Eu não fiz um transplante capilar porque estava careca, fiz para nunca vir a ser

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Já escrevi aqui sobre a decisão que tomei no verão do ano passado de fazer um transplante capilar. Não era uma coisa em que pensava todos os dias, até porque não estava propriamente careca, mas era algo em que pensava algumas vezes, sobretudo porque sentia que começava a ganhar aquelas entradas laterais, sentia muito menos densidade capilar no cima da cabeça e estava a começar a aparecer-me aquela pequeníssima coroa na zona do remoinho do cabelo. Eram coisas quase impercetíveis, até porque não usava o cabelo muito curto, e dava para disfarçar bem, mas se olhasse com atenção em frente ao espelho percebia claramente para onde estava a caminhar.

Durante toda a infância ouvi sempre o discurso de que tinha o cabelo forte como o do meu avô, e que nunca iria ficar careca como o meu pai, que já era praticamente careca aos 35 anos. Só que à medida que os anos iam passando, ia sentido cada vez mais que não era bem assim, e que o meu cabelo estava a ficar mais fino, e sobretudo muito menos denso. Ou seja, o mais provável seria estar a seguir o caminho do meu pai, e não o do meu avô — dele acho que só herdei o feitio, nem o cabelo, nem os maravilhosos olhos azuis.

Foi mais ou menos por essa altura que comecei a ler um bocadinho mais sobre transplantes capilares, e percebi, também, que os transplantes se devem fazer, precisamente, quando ainda temos uma boa zona dadora, que se encontra na parte de trás da cabeça ou, no limite, na zona lateral. Isto porque para se poder transplantar cabelo nosso, é obrigatório que ele esteja lá, que exista, que os folículos não tenham morrido. Ou seja, o ideal é não deixar a calvície avançar demasiado porque quanto mais adiarmos este problema mais calvos ficamos e teremos uma zona maior para preencher com os novos folículos.

Para esses casos também haverá solução, mas só recorrendo ao chamado implante capilar que consiste em implantar cabelo falso, que para além de ser um processo extremamente doloroso fica com aspeto artificial. Ou seja, a solução perfeita é mesmo aquela que eu procurei: antecipar a calvície, em vez de a tentar remediar.

Tudo isto me foi explicado em detalhe na minha primeira consulta de avaliação que fiz na Clínica MediCapilar. Procuraram saber o meu histórico familiar de calvície, analisaram com detalhe a minha zona capilar e traçaram um diagnóstico. Poderia fazer um transplante total ou apenas parcial — um e o outro diferenciam-se pelo número de zonas a preencher. O que me foi dito foi que até poderia fazer um parcial, que iria ficar bem, mas que se fizesse um total conseguiria não voltar a ter problemas de calvície para o resto da vida. Isto porque tinha uma enorme zona dadora (muito cabelo atrás e dos lados), logo, seria muito simples retirarem por volta de 3 mil folículos (cada um pode ter um, dois ou três cabelos) sem que isso se notasse. E esses 3 mil folículos seriam depois implantados nas zonas da cabeça onde já me começava a faltar cabelo, ou onde era inexistente.

Foi o que fiz. Avancei para o transplante total. Imaginem agora, de um dia para o outro, ter pelo menos mais 5 ou 6 mil cabelos novos na cabeça. Qualquer sinal de falta de cabelo iria desaparecer. Foi isso que me levou a tomar a decisão de fazer o transplante total. Na altura, tinha uma dúvida: mas esses cabelos que vamos transplantar não vão acabar de morrer como os outros que estavam lá antes?

A médica da MediCapilar explicou-me tudo. A resposta é não. E porquê? Porque os cabelos que são implantados têm, geneticamente, o comportamento que teriam se continuassem no local onde nasceram. E geneticamente, o cabelo dos homens é muito mais forte e resistente nas zonas laterais e na parte de trás, abaixo, da cabeça. Basta pensarem em qualquer homem careca que conheçam: quase todos têm cabelo atrás, em baixo, e de lado. Isto acontece porque esse cabelo não costuma cair, e é esse cabelo que passa para a zona de cima da cabeça, ou seja, continuará lá, e continuará a regenerar-se como se tivesse nas zonas laterais.

Fez há dias seis meses que fiz o transplante, e, honestamente, não poderia estar mais satisfeito com o resultado. Ainda não é possível ver os resultados totais do transplante — na zona da coroa, só se atingem os resultados finais entre os 12 e os 18 meses — mas as entradas desapareceram de todo, e sinto que tenho quase o dobro do cabelo na zona superior da cabeça, tamanha a densidade capilar.

Mas não vou contar já tudo. No próximo texto, vou falar sobre como foi o dia da intervenção, como entrei, como saí, as sensações, a recuperação, e mostrar algumas fotos.

Para quem possa ter interesse, homens e mulheres, recomendo que marquem uma consulta de avaliação na MediCapilar, para que possam analisar o vosso caso e ajudar-vos a encontrar a melhor solução. A consulta é gratuita e pode ser feita em várias zonas do País. Podem ter mais informações aqui ou ligar para este número: 217 968 826.

*Texto escrito ao abrigo de uma parceria com a MediCapilar.

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