Os 10 melhores restaurantes de sushi de Lisboa parte 2

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Restaurante Izakaya

Continuando com os meus restaurantes de sushi preferidos, aqui fica a segunda parte do post.

4. Izakaya

Nota: 89%

Preço médio: €30

O Izakaya tem duas vidas, uma em que se chamava Umai, era um restaurante de cozinha asiática e tinha os dois melhores chefs de sushi do País na cozinha, Paulo Morais e Anna Lins, e esta nova vida em que se chama Izakaya, passou a ser uma tasca de petiscos asiáticos e já não tem sempre os chefs Paulo Morais e Anna Lins na cozinha, o que faz toda a diferença.

Conheci o antigo Umai há uns anos, numa noite em que apareci para jantar já fora de horas e encontrei o restaurante vazio. Estava com a minha mulher e só nos apetecia sushi. Quem nos veio atender à mesa foi o próprio chef Paulo Morais, que nos mostrou os menus. Havia demasiadas coisas e perguntámos-lhe se não tinha um menu de degustação só de sushi. “Não temos, mas se só querem sushi eu posso preparar um especial para vocês”, respondeu. E assim foi. O chef Paulo Morais foi para a cozinha e foi-nos preparando rolos dos mais variados, sashimi de muita variedade, e foi-nos trazendo à mesa. Trazia um prato, ia fazer outro. E assim foi durante mais de uma hora. Foi, sem dúvida, a melhor experiência de sushi que tive na vida. Entregámo-nos nas mãos de um génio da cozinha, do maior entendido de sushi em Portugal, e ele provou-o ali mesmo.

Claro, quis voltar. Mas quando voltei já o Umai se chamava Izakaya, o conceito mudara e o chef não estava na cozinha. O serviço foi lento e trapalhão, o sushi era escasso — havia muita variedade de pratos asiáticos, mas de sushi nem por isso — e fiquei bastante desiludido. Ainda assim, o Izakaya, com o seu antigo nome, está-me gravado na memória como sendo o sítio onde fui mais feliz a comer sushi. E isso vale-lhe este quarto lugar.

Sugestão: o Izakaya tem um menu único, que continua a ser preparado pelos chefs Paulo Morais e Anna Lins, que é o menu do Dia do Mercado, às quartas-feiras, em que eles vão ao mercado de manhã, compram os peixes e legumes mais frescos que encontrarem, vão para o restaurante e preparam 30 pequenos petiscos de um país asiático à escolha deles. Por ser muito concorrido, convém reservar com antecedência.

5. Origami Sushi House

Nota: 85%

Preço médio: €35

É o restaurante de sushi onde mais vezes fui, e aquele com que tenho uma ligação mais afectuosa. Conheci-o na Rua do Século, um espaço especial, intimista, com duas salinhas privadas no andar de cima, onde fiz dezenas de jantaradas com irmãos, primos e amigos. Cá em baixo, a sala era pequenina, mas acolhedora. Foi aqui que jantei pela primeira vez com a minha mulher (então candidata a namorada), foi lá que lhe ofereci a sua primeira Vuitton, foi lá que fomos celebrar vários momentos especiais. Claro que para ela íamos ao Origami por ser um sítio especial, e por mim íamos porque eu adorava aquele menu de degustação. Há uns dois anos, o Origami mudou-se um pouco mais para cima, para a Rua da Escola Politécnica, num espaço muito maior, com esplanada, uma sala na cave com espaço para jantares de grupo (foi lá que fiz o meu jantar da Table and Friends). A decoração é simples e de bom gosto, o serviço continua bom, os donos continuam a ser uma simpatia, e o sushi, embora se mantenha de grande qualidade, acho que perdeu um pouco com a mudança de chef. O anterior voltou ao Brasil e o novo herdou o trabalho feito, não o estragou, mas também não consegui elevar a qualidade da comida. Esperava sempre o máximo do Origami, e agora já sei que quando lá vou fico muito bem servido, mas não saio com a sensação que tinha antes, de que aquele sítio é do melhor que há. É sempre muito bom, e poucas vezes excelente.

6. Umai Chiado

Nota: 84%

Preço Médio: €40

Quando se tem na cozinha os dois melhores mestres de sushi de Portugal espera-se o máximo. Quando já se teve uma experiência divinal com esses mesmos chefs espera-se que o reencontro seja mágico. Quando fui pela primeira vez ao Umai do Chiado, as minhas expectativas estavam lá em cima. O Umai de São Bento fora o sítio onde comera o melhor sushi da minha vida (ver texto do Izakaya) e neste novo espaço, mais bonito, mais amplo, mais sofisticado, mais bem localizado, com melhores condições e os mesmos chefs esperava, pelo menos, a mesma qualidade nos pratos. E isso não aconteceu. E não aconteceu em nenhuma das vezes em que lá fui.

A primeira, foi logo na semana de abertura, quando ainda estavam em fase experimental. Provei umas vieiras maravilhosas, mas o sushi, embora óptimo, não me surpreendeu, nem me prendeu. Saí de lá um pouco desiludido, mas com a certeza de que isso só acontecera porque o restaurante ainda estava a afinar processos e o chef Paulo Morais nem sequer estava na cozinha nesse dia (quando eu entrei no restaurante, vi-o a sair).

Voltei lá duas semanas depois, desta vez com a minha mulher, para tentar voltar a ter a experiência que viveramos no antigo Umai. Uma vez mais, tudo bom, mas nada espectacular nem memorável. Continuei em negação e achar que era uma questão de tempo e de afinação. Umas semanas depois, convidámos uns amigos para irem lá connosco, acreditando eu que desta é que era. Não foi. Uma vez mais, sushi óptimo, dentro dos padrões de alta qualidade que se exigem nestes espaços, mas sem o toque de magia. A coisa repetiu-se um mês depois quando voltámos com outro grupo de amigos.

Ainda assim, é uma aposta segura, um espaço bonito com sushi muito bom e com a possibilidade de um dia a magia acontecer (até porque os mágicos Paulo e Anna continuam a mandar no Umai).

6 Comentários

  1. O SushillOut tem “duas versões” à hora de almoço acho que foi o que já comi melhor pelo preço que pedem, mas à noite a qualidade não tem comparação! Nem parece que estamos a falar do mesmo restaurante, e os preços também reflectem essa mudança.

  2. Estou super curiosa para ver se o sushi fashion no Silk entra no seu top ten.. Fui lá esta sexta-feira e pura e simplesmente fiquei maravilhada.. O melhor e mais original sushi que comi na vida!! Muito muito bom 🙂

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