o que quiseres é que já não. Leva o que é teu por direito, o que é justo, o que é sensato.
    De qualquer forma tb estou de acordo contigo, depois de uma separação, de o terminar de um projecto a dois que fizeram planos para o futuro, onde existia amor e depois termina o sonho é por si só demasiado marcante e doloroso para estar preocupado com os bens materiais que no fim de tudo é o menos importante. Quando isso é o mais importante é porque provavelmente não era uma relação de amor…

  33. É tudo uma questão de respeito um pelo outro , que nestes casos não há e também uma questão de educação que também não há.
    Gostava de voltar a questão do Ronaldo, peço desculpa mas vocês nunca foram atletas de Alta Competição e ao nível do Ronaldo, por isso não sabem o que é estar todos os dias a ser observado por milhões de pessoas à espera que faças sempre tudo muito bem feito e de forma exemplar, o dia todo e a toda a hora.O rapaz é humano também pode falhar, o que é raro no caso dele. Ele já faz muito, e bem, respeitem-no.
    Não sou da família não o conheço, mas percebo perfeitamente o que ele deve estar a sentir, ele mais do que ninguém sente-se muito mal e quer ajudar a equipa o mais que puder.

  34. Por experiência concordo contigo, mas há pessoas que sofrem um bocado por não verem … o que muitas vezes está a vista de todos,e depois a raiva ganha para a razão…

  35. A separação é triste quando a relação foi construída na base do amor, amizade, respeito, companheirismo e ainda assim não deu certo. Mas nestes casos, muitas vezes, a relação nasceu do próprio interesse financeiro e como tal jamais poderia terminar de forma diferente.

  36. Muitas vezes é uma questão de ego, de tentar atingir quem "nos" fez mal, de compensar o sofrimento agarrando-se ao que ainda se pode tirar ao outro.
    E nessa luta estúpida sofrem as pessoas à volta, modificam-se memórias e feitios.
    É muito triste e revela muitas coisas mal resolvidas.

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