O pobrezinho da Comporta sou eu

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Já aqui escrevi várias vezes sobre a Comporta. Para mim, não é um destino de férias da moda, é uma parte da minha infância, já que desde que me lembro de existir que passo lá grandes temporadas. Há 30 anos, quando a minha mãe comprou um pequena casinha na Carrasqueira, a cinco quilómetros da Comporta, aquilo era um paraíso bruto, um deserto.

Não havia restaurantes in, mas arrozes de marisco à antiga, que traziam gente de todo o lado, não havia praias com zonas lounge, mas areais brutos e águas limpas, não se falava com pronúncia afectada, quanto muito com a de Setúbal. Em miúdo, as minhas férias na Comporta eram a andar pelo mato com o meu avô à procura de paus para fazer fisgas, eram a jogar futebol com os miúdos da Carrasqueira, eram a jogar às escondidas ou à apanhada com os amigos que ia tendo por lá.

Foi por isso que senti de forma mais próxima as palavras infelizes da senhora Cristina Espírito Santo, que se referiu ao seu estilo de férias na Comporta como um “brincar aos pobrezinhos”.

Não sei ao certo o que é que esta senhora quer dizer com “pobrezinhos”, porque viemos de sítios diferentes, porque temos raízes diferentes, e, seguramente, porque as minhas férias na Comporta não são iguais às da senhora Espírito Santo. Para ela, seguramente, eu sou um dos pobrezinhos, já que quando por lá ando não tiro as havaianas e os calções de banho, ando com T-shirts velhas, mangas cavas, vou para a praia e levo cadeiras e chapéu, e só muito de vez em quando é que vou esplanadar para o Comporta Café ou para a Ilha do Arroz (que são óptimos, mas também muito caros). Bem sei que há por lá gente que vive em cabanas de luxo que custam 750 mil euros, e que se passeiam de buggys pelas dunas das extensões de areia desertas, e que têm babás para as crianças e empregadas que servem o pequeno-almoço, e provavelmente a senhora Espírito Santo é uma destas pessoas (nada contra, se ela pode, faça favor), mas agora o que não entendo é quando ela diz que ali brinca aos pobrezinhos. Mas porquê? Porque a casa é uma cabana? Na teoria até podia entender, mas basta entrar numa dessas cabanas, com os seus LCD na parede e as decorações à casa colonial africana para se perceber que aquele luxo nada tem a ver com os pobrezinhos.

Numa coisa ela tem razão: o rabinho da senhora Espírito Santo é tão apetecível para levar uma ferroada de um mosquito como o meu ou o do senhor Almerindo que vive à minha frente. Para a mosquitagem, sim, somos todos iguais. Mas o que vejo, quando lá estou, é que há pobrezinhos, como eu, que levam a trouxa toda para a praia, e os pobrezinhos de espírito, como esta senhora, que não vêem na Comporta um destino de férias, mas mais um local onde parece bem ser visto, e que acha tão in ir para a Comporta que até se sujeita a ser devorada pelas melgas.

Pobres melgas.

61 Comentários

  1. Apesar de o post ter cerca de 1 mês acho que ainda vou a tempo de o comentar.

    Sou filha de filhos da Comporta e concordo consigo quando diz que falar da Comporta é falar de muita coisa boa que guardamos da nossa infância.

    Há certas coisas que talvez não valha a pena comentar, mas para quem acha que a Comporta agora é que está in basta dizer que os nossos vizinhos espanhóis descobriram a melhor praia de Portugal (agora fala o coração)há muito tempo … cerca de 30 anos.

    Apesar de não lá conseguir ir com a frequência desejada, para tristeza dos meus avós, a Comporta, o Possanco e a Carrasceira são para mim sinónimo de pele morena, salgada e encarquilhada, de pó no carro, de pão com torresmos, de arrozais a pedir para serem ceifados, de pés encardidos de tanto andarem descalços pelas hortas, de batata doce cozida que eu roubava das latas em que eram cozidas e claro … das centenas de picadelas dos seus eternos moradores

  2. Gostei do seu artigo. Mas apenas peca por uma omissão, que é a relativa à forma como se faz jornalismo no nosso país. Antes de tecer qualquer comentário sobre a feliz ou infeliz frase da Senhora em questão, parece-me desde logo censurável o tom do artigo – que apresenta a Comporta como o destino dos ricos/elites, e os outros que por lá andam são o quê? Há destinos para ricos e destinos para pobres? Cada vez mais lamentável o nosso jornalismo….

  3. Gostei do seu artigo. Mas apenas peca por uma omissão, que é a relativa à forma como se faz jornalismo no nosso país. Antes de tecer qualquer comentário sobre a feliz ou infeliz frase da Senhora em questão, parece-me desde logo censurável o tom do artigo – que apresenta a Comporta como o destino dos ricos/elites, e os outros que por lá andam são o quê? Há destinos para ricos e destinos para pobres? Cada vez mais lamentável o nosso jornalismo….

  4. Adorei o seu artigo sobre a Comporta, que é linda hoje e sempre! "Pobre" senhora Espirito Santo, tão pobre, que só tem mesmo é dinheiro…

  5. O pedido de desculpa é o "politicamente correcto" – até porque os negócios também se ressentem com os comentários inapropriados de quem "não precisa de ninguém".

  6. Pode-se falar na clivagem e pode-se ter no entanto o brejeirismo e a tentativa de subjugar os outros à sua carteira é que é de muito mau tom.
    Pode-se ter dinheiro mas acima de tudo devia ter educação (que foi coisa que não teve). Para além do mais, desde quando é que ser-se rico torna uma pessoa mais importante que a outra, ou mais honrado, whatever? Quando esse dinheiro e estatuto são conquistados e merecidos é uma coisa mas neste caso isso não é verdade.

    É pena que em Portugal ainda se viva no preconceito e na idolação excessiva de quem dinheiro mas ninguém se lembre de idolatrar quem trabalha, o brio profissional e a excelência. Isso passa ao lado.

  7. Arrumadinho, sabe melhor do que todos nós como os jornalistas gostam de "apimentar" e retirar frases do contexto em que foram ditas. Tenho quase a certeza de que se trata de um "mal-entendido" do "jornalista" que entrevistou a Dª Cristina Espírito Santo. Sabe como são os jornalistas, não sabe?

    Mariana

  8. Secalhar porque "brincar aos pobrezinhos" seja realmente algo ofensivo. Principalmente para quem não tem dinheiro nem para mandar "cantar um cego".

    O dinheiro compra tudo, excepto inteligencia e educação. Pode ter andado nas melhores escolas do mundo mas nem assim conseguiu evoluir na mente e no espírito.
    Mas o que sei eu? Sou só mais uma "pobre" que não vive às custas daquilo que a minha família conquistou e não sabe o que é não fazer nada na vida, excepto excretar palavras como se saíssem de um outro orifício.

    para além disso: "Gente que só se safou graças à familia que teve e tenta dar uma ideia que sao muito competentes e batalhadores." – Bem, não me parece que a dita "senhora" saiba algo sobre o que é trabalho ou algo que não seja "viver à conta da sua familia"

  9. Triste, triste, é algumas das praias quase desertas da Comporta estarem "cortadas" aos pobres (eu incluída), porque eles, os ricos, decidiram colocar portões automáticos nos acessos às praias. Mas eles, para não terem de atravessar a pé as dunas, passeiam-se de Moto 4 e Jeeps, a destruir a natureza em estado quase selvagem. Revoltante. No mínimo.

  10. Adorei este teu post!
    Mas infelizmente o que não falta por cá neste nosso Portugal tão cheio de pessoas de tão brandos costumes são narizes empinados, feijões de duas caras, como a filha do Sr.Jorge.

    Maria

  11. continuo a dizer que não somos nem temos que ser todos iguais.
    Sempre existiram classes sociais, sempre existiram famílias que nasceram em berço de ouro, sempre existiram pessoas que arranjam riqueza sabe-se lá como, sempre existiram pessoas que vivem na proporção daquilo com que contribuem.

    Estas diferenças fazem parte da dinâmica social.

    Lembre-se do livro "O Triunfo dos Porcos"…

  12. Ora nem mais, concordo consigo. Apesar de achar que a frase foi infeliz, mesmo sendo descontextualizada, foi dita a um jornalista…. Essas pessoas que diz, que passam a vida a incluir-se numa classe trabalhadora, lutadora e 'normal'a mostrar constantemente sinais exteriores de riqueza, esses sim são hipócritas e ofendem quem trabalha e vive honradamente dos seus rendimentos sem conseguir fazer o milagre da multiplicação.

  13. Anonimo imagino então que se agora abrisses uma empresa que tivesse um enorme sucesso internacional, e pudesses proporcionar aos teus filhos uma vida melhor, eles seriam automaticamente atrasados mentais porque o mérito da sua boa vida seria teu.. É isso?

  14. Diz-me uma coisa, a capa da Sábado de hoje, dia 1 de Agosto, é a reportagem sobre os dias que andaste a percorrer no Alentejo? Entretanto a Visão traz na capa uma reportagem de capa concorrente…vou ter que escolher qual comprar…normalmente pende para a Sábado, mas não sei, desta vez a concorrência de capa é feroz.

  15. Correção aos olhos dos mosquitos não somos todos iguais eles têm preferência pelo tipo de sangue e até o sabem distinguir melhor e mais rapidamente!!

    Ahahah

  16. Pois a mim que nunca fui à Comporta porque sou do Norte, a saída da senhora caiu-me da mesma forma como a da presid do BA.

  17. Hoje deu-me mais uma razão para continuar a ler os seus textos :)Infelizmente não sou pobrezinha na Comporta mas sou na praia mais próxima.

  18. Tem piada que sao nestas pequenas coisas que se percebe que em Portugal ainda e um bocado tabu falar abertamente de questoes de classe, riqueza ou estatuto. Uma pessoa com riqueza e especialmente de boas familias (o dito estatuto elevado) em nenhuma circunstancia podera publicamente demonstrar algum tipo de conduta que possa evidenciar a clivagem social. Simplesmente nao e permitido pelo o publico geral. O interessante e que no fundo nao e uma questao de dinheiro. Se fosse um futebolista ou um pato bravo qualquer a maioria das pessoas nao gostava mas compreendia. O verdadeiro problema vem quando estas afirmacoes sao proferidas por alguem da classe alta portuguesa. Isso sim e imperdoavel.

  19. atençao que esta afirmação
    "Não somos nem temos que ser todos iguais"

    não é (ou pelo menos não devia ser) verdadeira.
    Uma coisa são as pessoas que vivem bem por merito proprio e especialmente vivem bem na proporçao daquilo que realmente contribuiem para a sociedade. Outra coisa sao pessoas que "nascem em berços de ouro" . NAO CONFUNDIR

  20. A mim incomoda-me bem mais alguma da hipocrisia que se ve na bloesfera.
    Desde gente que se diz "classe trabalhadora/povo" e vive em condominios fechados de luxo, os filhos andam todos em colegios privados, quase so frequentam hospitais privados, fazem ferias no estrangeiro varias vezes por ano. Gente que só se safou graças à familia que teve e tenta dar uma ideia que sao muito competentes e batalhadores.
    Esta que eu saiba nunca escondeu que é uma "tia".

  21. Nao percebo bem qual é o problema das declaraçoes da senhora.
    Ela não tem responsabilidades publicas, pelo que pode dizer isso sem problema.
    Acham que pelo facto de a senhora ser politicamente correcta a falar os problemas do pais se resolvem.
    O que me interessa que a senhora fale politicamente correcto se no final do dia continua a ter uma fortuna absurda e a gozar de luxos absurdos.
    Deviam era criticar as fortunas e os luxos que muita gente tem o resto é pura demagogia.

  22. a frase é triste, certo. muito triste.
    mas quantas pessoas conhhecemso nós, que sem poderem, andam há muito a brincar aos ricos e devem meio mundo aos outros???

  23. Para mim ir para a comporta não pode ser para pobrezinhos. Simplesmente pelo facto de ficar a 126Km de Lisboa e o combustivel e portagem que se gasta a ir e vir torna a viagem cara, logo, não pode ser feita só por pobrezinhos. looool

  24. Como eu te compreendo. Também eu conheci essa zona muito diferente do que hoje é. Como alentejana de Évora, a Comporta fazia parte dos passeios domingueiros de verão, por ser a praia mais perto. Depois veio a praia do pego onde, numa casa alugada, passei grandes momentos da minha adolescência primária. Já não frequento a zona há uns tempos, tenho descido um pouco mais na costa alentejana, mas considero que toda essa praia imensa que vai de Tróia até Sines, tem um potencial imenso e é pena que os comentários dessa senhora sejam de uma pobreza de espírito imensa.

  25. A coisa foi bem assim. Esta é a resposta dela:

    "Em relação à frase que me foi atribuída na reportagem da revista do Expresso do passado fim de semana, intitulada 'Como se vive no refúgio das elites', gostava de esclarecer que, não obstante considerar que se verificou um inapropriado e descontextualizado aproveitamento das minhas declarações, não posso deixar de admitir que fui infeliz na forma como me expressei.

    Não penso o que saiu publicado no Expresso, nem me revejo na síntese da declaração que lá vem feita. Por isso peço desculpa a todos a quem ofendi inadvertidamente.

    Lamento ainda pela polémica em que envolvi a minha família de forma escusada e involuntária."

    Em suma: ela própria pede desculpa, aos 'pobrezinhos' e, claro, à família.

  26. Eu pessoalmente acho que o grande problema do "brincar aos pobrezinhos" da CES nem é a ofensa a pessoas "normais" como o Ricardo que passam férias "normais" na Comporta. O grande problema é mesmo a ofensa aos verdadeiros pobres, que não têm o que comer e muito menos sonham em ter férias em sítio nenhum..
    Por muito que a jornalista tenha descontextualizado, qualquer comparação entre férias (hippie-chiques ou normais) na Comporta ou onde quer que seja e a realidade de qualquer pobre ou "pobrezinho" é pura estupidez. Já para não falar na escolha do verbo "brincar" lá pelo meio..

  27. A frase até pode ter sido descontextualizada…mas acredito que o sentir destas pessoas é mesmo este. Foi traída pelo pensamento.

    Faz-me lembrar uma peça que vi em tempos, sobre a governanta de Salazar (a Maria) em que ela tirava sempre uma tigela de sopa para o pobre de estimação.

    Não tenho nada contra quem tem dinheiro/bens o que for…agora não gozem/ironizem com quem não tem…

    Não somos nem temos que ser todos iguais. Mas tenham respeito…

  28. Bem, também sou uma das pobrezinhas que passou a infância entre Tróia e Comporta. Onde lá aprendi a andar de bicicleta e a nadar e a brincar com carochas e a levar a trouxa para a praia. Independentemente do que a senhora disse ter sido descontextualizado ou não, uma coisa é certa, aquela senhora não tem férias de pobrezinha. A não ser que os jaguares à porta da casa senhorial da comporta sejam sinónimo de pobreza.
    Mas nem sequer me senti ofendida. Já não quero saber. Façam-me só um favor:vão-se embora e nunca mais voltem, que a pobre aqui gosta da natureza em bruto e dispensa os bares/restaurantes lounge.

  29. grande arrumadinho, este post tá muito bom.
    e esse toque de humor fino no último trecho do texto – pobres melgas – tá de génio.
    pergunto eu: porque razão dão tempo de antena a estes cromos?
    ela só é "gente" porque é da familia espirito santo….que coisa.
    são os VIPS que temos.
    já agora, um exemplo nobre:
    o criador dos simpsons está com uma doença terminal e vai doar toda a sua fortuna para investigação médica.
    o bill gates (criador do windows) deu 98 % da sua fortuna para o mesmo fim, dizendo que os 2% que deixaria aos seus filhos iria chegar perfeitamente.
    por cá os nossos VIPS dizem estas barbaridades..

  30. claro que a culpa é do jornalista. o país está cheio de jornalistas que descontextualizam tudo. descontextualizaram as promessas eleitorais de Pedro Passos Coelho, descontextualizaram o caso BPN, descontextualizaram a participação de Rui Machete no BPN, descontextualizaram as mentiras da ministra das finanças sobre as swaps, até descontextualizaram o irrevogável do pedido de demissão de paulo portas… imagine-se. 🙂 No fundo, no fundo, o que nos falta a todos é contexto.

  31. Não vejo em que contexto podem as declarações soar melhor. Elas são como um pedaço de bosta…ponha-se-lhes o cenário que se puser por trás que continuarão a ser dejectos.

  32. claro. o país está cheio de jornalistas que descontextualizam tudo… :p descontextualizaram o caso BPN, descontextualizaram as mentiras sobre as swaps da ministra, até descontextualizaram o "irrevogável" do pedido de demissão de paulo portas… veja-se. 🙂

  33. Arrumadinho preciso mesmo de falar consigo com urgência. Enviei mail para oarrumadinho@gmail.com mas não tenho certeza de se será este o seu mail e a melhor forma de o contactar. Por favor diga-me alguma coisa assim que lhe for possível. Muito obrigada! Ana

  34. Se o jornalista descontextualizou a entrevista ou não…fica a dúvida mas, não me parece que se metesse a jeito para levar com uma acção em tribunal por difamação na distorção do seu discurso (da sra).
    A minha indignação é total!!
    Sou da Aldeia do Possanco (agora também está IN.
    A minha escola primária foi feita na Carrasqueira, mas a romaria para fazer os "avios" semanais(compras de merceeiria) eram feitos na Comporta. E aí vivi…entre 3 Aldeias simples e lindas. Ninguém que vá para uma destas elege uma só. Porque todas elas são unos.
    Cada uma tem a sua particularidade.Eu sou POBRE na carteira mas RICA em humildade.
    Não retrocedo na ideia de que precisamos evoluir mas também precisamos de saber respeitar. Esta (tal como outras pessoas) não respeitam o ambiente ou os seus habitantes. A isso eu condeno.
    Sem mais
    Alice Nunes
    Uma pobre da Comporta.

  35. Se o jornalista descontextualizou a entrevista ou não…fica a dúvida mas, não me parece que se metesse a jeito para levar com uma acção em tribunal por difamação na distorção do seu discurso (da sra).
    A minha indignação é total!!
    Sou da Aldeia do Possanco (agora também está IN.
    A minha escola primária foi feita na Carrasqueira, mas a romaria para fazer os "avios" semanais(compras de merceeiria) eram feitos na Comporta. E aí vivi…entre 3 Aldeias simples e lindas. Ninguém que vá para uma destas elege uma só. Porque todas elas são unos.
    Cada uma tem a sua particularidade.Eu sou POBRE na carteira mas RICA em humildade.
    Não retrocedo na ideia de que precisamos evoluir mas também precisamos de saber respeitar. Esta (tal como outras pessoas) não respeitam o ambiente ou os seus habitantes. A isso eu condeno.
    Sem mais
    Alice Nunes
    Uma pobre da Comporta.

  36. Como sempre um belo texto para descrever uma infeliz conversa dessa dita senhora :/ ainda ontem tinha lido isso e publiquei no facebook, enfim o que dizer…
    TP 😉

  37. Parece que a coisa não foi bem assim, ela já fez uma declaração ao Expresso, ao que parece o jornalista descontextualizou as declarações. Não digo que não tenha sido profundamente infeliz mas, não menos infelizmente, temos alguns jornalistas totalmente desprovidos de ética e que só pensam em títulos sonantes. Ainda que para isso atropelem a verdade dos factos.

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