Marinho

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Não sei se já o disse aqui, mas, mesmo que tenha dito, reafirmo-o: o Marinho Pinto é uma das personalidades nacionais mais deploráveis.

Não concordo com quase nada do que diz, odeio a postura autoritária com que defende as suas ideias e aquele jeito de que “tenho toda a razão do mundo e ai de quem me contrariar” colocam-no no meu top 3 de figuras portuguesas odiosas. À frente dele só mesmo o Pinto da Costa e o insuperável Alberto João Jardim.

Depois daquela cena lamentável no “Prós e Contras”, em que atacou, quase a espumar da boca, quem defendia a co-adopção, hoje, em mais uma atitude de “quero, posso e mando” ergueu mais um muro para tentar impedir que os advogados estagiários consigam ter acesso à ordem, forçando-os a prestar uma série de provas em matérias que já foram leccionadas nas faculdades, e nas quais os advogados já foram aprovados.

O que me espanta, mesmo, é como é que os profissionais da advocacia elegeram este senhor e como é que lhe reconheceram méritos e qualidades para representar uma classe prestigiada. Eu tenho vergonha dele e não sou advogado.

60 Comentários

  1. Deve falar de barriga cheia! Acabei o meu curso numa Faculdade pública e no tempo previsto (sim, a 2ª mais antiga do país e das mais conceituadas) com média de 15, estou a meio de um mestrado cuja parte escolar conclui com 17 (sim, pode continuar a ler bem), tenho publicações científicas e não tenho estágio remunerado!
    Depois, no meio disto tudo, tenho de ouvir o Senhor Bastonário a chamar-me impreparado (quando ele acabou o seu curso em 10 anos) bem como os advogados que se encontram estabelecidos e cuja competência é duvidosa.
    É o país que temos.

  2. Tem a certeza que a decisão do Tribunal Administrativo de Circulo de Lisboa vai no sentido do que refere? Se ler novamente a decisão vai perceber que não era bem este o problema aí levantado!! E se ler a sentença do mesmo tribunal da providencia cautelar interposta pelos adv estagiarios, essa sim, discute este problema das associações públicas!! Se fosse tão simples como diz, não existiriam, certamente, tantas divergências da aplicação da lei!!

  3. O Dr. Marinho Pinto não é político é Bastonário da Ordem dos Advogados!, representa uma classe, é pago para isso,não para fazer política e defender ideias próprias! Ser propositadamente incomodo a usar o lugar de bastonário da OA não faz sentido e é vergonhoso que num estado de direito democrático isso aconteça!! Já viu se todos os Bastonários das diversas ordens optassem pela mesma atitude? Cada macaco no seu galho!! Já agora, existem varias maneiras de se dizer o que se pensa…sem incorrer em crimes de injurias e difamação…e esse Sr. devia melhor que ninguém saber, só não o sabe porque teve passagem administrativa na licenciatura, já que era uma época de bananas para os estudantes, graças a revolução estudantil que ele tão bem apoiou e que hoje nem admite opiniões diversas…o que chamo de ditadura!! Convém recorda-lá que a nossa liberdade acaba quando a dos outros começa!! Acredito que uma pessoa que é Bastonário da Ordem dos advogados e que passe grande parte do seu tempo não nas instalações da ordem que lhe paga,mas em vários programas de televisão onde também aufere vencimento, a falar mal de toda gente e a passar a mensagem que defende os mais necessitados seja para si um exemplo de frontalidade! Olhe para mim não passa de um demagogo, populista, oportunista e acima de tudo covarde….pois fala, fala mas sabe que por exemplo os adv. Estagiários não vão ter direito ao contraditório para se defenderem!! Por fim, e para que não continue induzida em erro as faculdade/ universidades não formam advogados mas sim juristas…quem tem essa competência é a Ordem dos Advogados, que recebe fortunas para o efeito…mas mais não faz do que ter percentagens de reprovações…porque não interessa aos grandes escritórios e amigos desse Senhor que tanto preza mais concorrência de mercado!! É uma questão de política…desses políticos corruptos sem coragem política de que fala e que o seu "ídolo" protege!!

  4. "Se andas em estagio nao remunerado, e' porque deves vir la de uma Universidade refundida qualquer com media de 12 e nem quiseste/pudeste sair da terreola para ir estagiar para um sitio decente."
    "Eu fiz os exames todos direitinhos, nunca chumbei a nenhum e terminei o estagio em 3 anos e 2 meses." (E olha no que deu!!!)
    Isto é a prova que o "método de selecção" da Ordem dos Advogados é completamente errado… exames à rectidão/humildade/seriedade/dignidade/respeito precisam-se!

  5. A Sra. Dra. leia porcaria de novo a lei das associações publicas e vai ver que os advogados continuam a ter exame no final do estagio para se avaliar se estão aptos ao exercício da profissão! Ninguém pode para passar administrativamente como já aconteceu no passado…pede-se e exige-se como juristas que a lei seja cumprida!! Admira-me que muitos advogados deste país fiquem indignados com a luta dos advogados estagiários para que seja cumprida a nova lei já aprovada em Fevereiro, quando no seu dia a dia trabalham nesse sentido!! Neste caso não interessa que a lei seja cumprida… É uma nova geração…É a concorrência que incomoda mta gente!!o mercadores trabalho escolhe os bons e os maus profissionais..não é a Ordem dos Advogados!!

  6. Para dizer isso também não deve vir de grande Universidade pois numa Universidade a sério as médias de superiores a 12 não saem nos pacotes de cereais, e certamente não aparecem como em certas e determinadas universidades em que se estabelece como nota de passagem o 12 para se ludibriar o esquema de médias, pois os alunos, por simplesmente terminarem a licenciatura já têm automaticamente a média de 12, se não forem nulidades totais o 13, o 14 etc tornam-se acessíveis.
    Quanto aos estágios remunerados, há muito boa gente que, com médias bastante altas obtidas em faculdades decentes estagiam sem receber, basta sair-se do escopo de Lisboa/Porto para que isso aconteça.

  7. Importa referir, antes de tudo mais, que o Dr. Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados viola, com o querer manter as Provas de Aferição da Ordem dos Advogados, o disposto no artigo 24.º da lei 2/2013 de 10 de Janeiro. O resto, o que muito se diz e se escreve, são opiniões e vão morrer com a mesma importância com que nasceram.
    Em Março de 2010 o mesmo Dr. Marinho Pinto entendeu que a Ordem dos Advogados deveria ter um exame de acesso. Consistia o mesmo em avaliar todos os alunos recém licenciados que pretendessem entrar na Ordem do qual o supra citado Doutor é Bastonário. Cerca de 250 pessoas pagaram inscrições e deslocaram-se a Lisboa para realizar um exame que foi considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. Até hoje, volvidos mais de três anos, nem a instituição nem o seu superior hierárquico tiveram o honestidade de devolver o dinheiro da inscrição, isto para nem falar dos gastos que acresceram ao valor exigido pela Ordem dos Advogados.
    Este Senhor Bastonário que mais não faz que passar as manhãs com o Goucha ou com a Júlia e as tardes com a Fátima, preocupa-se mais em ser popular, em falar alto para conquistar o Zé Povinho, em meter-se em tudo o que a ele, enquanto Bastonário da Ordem dos Advogados, nada lhe diz respeito, do que a tomar conta da sua "própria casa". Ele devia era ter vergonha de perder o número de processos que já perdeu onde a lei é soberana, isto é, na barra do tribunal e sempre contra os mesmos, sempre contra aqueles que segundo ele "querem entrar na Ordem dos Advogados às manadas", ou seja, os jovens licenciados em Direito.
    Vejo/ouço muitos , perdoem-me o termo, incultos no que ao tema diz respeito defenderem aquele que à imagem de Valentim Loureiro ou Avelino Ferreira Torres gosta muito é de falar alto e, pior que isso, gosta muito de usar a velha máxima "vamos falar dos outros antes que os outros falem de mim".
    Eu pergunto: é dignificante para uma Ordem dos Advogados, e mesmo para um país, ter um Bastonário que faz da violação da lei um hábito diário?
    Para aqueles que fazem do "há muitos advogados" um argumento eu apresento-lhes o artigo 47.º da Constituição da República Portuguesa, com a epígrafe "liberdade de escolha de profissão e acesso à função pública", onde, no seu número 1, está cristalizado o seguinte: "todos têm o direito de escolher livremente a profissão ou o género de trabalho".

  8. A Sra. Dra. Infra é uma iluminada dos exames da OA e da universidade. Gostava de saber se o seu sucesso nos exames, hoje corresponde as vitorias do estado dedireito democrático por si conseguidas em tribunal!! Devia ter vergonha de fazer as considerações que faz dos seus colegas e dos adv estagiários! Parece-me que a idade com que acabou o estágio foi cedo a mais, pois demonstra a sua total imaturidade e salienta sua falta de humildade!! Se não consegue opiniar sem atacar o próximos e fazer comparações, é porque tem dificuldade em argumentar, qualidade essencial do advogado!! Boa sorte para o futuro!!

  9. Em primeiro lugar deixe-me fazer alguns reparos.

    Desde logo, os exames de aferição já existem, salvo erro, desde 2004 e não foi o Sr. Dr. Marinho Pinto que os instituiu.

    Desde aquela data que a Ordem dos Advogados exige para inscrição definitiva como advogado que os estagiários façam dois exames: aferição e agregação final.

    O problema que agora foi colocado surge na sequência da aprovação da nova lei das Associações Públicas, a qual prescreve que "a inscrição definitiva de profissional depende apenas da titularidade da habilitação legalmente exigida para o exercício da profissão e, caso sejam justificadamente necessários para o
    exercício desta, por razões imperiosas de interesse público ou inerentes à própria capacidade das pessoas, do cumprimento de algum dos seguintes requisitos:
    a) Verificação das capacidades profissionais pela sujeição a estágio profissional ou outro, previstos em lei especial;
    b) Formação e verificação dos conhecimentos relativos ao código deontológico da profissão;
    c) Realização de exame final de estágio com o objetivo
    de avaliar os conhecimentos e as competências necessárias para a prática de atos de confiança pública."

    Ora a definição destas regras, entenda-se a opção por um dos 3 modelos ali referidos, será devidamente consagrada na aprovação dos novos estatutos das ordens profissionais.

    De forma que, sem prejuízo de determinar a sua entrada em vigor no dia 10 de Fevereiro de 2013, trigésimo dia após o da sua publicação, obriga a lei que, no prazo máximo de trinta dias a contar do primeiro dia útil seguinte ao da respectiva publicação, ou seja, até 10 de Fevereiro, cada associação pública, através do respectivo órgão colegial, elabore, aprove e apresente ao Governo um projecto de alteração dos estatutos e demais legislação aplicável ao exercício da profissão, adequando-os ao regime previsto na nova lei.

    Como os estatutos foram enviados à Assembleia da República e até à data ainda não foram aprovados por aquele órgão soberano, deverão ser aplicados os estatutos anteriores. E, assim sendo, devem os Senhores Estagiários fazer os exames.

    Simples e o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, já proferiu uma decisão nestes termos.

    É certo que o Senhor Bastonário vocifera disparates a todo o tempo, porém, nada neste caso lhe poderá ser apontado.

    E sim o problema é termos um mercado concorrencial com mais do triplo dos advogados que o pais precisa.

  10. Apesar de já ler este blog há algum tempo, é a primeira vez que vou tecer comentários.

    Desde já esclareço que sou Advogado-estagiário, licenciei-me em Fevereiro de 2010 na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra FDUC.

    Se há alguém que já sofreu injustiças por parte da OA (exames mal corrigidos, por corrigir e afins) sou eu.

    O problema do direito e da advocacia em Portugal é o excesso de licenciados, este problema só tem uma solução eliminar 90% do ensino privado em Direito, pois (há excepção da Católica) é mau, aliás péssimo, e vende diplomas.

    O Sr.Bastonário, acha que pode combater isto então aldraba os exames, fazendo perguntas claras e objectivas e posteriormente criando uma grelha de correcção muitas vezes errada e completamente subjectiva
    Este é o grande problema do BOA, esse senhor acha que os fins justificam os meios. Eu não me oponho a fazer exames, desde que aqueles que os corrigem tenham no mínimo mais conhecimentos técnicos do que eu.

    Estes estagiários estão a fazer uma interpretação desadequada (no mínimo) da lei, aliás estão a ser como o BOA a usar qualquer meio para atingir os seus fins.

    Se querem ir para tribunal, peguem nos exames mal corrigidos e demonstrem a incompetência dos formadores e dos correctores a quem a ordem paga…

    Querem proteger a classe? Exijam de imediato o encerramento das autonomas, independentes, lusofonas, lusiadas, portucalenses e afins…

    Sejam homenzinhos, e deixem-se de circos e mediatizações em ano de eleições (pois é disso que se trata, até um burro de um estagiário pós-Bolonha consegue ver)

    Em Março de 2010 fiz o primeiro e único exame de acesso à Ordem dos Advogados Em Março de 2010 fiz o primeiro e único exame (não está previsto estatutariamente deu asneira) chumbei e da FDUC só passaram 3.

    Em Março de 2011 iniciei o meu estágio, fiz exames em Julho de 2011 e chumbei a informática jurídica (rofl)e a processo civil (4 valores por corrigir,e seguidamente mal corrigidos).

    Em Abril de 2012 repeti os exames, desta vez chumbei a processo civil, a nota foi emendada 2 vezes no espaço de 1 semana e tive 8, de seguida pedi revisão de prova, e o senhor revisor não deu provimento ao meu pedido de revisão.
    Por milagre um qualquer conselho da CNA, pegou no meu exame disse que discordava completamente da minha nota e da apreciação quer do 1º corretor quer do revisor e passou-me com 12 valores.

    Encontro-me agora na 2ª fase do estagio a um ano de fazer exame escrito de agregação e a depender da "esmola" dos meus pais.

    A Ordem dos Advogados tem sido para mim fonte de frustração e constante desgosto, no entanto não posso concordar com a interpretação estapafúrdia que os meus colegas fazem da lei 2/2013.

    Quanto à sentença do dia 31 de Maio, não passa de uma anedota, cheia de erros e sem fundamento, e que não vai dar em nada.

  11. Vejo aqui muitos advogados "instituidos" falar do conforto da suas poltronas e com claro desconhecimento de causa. Nenhum advogado estagiario propugna pelo acesso directo `a profissao ou pelo facilitismo como querem fazer crer. O que pretendemos e´uma avaliaçao justa e ja´agora acessivel para todos e nao so para quem provem de berços de ouro, porque convenhamos que pagar €1.500,00 nos dias de hoje nao esta´ao alcance de qualquer carteira. Fiz a licenciatura em Direito nos 4 anos previstos e conclui a mesma em 2009. Ora, sem qualquer fundamento legal, contrariando os proprios estatutos da Ordem a que preside o Sr. Marinho Pinto decidiu simplesmente nao abrir nenhum curso de estagio em 2010, tornando obrigatorio a realizaçao de um exame para aceder nao `a profissao, mas ao proprio estagio. Realizei o sobredito exame em Março de 2010, sendo certo que a nota do mesmo apenas me foi disponibilizada quase 4 meses depois, tendo sido um dos 25% dos felizardos que conseguiram ser aprovados no mesmo. Nao obstante, o supra referido exame viria a ser declarado ilegal e como se de uma criança que acabou de ser contrariada se tratasse o BOA decide que nesse ano simplesmente nao abriria qualquer de estagio, tornando inutil quer o meu esforço na preparaçao daquele exame, bem como todas as despesas que tive na deslocaçao a Lisboa para realizar o mesmo – despesas que nunca me foram ressarcidas. Em 2011, finalmente, o sr. BOA decidiu fazer cumprir a lei e abriu o curso de estagio, mas nao sem antes nos brindar com a novidade de que daquela data em diante seriamos avaliados a 6 (seis!!!) cadeiras no espaço de uma semana, inclusive uma tal de Informatica Juridica sem apresentar qualquer formador qualificado para ministrar tal cadeira. Mais uma vez, com mt esforço, la´consegui obter aprovaçao em todas aquelas cadeiras e transitar para a segunda fase, onde me exigem ser avaliado a cadeiras `as quais ja´obtive aprovaçao nao so´na minha Universidade, como tambem na propria OA e se tiver a felicidade de voltar a conseguir ser aprovado, ainda me espera mais um exame oral… Face ao supra narrado resulta que mesmo que consiga passar `a primeira em todos os exames que me sao colocados pela OA, nunca antes de 2014 serei Advogado… lembrando que conclui a minha licenciatura em 2009, mas o que nos – estagiarios – somos todos uma cabada de impreparados que queremos e´facilitismo!!! ps: peço desculpa pela ausencia de acentos, tenho um problema no teclado.

  12. Adoro a sua fotografia, Maria.
    Toda a gente sabe quem a Maria é (além de não saber escrever, é claro, mas isso é comum à maioria dos comentários aqui feitos por advogados).
    Infelizmente o problema dos (de alguns) advogados não é só os maus tratos infligidos à língua materna, mas também, e sobretudo, uma questão de conceito, ou de conceitos.
    Estranho conceito de anonimato o seu, Maria!… 🙁

  13. Falando da questão monetária, a "minha" ordem foi criada recentemente e cada vez mais acho que só querem é dinheiro! Juro que não percebo certas coisas. Neste momento aquilo que sinto, como já disse acima, é revolta…
    Raquel P.

  14. Tem razão, Sandra… há ordens, e recentemente fundadas, que parece que só foram fundadas para criar (ainda mais) entraves. E por mais que argumentemos e/ou tentemos fazer algo, só nos sabem é ignorar. Só tenho uma palavra, revolta.
    Quanto ao sr Marinho Pinto, não sou da área, mas sempre que o oiço falar também não costumo concordar com o que ele diz.
    Raquel P.

  15. Pelo menos como advogada expus a minha argumentação, não me limito a esconder por trás do anonimato a criticar a escrita dos outros 😉

  16. Para ja peco desculpa mas o meu teclado nao tem acentos. Sinceramente que falta de clareza. Oica, ninguem esta aqui a debater opinioes pessoais. O regime de Bolonha foi implementado por forca de autoridade publica, quer se concorde ou nao. Nao e legitimo que a OA dos advogados nao so nao reconheca e adapte o seu sistema de entrada a esta nova circunstancia como ainda coloque novos obstaculos ao livre acesso a profissao, entre eles um acrescimo exponencial do custo dos exames.

    Essa conversa do que e ou deve ser um advogado sao apenas suposicoes. Estmos a falar de questoes concretas e em ultima analise da simples aplicacao da lei e de decisoes judiciais.

    So numa sociedade VICIADA como e a portuguesa e que se permite que um bastonariozinho egomaniaco armado em reizinho do condado exceda o mandato da instituicao. E sinceramente, julgo que os advogados seniores deviam ter VERGONHA em compactuarem com este tipo de iniciativas destinadas a criar um fosso fictio profissional onde os futuro profissionais da classe sao retratados como uma cambada de ignorantes mal formados. Isto apenas comprova a extrema falta de visao e ignorancia que abunda na OA actual e espero mesmo que o futuro venha depressa para provarmos o quao errados, inclusive a vc a quem respondo, esta.

  17. Esse Marinho Pinto e representativo do que pior existe na sociedade portuguesa. E um simbolo de tudo que e contrario ao progresso, tolerancia, abertura, visao e sucesso.

  18. Se calhar o problema é existirem demasiadas faculdades a formar advogados. E viram nesse excesso de advogados uma oportunidade de negócio. Ainda te espantas com o país que tens?
    Não estou a par dessas recentes declarações que consideras deploráveis, e até te posso dar razão depois de as ver mas… confesso… adoro ouvi-lo ser propositadamente incómodo!:)
    O que me cansa é mesmo ver gente politicamente correcta a não dizer e/ou fazer nada de jeito (pelo contrário)!
    E de um país de políticos corruptos e sem coragem política, então… estou fartinha!

  19. Se calhar o problema é termos demasiadas faculdades a formar advogados. E viram nesse excesso de advogados uma oportunidade de negócio. Ou ainda te espantas com o país que tens?
    Não estou a par desses recentes comentários que consideras deploráveis, e até te poderei dar razão depois de os ver mas… confesso… adoro ouvi-lo a ser propositadamente incómodo!:)
    Estou é cansada de gente politicamente correta a não dizer e/ou fazer nada de jeito (pelo contrário)!

  20. Caro,
    Quem votou neste Senhor foram os advogados tradicionais, com uma perspectiva de prática individual, que querem, acima de tudo, proteger os seus interesses – e excluir o acesso ao mercado da advocacia aos licenciados em direito, é proteger o interesse destas pessoas.
    Claro que a nova geração de advogados e as sociedades de advogados, em geral, não suportam o Marinho.
    Os exames da OA podem até ser necessários (se calhar, 3 exames de aferição sobre seis matérias diferentes, um exame escrito de agregação sobre seis matérias diferentes e um exame oral, sobre tudo e mais alguma coisa, não sejam exactamente necessários) e o estágio é sem dúvida necessário (talvez 3 anos seja excessivo!), mas o que é realmente vergonhoso é quando chega ao ponto de colocarem matérias em exame que não é suposto sairem, é fazerem os estagiários pagar taxas elevadissimas (quando já estão a meio da formação, mudando as regras do jogo) para frequetarem o estágio na OA, quando o estágio não é, muitas vezes, remunerado.
    Esse Senhor é um populista, oportunista, sem moral alguma! É uma vergonha que alguém assim dite regras em relação ao que quer que seja. O combate contra isto? Tem sido quase impossível. Apoios de advogados mais velhos e com influência? Muito poucos.
    No fim do ano, se Deus quiser (!!!), já estará fora da OA (apesar do Dr. Marinho ter tido a brilhante ideia de alterar o estatuto da OA de modo a poder ali continuar por mais mandatos).
    O problema é, para onde quer ele ir a seguir (obviamente para o MJustiça, mas não chegará lá)? O problema, é que lhe dêm voz neste país, que o deixem falar sobre tudo e mais alguma coisa. O Dr. Marinho é uma vergonha e um total reflexo de pequenez. O certo seria não lhe dar espaço para exprimir a sua opinião, porque o Senhor não diz, nunca, nada de jeito.

  21. Se andas em estagio nao remunerado, e' porque deves vir la de uma Universidade refundida qualquer com media de 12 e nem quiseste/pudeste sair da terreola para ir estagiar para um sitio decente. A cena dos relatorios nao prova nada, tive colegas que nunca puseram os pes no escritorio durante a 2a fase e depois foram la assinar pecas que nao elaboraram, fazendo os relatorios das mesmas. Eu fiz os exames todos direitinhos, nunca chumbei a nenhum e terminei o estagio em 3 anos e 2 meses. E' muito tempo? E', claro que sim, mas ainda assim tornei-me advogada aos 25 anos, o que nao acho que seja propriamente "tarde" e efectivamente estive a trabalhar esse tempo todo e ganhei imensas mais-valias pelo trabalho que realizei. O pessoal meu colega que vinha das Catolicas desta vida armados em grandes sabedores, ou o pessoal que mais reivindicava contra os exames, chegava ao momento da verdade e chumbada e tinha de andar a pedir recursos e esperar revisoes e repeticoes e mais nao sei o que. A melhor arma contra o que criticam e' so' uma: sejam bons. Agora, se nem aqueles exames da treta conseguem fazer, boa sorte para o futuro…

  22. Arrumadinho, obrigada por este post. Sou uma seguidora assídua do arrumadinho e da pipoca. Leio, rio-me mas nunca comentei, no entanto, hoje não consegui resistir. Para mim ele é definitivamente a figura mais deplorável de sempre mas ver alguém, que não é da área de direito, assumir que não gosta dele dá me muita esperança que o resto da opinião pública "abra os olhos". Ana Leal

  23. Bom, já me aconteceu estar a discutir uma questão e dizer que a solução passava pelo direito de retenção, e a outra pessoa, licenciada em Direito e a fazer mestrado, perguntar "retenção… na fonte?". Mas custa-me pensar que alguém pode ser licenciado em Direito, pré Bolonha ou não, e não saber o que é um outorgante (nunca terá aberto o CC?).

  24. "ele não tem papas na língua", "por vezes estica-se mas tem toda a razão"….
    enfim, há alguns "comentadores" que confundem o essencial com o que não interessa.
    ele é bastonário da ordem dos advogados. não é comentador nem é politico. se quer ser, que concorra.
    e como bastonário da ordem dos advogados, prometeu lutar contra as grandes sociedades de advogados de lisboa – os que o defendem apresentem-me uma única ideia/sugestão/proposta a este respeito – e proteger o advogado estagiário e o advogado de provincia.
    não me lembro de nada que ele tenha proposto.
    do que me lembro é do seguinte:
    é justo obrigar recém-licenciados a pagar cerca de € 2.000 para obterem o estágio (o valor anterior era cerca de € 180)? não me parece.
    é justo retirar aos advogados estagiários a possibilidade de participarem em julgamentos simples e, com isso, ganharem experiência e dinheiro (não muito, mais ou menos € 80/julgamento)? também não me parece.
    sobre a justiça, digam-me alguma sugestão/proposta que ele tenha feito.não me lembro de nenhuma.
    o que ele quis (e conseguiu) foi passar a ser uma personalidade mediática, para receber convites: "prós e contras" da rtp, "justiça cega", comentador de televisão, colunas de jornais, etc.etc..
    não cumpriu com nenhuma das promessas.
    ah e é um mal educado – não me venham com aquela do "não tem papas na língua". faz-me lembrar aquelas gajas que vão ao big brother "então é assim, vou-te dizer isto na cara, mas tu és uma intriguista" "desculpa lá mas eu cá sou muito honesta e digo o que tenho a dizer"…sinceramente, cadê os advogados com maneiras, do tipo "Perry mason", das séries "fox life".

  25. Eu já nem me vou pronunciar sobre os exames porque, sinceramente, não discordo assim tanto deles se forem feitos com alguma lealdade ao tema concreto da cadeira e se forem corrigidos com critérios decentes e rigor! Há muito má formação nas universidades, é a realidade!

    Alguém ouviu falar do exame de Processo Civil, dos exames de Abril? Foi ridículo, de Processo Civil tinha pouco ou muito pouco: Era um exame de Obrigações praticamente. Tenho uma amiga que teve um 5 num exame e pediu revisão de prova (e claro, teve que pagar para isso) e afinal já tinha um 15 porque "esqueceram-se" de lhe corrigir uma parte do exame! E esta não é uma das histórias que são mitos urbanos "de ouvir dizer". Acontece a imensa gente…e como é sabido, quando se reprova tem que se aguardar imeeeenso para repetir!

    Também não entendo qual a necessidade de pagar tanto dinheiro para poder exercer uma profissão quando o estágio nem sequer é remunerado, já para não falar no tempo de estágio que é absurdo: 2 anos sem receber nada e ainda pagar para finalizar a Ordem, é lamentável! Por muito que quisesse este ano não vou ainda para a Ordem por uma simples razão: tenho que juntar dinheiro para conseguir paga-la,porque estágios remunerados aparecem 1 em 500. Na Ordem ou se é rico, ou obrigam-se os pais a fazer uma ginástica financeira absurda, ou teve-se bolsa na faculdade. Eu como não sou rica, não tenho pais com tantas possibilidades e não tive bolsa na faculdade, vejo-me obrigada a fazer escolhas que não faziam parte dos meus planos: adiar um sonho de exercer a profissão pela qual tenho vindo a lutar desde o primeiro dia em que entrei na faculdade.

  26. E não acha então que se calhar tem é de se adaptar a maneira como se ensina Direito para que não existam pessoas que saem da faculdade sem capacidade de exercer?
    Eu estudei Direito, desisti porque esse não era de todo o meu sonho e felizmente consegui seguir o que desejava realmente. Mas tenho plena consciência que o que se aprende numa faculdade de Direito não serve para o mundo do trabalho, aliás, duvido que haja alguém que termine a licenciatura e sinta que está preparado para exercer. No entanto acho que muito também devia passar pela reformulação do ensino, se calhar devia haver estágio desde o primeiro ou segundo ano, se calhar o curso devia ser mais prático.. Não sei, só sei que há algumas cadeiras na faculdade que sinceramente não vão servir de nada no mundo do trabalho. Ah e tal mas são cultura geral, ok, mas a faculdade deve focar-se mais em preparar os alunos para o mercado de trabalho e não criar teóricos. É apenas a minha opinião

  27. Cara Sonhadora Intermitente:
    Embora tenha respondido à Raquel (que não sou eu), gostava de lhe responder a si. Sou advogada há 3 anos (e se contarmos com o estágio já cá ando mais ou menos há 6) e não posso deixar de concordar com a Raquel, ainda que também concorde consigo.
    Os exames de Deontologia Profissional, Organização Judiciária, Práticas Processuais Civis e Práticas Processuais Penais são necessários. É utópico pensar que se sai de uma Faculdade de Direito com formação (prática) suficiente para advogar (se calhar contam-se pelos dedos das mãos os licenciados em Direito que sabem contar, correctamente, um prazo processual). É certo que existe um estágio longo e um patrono, mas nem sempre (infelizmente) os estagiários são bem acompanhados ao longo do estágio. E, por isso, parece-me que cabe à Ordem o dever de aferir os nossos conhecimentos antes de nos ser confiada a "vida" de alguém.
    Mas, como lhe disse, a Sonhadora também tem razão. É preciso que a Ordem forneça formação de qualidade e adequada (e formadores qualificados), quer às necessidades dos estagiários, quer ao valor que é pago por essa mesma formação, o que nem sempre sucede. É preciso que a Ordem se empenhe em formar e seleccionar os bons profissionais com base nas suas competências e não com base em critérios duvidosos, na ânsia de reduzir o número de advogados.
    E sim, dou-lhe toda a razão quando diz que é uma vergonha esta caça às bruxas e a forma como os estagiários têm sido tratados nos mandatos deste "nosso" Bastonário. Mas, é preciso alguma contenção (e esta minha crítica não se lhe dirige especificamente), porque o que está aqui em causa é a desconformidade do Estatuto com a Lei das Associações Profissionais e não a realização, por si só, dos exames, porque estes já existem há muitos anos.
    Os estagiários têm toda a razão em exigir melhor formação e a preços acessíveis a todos e maior rapidez na marcação das provas. Não podem é exigir, à parte do problema de conformidade entre Estatuto e Lei (que espero que seja resolvido sem demoras), a não realização de exames (seja de acesso à 2.ª fase do estágio, seja de agregação) só e apenas com a justificação de que os seus conhecimentos já foram avaliados durante o curso de Direito, porque se o foram (e há casos em que não foram, como Deontologia), foram-no numa vertente teórica que, muitas vezes, de pouco ou nada serve.

  28. Como advogada estagiária que sou e implicada em todo este assunto, vos digo que este senhor desprestigia todos os dias a profissão e apenas e só está lá para prover aos seus interesses. Tenho OBRIGAÇÃO de estágio de mais de 24 meses, com exames a 6 disciplinas numa só semana (2 por dia) e volvidos 2 meses ainda não tenho notas, mais um exame no fim a 3 disciplinas e mais uma oral final. AH, para não falar nos valores a pagar à OA durante o estágio a título de uma pseudo formação inexistente que ascende os 2 mil euros. Se alguém acha isto normal eu vou ali e volto já! No meu blog -> http://shoesandbazinga.blogspot.pt/ encontram lá os últimos acontecimentos, deploráveis, por sinal!

  29. Coitados dos advogados "já instituídos" que temem a concorrência de estagiários… Se ainda não faz parte da "Classe" como refere e já tem tanta vergonha como diz e encontra tantos males é melhor mudar-se para outra área porque a profissão de advogado não é nada comparado com o que relata. É dura, trabalhosa, ingrata, difícil e a maioria das vezes incompreendida. Ser advogado não é para quem quer mas para quem pode. Acredite em mim que se sei o do que falo…

  30. Como leigo nos assuntos da OA e afins sempre gostei do Marinho Pinto. Se concordo sempre com o que diz? Não. Muitas vezes estica-se. Mas não tem papas na lingua, diz o que tem a dizer a quem quer que seja. E gosto disso.
    Precisamos de pessoas assim que sejam capazes de abanar este marasmo que a nossa sociedade se tornou.

  31. Pelos vistos o senhor Marinho tem mais razão do que se pensa.
    Basta ver os comentarios a este post.
    A qualidade do trabalho de uma pessoa não pode nem deve ser avaliada em função dos "pequenos e particulares" interesses proprios de quem avalia.
    Mal seria se assim fosse.

  32. Cara Raquel:
    Também não é em exames onde lhe fazem questões que permitem duas interpretações mas às quais é apenas admitida UMA resposta. Não é com questões de direito das obrigações, nem relacionadas com matérias não lecionadas em Portugal, como o tão famoso recurso de amparo.
    Cara Raquel, licenciei-me há dois anos, desde aí que trabalho na prática, em escritório. E digo-lhe que me tem corrido bem. Tenho aprendido aquilo que, é verdade, a faculdade não me ensinou mas, a Ordem também não. Faço peças processuais que dão entrada em Tribunal. Mas, à luz da Ordem, não sou competente, porque não tive aprovação, o ano passado, a UM dos exames, estando há mais de um ano à espera para repetir apenas e tão só esse exame. É uma vergonha a forma como somos tratados pela Ordem. É uma vergonha o que pagámos. É uma vergonha esta caça às bruxas.

  33. Uma das fortes armas que ele teve para ganhar votos, também foi eliminar os advogados estagiários de fazer ofisiosas que eram quase a única remuneração durante o estágio e uma óptima oportunidade para estagiários praticarem a verdadeira advocacia. Muitas eram feitas por Advogados estagiários, hoje é só por Advogados, e infelizmente hoje em dia qualquer remuneração por minima que seja é bem vinda, o que levou a muitos Advogados a votarem nele. E os Advogados estagiários perderam mais uma parte positiva do estágio…

  34. Pois, eu sou advogada há cerca de 7 anos (mais os 3 do estágio, portanto comecei há 10). Não sou da velha guarda nem acabei agora de fazer o estágio.
    Não nutro particular simpatia pelo "meu" Bastonário, aliás sinto-me a maior parte das vezes envergonhada com aquilo que diz e com a forma como o diz. Esquece-se que quando fala, não o faz a título pessoal, mas sim representando uma classe e que nem todos os advogados pensam como ele. Não votei neste Bastonário, exactamente porque não me revejo no seu discurso.
    De qualquer forma, não posso deixar de discordar do que diz o Arrumadinho e da maioria dos comentários aqui deixados.
    Eu tive uma licenciatura de 5 anos e fiz um estágio de quase 3 (teórico, prático, exames e tempos de espera e entre fases mais agregação)e também paguei tudo, e posso garantir-lhe a si a aos agora estagiários que não é pelo facto de termos aproveitamento numa cadeira da faculdade que estamos automaticamente capacitados para exercer advocacia.Esta lei das associações profissionais, que abarcou também a OA, é uma aberração. Ser advogado é muito mais do que conhecer o CPC ou o CPP. Que é o que, basicamente, se aprende na Universidade, sobretudo agora em que os cursos são leccionados em 3 anos(e sim, sei o que digo, temos estagiários no escritório).É suposto o estágio preparar-nos para a vida prática,porque há coisas que inevitavelmente só se aprendem no dia-a-dia, junto do Patrono que tem mais cohecimentos e asssume as responsabilidades. Porque não podemos esquecer-nos que nos "são entregues nas mãos" a liberdade ou a prisão de uma pessoa, o direito a um tecto, a um salário, a ter um filho consigo, etc,etc. Os exames servem, exactamente, para se confirmar se o estagiário está ou não preparado para assumir essas responsabilidades.Agora, sendo reaccionária, pergunto eu: o que é que os jovens acabados de sair da Universidadse acham que são mais do que eu e do que todos os outros advogados para poderem exercer sem passarem pelo teste? Sinceramente, acho que há também muita arrogância e muito medo porque há ignorância e desconhecimento, que se escondem atrás da desculpa perfeita da nova lei das A.P. .
    (Pronto agora podem apedrejar-me :))
    Raquel

  35. mas há mais para dizer de esse senhor:
    sabiam que ele é o primeiro dos bastonários a ser remunerado? ah pois é.
    e na sua primeira campanha eleitoral, disse que com ele isso não ia acontecer….pois, só mais um igual a outros tantos….
    finalmente, alguém o ouviu nestes anos todos com uma proposta, uma única que seja, para melhorar a justiça? nem uma….é fácil o bota abaixo, mas uma sugestão/ ideia, isso já custa, não é?

  36. ainda me lembro quando ele foi visitar o nazi do mário machado à prisão – sim, um tipo que, além de posse de metralhadoras, ameaçou de morte o Ricardo Araújo Pereira (dos Gato Fedorento) apenas por ter brincado com ele, ameaçou de morte uma procuradora do Ministério Público, que apenas fez o seu trabalho, para além de ter cometido roubos e tráfico de droga.
    e sabem o que o Marinho disse cá fora, depois de visitar o tipo? Disse que os juizes o tinham condenado com base num erro, pois ele (mário machado) tinha expresso a sua opinião….
    palavras para quê?
    e, já agora, sou só eu que penso que
    ele não pode tar certo quando fala daquela maneira agressiva, básica, ordinária, etc.etc.
    se temos razão não perdemos a boa educação, pois não?

  37. Não podia deixar de comentar este post, finalmente alguém consegue exprimir o que eu penso daquele "senhor", uma pessoa deplorável! Sou finalista de Direito pela Universidade Católica e sinto-me injustiçada pela OA a ter que realizar 6 exames no espaço de uma semana cuja matéria já obtive aprovação na faculdade. Mais, conforme as notícias mais recentes, e a impulso de uma antiga aluna da UCP e mais uns quantos AE, que intentaram uma providência cautelar para suspenderem os ditos exames e que obteve deferimento, o Exmo Bastónario resolveu não cumprir a sentença.. É no mínimo irónico que o representante dos advogados portugueses não cumpra a justiça e pense que está acima da lei. Assim, não admira a ideia que muitas pessoas tem dos advogados. Como em todas as aréas há bons e maus profissionais e nós temos, infelizmente, um péssimo representante.

    Catarina

  38. Pela primeira vez comento este blog. Faço-o porque sou advogada e concordo com o que disse. O "meu" Bastonário envergonha-me. EU não votei nele mas infelizmente houve quem votasse, a maioria, e a democracia é isto. Felizmente este ano há eleições.

    (Quanto aos exames, uma breve nota. Não concordo com eles mas não são relativos a matérias em relação aos quais os advogados já foram avaliados. Estamos a falar de recém-licenciados e infelizmente há má qualidade em todo o lado, até no ensino superior. Eu tive colegas de estágio licenciados em Direito numa universidade diferente da minha que não sabiam o que era um outorgante de um contrato. Isto depois de 5 anos de licenciatura pré-Bolonha. Dito isto, parece-me que o exame de agregação à Ordem dos Advogados, feito com rigor no final do estágio, será suficiente para aferir quem sabe e não sabe o suficiente para ser advogado.)

  39. Eu, advogada estagiária, em tudo concordo consigo. Não me revejo neste Bastonário, é arrogante, malcriado e não sabe expor as suas ideias, muito menos fundamentá-las. Ele pode até defender a maior verdade deste mundo que para mim perde toda a razão pela forma como fala, pela forma com desrespeita quem não concorda com ele.
    Aos advogados estagiários deste país ele tem feito a vida negra. Além das provas a que somos submetidos (das quais não discordo na totalidade, apenas não faz sentido que se faça, na totalidade do estágio, cerca de 6 provas (sobre aproximadamente 12 cadeiras diferentes), mais uma prova oral), da duração de DOIS ANOS de estágio e, sobretudo, irrita-me ter que pagar: 750€ para me inscrever; 150€ para fazer os exames da 1.ª fase; depois, recebo a cartinha a dizer «muitos parabéns, passou para a 2-ª fase de estágio. Por favor, dirija-se ao seu Conselho Distrital e pague 550€». Aquando dos exames da 2.ª fase serão mais 150€. Desconheço se ainda haverá mais dinheiro a pagar à OA depois de todas estas fases. Atenção, tudo isto num estágio não remunerado para a maior parte dos estagiários. Faz sentido? Não! Faz sentido que colegas não possam sequer, pós-licenciatura, inscrever-se na OA porque não têm forma de disponibilizar 750€? Não. Não é justo.
    Muito mais havia a dizer.

  40. Eu sou aluna da Faculdade de Direito de Coimbra e muitas são as vezes em que o Marinho Pinto nos brinda com a sua maravilhosa presença em diversas ocasiões. O que é certo é que quando ele fala as suas pérolas toda a gente o critica, mas depois quando ele anda por lá é só gente atrás dele, com sorrisinhos, a prestar-lhe vassalagem. Aquando de conferências, raras são as pessoas que pedem a palavra para o contrariar. Ficam a assistir às barbaridades que lhe saem pela boca, abanando a cabeça.

  41. Por acaso discordo de ti em alguns pontos,tem sim aquele ar de "pode tudo", mas também já disse muitas coisas acertadas e que mais ninguém tinha coragem de dizer! Quando à co-adopção, cada um tem direito à sua opinião, estamos num país livre, independentemente de concordarmos com ela ou não!
    Ele pensa assim, e isso é lá com ele!

  42. Marinho à parte, alguns esclarecimentos: 1) os exames em causa são os exames de aferição, que permitem o acesso à 2ª fase de estágio, existem já há muitos, muitos, muitos anos e não foi o Marinho que os inventou; 2) actualmente são 6 exames: Prática Processual Civil, Prática Processual Penal, Deontologia Profissional, Organização Judiciária, Informática Juridica e Direito Constitucional e Direitos Humanos; 3) com excepção de Deontologia e Informática, as restantes matérias são tratadas de uma forma ou de outra nas faculdades; 4) Prática Processual Civil e Penal são dadas de forma mais teórica na maioria das faculdades enquanto que no estágio pretende-se um conhecimento mais prático. O que está em causa nas noticias que têm surgido é a eventual desconformidade dos exames de aferição com a recentemente aprovada Lei 2/2013. Sou um leitor ávido do blog e não quero dar lições a ninguém, mas quando a ComSocial e blogs que são lidos por milhares de pessoas dão informações erradas, isso não ajuda ninguém – pessoas como o Marinho combatem-se com factos e argumentos.

  43. É fácil de explicar a sua eleição… os advogados que o elegeram não querem que entrem mais advogados para a ordem, porque são concorrência. Ele tem cumprido essa tarefa maravilhosamente bem.
    A ordem dos advogados é a maior palhaçada. Enfim…

  44. Pois, o problema é reelegerem alguém que envergonha qualquer classe. Só sabe criticar toda a gente e ainda tem tempo para ir a programas de televisão. Aposto que se fosse fazer os exames que impõe não passava em nenhum…

  45. O Dr. Marinho e Pinto foi eleito devido – exclusivamente – à "fama" que ostenta ao longo dos últimos anos senão vejamos: em números grossos existem 30 mil advogados em Portugal (TODOS eleitores para a Ordem) mas somente cerca de 10 mil exercem, de facto, advocacia. Ora, os 20 mil não efectivos limitam-se a votar na pessoa que mais barulho faz e que levanta mais poeira… Acontece que no final de contas nada mais se confirma além de barulho e poeira literalmente! Felizmente, está quase a acabar o 'reinado'.

  46. Antes demais, peço desculpa pelo que prevejo que será um comentário bastante longo, mas este post leva ao desabafo.
    A questão da eleição desse senhor é muito fácil – os advogados já instituídos no mercado não querem concorrência e votam no homem que mais vai fazer para dificultar a vida aos estagiários. Já vários me disseram isto na cara, e ainda com um certo ar de orgulho enquanto mo contavam. Sou advogada-estagiária e cada vez mais tenho vergonha da minha classe e de como tudo isto se processa. Estou licenciada desde 1 de Julho de 2010. Apenas em Março de 2011 consegui ingressar na Ordem dos Advogados devido ao incumprimento por parte desse senhor dos próprios estatutos, que obrigam a abrir 2 cursos de estágio por ano. Quando eu ingressei, não abria nenhum curso desde 2009.
    Fiz os exames de aferição (aqueles que agora os meus colegas conseguiram suspender, fazendo valer os seus direitos), os quais foram os mais ridículos que já vi – mal redigidos, com respostas impossíveis por terem sido feitos tendo com base legislação desactualizada, e com questões relativas a matéria nunca leccionada e que nem sequer estava nos programas. Mas o estagiário tem que saber tudo. Ok, vamos em frente. Depois deste longo calvário de estágio (não remunerado, convém acrescentar), sai a nova lei de acesso à profissão, que me diz que a minha licenciatura é suficiente para aceder à Ordem. Ok, então por que vou ter exame de agregação dia 19 de Julho? Por que razão, com esta brincadeira toda, os AE pagam cerca de 2000 à Ordem, entre inscrições e exames?
    Não estou a colocar em causa o estágio. O estágio faz muita falta e deve continuar a existir, mas nos moldes que esta nova lei prevê. Nós temos que entregar relatórios, no final do tempo de estágio, mostrando trabalho que fizemos. E esse devia ser o factor de avaliação, não um exame de uma cadeira à qual eu já fui avaliada positivamente na faculdade. Melhor ou pior, ficou feita.
    Eu costumo dizer que não odeio ninguém, nem a ninguém desejo mal. Mas no dia em que esse senhor sair da frente da Ordem (nunca mais chega!) abrirei uma garrafa de champanhe, do melhor que o meu estágio não remunerado me permitir comprar.

  47. Arrumadinho sabes porque é que os senhores advogados votaram e votavam nele se pudessem outra vez? porque o mundo da advocacia está com cada vez mais gente e com estas regras ilegais, limita se o acesso a mais profissionais á area. Eu acho bem que se queira reduzir o nr de advogados, pois começam a ser em demasia mas ó que o Sr Bastonário não percebeu é que esse papel cabe ás faculdades, de diminuirem o nr de vagas, de exigirem mais dos alunos. Não da Ordem. A Ordem não pode ser o controlo do nr de advogados no país, não pode fechar a porta a quem é legitimamente licenciado e que não pode fazer quase nada sem estar inscrito na OA. É uma vergonha.
    Eu sou advogada e tenho vergonha do meu Bastonário, que se pensa superior á lei e que quer sobretudo agradar a quem tem dinheiro e poder e os pobres que começam agora a sua vida profissional e mereciam ajuda e apoio da instituição competente, dá lhe com a porta na cara. Esperemos que em Novembro ele saía de lá para fora e venha alguém com dignidade ocupar o lugar.

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