Notas de fim-de-semana

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Coisas a reter de um fim-de-semana longo (sim, para mim foi de quatro dias).

– Só agora consegui ver “O Hobbit” e gostei mais do que estava à espera. Não chega, sequer, perto de qualquer um dos três filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis”, mas não é um mau filme, e quem gostou da saga é provável que também goste de “O Hobbit”. Ajudou o facto de ter as expectativas muito em baixo.

– A exposição da Joana Vasconcelos é engraçada, mas o que mais prazer me deu ver foi a fila interminável de gente para entrar. Numa altura em que parece que está na moda deitar abaixo todos os portugueses que se destacam, seja em que área for, é de louvar que a nossa artista plástica contemporânea mais reconhecida internacionalmente consiga atrair milhares de pessoas a uma exposição em Lisboa (e consegue-o quase desde o primeiro dia em que a exposição abriu). Recordo que cada bilhete custa 10 euros, e, na actual conjuntura, não seria expectável uma corrida tão grande a uma exposição.
As peças são do melhor, mas achei que poderia haver menos peças de porcelana com rendas e mais diferenciadas.

– Ao terceiro jogo da Media Cup, a minha equipa, a Sábado/Jornal de Negócios, perdeu. Enfrentámos os actuais tri-campeões, o Expresso/Visão, e levámos 6-2. Ainda assim, conseguimos manter o jogo equilibrado até ao intervalo, quando perdíamos por 3-2. A derrota era mais do que esperada, e o objectivo de terminar nos 3 primeiros (e chegar à fase final) mantém-se intacto.

– Os croissants do Careca continuam divinais (será que vai começar aqui uma discussão com a do pastel de nata?).

– O meu Vitória de Setúbal aguentou-se muito bem no Dragão. Depois de o Vítor Pereira ter andado a semana toda a chorar a arbitragem do Benfica-Sporting, o árbitro não assinalou penálti em nenhuma das duas mãos de jogadores do FC Porto dentro da área. Confirma-se o que disse depois do dérbi: a hipocrisia do futebol sobrepõe-se à coerência. Desta vez, nem uma palavra sobre a dualidade de critérios do árbitro. É a prova de que nos devemos calar quando os árbitros erram, porque, uma semana depois, os beneficiados somos nós. O FC Porto fez um belo jogo, paciente, consistente, e mereceu ganhar.

– O passeio da Ribeira das Naus, em Lisboa, agora recuperado, precisa de qualquer coisa. O Quiosque não é mau (faltam-lhe só chapéus de sol), mas é essencial que haja mais esplanadas, mais sítios para parar a apreciar a paisagem e a aproveitar o sol.

9 Comentários

  1. A Joana Vasconcelos, de quem não sou particularmente fã, é uma artista plástica. Não é uma designer que trabalha por encomendas. Artistas são isso mesmo, fazem aquilo de que gostam, não recebem um briefing com número de peças. Um artista, por definição é livre desse tipo de convenções (embora hoje não seja bem assim). Daí que ache este comentário estranho. LOL

  2. Sim, a exposição tem imensas peças de porcelana com renda por cima. Penso que fosse isso que o Arrumadinho queria dizer.

    Marta

  3. Eu que o diga!!! Vivo a dois minutos a pé do careca e é um suplício não poder sair de lá todos os dias com um croissant!!! São os melhores mas também são uma bomba calórica!

  4. A reter. Croissants do Careca. Saio de lá com diabetes mas ocasionalmente gosto de comer um.

    Partilho da tua opinião sobre o jogo do Porto. E gostei da crónica semanal do Futre onde abordou esse tema. Aqui fala-se muito de arbitragem. Mas quero destacar o regresso do Farense aos campeonatos profissionais com mais de dez mil pessoas nas bancadas do São Luís.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  5. "As peças são do melhor, mas achei que poderia haver menos peças de porcelana com rendas e mais diferenciadas.". Oi????

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