Facebook e a tristeza

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O uso recorrente do Facebook torna-nos pessoais mais infelizes? Andámos mais pelas redes sociais e pela blogosfera quando estamos tristes? E sentimo-nos pior depois de termos visto os posts das pessoas na nossa rede?

É uma discussão interessante e moderna, que aparece agora, depois de um estudo divulgado por alguns investidores da Universidade de Michigan, que diz, precisamente, que o uso do Facebook nos torna mais infelizes. Podem ver o estudo aqui.

Vários outros estudos sobre o mesmo assunto, já conduzidos nos Estados Unidos e na Europa, conduziram a resultados idênticos. Mas será mesmo assim?

Não sou propriamente um viciado em redes sociais e internet. Sou normalmente aquela pessoa que anda sempre a apanhar do ar sobre os assuntos que parecem de domínio público entre os meus amigos. É frequente ouvir um “mas como é que não sabes isso? não viste o que ela pôs no Facebook?”. Não. Normalmente nunca vejo. Talvez porque siga mais de mil revistas e publicações de todo o género que me enchem a página de informações e não me permitam ver o que os meus amigos vão postando, talvez porque posso passar horas e horas sem ir ao Facebook, talvez porque seja despistado por natureza, mas a verdade é que essas coisas normalmente passam-me ao lado. Também por isso, talvez não seja o melhor exemplo para perceber este estudo. Mas é verdade que quando me sinto mais triste passo mais tempo a navegar na Internet, a ler coisas que normalmente não iria ler, a percorrer blogues. Não sei explicar isto, não encontro nenhuma razão óbvia, mas isto acontece. Ao contrário do que o estudo concluí, não é por andar no Facebook que me sinto triste, mas é quando estou mais triste que passo mais tempo no Facebook. Ou seja, encontro uma relação entre a rede social e a tristeza, mas num modelo diferente do que é sugerido.

Não sei se convosco se passa o mesmo, mas gostava de saber. E também lêem mais blogues quando se sentem em baixo? Da experiência que tenho enquanto autor é que há, de facto, muita gente que lida mal com posts de felicidade, mas acho que isso é outro assunto. Ou então não, ou então é isto mesmo que o estudo explica.

52 Comentários

  1. Confesso que não fui ver o resultado do estudo, pois esse tipo de trabalho (assim como as sondagens) diz-me pouco.

    Pessoalmente acho que o uso do facebook, como de tudo, depende da saúde mental do utilizador.

    No meu caso gosto imenso de ir falando com as minhas irmãs e primas (que estão longe) e ir sabendo novidades de amigos e conhecidos com os quais, por força das circunstâncias, raramente consigo estar fisicamente.

    Quanto ao meu blogue surgiu, de facto, numa época conturbada em que estava a meio de um protocolo de quimio e tinha uma bebé de 4 meses, mas funcionou como forma de retomar um prazer da adolescência (a escrita), de ir dando notícias a todos quanto se preocupavam comigo e, simultaneamente, mostrar que o cancro não é sinónimo de sentença de morte.

    Entretanto o tempo passou e converteu-se, praticamente, num baby blogue.

    Tudo depende, portanto, das circunstâncias e das pessoas. Agora é natural que pessoas solitárias e, provavelmente, mais tristes recorram mais ao facebook como forma de se tentarem ligar ao mundo e aos outros.

    Bom tema de discussão este.

    Obrigada

  2. Não podia concordar mais…o que às vezes chateia no Facebook são todos os clichés…e os elogios exagerados…mas sim o Facebook faz parte da sociedade moderna…até vermos.

  3. Concordo com o Arrumadinho, quando estou mais triste recorro mais à internet e a blogs em particular. Sigo a Pipoca já há cerca de 2 ou 3 anos, o seu (não me leve a mal mas identifico-me mais com a Pipoca) ia vendo só pela curiosidade de ser o marido da Pipoca e não lia absolutamente mais nenhum, nem sequer conhecia.

    Entretanto estive muuuuito tempo desempregada (cerca de 8 meses) e comecei a passear pela blogosfera nacional. Começou com a Maria, do Singing About Places (também por a Pipoca ter falado nele) e descobri uma série de outros enquanto estava desempregada. Lá está, dei por mim a ler sobre assuntos que normalmente não iria ler se estivesse 'ocupada'.
    Alguns apaixonei-me e continuo a acompanhar diariamente (O Arrumadinho entre eles), outros só li nessa altura, outros ainda vou lá quando me lembro.

    Portanto a minha conclusão é a mesma que a sua, vou a net porque estou triste, mas não fico triste por andar nas redes sociais e blogs. Pelo contrário, em muitos dias as únicas coisas que me fizeram soltar gargalhadas foram as pérolas da sua Pipoca!

  4. É curioso que me sinto triste e passei por cá
    Quando estamos felizes estamos tão ocupados a ser felizes..
    As redes sociais são um escape.
    Concordo contigo.

  5. Meus caros amigos:

    Sou uma pessoa que passa muito tempo na Internet, e, quase consequentemente; no Facebook.

    Muitas nas vezes estou no Facebook para "conversar" (se é que um chat virtual permita algum tipo de conversa séria, igual á que temos frente-a-frente com um amigo) com pessoas conhecidas, ver as novidades e pouco mais.
    Também uso o Facebook para publicar fotografias de locais que vou conhecendo, ou então alguma reflexão que vou escrevendo em forma de prosa ou poesia.

    É certo que gosto de ter resposta das outras pessoas. E gosto de ver o perfil de outras pessoas. E há perfis que acompanho com mais interesse, outros onde nem sequer "ponho lá os pés".

    Se calhar o que mais me preocupa no Facebook é a solidão que se sente. Ou seja, vemos pessoal que nas fotografias passa a vida a andar acompanhado. Ou que nunca está só. Cuja vida é um agitar permanente de desafios, quer a nível profissional, quer a nível pessoal.

    Possivelmente o que me preocupa é a comparação constante da vida que os outros levam com a que eu levo. Pensar que "eles" se safaram melhor do que eu. E se calhar é isso que leva o dito estudo a dizer que as pessoas andam mais tristes ao consultarem o Facebook.

    Como já foi escrito, nós conhecemos os nossos bastidores; e deles só conhecemos o espectáculo. E é por isso que apreciamos mais o espectáculo, porque não passa disso mesmo: um espectáculo.

    Quantas vezes as ditas viagens, férias, festas e afins não são resultado de endividamentos e créditos malparados? Quantas vezes essas ditas viagens, férias e festas e afins não são, pura e simplesmente, trabalho (sim, há pessoal que viaja em negócios, monta festas para a sua empresa, etc…)? Quantas vezes… essas coisas todas não implicam perda de contacto real com os verdadeiros amigos e a família?

    Por outro lado, meus amigos… para aquelas pessoas que não vos interessam, porque vos magoaram, porque as magoaram, porque houve qualquer coisa… simples: eliminai esses "amigos" da vossa conta, ou então, se quiserem mais diplomáticos… bloqueai o feed de noticias dessa gente. É simples, não se ferem susceptibilidades, e andamos todos mais descansados. Como disse a minha irmâ hoje: se houvessem coisas que não se soubessem através do Facebook, eramos todos mais felizes. E nisso, sou capaz de concordar com ela a 100%.

  6. Li não sei onde que somos injustos connosco quando comparamos os nossos bastidores (porque os conhecemos) com o espectáculo dos outros (desconhecemos o que se passa nos bastidores alheios). Mas todos temos o nosso próprio espectáculo para mostrar e todos os outros têm bastidores para esconder.
    O facebook é o palco por excelência. fotos perfeitas, viagens, fotos dos bilhetes de eventos disto e daquilo, tudo grita "vejam como eu sou feliz! vejam a vida interessante que levo!" Por mim, duvido sempre da felicidade que tem necessidade de ser exposta e comentada para ser plena.

  7. Não tenho nem tenciono ter FB. Quando estou sozinha ou desocupada ou triste não vou ver as fotos dos outros na praia, no café, em festas etc… saio de casa e vou ate à praia, ao café, telefonar a uma amiga, jantar com o namorado etc…Tudo sem a preocupação de tirar fotos para futura exibição on line. A minha vida é só minha e de quem a partilha comigo ao vivo e a cores. A vida dos outros não me interessa nem um pouco…

    Mafalda

  8. Eu fico triste é quando estou no facebook e vejo os meus amigos mais chegados a publicarem fotografias ou estados do sítio onde foram sair, para o qual nem me convidaram 🙁 sinto que já nem meus amigos são…

    ou então quando vejo os posts de conhecidos meus a gozarem as férias ou tempos livres, e eu não poder fazer o mesmo…Fico sempre a pensar que não estou a aproveitar a vida como as pessoas da minha idade aproveitam…

    Se calhar o problema também é deles, por sentirem necessidade de mostrarem aos outros o que andam a fazer a toda a hora. Mas a verdade é que eles pelo menos divertem-se, enquanto eu estou a ver o seu divertimento através de um PC 🙁

    Ptt acho que tanto ficamos tristes por andar pelo facebook, como recorremos a ele quando estamos tristes, porque acaba por ser um 'escape', que às vezes só nos por pior.

  9. Concordo absolutamente contigo!
    O facebook é apenas mais um meio de contacto ou de convívio.
    Os pais (de crianças e adolescentes) têm o papel de dosear o uso de todas as formas.
    Também há miúdos de 13/14 que não vão tão ao facebook mas que já vão à noite para bares e apanham bebedeiras, muitas vezes sem os pais saberem com quem eles estão.
    Para tudo é preciso equilíbrio e moderação.
    Para o facebook, é a mesma coisa!
    Beijocas

  10. Depois de ler este artigo, não poderia estar mais de acordo!
    Acho que a relação entre o grau de infelicidade e a frequência de visitas ao Facebook, aumenta sempre que nos sentimos fragilizados em determinado momento, em baixo por vários motivos, sejam eles, emprego, relações, saúde, falta de ocupação, dinheiro, etc…
    Depois somos confrontados com vidas e momentos "perfeitos" numa aparente realidade tão magnifica que nos invade os "feeds" que quase somos "obrigados" a comparar com as nossas vida naquele momento e rapidamente vêm a tristeza, como refere a Marta M.
    Sou um defensor das relações não virtuais, onde as pessoas se conhecem em contextos reais e partilham verdadeiramente experiências únicas, fortalecem laços constroem-se verdadeiras amizades que só aumentam a nossa felicidade, sejam com amigos, familiares, namoradas/os, companheiras/os, parceiros/as, etc…

  11. O facebook serve essencialmente para muitas pessoas se autopromoverem e para se elogiarem umas às outras.Chega a ser enjoativo os posts de certas pessoas, que estão em dois bares quase ao mesmo tempo, sempre com uma bebida à frente e uma mala "chic" ao lado.
    Também alguns blogs se tornam ridículos, sempre com as princezinhas e os Amores perfeitos.

  12. Eu acho que há gente que lida mal com a felicidade dos outros. Ponto!
    Seja pelo que vê no facebook, seja pela roupa que a vizinha comprou, o carro do amigo, etc etc.
    O nosso pc pode ser uma óptima companhia quando estamos mais sozinhos… mas isso não nos faz compulsivos. Faz parte.
    Há que saber dosear tudo na nossa vida.
    Quando alguém deixa de fazer outras coisas SÓ PARA ESTAR NO FACEBOOK, então é sinal que tem que procurar o médico.

  13. Olá!
    Por acaso não concordo muito com o estudo, mas talvez seja verdade aqui em Portugal também, apesar de não se aplicar a mim.
    Eu gosto de ir ao facebook e não me sinto mal com o que as outras pessoas colocam nas suas atualizações. Fico até feliz, porque normalmente são pessoas de quem gosto e sou capaz de ficar contente por elas. No entanto, uma coisa é certa: recebo mais comentários quando coloco que estou triste do que quando coloco que estou feliz! LOLOL Se calhar nem toda a gente tem a mesma capacidade que eu para não "invejar" a alegria dos outros…
    O que acho é que tem havido grandes descobertas a serem feitas através das redes sociais, o que prova que há por aí muita gente com "segredos" e que precisa ser mais sincera com os outros… ou esconder-se melhor! Cá por mim, acho que tudo deve ter "peso, conta e medida" para não nos prejudicar.
    Beijocas e parabéns pelo seu blog

  14. Arrumadinho, e restantes pessoas, uma das coisas que me fez largar um pouco o FB nos últimos tempos foi isto:

    http://www.wook.pt/ficha/a-verdade-sobre-o-caso-harry-quebert/a/id/15057977?a_aid=4f959dc24ce11

    O meu namorado leu-o em 3 dias, apesar do tamanho e eu também o estou a devorar. Está nos tops da Fnac, Wook, etc. e é mesmo mesmo bom. Daqueles em que se prolonga as últimas páginas porque se tem pena de acabar de ler 🙂 E é da (minha) concorrência, mas olha, o que é bom, é bom.

    Fica a sugestão, para aqui ou para o clube de leitura da Pipoca 🙂

  15. Acho que os facebook nos faz efectivamente mais tristes… lembro-me quando era miúda de sair de casa e ir até às esplanadas perto da escola e de encontrar sempre amigos e colegas…. não era preciso nem combinar porque saímos de casa e tínhamos sempre alguém com quem falar e dar umas gargalhadas…
    Hoje em dia essas mesmas esplanadas estão desertas, os adolescentes estão em casa no facebook, sem interagirem pessoalmente uns com os outros… tenho pena que estes adolescentes não saibam o que é crescer sem internet, era tão mais divertido!!

    Filipa

  16. Não é exactamente a resposta, mas lembrei-me desta óptima ted talk que fala sobre a forma como a tecnologia afecta a forma como nos relacionamos connosco e com os outros:
    Sherry Turkle: Connected, but alone?http://www.ted.com/talks/sherry_turkle_alone_together.html

    "We're getting used to a new way of being alone together. People wanna be with each other but also elsewhere. Connect to all the different places they want to be. People want to customize their lives. They want to in and out from all the places they are because the thing that matters most to them is control over where they put their attention."

  17. Pessoalmente quando estou triste vou menos ao fb. Não costumo partilhar muita coisa mas o que partilho normalmente São coisas positivas. Assim, quando estou em baixo deixo)me estar sossegada. *Rita

  18. eu não acredito que, de uma forma geral, o facebook nos torne mais tristes. acredito sim que possam existir situações pontuais em que isso aconteça, em que por estarmos mais fragilizados ou menos satisfeitos com o nosso dia-a-dia, caímos no erro de compararmos a nossa com a vida dos outros e sentirmo que nos falta alguma agitação e alegria que salta à vista no mural de muita gente.

    mas também convém não esquecer que é raro o mural de alguém que transmite a totalidade da vida dessa pessoa. há pessoas que fazem questão de só exibir as felicidades e momentos bons, como existem outras que usam o mural como muro das lamentações e lá apenas se encontram as tristezas e desilusões que vão vivenciando.

    por outro lado, penso que o facto de passarmos mais tempo na internet quando estamos mais tristes tem a ver com a tendência natural para nessas alturas sairmos menos e nos isolarmos mais, sendo então o facebook e os blogues uma boa companhia para preencher o tempo e para nos distrair do que nos aflige ou incomoda.

  19. olá Arrumadinho, efetivamente quando estou mais triste percorro o facebook e os blogues com mais frequência. Lido muito bem com posts e situações de felicidade alheia(como por exemplo os teus e os da pipoca sobre o Manolo ou sobre o pequeno Mateus), mas há coisas que, na blogosfera, não gosto de ler, certo tipo de manias ou "caganças ou fanfarronices" (não sei se conheces o termo). Quando isso acontece passo à frente, não consigo ler.

  20. acho que a questão é mesmo essa. No meu caso, passo mais tempo na internet quando me sinto infeliz, a procurar inspiração, talvez ou apenas para ocupar a cabeça.

  21. O Facebook serve para espelhar estados de espírito, nossos ou dos outros, porque sentimos essa necessidade. Uns de forma mais explícita (e sem noção) que outros.
    É natural que naveguemos mais na Internet quando estamos mais em baixo, não só para ler coisas que vão ao encontro desse estado de espírito (o tal "conforto" em sentirmo-nos assim), como para perceber qual é o estado de espírito dos outros. Somos todos bastante voyeuristas e, no fundo, acabamos por copiar formas de nos expressarmos, como é exemplo colocar imagens de bebidas que estamos a tomar, sítios onde vamos, se vamos treinar, etc…os outros fazem-no, as figuras "públicas", fazem-no e "ninguém" quer ficar totalmente de fora, porque é uma maneira de integração social.
    Um pouco disfuncional? Certamente. Mas quem está "out" no virtual, é menos lembrado no real, infelizmente funciona assim, proporcionalmente ao nosso grau de afectividade para com a pessoa – ou seja, se nos diz muito, mesmo não aparecendo nos lembramos dela, se nos diz pouco, lembramo-nos dela porque vemos algo relacionado com ela.

  22. Ricardo,

    Acho que a internet é um escape para muitas pessoas. Pessoalmente, nos momentos de tristeza não me refugio num computador e muito menos no facebook. Aliás, raramente uso o meu facebook pessoal porque muitas pessoas misturam a amizade virtual com a real.

    Em relação às notícias felizes. Acho que muitas pessoas lidam mal com elas. Seja no facebook, num blogue, numa escola ou num café. A felicidade faz mal a muitas pessoas que não lutam por algo melhor.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  23. Uso o Facebook e outras redes sociais pelo gosto de partilhar. Antes usava muito mais o meu fb pessoal, desde que tenho o do blog quase deixei de usar o pessoal, só lá vou ocasionalmente.
    Nunca associei a utilização do facebook a fases de maior tristeza. Pessoalmente o que me acontece é que por vezes fico saturado e não tenho vontade de lá ir nem de "postar" mas acho que são fases…

  24. Quanto ao Facebook não me aquece nem arrefece, já os blogues, sim, visito mais quando estou mais triste ou desmotivada. Mas o efeito que geralmente estes têm em mim é de inspiração e motivação…os blogues que leio normalmente deixam-me mais bem disposta, dão-me ideias, eu diria que são terapêuticos…é claro que temos de escolher bem os blogues que seguimos!

  25. O FB pode é provocar um sentimento irrealista sobre a vida e ceifar aquilo que são as relações pessoais e isso sim pode trazer tristeza. é uma ferramenta interessante, contudo perigosa, especialmente se não for utilizada de forma ponderada. Pode haver um excesso de exposição e nem todos estaremos preparados para isso, por um lado, e por outro é um catalisador de alguma obsessão sobre a vida dos outros e sem duvida que pode ser bastante destabilizador.

  26. A conclusão do estudo pode ter alguma lógica, pelo menos de o andar pelo FB nos deixar tristes mas, no meu caso, isso resulta apenas e só por ser através do FB que vou sabendo as notícias do mundo. Quando chego às 20:00 já sei tudo o que os jornais vão dizer pq já li no FB e como a maioria das noticias são tristes é natural que nos assole alguma tristeza. E depois temos aqueles posts que me partem a alma sobre animais feridos ou abandonados…esses sim, deitam-me abaixo ao ponto de estar quase a retirar do meu FB as associações e amigos que colocam posts desse género (sim, eu sei que a intenção é boa mas custa vê-los).

    Mas tb acho que é uma tristeza que se não surgisse no FB surgía ao ver os jornais. Não acho que seja muito relevante. Adoro o FB e triste sinto-me quando não tenho acesso a ele. 🙂

  27. Sinto o mesmo que vocês, Ana e Ines S., e creio ter a mesma idade também. Acho que acontece um pouco com toda a gente sentirmos que a nossa vida é tão pálida ao lado daquilo que vemos no FB, com tantas festas, amigos e viagens (a esta última sou particularmente sensível). Entrar no feed de notícias e pensar "esta pessoa tem X anos, é independente, faz o que quer e bem lhe apetece, e eu estou aqui, em casa dos pais, sinto-me uma criança" deprime totalmente.

  28. Ao nível de idas ao FB acho que o meu tempo diário nesse tipo de redes sociais é o mesmo, talvez quando ando mais triste publique mais coisas, para interagir, sentir-me menos sozinha, sei lá.

    Quanto aos blogues, feliz ou infeliz, gosto sempre de os ler. Agora, quando se tem uma pessoa ou uma atividade que nos faz muito feliz, é óbvio que se passa menos tempo na internet.

    Em relação às pessoas que olham outros perfis e veem coisas que amigos têm ou fazem e ficam tristes com isso, devem lembrar-se sempre que as pessoas (normalmente) só partilham o bom, o divertido. É muito raro alguém partilhar que teve um dia de caca, que fez asneira no trabalho, que desiludiu o marido/mulher… Mas TODA a gente tem momentos bons e maus, apenas só partilha os bons. Como dizia numa imagem que encontrei – lá está – no FB "não é que eu esteja sempre em festa, apenas ninguém me fotografa a trabalhar".

  29. Ao nível de idas ao FB acho que o meu tempo diário nesse tipo de redes sociais é o mesmo, talvez quando ando mais triste publique mais coisas, para interagir, sentir-me menos sozinha, sei lá.

    Quanto aos blogues, feliz ou infeliz, gosto sempre de os ler. Agora, quando se tem uma pessoa ou uma atividade que nos faz muito feliz, é óbvio que se passa menos tempo na internet.

    Em relação às pessoas que olham outros perfis e veem coisas que amigos têm ou fazem e ficam tristes com isso, devem lembrar-se sempre que as pessoas (normalmente) só partilham o bom, o divertido. É muito raro alguém partilhar que teve um dia de caca, que fez asneira no trabalho, que desiludiu o marido/mulher… Mas TODA a gente tem momentos bons e maus, apenas só partilha os bons. Como dizia numa imagem que encontrei – lá está – no FB "não é que eu esteja sempre em festa, apenas ninguém me fotografa a trabalhar".

  30. Penso que ir ao Facebook me deixa mais triste quando vejo os meus amigos a fazerem algo que eu também gostaria de fazer, como ir de férias, namorar, quando vejo fotos de um ex com uma nova namorada… Não é inveja má (não fico a amaldiçoar ninguém, nem deixo comentários negativos e maldosos). É inveja boa, daquela inveja que nos faz querer ter o mesmo na hora, sem desejar mal à pessoa que o tem, ficando feliz por essa pessoa e triste ao mesmo tempo. Penso que ir ao Facebook nos deixa tristes se virmos algo que nos deixe transtornados. Nem sempre quando vou ao Facebook vejo coisas que me perturbam. Várias vezes vou lá e fico feliz porque vi algo giro! Por isso, acho que depende do que vemos nas redes sociais.
    E concordo contigo: quando estou triste também vou mais à internet, navegando sem rumo 🙂

  31. Acho que tens razão…eu ,quando me sinto mais down,leio mais blogs,agarro-me mais ao pc e posto mais no facebook,embora esteja sempre on e vá vendo o que os amigos postam,é quando estou depress ou com panic attacks que me vingo na coisa…agora o fb deixar-nos tristes só se for pelos erros de ortografia e gramática que me deixam numa tristeza profunda por haver tanta gente ignorante 🙂 obrigada por me fazeres companhia todos os dias!bjinho

  32. De facto quando me sinto triste tenho tendência a ir navegar nos blogues e no facebook e a ler coisas que noutras circunstâncias não lia. É estranho, mas é o que me acontece

  33. Eu leio blogs SÓ porque estou em baixo. Em momentos bons ou em que a vida corre dentro do normal, não ligo nenhuma à internet. Já redes sociais como o Facebook, nas minhas mãos, são bastante negligenciadas, independentemente do humor do momento. Por isso não posso corroborar as conclusões do estudo.

    Não acho justo é que categorize pessoas que como eu procuram distracções por estarem "tristes" como se se tratassem sempre de uns quantos infelizes mal-educados que "reagem mal a posts de felicidade". Esses existem porque para além da "tristeza" têm também maldade. E para essa não há cura. Eu passo à frente os posts depressivos ou de auto-comiseração, porque para isso não me ligava à net. Felicidade é bem-vinda, não somos todos cínicos.

    MC

  34. Pois… as redes sociais não me fazem ficar mais triste. Normalmente, quando estou triste e desocupada, recorro ao facebook para tentar abstrair-me dos problemas, ou do que me preocupa… E o que é facto, é que comigo resulta.

  35. Acho que é como tudo na vida…temos momentos de alegria e momentos de tristeza quando utilizamos as redes sociais, isso é normal. Quanto aos blogs…dou quase todos os dias uma volta pelos meus favoritos, esteja alegre ou esteja triste. Vejo muita gente a utilizar o facebook nos transportes públicos, a caminho de casa ou do trabalho e reparo que a maior parte vão completamente stressadas…mas se continuasse aqui a falar sobre o assunto nunca mais parava 🙂

  36. Acho fantático, e n sei como as pessoas conseguem faze-lo, estar nos locais e n goza-los
    ou seja, todos os minutos que vivem na realidade há necessidade de partilha-lo no virtual, com o mundo. Como se pode estar em dois locais em simultaneo? é esta a pergurta que me faço tds as vezes q vejo momento, e mts deles intimos, esplanado nas redes. Chego sempre à mesma conclusão: "A pessoa n está lá. Está cá! E se está cá, é pq este mundo para si é mais interessante por algum motivo mais forte que a propria realidade"

  37. Concordo consigo, ás vezes quando estou mais em baixo e vejo fotos e estados de outras pessoas felizes sinto-me pior ainda… é triste mas são pensamentos que nos passam pela cabeça e é difícil afastar. Aquele ou aquela é mais feliz, faz isto ou aquilo, foi aqui e acolá, etc. Mas já me vou controlando, quando estou mais embaixo afasto-me do que não me faz sentir bem!

    Rita Dias

  38. Bom, relativamente a este tema tinha imensa coisa a dizer. Vou tentar resumir: Do meu caso pessoal já tive imensos amigos no face, reencontros espectaculares, elogios que caem sempre bem, etc houve coisas muito positivas mesmo. Mas às tantas andava viciada naquilo, sempre a cuscar os outros perfis e a partilhar emoções estados de espírito, opniões, crítica social, etc acho que já me "drogava" com aquilo, salvo seja! LOl Também reencontrei algumas pessoas do meu passado que não queria, enfim decidi apagar a conta e actualmente só lá vou com outra, apenas para ler jornais, revistas culinárias, moda algumas figuras públicas e pouco mais. A parte em que apetece gozar o Face é com cenas tipo: as fotos cliché: porque toda a gente deve morar numa ilha paradisíaca, pois toda a gente posta fotos de mar e mar e mar e areais sem fim! Toda a gente posta fotos de piscinas deslumbrantes, quase toda a gente se elogia exageradamente, quase toda a gente PARECE ser feliz ali… quando na realidade as coisas não são bem assim, não é a toa que cada vez leio mais posts com frases de auto ajuda, mesmo em casos de figuras públicas. Enfim muito mais haveria a dizer mas efectivamente o face pode sim trazer sentimentos de algum desconforto mas apenas se formos fracos de espírito e não percerbermos que muito daquilo que se posta é apenas uma milésima parte do que é a vida de todos os dias. Ah pois! Onde estão as fotos das bufas? do cholé? das zangas? do coçar o nariz? da mama descaída?? ah pois é!!! agora estou-me a rir porque desafio algum user um dia a postar o acordar de manhã, desgrenhado, a coçar a mica e a dizer palavrões! lollllll 😉

  39. Olá Ana. Desculpa-me a invasão mas não queria deixar de elogiar o facto de seres tão sincera relativamente a um assunto como este. Identifico-me contigo, e provavelmente quando dizes "aos outros da minha idade" acredito que a nossa faixa etária deva ser a mesma, e partilho do teu sentimento. Muitas vezes, tanto nas redes sociais como nos blogues, vejo a vida de tantas pessoas que fazem tantas coisas e estão sempre rodeadas de imensas pessoas e da familia, e ponho-me a pensar porque é que a minha realidade é um pouco diferente. Mas depois também apercebo-me que a minha vida nem é muito diferente dessas, simplesmente não uso a máquina fotográfica a toda a hora e não tenho como registar momentos óptimos que passo com os meus amigos e familiares. Também posso não ter tantos amigos como essas pessoas, mas tenho os meus que são especiais. A minha familia pode não ser a maior nem a mais unida, mas os meus pais, cada um individualmente, são os melhores do mundo. E, na vida, seja ela de quem for, há sempre bons e maus momentos, na realidade o importante é vivêr os bons da melhor forma possível e saboreá-los sem a preocupaçao de ter de mostrá-los ao mundo, muitas vezes até acabando por torná-los em algo popular e banal. Pelo menos é assim que eu penso. Beijinho*

  40. Sinceramente acho que a nossa geração mudou, a tecnologia evolui e nós ainda não conseguinos aceitar que as redes sociais fazem parte da nossa vida e vieram dar lugar a outras coisas "do antigamente".
    Dou por mim a "ralhar" com a minha filha porque não quer ir para a rua andar de bicicleta… "na tua idade nas noites de verão estava ia para a rua brincar com os meus amigos". Mas afinal que culpa tem a miuda de ter nascido em 2001 e não em 1977?! Não nos convencemos de que os brinquedos são outros, a sociedade mudou e com ela mudaram-se os hábitos.

    Hoje em dia até os nossos pais não passam um dia sem vir ao computador, da mesma forma que o meu avo lia todos os dias o Correio da manhã e jogava nas palavras cruzadas. Hoje muitos de nós praticam o mesmo ritual, só que de uma forma diferente. Se nos faz infelizes ou não, isso vai depender do tempo que gastamos aqui, como para tudo na vida tem que existir um equilíbrio.

  41. Não sou uma entendida no tema, mas observadora o suficiente para me atrever a dar uma opinião. A tristeza/melancolia/depressão associada ao facebook e restantes redes sociais vem associada, pelo menos, a dois momentos distintos (pelo menos os dois que agora me ocorrem): por um lado o amor. No término de uma relação, por exemplo, o facebook é a pior "companhia". Ver uma pessoa que ainda mexe com o nosso coração a escrever um novo capítulo sem que o nosso nome conste em qualquer página do mesmo e perceber como o modo "felicidade" é tão percetível, não é um fator impulsionador das maiores alegrias. Sobretudo quando a "realidade" que procuram passar é a de pura diversão, êxtase, animação. O mesmo acontece com o nosso grupo de amigos, aqueles a quem chamamos a "segunda família", mas que a uma dada noite fizeram um grande festão e se esqueceram de nos convidar, por exemplo. E por mais desligados que sejamos, a verdade é que pelo facebook sabe-se absolutamente tudo e se nós não vimos, alguém viu e vai com certeza partilhar connosco. O facebook (e não so) é ótimo para fortalecer a "aldeia global", aproximar as pessoas e facilitar a sua comunicação, mas tem o seu reverso: assim como fica mais fácil aceder ao que é bom, também facilita o acesso ao menos bom e ao que preferíamos não ter acesso. E depois, o segundo momento, tem a ver com o deslumbramento, a cobiça… Claro que depende do tipo de perfil de cada utilizador e do que cada um valoriza, mas a felicidade, o bafejo da sorte, o estilo de vida, o sucesso que algumas pessoas partilham nesses espaços públicos fazem com que muitos utilizadores olhem para as suas próprias vidas como inferiores, pouco interessantes ou medíocres, … Não falo já na inveja ou na maldade dos pensamentos que essa aparente "boa vida" e "sorte ilimitada" alimenta – isso já não está relacionado com o tema. Existem sim pessoas que transferem as suas vontades, os seus sonhos, as suas ambições para essas pessoas e ficam "tristes" ou "deprimidas" de cada vez que vêm "tudo aquilo que queriam ter e não têm".
    Mas é uma boa discussão para se ter numa mesa de café com os amigos… Dava pano para mangas 🙂 Julgo que já me alonguei o suficiente. Peço desculpa pelo testamento :p

    Ana

  42. Estou mais de acordo com a Sofia. Sou uma pessoa estruturalmente feliz o que ajuda, espero, a contribuir para ajudar quem aparece por lá em baixo de forma. Sinto-me aberto a ajudar os outros e fico muito contente com os momentos de felicidade que me transmitem.
    Rui

  43. Esta é uma discussão interessantíssima sem dúvida. Penso que, de facto, temos tendência para passar mais tempo na internet quando estamos tristes. Talvez porque precisemos de abstracção, de sentir que há alguém com um problema semelhante ao nosso ou tão só porque precisamos de nos sentir parte de outras vidas para não nos focarmos tanto na nossa. Ainda assim, acho que isso não tem directamente a ver com as pessoas lidarem mal com a felicidade alheia por estarem tristes. Acho, simplesmente, que por natureza há quem lide mal com a felicidade alheia. Quem viva tão obcecado em dissecar as conquistas dos outros que se esquece de ir à luta das suas. É que, se é verdade que ando mais pelo facebook quando estou triste, também o é que mesmo nessas alturas gosto de ler relatos de pessoas felizes. Inspira-me a que o meu momento também chegará, a fazer melhor, em suma a lutar. E, agora que penso nisso, mesmo quando estou feliz gosto de deambular pela internet. Talvez prefira estar a viver a felicidade in loco, é um facto, mas não deixo de ler blogs ou revistas on-line por isso.
    http://www.letirose.com

  44. Comigo acontece o mesmo. Quando me sinto mais triste, mais em baixo, passo mais tempo na internet…
    Sinto que é uma companhia e faz-me desanuviar do que realmente me entristece…

  45. Não creio que as pessoas naveguem mais pelo facebook e blogs quando estão tristes, mas acho que o fazem quando estão mais sozinhas ou desocupadas… o que não é necessariamente sinónimo de infelicidade. Por mim, quando o faço, como agora, acaba por contribuir até para me sentir mais alegre… Se leio uma história divertida, se leio sobre um momento de felicidade ou alegria de alguém (ainda que não conheça a pessoa, no caso de alguns blogs)a mim provoca-me um esboçar de sorriso e uma sensação boa, não o contrário.

    Sofia

  46. Eu já passei por momentos de tristeza por causa do facebook… Via situações pelas quais também queria passar, postadas por "amigos" do Facebook e sentia-me mal comigo mesma.
    Caía no erro de achar que a minha vida era uma porcaria quando comparada aos outros da minha idade.

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