O caso Seara – resultados da sondagem

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Terminada a sondagem que lancei há dias aqui no blogue, deixo, em seguida, os resultados finais.

Em primeiro lugar, queria agradecer a todos os que participaram – e foram 2855 pessoas, uma amostra muito considerável. Depois, apresentar as minhas conclusões.

A primeira pergunta, que pretendia saber se as pessoas achavam que a revelação de um caso extra-conjugal iria prejudicar o resultado eleitoral de Fernando Seara, teve resultados bastante menos equilibrados do que pensava. E a percentagem é muito curiosa: quase 70 por cento (69) dos inquiridos acham que sim, que Seara vai ser prejudicado. Isto vai no sentido contrário de quem comentou o post – a maioria não via mal nenhum nisso e dizia que um caso da vida pessoal não deveria afectar questões profissionais. Acho, também, que muita gente não vê problema nisso mas acha que os outros vêem e, por isso, respondeu sim.Mais desequilibrados ainda foram os resultados à segunda questão, onde se perguntava se Seara deveria ter renunciado após ter sido tornado pública a alegada traição. 79 por cento dos inquiridos disseram que não, ou seja, não acham a situação tão grave que justifique o abandono à corrida por Lisboa.

Na terceira questão – quem vencerá as eleições – a diferença é esmagadora: 97 por cento para Costa, 3 por cento para Seara. Não há margem para interpretações.

A última pergunta é a que tem resultados mais diferenciados e susceptíveis de interpretações várias. Perguntava-se se votaria num candidato mesmo sabendo que ele segue ou seguiu uma conduta social menos aceite na sua vida privada. Apenas 10 por cento disse que sim, que votaria sem problemas num candidato com uma vida pessoal com casos complicados, ou seja, 90 por cento das pessoas que responderam entende que deve haver algum tipo de escrutínio à vida pessoal. Mas desses 90 por cento, apenas 14 disse que nunca votaria num candidato com uma conduta social desviante, ou seja, a grande maioria das pessoas preferiria analisar a tal conduta social antes de decidir.

Aqui ficam os resultados completos.

Uma vez mais, muito obrigado às quase 3 mil pessoas que votaram.

5 Comentários

  1. Esta questão de infidelidades, acho até que o Português gosta, é macho….
    mas convenhamos, Seara candidato a Lisboa? Se até para comentador na TV a falar do Benfica é tão fraquinho!..Quando mais para gerir Lisboa, é uma seara demasiado grande para este Seara. Vendo bem, este e outros políticos, acham que têm competência e capacidades para gerir tudo e mais alguma coisa! Pelos vistos, nem a casa governa….

  2. Ao primeiro anónimo: não se estão a comparar casos. A questão não era "prefere votar num gajo que rouba dinheiro da autarquia" ou"prefere votar num infiel"?

    A questão da infidelidade ultrapassa a própria infidelidade. E é isso que as pessoas devem entender. Um homem com a responsabilidade de Seara revela, com este caso, uma total falta de carácter.

    Não se discute a qualidade do casamento, nem tão pouco se o homem tinha motivos para se enrolar com outra. E menos ainda a imoralidade (?) da coisa.

    O que se discute é a linha de valores que um presidente de uma câmara tem. A falta de carácter é evidente e isso, por si só, acaba por revelar que Seara não é confiável, a menos que não se considere falta de carácter uma traição.

    O pior, e isto é uma informação que recolhi sobre este assunto, é que o comportamento do edil não causa estranheza a quem o conhece do dia-a-dia.

    No local de trabalho, era frequente o assédio que acontecia, bem como o fechar-se no gabinete à chave.

    Exige-se mais, muito mais, a quem nos governa.

    Ou melhor, devia exigir-se mais, muito mais.

    Mas também por isso é que estamos como estamos.

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