O prefácio

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Depois de ter anunciado a conclusão do meu novo livro, e de ter comunicado que convidei a Margarida Rebelo Pinto para escrever o prefácio, muitos foram os que vieram aqui criticar a escolha, outros preferiram mesmo a ofensa baixa, houve quem dissesse, mesmo, que, assim, não iria sequer comprar o livro.

Então, o que é que leva um autor a escolher determinada pessoa para escrever um prefácio? Várias coisas. A primeira, para mim, tem a ver com o tema. Se eu estivesse a escrever um livro sobre filosofia, sobre física quântica, sobre a maçonaria, a igreja, economia, um policial, um romance de espionagem, bom, se calhar a Margarida Rebelo Pinto não estaria entre as minhas opções, porque, de facto, nada tem a ver com estes temas. Mas o livro é sobre histórias de amor e desamor, precisamente os temas que a Margarida Rebelo Pinto aborda em todos os seus livros – e já são muitos. Haverá quem o ache que faz mal, que não sabe escrever, que é literatura menor, mas também há muitos que pensam de maneira diferente, que gostam de a ler, que se identificam com as histórias que ela conta. Não fosse assim e ela não teria vendido mais de 1 milhão de livros em Portugal, número de que muito poucos escritores nacionais se podem orgulhar.

Ou seja, para mim, enquanto autor de um livro sobre histórias de amor, é interessante ter a assinar o prefácio a pessoa que mais escreve sobre estes assuntos, que chega a mais gente, mesmo que haja muita gente que não goste de a ler. Essas pessoas são naturalmente livres de não gostar, mas devem lembrar-se que há muitas outras que gostam, e isso deve ser respeitado.

Depois, há outro critério importante na escolha de quem escreve o prefácio, que é o da proximidade. Uma comentadora dizia no post anterior que achava que eu tinha “outro tipo de gostos literários”. Bom, eu não escolhi a Margarida por ser a minha autora preferida. Ainda pensei em convidar o Murakami, o Frenzen, o Follett, o Sepúlveda ou o Rubem Fonseca, mas eles estavam indisponíveis.

Claro que em Portugal temos de convidar as pessoas que nos estão próximas, e que possam aceitar um desafio destes. Se eu convidasse uma pessoa ilustre, que não me conhecesse de lado algum, duvido que ela fizesse este prefácio, que implica ler o livro antes e escrever um texto à borla. A Margarida fê-lo porque é minha amiga, porque nos conhecemos há muitos anos, muito antes de existir este blogue. Quando se convida alguém para um prefácio convém que seja alguém que nos conheça e que nós conheçamos. Não é imperativo, mas é meio caminho andado para que o convite seja aceite.

Quanto às pessoas que já disseram que se recusam a comprar o livro por ser a Margarida a assinar o prefácio, bom, parece-me, apenas, disparatado. Quem é que no seu perfeito juízo quer muito ler um livro, mas não o vai comprar unicamente porque há três páginas, no início, assinadas por uma pessoa que não gostam de ler? Que sentido é que isso faz? O prefácio é assim tão importante que leve a que não se compre um livro? É a primeira vez que leio coisas do género. Conheço quem compre livros só pelo prefácio, nunca tinha ouvido falar de pessoas que deixam de os comprar só pelo prefácio. Mas são opções, cada um sabe de si.

Para os que estão verdadeiramente interessados no livro, quero dizer que planeio apresentá-lo por alturas da Feira do Livro, em Lisboa e no Porto. Terei muito gosto em recebê-los a todos. Quando tiver datas concretas e locais de apresentação do livro comunicarei aqui no blogue e deixarei o convite a todos os que quiserem aparecer.

1 Comentário

  1. Arrumadinho so tenho uma coisa a dizer-te,admiro imenso a tua paciência e tolerância para responder a estes comentários destrutivos que nao servem absolutamente para nada.As pessoa nao fazem,nao sabem nem tem capacidade para o fazer mas mesmo assim so sabem criticar!!!! A estes comentários a única solução e DELETE.

  2. eu compreendo… um livro não é apenas uma história é uma parte do autor..e o livro é um reflexo de todas as escolhas do autor..e de facto a Margarida Rebelo Pinto é uma autora de sucesso, no entanto a sua forma de pensar não vai de encontro ao que a maioria dos leitores pensa..e acaba por entrar em choque um pouco pela sua ignorância e prepotência. mas se é uma escolha pessoal acho que tem todo o direito de o fazer e quem comprar o livro levará para casa uma parte do autor, alem da história leva uma parte pessoal que engloba as suas escolhas…se pensar na parte comercial, com toda a certeza muitos deixaram de comprar o livro simplesmente porque não gostam da Guida.!

  3. Penso que a questão que se levanta aqui é que, independentemente de a Margarida vender (e muito), é básica naquilo que escreve e repetitiva. Eu já li uns 4 ou livros dela e ao 3º, as expressões repetiam-se, as frases feitas também e isso chateou-me imenso porque me revelou uma Margarida sem ideias, que estagnou com o sucesso que teve. As histórias lêm-se, ela tem expressões muito boas mas…é só isso. Encaro-a como uma escritora light com pouca imaginação, agarrada a velhos hábitos de escrita e sem capacidade para evoluir. Mas, como é óbvio, respeito a tua escolha e opinião e não seria, por isso, que deixaria de comprar o livro 🙂

  4. Além de que o arrumadinho parece escolher a MRP apenas pela projecção dela e porque a conhece. Não a escolhe porque gosta da sua escrita, pelo menos esse critério não é mencionado.

    O problema da MRP não é a escrita dela, que apesar de não ser nenhuma obra prima até era bem reconhecida mas, de há uns tempos para cá ela tem degradado a sua imagem, não por mudar ou alterar alguma coisa no que escreve mas sim pelo que tem dito e mostrado quando vem a público. Muitas pessoas dizem mesmo não reconhecer a Margarida dos livros. Enfim. Sinceramente, parece-me que associar o seu livro à autora lhe pode dar mais projecção, poderá ter é o efeito inverso ao pretendido, e essa projecção prejudica-lo!

    O arrumadinho de certo tem muitos contactos! A pipoca, por exemplo, foi super inteligente em ter convidado o Vasco para apresentar o seu livro.. aliás acho que isso sim lhe deu ainda mais projecção e, de forma muito positiva.

    Só a questão de aparecer pessoas a dizer de imediato que não comprariam o livro APENAS pela participação da MRP demostra que o prejudicará claramente.
    Mesmo que venda muito, poderia ter vendido muito mais.

    Boa sorte

  5. Acho que o critério de escolha de um prefacio e q gostaríamos q fosse slgurm que nos admiramos e q seja bom na área de q o livro trata ou q pelo menos escreva bem para fazer um prefacio… Ora o arrumadínho só diz q a escolheu pq ela vende muitos livros e nunca q ela escreve bem… Enfim… Quero uma pessoa q venda muitos livros para fazer marketing mesmo q nso goste do q ela escreva… Não me parece bem… Apenas isso e sim não vou comprar o livro pq se escoei a mrp para o prefacio depois de tanta baboseira e saídas tão pouco inteligentes da parte da Sra. Em questão imagino o q estará no seu livro??? Conteúdo como o dela?? Este livro dispenso obrigada… Espero pelo outro

  6. As polémicas que ela se tem envolvido ultimamente têm-lhe ficado muito mal e tem sido muito mal vista. Compreendo a sua parte mas tem de ponderar bem se quer associar-se a alguém que tem mostrado mau caracter ou se não quer. Vai ficar marcado para sempre.

    Não tem a ver com a escrita dela, mas sim com a pessoa que tem mostrado ser em entrevistas e crónicas que escreve, demonstrando muita futilidade e falsidade, sinceramente.

  7. A Joana Vasconcelos também vai expor no Louvre; o Tony Carreira também é o cantor que enche mais salas em Portugal; O Sócrates também deu a RTP a maior audiência do canal naquele horário, desde há muito tempo para cá. Reconhecimento nao é talento. Há muitos mais exemplos.. Só acho que aquilo que vende bem, aquilo que é comercial, nao é necessariamente bom, com qualidade.
    A questão é que te referes á Margarida Rebelo Pinto como alguém que vende muito e nao como alguém que escreve maravilhosamente bem. Creio que falhas nos critérios de escolha.
    Mas faço este comentário tranquilamente. Nao te estou a criticar. Só acho que foi una escolha que nao te vai trazer aquilo que queres.. (Que são mais leitores, penso eu!)

    Joana

  8. 🙂

    Onde é que eu já vi este filme?

    Ora bem, mais uma vez temos um caso em que o autor do blogue vem cá justificar-se pelas escolhas que faz. Não é algo que eu faria recorrentemente, mas, enfim, cada um sabe de si.

    Pegando no exemplo MRP: bem, quem lê um livro dela, facilmente pode ler 90% dos livros todos. Ou seja: a base da história está em mulheres bem sucedidas financeira e profissionalmente, mas instáveis nos amores e com amigas ou familiares meio-loucas.

    Honra ao livro "I´m In Love With a Pop Star!" Pelo menos foi algo diferente no seu panorama. Mas o pior da MRP é precisamente a imagem que passa: uma mulher que olha de alto para o mundo que a rodeia, sem se dar conta das realidades que a rodeiam. Cada entrevista que dá é mais do mesmo e acentua a imagem acima referida.

    Isto já para não falar dos gloriosos tempos em que ela escrevia crónicas para um conhecido jornal online (Diário Digital, se não estou em erro) e cada crónica tinha páginas e páginas de comentários carregados de polémica – vindos precisamente da imagem que ela passava, e que eu já descrevi anteriormente.

    Ricardo: MRP a prefaciar-te é uma escolha só, e exclusivamente tua. Se é tua amiga, ainda bem! Também podias ser amigo de Miguel Sousa Tavares (para mim, um fabuloso escritor de romances), do Nicholas Sparks, ou do Ken Folett. Se eles te prefaciassem o livro, irias ter exactamente as mesmas reacções.

    Mas tudo bem. É a escolha que tu fazes. E irás saber conviver com ela. Um forte abraço.

  9. Não creio que seja inveja. Certamente haverá esses casos, mas acredito que haja também quem não queira contribuir para o que quer que seja que essa senhora faça, por não gostarem simplesmente dela. Eu não gosto. Já li dois livros dela e não consegui acabar nenhum deles, porque achava-os mesmo aborrecidos e "ocos". Daí achar que não é uma boa escolha. Mas cada um sabe de si e como estratégia de markting é bom XD

  10. Eu faço parte daquelas que simplesmente não lê prefácios e salta à frente.
    A menos que sejam por alguém que efectivamente ache que tem algo mais a acrescentar ou a dizer.
    Quanto à MRP, é uma escrita light, como há outras autoras em Portugal a fazer o mesmo, a diferença é que ela, muitas vezes, vem a público com as visões e opiniões que ajudam a construir uma personagem que aparenta ser aquilo que a maioria não gosta: uma pessoa algo arrogante, sem sensibilidade face à realidade do país em que vivemos e alguém algo instável emocionalmente.
    É o mal de ser uma figura pública e colocar-se a jeito.

  11. Caro Ricardo,

    Leio o que escreveu e realmente fico com imensas dúvidas.
    Mas, claro, devo ser eu e as minhas nulas capacidades cognitivas – e já agora, não precisa de usar caps lock para se fazer entender melhor (refiro-me a outros textos)

    Então, resumidamente o que o Ricardo refere ser os seus critérios para a escolha da MRB são, leio eu, dois: Marketing puro e duro (o nome dela vende eu também vou vender) e "ela é uma querida amorosa vai aceitar de imeadiato". Não quero saber se são critérios válidos, quero só reservar-me o direito de ter a opinião de que são critérios muitíssimo fracos.

    E aprecio muito a manobra de fazer juízos de quem não compra um livro pelo refácio e no fim já diz "cada um sabe de si". Ora, exactamente. Se vai pôr o nome da MRB para vender, já lhe faz uma confusão dos diabos se tiver o efeito contrário?

  12. Acho que a escolha do prefácio deve satisfazer apenas uma pessoa: o autor do livro. O resto vão ser sempre opiniões. Neste caso, é certo que a Margarida Rebelo Pinto é uma pessoa que tanto acolhe simpatia como "ódio" por parte de muitas pessoas. No meu caso, nunca li um dos seus livros.

    Espero que o livro seja um sucesso e acho que deves ser "julgado" por todas as outras páginas e não pelo prefácio.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  13. Ricardo, o unico problema aqui foi o timing da coisa. Se a MRP escrevesse o malfadado prefacio nos seus tempos de gorda e desconhecida era na paz do senhor. Agora ela ê magra, gira e bem sucedida…tau..so invejosos! Enfim! Velhos do restelo sempre os houve.
    Ah, e note-se que por "sucedida" eu nao quero dizer que o que ela escreve é bom, porque nao aprecio..maaaasss que ela vende….vende!!! Va-se la entender.

  14. Compreendo que a tenha escolhido e no tema dos amor e desamor ela é uma entendida, já gostei em tempos da sua escrita, mas o facto de os seus livros serem a sempre à volta dos mesmos temas, da mesma classe social… Se estiver atento há sempre uma mulher bem sucedida financeira e profissionalmente mas com problemas a nível amoroso com um grupo de amigas meias alucinadas. Seria fácil para si pensar que falo sem conhecimento de causa e que só li um livro ou dois. Mas li bastantes e a cada livro crescia em mim uma desilusão. A adolescência passou e a cultura literária evoluiu, deixe-me que lhe diga que Darwin estava certo quanto à evolução das espécies, e tem de haver uma adaptação constante.

    Não o critico, nem posso, pela escolha para escrever o seu prefácio, antes pelo contrário foi uma escolha inteligente e a Margarida Rebelo Pinto é muito boa a falar ao coração.

    Espero que tenha sucesso 🙂

  15. Arrumadinho, lamento mas não concordo com este teu texto, até parece que te estás a desculpas por tê-la convidado… Se ela é tua amiga, como referes, não tens nada que justificar a escolha e este texto soa assim a um "olhem, foi o que calhou". :/ Eu não gosto dela. Já li dois livros dela, há uns anos, e admito que entendo porque tanta gente gosta da escrita dela. Tem excertos daqueles que ficam mesmo presos ao coração – frases bonitas, mesmo. No entanto, obviamente que é literatura ligeira – e isso nada tem de mal. Eu não gosto é mesmo do estilo dela, das entrevistas que ela dá, de declarações patetas e infantis como o texto das gordinhas-machonas. Não tenho nada contra a escrito, embirro com a pessoa. Talvez por isso ache que não tenhas escolhido grande pessoa. Tu és carismático, inteligente, simpático e acessível. Ela revelou ser meia arrogante. Uma coisa não combina com a outra, penso eu de que… 🙂

  16. Não gostam da Maria Rebelo Pinto mas dps vão para casa ver o Sexo e a Cidade. Se querem ser parolas/os, ao menos escolham coisas nacionais.

  17. Ora então aqui está uma amostra exclusiva de um dos desportos de eleição dos portugueses: julgamento fácil de terceiros.
    É realmente fascinante. São todos críticos literários, todos conhecem profundamente a Margarida Rebelo Pinto e 'oq ela representa', sao todos peritos no mercado dos livros. Enfim. Com tanto conhecimento que para aí anda, até é estranho PT não ser uma super potência mundial.

    Deixem-se lá de palermices e especialmente de criticar a iniciativa dos outros. Esperem para ver. Critiquem com base no concreto e não em suposições. Valorizem. Parecem crianças broncas a sério, não percebem mesmo nada.

  18. (epá e tanta crise por causa de um prefácio. passem essas páginas à frente e acabou a histórias! que gente mais comichosa!)

  19. Neste caso, penso que também se pode confundir "sucesso" com "popularidade". O numero de vendas traduz a popularidade que determinado produto tem nas massas mas, para mim, sucesso tem a ver com mais factores para além das vendas (derivando de uma conjugação de factores). Estava apenas a tentar expor o meu ponto de vista, e não a atacar. Apenas não sou fã da MRP, e na minha visão, não é uma escritora de sucesso.

  20. Na minha opinião…
    O facto do Arrumadinho escrever o livro com o prefácio de alguém que não admiro, não afecta uma potencial compra.
    Na minha adolescência, li um ou dois livros da autora, e na altura, no auge dos meus 15 anos, gostei. Depois comecei a apreciar outro tipo de literatura e como alguém já disse aqui, MRP continuou a escrever mais do mesmo. A imagem que construiu cá fora, sendo ou não verdade, não é muito positiva (e se calhar neste sentido, mesmo que inconscientemente, pode afectar o número de vendas e/ou algumas críticas melhor ou pior fundamentadas). Claro que há quem goste da autora, e há quem não goste, é como tudo na vida. De qualquer modo, boa sorte.

  21. Compreendo a apreensão de algumas pessoas por a MRP escrever o prefácio do seu livro, a MRP é tipo um Sócrates no mundo da escrita… E a MRP já vendeu muito, vendeu passado, e n creio que os outros escritores que mencionou fossem ser criticados como a MRP. Sou capaz de comprar o seu livro porque conheço o seu trabalho, mas caso não conhecesse e visse um livro na livraria com o prefácio da MRP certamente n o comprava. Outra coisa que notei é que nunca diz que escolheu a MRP por gostar da escrita dela e sim porque ela já vendeu muito. Desculpe dizer-lhe isto, mas é o que eu sinto.

  22. Boas Ricardo,
    Apesar de teres o direito de convidares quem bem entenderes, tens que convir que, como foi dito num comentário acima, isto é tudo uma questão de modas.

    A Margarida esteve na moda há uns anos e aproveitou muito bem isso, escreveu vários livros num, relativo, curto espaço de tempo. O problema, foi que eram muito iguais. Basicamente iam dar todos à mesma bica. Muita frase repetida de uns para os outros, as mesmas ideias pouco exploradas de uns para os outros. Se vendeu muito? Sim, mas, porque quem comprava estava à espera de algo diferente e foi encontrar mais do mesmo. Quando ela tentou fazer algo diferente – Português Suave – não teve capacidade para. Em consequência disso, o que é que ela faz a seguir? Volta ao mais do mesmo. Outra vez sem sucesso, porque foi outro livro que não chegou aos números de vendas dos anteriores.
    Isto tudo agregado ao facto de ela ter estado no centro de uma recente polémica não ajuda.
    Não digo que ela seja má escritora, provavelmente não o é, mas também não é brilhante nem, nos dias que correm, recomendada.
    De certeza que não vais ouvir alguém dizer "Olha devias ler o livro do Ricardo, está muito bom e o prefácio foi escrito pela Margarida Rebelo Pinto!"
    Visito o blog diariamente assim como o da Ana e agora o vosso. Adoro a Ana, acho que escreve maravilhosamente bem e ela sim, tenho pena que não escreva um livro (não de modas). Gosto da tua maneira de escrever e gosto especialmente quando adoptas uma escrita mais humorística. Por vezes, e atenção que isto é SÓ a minha opinião, que vale o que vale, acho que quando abordas temas mais sérios, limitaste um pouco à tua visão apesar de dares a entender que estás a falar de um modo generalizado. Não sei se me faço entender, mas espero que sim.
    De resto, espero que tenhas obviamente muita sorte e que mesmo quem não goste da Margarida compre o teu livro na mesma!
    Tudo a correr bem!

  23. Eu não conheço a MRP enquanto pessoa mas gosto de alguns livros dela (a maior parte confesso) não gostei da cronica das "gordinhas" mas nada disso napagou o que escreveu antes que já gostava…

    O livro é seu não é? Como disse a sua esposa há uns tempos no fb, a barraca é sua faz que quiser, quem quer lê lê quem não quer de certeza que perde 🙂

    Parabéns pela coragem e espero que seja um sucesso 🙂

  24. Ricardo, só pela paciência demonstrada em tantas explicações, já mereces todo o sucesso do mundo.
    As redes sociais atingiram as massas. E essas, muitas vezes pensam todas igual. É muito in dizer que se come sushi, logo o facebook e o instagram estão repletos de fotos de sushi. É muito in ir ao festival mais caro de Portugal, mesmo que não se aprecie particularmente quem lá vai. E o facebook e o instagram enchem-se de fotos de concertos, de fotos com todos os brindes oferecidos, de experiências radicais e de emoções fortes, nunca antes sentidas. Porque para estar na moda, há que gostar destas coisas. Há que educar os sentidos.
    O mesmo se aplica em relação ao que não se gosta. Já ninguém que é in gosta do dia de S. Valentim, por exemplo. Ou gostando, diz que não lhe diz nada. E de tantas outras coisas. É igual com a Margarida Rebelo Pinto. Está na moda dizer que se odeia. E se as pessoas que estão nas redes sociais são, muito provavelmente, das que mais lêem em Portugal, não serão essas que contribuem para os milhares de livros vendidos? Há coisas que dão que pensar. E as pessoas formatadas dão-me muito que pensar.

  25. Pois com prefácio ou sem prefácio, com MRP ou sem MRP, gostava muito de ler o teu livro e deixo aqui uma dica, a ver se chega alguma coisa a este lado. A Festa da Cultura / Feira do Livro na Madeira, começa já a 21/4. É organizada pelo Município do Funchal. Que tal vires até cá apresentares o livro?
    Beijinhos e parabéns! Votos de muito sucesso
    Carla Nunes

  26. Não necessariamente, se equacionares que há gente que simplesmente se recusa a pôr os olhinhos em alguma coisa que tenha o dedo da senhora, por tudo o que ela já fez passar de si mesma.

    No privado MRP pode ser a simpatia e inteligência em pessoa, não a conhecendo não posso emitir juízos de valor nessa área, publicamente a imagem que passa é de uma pessoa extremamente fútil, de trejeitos afectados e rendida a clichés e preconceitos muito duvidosos, se é essa a primeira imagem que queres dar de um livro que deves ter escrito com dedicação, é um direito teu. É a tua aposta, se será uma boa aposta? Só o tempo to dirá.

  27. Parafraseando a dita autora:

    fizeste um downsize da qualidade, neste caso não é de vida é da qualidade do livro.

    São escolhas, esta é a tua, para o bem ou para o mal vais ter que viver com ela. Se para ti escrever muito é igual a escrever bem, estás no caminho certo, pois então.

  28. Não te esqueças k a TVI tb é líder de audiências em Portugal…
    Como dizia sua excelência o nosso primeiro-ministro "isto é um não assunto".
    Boas leituras 😉

  29. Minha cara, acho que está a confundir "sucesso" com o que entende ser "qualidade". Claro que se pode medir o sucesso de alguém tendo em conta as vendas que tem. Se vende muito, tem sucesso. Se é de qualidade ou não, isso já é discutível.

  30. enfim, pensei que esta crise também poderia fazer alguma coisa à cabeça de algumas pessoas, que poderia mudar mentalidades, tipo: deixar de dizer mal do outro só por dizer, deixar de ter inveja, etc.etc.
    mas parece que não. parece que há pessoas que de facto só conhecem a inveja, o mal-dizer, o bota abaixo, julgam-se sempre melhores que os outros, enfim.
    deixo aqui um desafio para esses: ESCREVAM O VOSSO PRÓPRIO LIVRO E ARRANJEM QUEM QUISEREM PARA O PREFACIAR !!! Tá?
    ps: estou curiosa com o livro do arrumadinho. con
    confesso que não sou grande fã da Margarida RP. Mas não é por isso que vou deixar de ler. se gostar, óptimo, se não gostar, paciência.

    Para o arrumadinho: parabéns por (mais) esta conquista.
    quando vieres ao porto apresentar o livro, avisa via blog por favor (não tenho facebook).
    beijos

  31. Ó Arrumadinho, a sua maneira de falar da MRP é condescendente-superior – não esperava, uma vez que diz que é amigo dela.
    Quanto a prefácios, estou com a CFA – para quê?

  32. Acho que mais do que não gostar da MRP trata-se de um boicote, sobretudo pelas intervenções muito pouco "politicamente correctas" que essa senhora vem fazendo. E sim, já pode ter vendido muito, mas as modas passam e parece-me que os livros dela são só mais do mesmo… Basicamente não são melhores que os livros de algibeira que a revista Maria oferecia há uns anos atrás… Mas é só a minha humilde opinião…

  33. Comento apenas para deixar a minha opinião. Relativamente à questão do prefácio não tenho nada a referir uma vez que não fiquei seduzida pela ideia do livro, e por isso não tinha intenção de o comprar e isto nada tem a ver com o prefacio. Mas há aqui argumentos no seu texto que me parecem frágeis relativamente à Margarida Rebelo Pinto (prefácios à parte). O seu primeiro argumento é que a MRP é uma escritora de sucesso porque vendeu 1 milhao e mais nao sei o que. Percebo onde quer chegar, no entanto, não me parece que o sucesso de uma carreira se possa medir apenas pelas vendas. Tanta porcaria por aí que vende que nem paezinhos quentes. a MRP vai a todos os lugares comuns, e escreve aquilo que algumas pessoas gostam de ouvir, e aqui talvez o tal "sucesso" da senhora tenha a ver com o público-alvo. Nos tempos do TOP+, quem é que ocupava os lugares cimeiros em várias listas? CD's e DVD's de Crianças, os pandas e as xanas toc toc deste país,e daí a dizer que a tal da Xana toc toc é uma cantora de sucesso e tem mérito por isso vai um grande passo. Qualquer pessoa consegue ter sucesso assim.
    Há um grande publico-alvo para este tipo de livros que ela escreve, e ela sabe disso. Depois é só escrever o que é suposto, "tirar uma ideiazitas" aqui e ali e está feito. Quanto ao que referiu para a escolha dela, também percebo todos esses argumentos, a escolha da MRP pode dar-lhe uma maior projecção, e atrair o público da mesma. No entanto, aqui talvez possa cair para os dois lados, a MRP vem de uma "recente" polemica sobre aquele texto miseravel das gordas e não gordas e que gerou uma onda de ódiozinha de estimação como se pode comprovar… Lá está, o Ricardo é que sabe do seu livro. Boa sorte! (embora me custe um bocado ler de um escritor que admite que daqui não vai sair nenhuma obra-prima nem é esse o objectivo. Nao percebo muito bem as motivações de hoje em dia, só isso.)

  34. O problema e muito mais abrangente do que nao gostar do que a Margarida escreve, e nao gostar do que ela representa, ter vergonha alheia quando leio uma entrevista dela… E isso que pode levar as pessoas a nao comprarem o livro, nao se querem associar a uma pessoa que pensa o que essa senhora pensa e o divulga a sete ventos…

  35. opa a sério… que gente nojenta!
    não conheço o arrumadinho, não conheço a pipoca, não gosto nem desgosto deles, gosto sim de ler o que escrevem e leio os (três) blogues diariamente porque, como disse, GOSTO.
    mas pergunto-me o que esta gente aqui está a fazer… que nojo! que raio de comentário… levante o rabinho do sofá e vá trabalhar! e não inveje o sucesso de quem trabalha e luta para o ter.

  36. Eu gosto de ler. Não suporto os livros da Margarida Rebelo Pinto. Conheço gente que só lê Margarida Rebelo Pinto. Mas eu detesto. Acho mesmo sem conteúdo e acho-a má pessoa por coisas que ela escreve em crónicas. Peço desculpa, mas a imagem que ela passa não me cativa. Acredito que quem seja mesmo teu fã comprará o livro, independentemente do prefácio. Quem não comprar por causa disso é pk ja nao ia comprar à partida. No meu caso raramente compro livros, prefiro alugar na biblioteca, ou aproveito para os receber no Natal, Aniversário…já que não ganho o meu próprio dinheiro, mas certamente que se tivesse o meu próprio ordenado não compraria. Não apenas pelo prefácio, mas porque sou selectiva nos livros que compro.

  37. Uma pessoa como a MRP que escreveu aquele ridículo texto sobre as mulheres gordinhas, só irá descredibilizar o seu o livro. Colocar a MRP a escrever o prefácio é realmente um tiro no pé e de extremo mau gosto. É minha opinião. De resto desejo-lhe sucesso e que tudo corra bem.

  38. as pessoas sinceramente… não sei porque te dás ainda ao trabalho de lhes responderes. Só quem não tem vida própria e é muito invejosa se dá ao trabalho de comentar as coisas do modo como o fizeram.
    muita curiosidade em ler o livro! muito sucesso

  39. Em relação à Margarida Rebelo Pinto ter vendido um milhão de cópias, quantidade nunca foi sinónimo de qualidade.
    Compreendo perfeitamente tê-la escolhido por ser sua amiga, mas também compreendo determinadas críticas que lhe possam ter feito devido a esta escolha, até porque a escrita da Margarida é detestável, li meio livro e bastou para o resto da vida, já o seu tipo de escrita é muito mais cativante, e o humor é muito mais inteligente. Deduzo que muitas das críticas sejam devido a isto, eu não gostaria de estar associada à Margarida Rebelo Pinto (enquanto escritora), isto se não a conhecesse, após a contextualização que fez (não que tivesse que explicar o que quer que seja a ninguém) faz todo o sentido.
    Quem não gosta da Margarida, tem bom remédio, saltar o prefácio, eu muitas vezes não leio.
    De qualquer forma parabéns pelo livro!!

  40. Caro Arrumadinho,
    A MRP pode vender muitos livros, e se para além de todas as razões que mencionou, a sua intenção é vender, talvez até tenha sorte.
    Agora não tenha duvidas que sendo a MRP pouco inteligente e limitada, o contributo por parte dela no seu livro, não abona muito a seu favor. Sabe que todos nós já sofremos de Amor e corações partidos… Não o escrevemos é de maneira disparatada!

  41. Meu caro,
    Perante tal chinfrim, sem motivo nenhum diga-se de passagem, até parece que o prefácio faz o livro e vice versa, só me ocorre dizer:
    "os cães ladram e a caravana passa"
    Beijinhos

  42. Não, meu caro. Não é esse o único critério na escolha de uma pessoa para fazer um prefácio. E outra coisa, quem é que diria que é uma sumidade a escrever livros de desgostos de amor femininos em Portugal? Uma coisa lhe digo: qualquer nome que diga não será consensual. Se eu tivesse um prefácio assinado pelo Lobo Antunes ou pelo Vargas Llosa iria ter meio mundo indignado com a escolha. Nada é consensual. A sua opinião é essa, muitos pensarão o contrário.
    E sim, o que diz no fim é verdade: este é o segundo livro que nasce do blogue, não posso ambicionar a mais. Ter a autora que mais vende em Portugal a prefaciar o livro já é muito bom.

  43. Digo eu, com 18 anos e um livro a sair na mesma altura que o teu, que acho que não é um prefácio que faz um livro. Quem não gostar da pessoa que escreve o prefácio acho que pode passar essas páginas à frente. Ninguém é obrigado a ler prefácios. Lá que queiram dizer "não quero ler o livro" e por isso inventem desculpas disparatadas para não o ler/comprar, ok, tudo bem…mas não comprarem porque a pessoa que escreve o prefácio não agrada…bem, há pessoas para tudo. É triste.
    Aguardo a saída para comprar o livro 🙂

  44. Os prefácios são escritos por sumidades na matéria do livro. A MRP não é uma delas.

    A amizade toldou-te o raciocínio e não te faz ver que um prefácio escrito por ela desvaloriza o livro.

    Enfim. Mas também és só um escritor em ascensão portanto não sejamos muito ambiciosos.

  45. Ah, claro, os portugueses só lêem poesia erudita e ficam indignados com uma escolha mais popular. Por isso é que os livros da Margarida e as sombras e as conspirações do orelhas estão sempre no top. Apre, que gente anormal.
    Mónica Menezes

  46. vamos é lá saber a matéria prima é boa?
    o inverno ainda não foi embora e ainda vem a tempo para fazer chamas ali na lareira.

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