O bacalhau que não é à brás

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Antes do jantar:

Ela — O que é o jantar?
Eu — Vou fazer bacalhau.
Ela — Bacalhau como?
Eu — É parecido com bacalhau à brás, mas mais saudável.
Ela — Mas eu gosto é à brás.
Eu — Sim, é parecido.
Ela — Mas eu não gosto.
Eu — Como é que sabes que não gostas se não sabes como é, e se é parecido com bacalhau à brás?
Ela — Porque à brás é melhor.
Eu — O facto de ser melhor não quer dizer que da forma como eu o vou fazer não seja bom.
Ela — Mas não é à brás.
Eu — Não. Mas é mais saudável.

Ao jantar:

Ela (a remexer no prato com o garfo e a fazer um ar enjoadinho)

Ela — O que é que isto leva?
Eu — Só coisas de que gostas. Quase tudo saudável.
Ela — Isto é alho francês?
Eu — Sim.
Ela — Eu gosto é de batatas fritas.
Eu — Mas não gostas de alho francês?
Ela — Ehhheeerrr… E mais?
Eu — Tomate, cenoura, bacalhau desfiado, umas azeitonas laminadas, um bocadinho de presunto e de queijo.
Ela — E isto é saudável? Com bacon?

Uma pessoa bem tenta, mas quando elas metem uma coisa na cabeça têm de ter razão. Dê por onde der.

23 Comentários

  1. Gostei da receita e também sou como uma leitora que disse que eu nem reclamo. Se ele diz que quer fazer, força nisso 🙂
    E pareceu-me delicioso.

    Ana, apolicromia.com

  2. Não sabia que a Ana era assim tão caprichosa… há mulheres assim… haja paciência… refilou, resmungou, mas aposto que ingeriu o petisco e até lhe soube bem.
    Asseguro-lhe que muitos maridos não estariam para os ajustes ! mandavam-na cozinhar a sua refeição!

    Afonso

  3. Agora fez-me lembrar de um bacalhau com natas que eu comia no vegetariano da avenida luisa tody em Setúbal que levava alho francês mas não levava bacalhau:)) mas era delicioso!

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