Girls

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Sempre gostei de “O Sexo e a Cidade”. Acho a série muito bem escrita, as personagens bem conseguidas, a envolvência da cidade nas histórias muito original, e todo aquele universo feminino fascinante. Conheço muitos homens que não suportam a série, outros que adoram dizer que não suportam mas sabem tudo sobre todas as temporadas, conhecem todas as situações, personagens e até diálogos. Mas depois dizem que não gostam. É. Está bem.

Quando estive em Nova Iorque fiz o tour da série, que passa por muitos locais de filmagens e onde se contam histórias muito engraçadas sobre as actrizes, sobre os bastidores e sobre a importância que o programa teve em Manhattan. Sempre que abria um sítio novo fancy ou trendy os argumentistas tratavam de levar lá Carrie, Samantha, Miranda e a Charlotte. Isso dava elan aos sítios, mas também tornava a série actual e dinâmica.

Há dias voltei a pegar numa série que tinha começado a ver há dois meses, o “Girls”, que vai estrear em breve no TV Séries. Vi o primeiro episódio, gostei, mas não adorei, e não lhe peguei mais. Agora, revi o primeiro e vi de seguida mais dois. E mudei de opinião. Aquilo que me parecia ser uma série juvenil de mulheres tornou-se numa série adulta sobre jovens. E é isso mesmo que aquilo é. Sinto ali uma colagem à cumplicidade do grupo de amigas de “O Sexo e A Cidade”, mas numa fase completamente diferente da vida. A protagonista é feia, tem uns quilos a mais, vai para a cama com um homem feio e que não gosta dela, não tem dinheiro, nem emprego. A melhor amiga é linda, tem emprego e um namoro antigo, mas sem chama. As outras são feias-giras. Uma é maluca, só se mete em maluquices, e a outra é a futura dona de casa que papa todos os reallity-shows.

Incrível é o facto de a série ser criada, escrita e interpretada por Lena Dunham (é a Hanna Horváth, a protagonista), uma miúda de 26 anos, sem grande mundo, e que parece ter passado para o papel muito daquilo que viveu e por que passou.

Para quem gosta de séries, vale a pena ver. Não sei como vai evoluir, não sei se as personagens vão ter espaço para crescer, se as histórias vão ter densidade para nos agarrar.

Mas o início promete.

1 Comentário

  1. Já vi a primeira temporada toda e acho que está muito muito aquém do seu potencial. As personagens estão tremendamente mal definidas e os diálogos nunca conseguem deixar de ser superficiais. No entanto… Vi os episódios todos em 3 dias. Algum appeal deve ter 🙂

  2. Tentei ver, mas não consegui, simplesmente não tive paciência para acabar de ver o segundo episódio. Uma que estou a adorar (não tem nada a ver com o género de série que é Girls) é The Newsroom, é qualqer coisa de fantástico. A série passa-se nos bastidores de um noticiário. Experimenta, dado o teu backround profissional assim como o da Pipoca, são capazes de gostar, já está com 8.8 no IMDB.

  3. Aqui em casa gostamos os dois e ele não o esconde..aliás quando fomos a NY o meu moço ofereceu-me a tour que referes…claro que no bus homens contavam-se pelos dedos de uma mão ….muito galinhagem….:-) mas adorámos claro!! Vou investigar essa série que referes.

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