Guerras saudáveis

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Tenho acompanhado com curiosidade, e uma certa satisfação, a guerra de textos entre Ricardo Costa, director do “Expresso”, e Henrique Monteiro, jornalista do mesmo semanário e antigo director, sobre o fim do feriado do 1.º de Dezembro. Muito mais do que os argumentos que um e outro vão usando para defender a sua posição, acho extraordinário que dentro de uma mesma publicação haja este tipo de disputas de ideias, e que elas sejam públicas (o que é estranho é eu ter de considerar isto “extraordinário”, quando deveria ser a coisa mais normal do mundo, mas não é, garanto-vos). Esta troca de textos é um sinal de maturidade profissional e editorial (o que é normal num jornal com a história do “Expresso”) e, sobretudo, de grande liberdade de pensamento e movimentos. É fundamental que na comunicação social os jornalistas possam continuar a discordar do governo e da oposição, dos sindicatos e dos patrões, mas também do colega do lado, das empresas que anunciam nos grupos em que estão inseridos, e do próprio director. E que o possam fazer de forma aberta, pública e sem o fantasma das represálias.  Tenho a certeza que o novo projecto do jornal, um diário online, seguirá esta linha, tendo em conta o nome do director escolhido: Pedro Santos Guerreiro, para mim, um dos jornalistas mais competentes, íntegros e inteligentes do mercado.

Para quem quiser seguir esta polémica, que é capaz de ainda não ter ficado por aqui, pode ler…

1. O artigo que deu origem à discussão, do Henrique Monteiro.

2. A primeira resposta de Ricardo Costa;

3. A insistência de Henrique Monteiro;

4. A segunda resposta de Ricardo Costa.

Podem continuar, que eu estou a gostar.

4 Comentários

  1. Vi este post, interessou-me, fui ler as crónicas citadas. Gostei.
    Voltei aqui e reparei que ao contrário de outros posts com temas mais badalados (que têm até centenas de comentários), este só tinha três. Deixo aqui a minha mensagem, só para saber que há quem leia e goste deste tipo de publicações, parece é que são as pessoas que menos comentam 🙂

  2. Qualquer dia o próprio 25 de Abril deixará de ser relevante (é só ver o que as novas gerações acham da data). Acaba-se esse feriado tb?

    Não faz sentido. Adiante.

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