In The Mood For Love #7

0
3077

Maria Q.

“O que a Maria gosta é de viver, de sentir, de estar lá, de aproveitar. Não lhe peçam para se emocionar com o final de um livro, porque ela não os lê até ao fim, prefere antes vivê-los enquanto a história está quente, e depois deixa-os. Também não lhe peçam para ouvir a paixão que transborda de uma música da Adele, porque a Maria não vai nisso, acha piroso, não gosta de passar a fronteira que a leva para junto das pessoas “apaixonadaholics”, como ela lhes chama. Não. Ela não se sente uma delas. Ouçamos antes um jazz, uns Oquestrada, passeemos pelas ruas do Porto, onde vive, façamos umas compras como se não houvesse amanhã, experimentemos roupas vintage, sentemo-nos num sofá vintage a falar de política, vejamos um daqueles programas de spots publicitários vintage, dos anos 70 ou 80, passemos uma tarde a rir, mas não a falar de histórias de amor, não, isso não. É por vezes por isso que a Maria se sente com 35 anos, quando o BI lhe diz que ainda vai nos 25.

Mulheres que vivem a 100 à hora são assim. Estudam, estudam e depois de terminarem os estudos estudam mais. Conduzem com a música alta, trabalham, trabalham, trabalham, correm o mundo pela internet, falam muito, stressam muito, adoram estar rodeadas de pessoas, mas manter o seu espaço, arriscam fazer coisas diferentes, jogam a sorte sem medo. E um dia param. E quando param precisam de um ioga, precisam de um spa, do tal jazz, e não da Adele. Até porque, não sei se já disse, a Maria não gosta de gente “apaixonadaholic”. Não as entende. Porque, como diz o Oswaldo Montenegro, “Quem não ouve a melodia, acha maluco quem dança”.”

Se acha que pode converter a Maria numa mulher “apaixonadaholic”, envie um mail para oarrumadinho@gmail.com (no subject coloque ITMFL Maria Q.)

1 Comentário

  1. Obrigada a todos, sois mui simpáticos 🙂

    Patt Castro, que não seja por isso. Podemos ser amigas. Eu dou-te o meu email para discutir-mos política, ouvir jazz e tb rir-mo-nos destas coisas da blogosfera 🙂 mcquintana@sapo.pt.

    **

    Maria Q.

  2. Partilho a mesma opinião, da Patt Castro e da Estrela.

    Sou homem, e sim, agradou-me a descrição sobre a MARIA Q.

    E não, uma mulher independente não intimida, tão só porque na casa dos 30, aprendemos que a independência não existe. O Abraço e o Sorriso, são fundamentais … De nós para elas e delas para nós!

    Tudo o resto são "peanuts"

    Anónimo das 11!

  3. eu admiro a tua paciência em responder ao comentários dos anónimos e não só!
    a Maria fez-me lembrar aqueles filmes de comédia romântica…porque são sempre estas pessoas que não acham piada ao romantismo que depois de o sentirem não querem outra coisa!
    acho que a Maria ainda vai ser muito feliz!

  4. Não se enerve, que eu tb não. Tenho um IMC perfeito e já estou bem casadinha. E até conheci o meu marido através de um fórum temático, dali passámos para o msn e, só mais tarde, nos conhecemos pessoalmente. Sabe qual foi uma das razões pelas quais passámos do virtual ao real? O facto de conversarmos em vez de nos descrevermos. Quando nos conhecemos penso que já estaríamos preparados para não valorizar o o aspecto físico. Pelo que sei, nenhum dos dois se desiludiu, ainda bem 😉
    Vai-me desculpar, mas eu considero-o preconceituoso.
    Só para terminar (se chegar até aqui), os textos estão engraçados, mas a forma de apresentação está a tornar-se repetitiva. Tente inovar. (Não é um insulto, é uma opinião que só aproveita se quiser)

  5. Será certamente impossível tonar a Maria numa "apaixonadaholic", o que não invalida que a mesma, um dia, possa viver uma grande história de amor, ou pelo menos encontrar o "Mr. Right", tal como toda a gente.
    Queria dizer à Maria que sou solidária com ela e que a entendo perfeitamente, uma vez que me identifico profundamente. Não é realmente fácil sobreviver no mundo em que as mulheres independentes e inteligentes intimidam grande maioria dos "meninos da casa dos 20" .Tenho pena de não ter uma amiga para discutir política e ouvir jazz.

  6. Caro anónimo. Em que parte é que leu isso de "os gordos não merecem o amor"? Não queira ver coisas onde elas não existem. O que eu disse foi o contrário disso. Vou repetir, para ver se à segunda entende: "A ideia desta iniciativa é, em primeiro lugar, as pessoas conhecerem-se. E para se conhecerem não é fundamental que se saiba o peso e a altura de cada um. Isso fica para contactos posteriores. Isto é só o ponto de partida". Já alguma vez leu algum texto em que fale de gordos ou de pessoas demasiado altas, ou demasiado baixas, ou pretas, ou brancas, ou pobres, ou qualquer outra coisa do género? Certamente que não. Por isso, não sei onde é que vai buscar essa do "mais um preconceito do Arrumadinho". Eu não sou preconceituoso, respeito toda a gente e até disse que não acho o peso e a altura relevantes. Agora, claro que há pessoas que dão importância a isso, e eu acho isso normal (e aqui o "normal" é no sentido de "muita gente acha isso"), por isso, se esses elementos forem de alguma forma anormais (uma pessoa ter 2,15m, uma pessoa pesar 150 kg), acho justo que isso seja referido. E até dou um exemplo: há dias, uma senhora enviou-me um texto em que dizia ter 1,80m, uma altura anormal para uma mulher, e, por isso, pedia-me para que os candidatos tivessem pelo menos a mesma altura.

  7. "não sejamos hipócritas, obviamente que isso tem importância." ? Pode ter para uns, ou vá lá, para a maioria e não ter assim tanta para os outros.
    Os gordos não merecem o amor?
    Mais um dos preconceitos do arrumadinho…

  8. Eu não refiro a altura e o peso por 3 razões:
    1. Muitas vezes não me enviam essa informação;
    2. Não é particularmente relevante, porque são alturas e pesos normais – se fossem anormais (como ter 1,50m e 90 kg) referiria, porque, não sejamos hipócritas, obviamente que isso tem importância.
    3. A ideia desta iniciativa é, em primeiro lugar, as pessoas conhecerem-se. E para se conhecerem não é fundamental que se saiba o peso e a altura de cada um. Isso fica para contactos posteriores. Isto é só o ponto de partida.

  9. No mínimo deverias colocar sempre a altura e o peso das pessoas. A Maria até pode ser muito interessante, mas se tiver 1,50m e 90 kg nunca faria o meu género.

DEIXE UMA RESPOSTA