Os cabos

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Sou uma pessoa que gosta de cabos. Gosto, pronto. USB, HDMI, video componentes, RGB, scarts, VGA, há de tudo cá em casa, e em enormes quantidades. Como é óbvio, a minha mulher não entende esta paixão, nem sequer a necessidade de termos um saco do IKEA daqueles azuis, enormes, cheio de cabos, “só a ocupar espaço” na despensa, diz ela. Mulheres.

Ao longo dos últimos anos, tenho vindo a acumular cabos, transformadores, fios eléctricos, carregadores, extensões, porque sei que mais dia menos dia irei precisar de alguns deles. Ela diz sempre que não, que é tudo um disparate e que aquele “amontoado de fios” não serve para nada.

Nos últimos tempos, como temos passado praticamente 24 horas por dia em casa, tenho-me dedicado a cenas de bricolage. Pendurar aqueles dois candeeiros que estão à espera de ser montados desde o dia em que nos mudámos, arranjar o candeeiro do escritório que não dá luz há um mês sem que ela perceba porquê (porque a lâmpada está boa), pendurar quadros, molduras e fotografias, arrumar o quarto que vai servindo de arrecadação das tralhas do Mateus, etc. E a verdade é que nos últimos cinco ou seis dias já tive de ir ao meu saco dos cabos umas quantas vezes. E sempre que lá fui encontrei o que queria. Desapareceu o cabo que liga a impressora ao computador, não faz mal, eu tenho outro. Não se sabe do cabo que liga o disco externo à corrente, não há problema, encontra-se outro no saco. Falta um cabo com cinco metros para levar o Meo para a televisão da cozinha, oh, até podia faltar um cabo de 10 metros que eu arranjava. A necessidade de ir buscar cabos tem sido tal que, anteontem, passei umas duas horas a enrolar os cabos, um a um, e a prendê-los com um arame, para ficarem todos direitinhos. O sacão do IKEA deu lugar a uma caixa de cartão, toda bonita, cheia de cabos até cima, todos enroladinhos, uma perfeição.

Cá está uma daquelas manias que as mulheres nunca irão entender. E, por favor, deixem os vossos homens com os seus cabos em paz. Nós sabemos o que estamos a fazer.

16 Comentários

  1. eu sou uma mulher, e também adoro cabos… tenho metros e metros e RJ45 dentro de uma caixa gigante, não sei muito bem para quê nos dias de hoje… mas no inicios dos 2000s os rj45 eram os cabos salvadores de qualquer ligação de internet….

    avé cabos.

  2. Ai ai o que ri agora a ler isto dos cabos 😀 vocês homens são todos iguais, têm sempre mil e uma coisa guardada, neste caso os ditos cabos eheh 😉
    TP

  3. Por acaso acho piada a cabos também e sou mulher mas uma coisa é ter os cabos arrumados como é o teu caso, outra coisa é os cabos andarem ao freixe e molhe pela casa tudo em desordem! ah pois é!! Outra coisa Ricardo se puder, e já pedi também no blogue da Pipoca, se puderem fazer tipo um passatempo para os leitores ganharem, eu pelo menos precisava, de bens alimentares era excelente. Desculpe e obrigada 🙂 Catarina

  4. Tenho um exemplar masculino cá em casa igual, louco por cabos, mas eu confesso que não entendo o porque da necessidade de arrumar e guardar tantos cabos

  5. Já vi que não sou a única. Sou eu que guardo os cabos porque ele não percebe de nada, nem de cabos nem de coisas normalmente ligadas aos homens :), excepto a m**** da bola. Beijos e parabéns aos dois pelo Mateus. Maria_S

  6. Como eu compreendo essa paixão por cabos! Também os guardo e que jeitão dão às vezes.

    Já ninguém tem aquele tipo de cabo? Pois o je cá arranja!

    um abraço

  7. Ahaha Tudo arrumadinho sim senhor! 🙂
    Também tenho lá em casa uma panóplia de cabos que nunca mais acaba, todos guardadinhos para qualquer eventualidade. 🙂

  8. Só de ler o texto dá para perceber o orgulho que tem nesse saco/caixa cheio de cabos. 🙂
    Ainda para mais se é um homem arrumado e tem tudo contido nesse saco, não vejo porque não!!

    Marina

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