Os Boost

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Admito que sou um bocadinho viciado em gadgets, modas e suplementos ligados à corrida.

Ando sempre atento às novidades que as grandes marcas lançam, às escolhas dos verdadeiros craques, dos profissionais, porque esses, espero, escolhem para si o que é melhor e não o que está “a dar”.

A minha maior perdição são mesmo os ténis. Não tenho uma marca preferida — tenho Nike, Adidas, Asics, Puma, Reebok, Salomon, New Balance e Mizuno —, mas em cada ano há sempre um modelo novo que quero experimentar, e que me vai convencendo ou não.

Para aumentar a motivação no meu regresso às corridas, depois da lesão, resolvi experimentar os novos Adidas Boost. Quando os calcei, achei-os demasiado apertados na zona do peito do pé. Percebi, depois, que os atacadores de origem vêm quase sem folga. Libertei-os e senti logo a diferença. São leves, muito confortáveis, e parecem quase umas pantufas de andar por casa.

Fiz depois o teste em estrada. E passaram com distinção. O amortecimento, que é aquilo a que dou mais importância, é perfeito. Confesso que ainda não fiz um treino muito puxado, com passada larga, que aumenta o impacto no solo, mas, até ao momento, estou plenamente satisfeito. O sapato molda-se perfeitamente ao pé, quase como se fossem umas meias elásticas. Ainda não senti o Boost, que dá nome ao sapato, e que supostamente é um impulso extra na passada, que facilita a corrida. Mas também não senti falta.

Comparativamente aos Adidas Supernova 4, que também tenho, nota-se uma progressão muito grande.

Ainda não testei os novos Nike Flyknit, mas vão ter de pedalar muito para tentar alcançar os Boost. Vai ser uma interessante corrida de gigantes.

Ontem às 9h, e debaixo de uma grande chuvada, lá fui correr para Carcavelos, desta vez com a companhia do Nuno, do blogue Blade Runner, da Ana e da Joana. Foram 10 km a um ritmo baixo, só mesmo para preparar os músculos para a semana intensa de treinos que aí vem. Falta menos de um mês para a Maratona de Madrid, e com esta paragem de mais de um mês fiquei com os treinos todos alterados. Vamos ver se ainda consigo fazer uma preparação decente sem me lesionar novamente.

Nos próximos posts sobre corridas vou falar do meu maior gadget, o relógio Garmin Forerunner 910XT, e do meu “doping”, o Monavie, uma bebida à base de açai que me ajuda a recuperar e a dar energia.

1 Comentário

  1. Estive com os ténis na mão: esteticamente são bastante bonitos e devem ser muito confortáveis. N entanto, desconfio da capacidade de amortecimento (principalmente para alguém com o meu peso,84kg) e da durabilidade daquele material da sola. Agora uso asics gt2160 e estou muito satisfeito. Já estou escaldado com os Nike free 5.0 : muito bonitos mas amortecimento 0…bons para lesões….

  2. Açaí é o melhor "doping" que existe! A primeira vez que provei "açaí na tigela", no Brasil, fui logo a seguir à "academia" e consegui correr uns impressionantes 70 minutos sem parar, quando só estava habituada a correr 5km em 32 minutos. Corri, e corri, e corri, e quando parei parecia que não tinha acontecido nada, não era nada comigo. Foi fenomenal!

  3. Os Nike Flynt são lindos e super confortáveis, não os pude comprar porque ainda não fabricam o meu nº, calço pouco…

  4. Pois eu não me deixei tentar pelos Boost e comprei os Nike Flyknit. É mesmo pancada de mulher, mas eu cá dou muita importância à estética e achei os Boost feios e sem pinta nenhuma… Já os Nike são lindos, ultra leves, ultra confortáveis…
    Experimentei ambos e são autênticas luvas. Acho que só mesmo a correr é que se pode dar pelas diferenças. Mas não há dúvida que quer uns quer outros são excelentes opções de compra.

    http://runbabyrun-becomeagoddess.blogspot.pt/

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