Fim-de-semana a abrir

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A chegar à meta, no Terreiro do Paço, já em ritmo de passeio 

Este fim-de-semana foi dedicado ao exercício.

Começou sábado de manhã, com dois jogos para a Taça MediaCup, uma competição de órgãos de comunicação social. Depois de termos vencido o campeonato nacional da MediaCup em Junho não conseguimos repetir o êxito na Taça. Fomos eliminados com duas derrotas em dois jogos: 3-2 contra o Diário Económico e 2-0 contra o Expresso/Visão. Depois da bola, cheguei a casa, tomei banho, almoçámos, equipámo-nos e fomos para a 1ª Corrida TSF Runners, que partiu do Terreiro do Paço.

A 1ª CORRIDA TSF RUNNERS

A minha mulher foi fazer a prova de 5 km e eu fui para os 10. Na verdade, a de 5 km tinha apenas 4,5 e a de 10 tinha 10,6, o que faz toda a diferença para quem controla os minutos e corre para bater recordes. E era isso que eu queria: fazer a minha melhor marca do ano aos 10 km (era de 43’34”, uma semana antes, na Night Run). Problemas: tinha uma dor forte no joelho, depois de ter levado uma pancada de manhã, no futebol, as pernas estavam um pouco pesadas e sentia o almoço às voltas no estômago. Começou aí o jogo psicológico, com o corpo a enviar mensagens ao cérebro para que este processasse a ideia de que não valia a pena tentar correr muito depressa porque com tantas condicionantes jamais bateria o recorde. Ainda assim, arrisquei.

Comecei a prova bastante rápido, com um primeiro quilómetro a 3’43”, e depois estabilizei numa média de 4’10” até ao nono quilómetro. Consegui manter sempre a cadência, sem quebras, mas não fiz o cálculo perfeito, já que comecei a perder o gás a partir dos 9,4 km, a 1200 metros da meta. Olhei para o relógio e percebi que se desse tudo conseguiria baixar dos 41′ à passagem pelos 10 km, ou seja, tirar quase dois minutos e meio ao melhor resultado que tinha conseguido este ano (o meu recorde é de 39’07”). Tentei esticar, mas as pernas não obedeceram. Tive uma sensação de vómito (tinha mesmo o almoço aos saltos no estômago) e percebi que ia ali muito perto do meu limite. O batimento cardíaco estava nos 180. Ainda assim, insisti, fiz aquele último esforço e lá abri a passada. Passei aos 10 km com 41’10” (queria fazer entre 41′ e 43′) e depois abrandei o ritmo e fui devagar até à meta. Terminei com 43’16”, o que me valeu um 76.º lugar na geral e 14.º na minha categoria.

Depois da prova comecei a sentir uma pontada forte no joelho e achei que se calhar seria difícil ir à Corrida do Montepio, no dia seguinte de manhã (17 horas depois). Cheguei a casa, besuntei o joelho com Voltaren, fiz uns alongamentos e descansei. À noite, mais Voltaren. Domingo de manhã acordei e embora sentisse a pontada no joelho não tinha dores. Resolvi ir correr.

 Antes da partida, com a minha mulher e um grupo de amigos, entre eles o Tiago e o Bruno, da Correr Lisboa

A 1ª CORRIDA DO MONTEPIO

Cheguei a Belém e encontrei um mar de gente. Eram 7 mil inscritos. Havia famílias inteiras a fazer aulas de fitness, música, animação, insufláveis, uma loucura. Consegui posicionar-me mais ou menos à frente, para ver se não andava aos ziguezagues durante muito tempo. A corrida começou muito rápida, e tentei igualar o ritmo da véspera. Mas ao fim de um quilómetro percebi imediatamente que não conseguiria. As pernas estavam mais presas, ainda cansadas da véspera, e mais de metade do percurso iria ser feita com vento médio contra, o que influencia o rendimento. Optei por tentar apenas o melhor possível, já que não iria conseguir igualar os 41’10” da véspera. Senti-me relativamente bem até aos 5 km, altura em que tive uma quebra de energia. Baixei um pouco a cadência da corrida, mas, felizmente, uns metros mais à frente, o percurso inverteu-se e passámos a correr a favor do vento. Isso motivou-me e fez-me acelerar. E fui sempre a ganhar segundos até final. Os três últimos quilómetros foram os meus mais rápidos (à excepção do primeiro) e consegui terminar com um tempo decente: 42’16”, o que me valeria um lugar nos 200 primeiros (digo valeria porque o meu nome não apareceu nos resultados — vou ter de ver o que se passou).

Esta primeira Corrida do Montepio, que teve como madrinha a Rosa Mota, serviu para apoiar a Cruz Vermelha Portuguesa, que recebeu 37 mil euros, verba resultante das inscrições. O percurso é muito bom, plano, rápido e bonito. Espero, sinceramente, que seja a primeira de muitas.

Parabéns ao Montepio e à HMS Sports.

A chegar à meta, em Belém, completamente exausto
(um beijinho à minha leitora Mariana Dias, que teve a amabilidade de tirar esta foto e enviar-me)

6 Comentários

  1. Olá Arrumadinho, uma questão: Qual é a tua frequência cardíaca média numa corrida curta (30 min) a ritmo lento/moderado? E já agora, o que aconselhas para quem quer começar a correr a sério? Alimentação + Plano de treino? Desafio-te a escreveres um post sobre isto. 🙂

  2. A 1ª corrida Montepio, foi o meu pontapé de arranque para muitas outras….
    E já agora, também o vi lá, a correr 😉

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