Eu e a igreja

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Não me lembro de alguma vez ter acreditado em Deus. Não fui baptizado, não tive uma educação católica, e ao longo da minha infância e adolescência ninguém me incutiu alguma coisa que tivesse a ver com a igreja. Quando pensei verdadeiramente nisso pela primeira vez deveria ter uns 13 ou 14 anos e a minha conclusão foi óbvia: já há explicação científica para a criação do mundo, claro que se a virgem Maria deu à luz não podia ser virgem, é óbvio que Deus foi uma criação do homem para os fenómenos que não conseguia explicar, e uma forma de poder agarrar-se a qualquer coisa que lhe desse força, ou a quem pudesse pedir ajuda, ou que pudesse responsabilizar pela ocorrência de algo.

Talvez a partir dessa idade comecei a interessar-me mais pelo fenómeno da igreja, pelas religiões, pela crença, pela forma como a fé mexia com as pessoas, e influenciava a vida de milhões de famílias no mundo inteiro. Nunca, nem por um segundo, tive dúvidas de que era um não-crente, mas fascinava-me tudo aquilo. Quanto mais estudava, mais me revoltava com a postura da igreja católica relativamente a uma série de assuntos. A mensagem que passavam era quase tão datada e ultrapassada pelos factos como a do Partido Comunista, e dentro de mim foi crescendo uma raiva a tudo o que dizia respeito à igreja. Isto deve ter durado até aí aos meus 22 anos. Depois, acho que deixei de me preocupar muito, deixei de pensar muito nisso, mas continuei a adorar ler histórias sobre religião — na altura o meu livro preferido era “Os Palhaços de Deus”, de Morris West.

Há uns anos, no entanto, comecei a perceber que tinha uma forma diferente de ver as coisas. Continuo a não acreditar, mas deixei de olhar para a igreja com algo de desprezível, como um mal da sociedade, como um refúgio dos fracos (sim, eu era um bocadinho radical). Continuo a não ter dúvidas quanto à minha não-crença, mas vejo hoje a igreja como um veículo de promoção do bem. A igreja tenta cativar gente para a sua causa, é verdade, quer que as pessoas encontrem Deus, mas essa é a parte que menos me interessa, e a que não ligo verdadeiramente. No último ano fui várias vezes à missa. E até estive em alguns encontros de catequese para adultos, sempre como observador. Acontece que nesses momentos senti-me bem. E que mais importante do que a mensagem de encontrar Deus é a mensagem de praticar o bem. De sermos amigos. E solidários. E bondosos. E justos. E caridosos.

Mesmo sabendo que eu era ateu, a igreja recebeu-me de braços abertos. Os padres e os catequistas cumprimentavam-me com o mesmo sorriso que aos outros, os fiéis da paróquia. E depois, então, falavam a todos de amor, de solidariedade, de luta por um bem conjunto.

Acabei por aceder a casar-me pela igreja (sempre disse que o faria caso isso fosse importante para a minha mulher), ainda assim pareceu-me hipócrita e falso fazê-lo de forma tradicional, já que eu não acredito em Deus. E então optámos por uma cerimónia em disparidade de culto, em que se dá a oportunidade a um católico de casar com um não-católico, mas pela igreja. Basicamente, fiquei dispensado dos “améns” e dos “em nome do pai, do filho e do espírito santo”. A única coisa a que não me pude opor foi à promessa de os meus filhos sejam educados de acordo com a fé cristã, mas isso não me chateia muito, até porque os valores incutidos pela fé cristão são muito parecidos com aqueles que eu defendo, tirando a parte da crença e da fé em Deus.

Na brincadeira, costumo dizer à minha mulher que eu sigo os ensinamentos da igreja, mesmo não acreditando em Deus. E se todos praticássemos o bem, acreditando naquilo que quiséssemos, teríamos, sem dúvida, um mundo muito melhor.

1 Comentário

  1. Li o que escreveu sobre o fato de ser ateu, eu era catolica, casei pela igreja, baptizei a minha filha fui catequista tal como a minha mãe mas um dia achei comecei a por em causa muita coisa em relacão a religião não só catolica mas todas as outras e comecei a ler para se exitia alguma com a qual eu pudesse-me identificar-me mas não encontrei porquê? Pode perguntar simplesmente porque todas elas nos obrigam a sentir um sentimento de “culpa” ou melhor somos todos pecadores como dizem; por optei por seguir a minha propria religião” a estrada da vida” é com e todos com obstaculos que vou ultrapassando e alegrias que vou continuar a aprender até morrer. O Budismo também me atrai porque é uma forma de estar e não uma obrigação esta é a minha simplória opinão sobre religião.

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  3. p.s. A "merda" feita por gente de mal que se considerava representante da "religião" não define o que é a religião, de todo. Logo, não sou contra a religião porque alguém se aproveitou dela para cometer atrocidades. Importa frisar a importância que a religião tem a um nível interior e interpessoal, que é a de traçar o caminho do bem!

  4. Sou católica não-praticante mas tenho de admitir que é consolador ir à missa e ouvir um bom sermão!

    Mais tarde ou mais cedo concluímos que Deus está dentro de nós e fora de nós, ou seja, na Natureza. Não sou pagã mas respeito e venero profundamente as forças da Natureza, pois são elas que nos sustentam, com um poder abismal. Assim, desprezo toda a criatura que se arrisca a praticar desportos radicais e a desafiar as leis da Natureza – com Deus não se brinca.

    Ainda passando pela cultura popular, também me lembro da música dos REM "Losing my Religion" que sublinha, precisamente, a moderna falta de fé e as consequências de uma civilização desnorteada por não ter (ou por não querer ter) uma religião que, no fundo, age como matriz social.

    Espero que a religião volte a conquistar terreno de destaque na sociedade actual. De outra maneira não irá ser possível combater a crise de VALORES e a crise ESPIRITUAL que caracteriza uma era de materialismo e de individualismo.

    O primeiro passo seria acabar de uma vez por todas com o cliché de que ser religioso implica ser atrasado mental!? Podemos ser religiosos e acreditar apenas em nós próprios…é mesmo para isso que a religião serve! Sem falar que, nos tempos de maiores desespero, vale mais a religião do que alguns amigos e as fortunas que se gastam em psicólogos!

    A educação e a religião estão intrinsecamente ligadas…de resto, é só preciso venerar as entidades correctas e ter "um pouco de fé", como dizem os Xutos.

  5. Olá!Grande post Arumadinho! Não quero ofender ninguém mas queria dar a minha opinião. Sou familiar e trabalho com algumas testemunhas de Jeová. Tenho conhecimento de algumas "regras" dessa religião e na minha opinião, são puras atrocidades. Não sei em relação às crianças, mas sei que os meus primos, adultos, transportam um cartão que proíbe a transfusão. A irmã deles foi expulsa da congregação e por causa disso não pode assistir ao casamentos deles. Quem trabalha com jogos de dinheiro tipo euromilhoes, não pode continuar nesse trabalho. Os polícias não podem ser testemunhas porque a religião deles proíbe o uso de armas, mas quando estão aflitos… não é para os bombeiros que ligam de certeza. Entre outras milhares de coisas. Se existe algo parecido nas outras religiões, existe! Mas não somos punidos ou expulsos por não seguir à risca. Sou católica não praticante, mas sinto me em paz quando entro QUANDO QUERO na Igreja. Tento praticar os ideias em que acredito e Pronto.
    Todas as religiões têm defeitos. E em todas existem más e boas pessoas. Conheço algumas testemunhas de Jeová, que faz favor… O Bin Laden ao lado delas é um santo. Devemos de respeitar sempre as escolhas dos outros.

  6. Também não era baptizada e nunca fui ligada à igreja até ao dia em que a minha colega de trabalho me disse que acreditava na ciência com a cabeça e em Deus com o coração. Passei a ouvir mais atentamente e com o coração tudo o que ela me contava sobre o assunto e foi assim que percebi algumas coisas. Fiz catequese durante quase 2anos, e na primeira sessão apresentei-me como sendo uma pessoa de ciências ao que o Padre (praticamente da minha idade) me respondeu então encara isto como uma história de amor. E gostei, gostei da mensagem de amor e por isso, este ano, aos 28 anos, fui baptizada, fiz a 1ª comunhão e o crisma durante a vigilia pascal. Continuo a ir à missa porque gosto da mensagem, não sou fanática, também não concordo com tudo, mas acredito realmente que todos podemos fazer o bem. E por isso também me vou casar pela igreja dia 10 do próximo mês, tal como tu só o faria se fosse importante para a outra pessoa e afinal de contas tornou-se importante para mim também.

  7. Amei o post… a mensagem é essa e isso é a igreja católica… infelizmente é gerida por homens e as coisas nem sempre correm como manda "a palavra"… sou católica praticante… filha de pai ateu e mãe ali a roçar o beata por isso só me baptizei aos 22 anos… já conheci mtos padres fabulosos que me ajudaram qd precisei e que seguem de facto os ensinamentos da religião católica… assim como já conheci padres intransigentes que parece que pararam no tempo da inquisição… não tem a ver com a igreja ou com a religião católica mas sim com quem está à frente dela… e ao contrário do que se podia imaginar não foram os padres novos que me ajudaram mais… pelo contrário… foram os mais velhos e com mais sabedoria… por estranho que isto possa parecer hoje em dia confesso-me por telefone a um padre de 83 anos… Braga é longe!!!

    Se de facto Deus existe ou não não sei, acredito que sim… posso estar enganada e a perder o meu tempo em orações e missas… que por sinal me fazem sentir mto bem… mas como um dia um padre me disse "orações e caldos de galinha se bem não fazem mal também não!"

  8. Framboesa,

    eu entendo o que disseste, completamente. e pelo que tenho lido no teu blogue, vocês dão-se muito bem, e por isso vos admiro 🙂

    o meu marido é católico, é baptizado, não é praticante, mas podia ter casado pela Igreja, como o Arrumadinho casou, em disparidade de culto. não o fez por egoísmo. mas esse egoísmo revelou-se em muitas coisas, este foi só mais um exemplo. e não é por isso que o nosso casamento está à beira do divórcio, nada disso. podíamos ter sido felizes mesmo não tendo casado pela igreja católica. ele é que não quis ser feliz, preferiu ser sempre egoísta…

    apesar de tudo, e de eu discordar em muitas coisas da Igreja católica quero baptizar o meu filho, depois mais tarde ele logo decide o que quer fazer.

    já basta o pai dele nos ter abandonado, não quer que ele um dia mais tarde ainda me jogue em cara, que não o baptizei, quero que ele vá à catequese e se sinta inserido.

    **

  9. Olá arrumadinho!

    Discussões à parte, é bom saber que saiu do preconceito, mesmo não acreditando em Deus e começou a ver a igreja como motor de promoção do Bem. Porque é essa a intenção.

    Eu sempre acreditei em Deus e já fui o que se pode chamar de beata. Reconheço que acabei por me afastar da igreja, pelo facto de alguns humanos que lá andavam errarem de mais e julgarem de mais os outros.

    Mas, sinceramente, tenho muitas saudades da sensação de acolhimento que sentia numa igreja, sensação de estar mais perto de Deus. Os princípios da igreja católica, e muitos dos princípios de todas as outras religiões que não conheço tão bem, representam óptimos valores éticos que todos devemos seguir.

    Quanto aos pecados da igreja católica, muitas vezes o Papa já pediu perdão pela inquisição e outras atrocidades. Talvez seja preciso ser crente para saber perdoar. Mas não é pelo facto de ter havido holocausto que odeio o povo alemão.

    Gostava mesmo muito que os que apelidam a igreja católica de intolerante e preconceituosa, o fossem menos.

  10. Alix :
    eu também na altura queria muito realizar o sonho de casar pela igreja (chorei muito, muito, muito por nãoo fazer na altura)…mas o meu marido achou que seria desrespeitoso para a religião da minha familia ele casar-se pela igreja sem acreditar. Isso define bem o carácter dele. Não é falso nem superficial.E continua passados 10 anos a ser o homem da minha vida (como poderia não ser, ora bem…). Talvez se ele tivesse "cedido" (com umas aspas muito acentuadas!)não o respeitasse tanto, porque encararia as palavras ditas no altar como uma "fantochada". É apenas a minha opinião.

  11. Quando casámos pelo civil foi logo ponto assente que nunca nos casaríamos pela Igreja (católica)…ele é de outra religião e mesmo que para mim na altura tivesse sido um baque valente ter que casar apenas pelo civil, sem a parte espiritual da "coisa", nunca esperei que ele estivesse num altar junto de mim a professar ideias com as quais não concordava…até porque teria que ser previamente baptizado para isso, o que seria desrespeitador para mim e para ele e nossas famílias.

    Casamos espiritualmente este ano numa praia do mexico, com um pastor cristão (atenção, não católico…cristão!) a reflectir um pouco disto tudo que é amor o próximo e um ao outro.Para mim foi o verdadeiro dia do nosso casamento, porque uniu o que muitas religiões têm de bom e trouxe-o para a nossa vida, sem deixar entrar tudo o que abomino na igreja católica.Ou seja, no nosso entender não confundimos Deus e religião ou Igreja.

    BTW…se algum dia tivesse um filho nunca o baptizaria pela Igreja católica porque não concordo com quase nada do que professa…só com a parte do amor e paz e blahh,blahhh..que é comum a tantas religiões…de resto…nahhh….e digo-o eu que estudei num colégio católico e sou bisneta de 2 padres…

    (e não faço ideia a que proposito veio isto mas pronto)

  12. É a primeira vez que visito este blog, e já sou fã: adorei este post. Identifico-me ctg Arrumadinho, pela tua falta de crença. Também não nasci praí virada, não acredito nem tenho necessidade de acreditar, e também já não acho fraqueza ou parvoíce ou facto de tantas pessoas sentirem que precisam de se sentir acompanhadas ao longo da sua vida, seja lá por quem/Quem for. Agora.. também concordo com outros posts aqui escritos: não se pode confundir Deus com Igreja, fé com religião. Deus foi criado pelo Homem e para o Homem. A sua mensagem é igual em praticamente todo as as religiões porque é primordial: surge sempre de um conjunto de questões que o ser humano precisava de ver respondida e de necessidades que precisava de colmatar. Mas… As religiões são feitas por homens e para homens – e isso muda tudo! E mais: para sobreviverem e terem sucesso, todas tiveram de se adaptar e unir aos poderes terrenos, e é daí que vêm mtos dos erros apontados à Igreja Católica, Muçulmana, etc. Não se iludam… A Inquisição não foi só religiosa, foi mto política e social, assim como a jihad o foi e continua a ser. E ambos estes conceitos se incluem em religiões cujos preceitos originais eram a paz e amor ao próximo. No fundo, no fundo, há pessoas más e menos boas em todas as religiões e profissões, incluindo as religiosas, que tomam decisões boas, menos boas e fracamente más. Mas isso não anula o bem que as igrejas também fazem (e fazem-no, só não o publicitam tanto como deviam, se calhar) e o conforto que ainda dão a milhões de pessoas. Se eu preciso desse conforto? Não. Mas respeito quem precisa.
    Para finalizar, uma opinião diferente de uma já aqui manifestada: sou "ateia" desde sempre e quase desde que me lembro que sou caso único ou raro no meu mundo pessoal. Faço parte de uma família super religiosa, que inclui até um "membro do clero". E nunca me senti discriminada, nem olhada de lado, e muito menos me senti como um homosexual ou como alguém pertencente a qualquer grupo que é habitualmente alvo de discriminação. Ainda bem. E acho que cada vez mais será assim. Ainda bem também!

    Boa semana para todos!

  13. Arrumadinho,
    gostei da forma como abordou o assunto.
    Nasci, cresci e fui educada numa família com enraizadas crenças na religião católica. Fiz todo o percurso, por assim dizer, na fé católica, fui baptizada, fiz as comunhões, profissão de fé e o crisma, e confesso, que até próximo da minha idade adulta, não questionava o porquê desse percurso. Era algo que me dava paz interior, algo que me era confortável e me fazia bem, mas tinha a perfeita noção, que tudo aquilo era um acto de fé, um querer acreditar em algo, mas que existia também o outro lado, a explicação da ciência, muito mais concreto, mais evidente, mais palpável.
    Não creio que tenha sido de todo incoerente no que fazia, pois ainda hoje partilho a maioria dos valores que foram incutidos. A própria igreja, enquanto espaço físico, é um lugar onde me sinto bem, pela paz, pela serenidade, a luz, o silêncio.
    De há uns anos, pelo acumular de perdas de pessoas que me eram particularmente queridas, questionei o sentido de justiça e bondade de um Deus, que me foi ensinado ser justo e bondoso. E foi um período complicado e de revolta confesso.
    Hoje em dia, esse acto de fé que tinha para com Deus, tenho-o para com aqueles que amo e perdi. Em momentos de maior tristeza, de aflição ou simplesmente, em momentos de recolhimento, fiz desses que já partiram, os meu "altar de afectos".
    E com eles "falo", a Eles "peço", sem orações, sem me ajoelhar ou de mãos postas, apenas de coração, quando a necessidade ou a vontade assim me o dita. E isso faz-me bem. Acreditar, ter fé, que estejam onde estiverem, acreditar, ter fé que me "oiçam", que faço o melhor para continuar a merecer o Seu respeito, que quando a Eles "recorro", me dêem, me ajudem a encontrar forças, vontade, de ser uma pessoa melhor, coerente consigo mesma, e sensata com os outros.
    Bia

  14. Eu também, como a maioria da população… fui colocada na fé cristã. Agora já não acredito em nada disso.A igreja é sobretudo machista. As mulheres desde cedo a serem casadas com y, escolhas dos pais… As bruxas, mulheres que apenas experimentavam (a ciência de hoje talvez), e mesmo dentro da igreja.. com tantas mulheres que têo o dom de ser boas, de praticarem o bem e divulgarem a palavra, só os homens são padres. Enfim… para não falar na absurdidade de dinheiro gasta em coisas sem sentido.
    Deus segnifica – de mim – de dentro , ou seja força interior.
    Biblia é um "conjunto de livros" , vários. Daí surgir a BIBLIoteca. As histórias contadas são isso mesmo, histórias à luz das ideologias. Os Apostolos são os autores. Sou apologista que se cada pessoa fizesse o bem, apenas isso, todo o mundo mudaria. Ir à Igreja acender uma vela seria benéfico se fosse apenas um processo de reflexão acerca "o que é que eu poderia (e irei) fazer para tornar o mundo melhor. Mas não… a maior parte chega lá, bate o ponto só porque "é de bem" e depois cá fora parte deles e delas são viboras. enfim, Gostei do post arrumadinho.

  15. Susymary,

    claro que estou baralhada, não o nego. eu cedi, porque eu sempre cedi em tudo, ele nunca cedia em nada, e eu nunca queria ser desmancha prazeres. não cedi só na parte do querer ou não querer casar na igreja, cedi em tudo. erro meu. cedências têm de ser feitas de ambas as partes.
    mas pronto o que lá vai lá vai, como já disse.

  16. Alix, desculpa, mas penso que estás um bocado baralhada.
    O teu ex-marido pode ser mau carácter por muitas razões (não sei, não o conheço), mas não por não ter cedido em casar contigo pela igreja, que disparate!
    Por amor faz-se muita coisa, de facto, há que fazer cedências, e neste caso foste tu que cedeste. É mesmo assim. Tudo depende do grau de empenhamento e da importância que cada decisão tem para cada um.
    Se cedeste, é porque se calhar era mais importante para ele não casar pela igreja que para ti o fazer….

    No meu caso pessoal, posso garantir, que casar pela igreja é algo que jamais faria, por muito que amasse a pessoa em causa. Por uma questão de principio. Porque é muito importante para mim.

    Somos todos diferentes.

  17. fizeste bem em ter cedido. eu não casei pela igreja porque ele não quis, na altura fiquei bastante triste com isso. agora que ele se foi embora, e que o divórcio é inevitável, tenho a certeza, que ainda bem que assim foi. e talvez, eu devesse ter visto logo o carácter dele, por não ceder. porque quando se ama, e se interessa pelo outro, há cedências que se fazem, por amor!

    **

  18. Olá a todos.
    Adorei o post, porque embora tenha crescido no seio de uma família católica e ter recebido uma educação cristã, houve momentos (especialmente na adolescência) que me fizeram pensar como o arrumadinho. Hoje, e embora não tenha passado muito tempo desde essa data, visto ter 24anos, penso de maneira diferente. Se existe Deus? Não sei. Mas tal como refere concordo com tudo o que a igreja ensina…praticar o bem, cultivar a amizade, etc.lembro-me de quando ia à catequese irmos visitar os idosos várias vezes mas sobretudo em épocas festivas onde estes se sentiam ainda mais sozinhos e abandonados (e se me lembro dos sorrisos e alegria deles), fazer-mos peditórios de roupa e bem alimentares para as famílias mais carenciadas da cidade, etc. Por isso não posso de achar actos de amor, partilha, caridade, etc. um mau ensinamento e uma má prática.
    Se a igreja já teve dias negros? Sim, mas até já nós tivemos momentos menos felizes e não é por isso que não deixamos de querer ser perdoados. Se devido a um líder (que mais ano, menos ano vai ser substituído), tudo o resto deve ser posto em causa? Não. Afinal, o papa é simplesmente uma pessoa humana e como tal não vai fazer apagar todos os valores de séculos de história.
    Este post fez-me lembrar um episódio d'Os Maias em que o Afonso numa discussão sobre as diferentes educações do Eusebiozinho e do Eduardo dizia que os valores ensinados a cada um eram os mesmo, a diferença residia no facto de que ensinava ao neto a praticar o bem porque era correcto e eram essas as qualidades e virtudes que um cavalheiro devia possuir e não praticar apenas e só esses mesmos valores porque devia temer a Deus e ser perseguido com o trauma do inferno. Penso que é neste sentido que a igreja e especialmente padres e catequistas devem evoluir. Ensinar e incentivar as crianças (e adultos) a praticar o bem porque é assim que deve ser se nos queremos tornar pessoas de boa índole no dia de amanhã, e não pelo simples facto de estar a pairar o fantasma do inferno sobre nós.

    Mais duas considerações,a primeira é que sou enfermeira e sei que quando existem casos de pais Jeovás, os profissionais podem (e devem) administrar transfusões mesmo contra o consentimento dos pais.
    A segunda é que tenho uma (e única) irmã com 17 anos, a quem foi diagnosticada leucemia à 6 meses, e nem por um segundo (nem ela) culpei Deus ou outra entidade qualquer pelo sucedido.

    Joana

  19. ainda para o mytho, cada caso é particular e suponho que não deve ter apronfundado este tema com os seus familiares médicos, porque a resposta não é essa. no caso de acidente/emergência/inconsciência do doente aplicam-se as leis da arte que são superiores às leis da autonomia (liberdade individual e portanto convicções religiosas). nos casos em que a lei da autonomia pode ser aplicada, só a partir dos 14 anos prevalece a vontade do doente, caso contrário, apra menores, o médico faz comunicação ao tribunal. e isto acontece mesmo porque falo com conhecimento de causa, como referi anteriormente

  20. Duas respostas que precisam ser dadas:

    1

    "Há de tudo. Umas vezes por irresponabilidade dos pais, sim!E ainda bem que há Deus, para nos dar força para ver isto e ainda manter a calma quando alguém O culpa por tudo! Quando os filhos se portam mal, têm um acidente, são más pessoas, é sempre culpa dos pais? Os pais podiam sempre evitar isso? Ou muitas vezes é opção deles? Pois: quando os homens de portam mal porque é que Deus é que paga as favas?"

    Umas vezes por irresponsabilidade dos pais, obviamente. Mas e nas vezes que não é? E nos abortos espontâneos cuja culpa não é dos pais? E nas malformações que nada tem a ver com o comportamento materno/paterno?
    Eu nunca disse que deus paga as favas, principalmente porque não acredito que ele exista. A questão é justamente essa. Ninguém tem culpa de fatalidades, pois é obra de acaso e probabilidade. Deus não entra na equação mais do que o Coelho da Páscoa.

    2

    "Oh Mytho,

    desculpe corrigi-lo, mas os pais não podem recusar dar sangue a uma criança, porque neste caso há uma condição consagrada na lei que permite aos médicos pedir (na hora e imediatamente é concedido) o poder de decisão para o tratamento da criança ao tribunal. Não se pode criticar sem ter rela conhecimento das coisas. Por favor, não arranje desculpas ignorantes.Áposto que é daqueles que critica mas nunca sequer leu a Bíblia. Enfim."

    Engano. Tendo um pai e irmã médicos, eu sei bem do que falo, pois ambos já passaram pela experiência de ter que dar sangue a testemunhas de jeová e não poderem por ordem dos pais/família. Eles simplesmente não assinam o consentimento e a vítima morre.
    Pedir a tribunal???? Isso é sério?? Num acidente em que é preciso fazer as coisas em questão de minutos, e vem me dizer pra fazer pedidos em tribunal?

    Ok, eu parei de comentar aqui, isto tá muito hardcore na lavagem cerebral. E apenas como um comentário à última frase, eu li a bíblia do começo ao fim, e aconselho a todos a que o façam. É o caminho mais rápido para alguém se tornar ateu.

    Um abraço a todos.

  21. Sobre este assunto já tive várias prespectivas. Fiz catequese e a 1ª comunhão, acreditava na Igreja assim assim pois também me causava estranheza certas coisas. Certos dogmas. Depois com os anos, tornei-me totalmente descrente e fã da ciência como ainda sou. No entanto, acho que se calhar há mais qualquer coisa para além disto, algo mesmo que nos transcende, se é Deus? se é a Ciência? E se Deus for uma Ciência imortal? Não sei. Quanto à Igreja e apesar de não sou praticante considero que esta tem ajudado sim muita gente, muitos carenciados e desvalidos da sociedade. Trabalhei numa CPCJ e todas as vezes que precisávamos de lares e instituições de acolhimento, quem é que normalmente acolhia estas crianças? quem era? Pois eram instituições religiosas, não eram os ateus empedrenidos que ficavam com as crianças maltratadas, abusadas, negligenciadas. Como em tudo, nada é assim tão linear. A Igreja também pratica o bem.

  22. Para o Mytho, com conhecimento de causa, informo que os pais testemunhas de geová, com filhos menores não podem RECUSAR uma transfusão de sangue, se a sua ausência implica risco de vida. Está salvaguardado na lei que nestes casos o poder paternal é atribuído temporariamente ao médico em questão para que possa tomar as decisões médicas mais adequadas, estando ou não de acordo com imposição religiosa da família

  23. Bom dia Arrumadinho!
    Este ano, pela primeira vez, fui a pé a Fátima com um grupo de 150 crentes (católicos jesuítas). Não sei se acredito no Deus da igreja católica, mas de certeza que não acredito no milagre de Fátima… Mas fui…fui porque o convite para ir, chegou na altura certa, não conhecia as pessoas e estava de facto a precisar de um momento de introspecção e de me encontrar comigo mesma…fui! E, ainda bem que fui! Foi um bom momento, por tudo o que pude apreciar e sentir! Mas, isto de acreditar, é um dom (não sei se se pode trabalhar esse dom. Se calhar sim,talvez nesses espaços que o Arrumadinho diz frequentar, não sei), e é um dom que nos faz seguramente viver melhor!

  24. Não podemos esquecer que muitos dos fundamentos impostos pela igreja foram inventados por homens " Humanos tal como nós"! Não acredito que Jesus tenha ficado feliz com a inquisição e com as opressões! O Jesus que foi dado a conhecer desde que nasci deixou uma mensagem muito importante "amai-vos uns aos outros"! É esta a beleza de ser cristão, é sermos "amor" sem olhar a quem! Sou católica assumida e não concordo com muitas das posições da igreja! Mas não é isso que me vai fazer deixar de acreditar, de sentir o conforto de saber que não estou só! Realmente, devemos saber destingir a fé com a igreja. A igreja foi construída por homens, logo não é perfeita. Tal como nós. E só quem sente a fé, é que a entende.

  25. Oh Mytho,

    desculpe corrigi-lo, mas os pais não podem recusar dar sangue a uma criança, porque neste caso há uma condição consagrada na lei que permite aos médicos pedir (na hora e imediatamente é concedido) o poder de decisão para o tratamento da criança ao tribunal. Não se pode criticar sem ter rela conhecimento das coisas. Por favor, não arranje desculpas ignorantes.Áposto que é daqueles que critica mas nunca sequer leu a Bíblia. Enfim.

  26. Não podemos confundir Deus com Igreja. Aqueles dois comentários seguidos, foram isso que fizeram… misturar duas coisas diferentes!

    Há gente má, muito má, que se aproveita da fé (dos outros!) para fazerem coisas escabrosas….

  27. ui, tema fracturante!
    Considero-me completamente ateia, desde sempre. Para isso deve ter ajudado pertencer a uma família católica, não praticante. Ou seja, sou baptizada, porque não o ser seria um desgosto para os maus avós paternos, mas a partir daí mais nada.
    Ao longo dos meus 41 anos de vida, devo ter entrado umas 10 vezes em igrejas, não mais, e nisto incluem-se casamentos, funerais e visitas turísticas.
    Não casei pela igreja e não baptizei o meu filho. A igreja não me diz absolutamente NADA. Ou melhor, se me diz alguma coisa, não é nada de positivo, e por isso é como se nada fosse.
    Sou uma pessoa com valores morais e éticos, que aceita e respeita as regras de vivência em sociedade. Não sinto falta de nenhuma religião ou igreja ou fé, para me guiar. Nem nos tempos difíceis e de dor tenho necessidade de me agarrar a alguma coisa transcendente, porque essa coisa não faz qualquer sentido.
    Estou a considerar pedir uma apostásia, que é uma anulação do meu baptizado. Não que me faça algum mal se baptizada, mas de algum modo incomoda-me o facto de a igreja católica me considerar católica, e me incluir nos seus números de fiéis (para quem não sabe, o numero de católicos é calculado com base no numero de baptismos, nada mais). Só ainda não o fiz por preguiça, porque este processo ainda dá algum trabalho.
    Em relação à igreja católica, incomoda-me a ostentação da igreja, a ostentação do Vaticano e do papa. Incomoda-me o discurso de alguns padres que inadvertidamente ouço na televisão, mas nada mais que isso.
    Acho triste alguém precisar de saber que vai arder no inferno para pensar em não praticar este ou aquele acto sórdido. Ou que se praticar o bem vai para o céu. A decisão de praticar o bem ou o mal não deveria ser feita pela recompensa, devia ser feita pelos valores próprios de cada um. Também acho triste o pagamento dos pecados pela confissão. Basta dizer que se está arrependido, dizer umas ladainhas e pronto, tá a ficha limpa….
    Eu não tenho isso, sei que não vou para o céu ou para o inferno, sei que não me safo com umas rezas. Acredito que quando morremos tudo acaba, e isso é um peso maior de carregar.
    Respeito a fé dos outros, apesar de não a compreender, e não a conseguir racionalizar. É isso a tolerância, não é?

  28. falas da inquisição? achas que é esse o único exemplo que deixa nódoa na história da igreja católica? há mais muito mais do que isso, mas enfim não vou deixar aqui um tratado sobre o assunto. nem todos os crentes são católicos e nem todos os católicos são crentes. e a religião católica é apenas isso só mais uma religião, que afinal de contas nem tem assim tanta expressividade a nível mundial, pelo contrário, vai perdendo cada vez mais credibilidade. está cheia de tradições e práticas absurdas. de qualquer modo tens direito às tuas dúvidas e à tua busca pessoal pela verdade. só que terias de conhecer as outras também.

  29. Bom dia,
    cheguei a este blogue e adorei ler o post e os comentários.

    "E crianças que morrem à nascença devido a malformações? Doenças? É dos homens também?"
    Não posso deixar de comentar.
    Todos os dias faço nascer crianças. Umas deficientes que os pais amam, outras "normais" que so pais dizem "não quero ver é para adopção", outras que nascem a ressacar porque os pais são toxicodependentes e têm que ficar a fazer tratamento com morfina, outras que têm síndrome fetal alcoólico, outras muito desejadas e com deficiência, outras, outras, outras. Há de tudo. Umas vezes por irresponabilidade dos pais, sim!E ainda bem que há Deus, para nos dar força para ver isto e ainda manter a calma quando alguém O culpa por tudo! Quando os filhos se portam mal, têm um acidente, são más pessoas, é sempre culpa dos pais? Os pais podiam sempre evitar isso? Ou muitas vezes é opção deles? Pois: quando os homens de portam mal porque é que Deus é que paga as favas?
    Esse sim é um escape barato.

  30. Concordo perfeitamente com o comentário do Arrumadinho à Marta: a religião católica não cometeu essas atrocidades (inquisição, etc.) no ano passado, foi há séculos.
    Vivo há sete anos em países muçulmanos e devo dizer que, sobretudo no caso dos árabes, são pouco tolerantes (agora estou num país africano, são bem mais abertos): o ideal para eles é, no final, sermos todos muçulmanos, seja por que meio for. Sei do que estou a falar. Um desses meios passa pelo casamento de mulheres europeias com muçulmanos, por exemplo, pois os filhos serão automaticamente muçulmanos.

    Nunca vi nenhum católico a oferecer bíblias a muçulmanos, enquanto eu tenho uns exemplares do Corão em casa, com que fui gentilmente presenteada… Enfim, é uma realidade ainda um pouco desconhecida em Portugal, mas já faltou mais.
    Não estou a dizer que a religião católica é a melhor (aliás, quem faz as religiões são os homens…) mas há certas coisinhas em que temos que reconhecer que está um pouquinho à frente. Tipo: não defende a morte de mulheres adúlteras à pedrada, nem o casamento de miúdas de 8 anos, etc. Nem todos os muçulmanos são assim, mas digamos que este tipo de atitudes não existe em nenhum quadrante dos fiéis católicos.
    Enfim, daqui por uns anos voltamos a falar…

  31. O problema é que os crimes da igreja continuam. Não são do século passado. Os crimes de preconceito, a onda de crimes de pedofilia (e consequente tentativa de protecção a estes padres por parte do Vaticano), estão ainda muito presentes no nosso dia a dia.

    As testemunhas de jeová, por exemplo, não podem aceitar transfusões de sangue. Se uma criança for atropelada e precisar de uma transfusão para sobreviver, os pais podem RECUSAR o procedimento em detrimento da religião e deixar a criança morrer, sem que haja qualquer punição a estes, uma vez que "a religião não permite".

    Quanto ao fanatismo, eu fico prostituto da vida quando me mandam com essa à cara. Porque todos têm a mesma denominação. São todos cristãos/mussulmanos/hindus/whatever, mas basta um fazer uma atrocidade, que as pessoas dão um tapinha nas próprias costas e dizem "ah, ele era fanático, radical, não tem a ver comigo". Tem e muito. É como quando alguém está a sofrer e vem sempre um FDP dizer "ele vai ser recompensado depois que morrer". HÃ? Vamos deixar o próximo sofrer porque ele vai ser recompensado depois da morte? Estão a gozar comigo? E que tal ajudar o gajo HOJE?

    Eh pá, desculpa lá esta série de rants. Eu costumo ler aqui o estaminé caladinho, mas hoje acertaste-me num calo ;D

    Abraço

  32. Olá Mytho,
    "Eu sou ateu e digo que a possibilidade de deus existe, mas é altamente improvável e não há provas ou evidências necessárias que suportem essa hipótese".
    Pois. Ainda bem. É isso que define a fé!
    "Pela religião se mataram "bruxas" e cientistas, se matam hoje em dia homossexuais, e se jogam aviões contra arranha-céus. Aqueles rapazes no 9/11 estavam embuídos de deus nos corações." Acha ainda que foi tudo apenas uma questão de religião? Que pena!

    Um abraço.

  33. Sou batizada, andei na catequese até ao 8º ano.
    Tudo isto como uma obrigação, uma vez que os meus pais me colocaram lá, mas nunca os vi numa missa que não fosse batismo ou casamento.
    Tenho muitos maus exemplos pessoais da Igreja Católica, e por isso mesmo não consigo respeitá-la.
    Por outro lado, acho que o maio mal está nos extremos, seja da fé ou da descrença.

    T.L.

  34. Não sendo um crente, antes pelo contrario, alguns dos pensamentos "radicais" que são descritos aqui, na fase da adolescência eram, e ainda ás vezes são, os meus pensamentos.

    Na informática diz muitas vezes que o mal do computador é o que fica entre a cadeira e o teclado, e aqui o mal parece me o mesmo, o mal não está na religião está no uso que muitas pessoas fazem dela.

    O poder que é adquirido quando alguém "consola ou ajuda" o outro pode ser reconfortante ou … uma ferramenta para subjugar alguém. Para mim é mais vezes usada assim do que para pura e simplesmente AJUDAR.

    euqrop

  35. "A mensagem que passavam era quase tão datada e ultrapassada pelos factos como a do Partido Comunista ", dizes tu. Como se o comunismo não fosse o mais progressista de todos os sistemas, e Jesus não tivesse sido o primeiro comunista que existiu.

    É por não reconhecerem isto que a Igreja Católica é um tanto quanto desprezível. Honestamente, quando vi o post, pensei que ias falar no disparate de gastar o dinheiro de contribuintes num Estado laico. Como foi o caso em Portugal. E agora em Espanha. Com o trunfo de ainda terem andado a distribuir açoites à boa maneira cristã.

  36. Olá Mytho e Marta. Duas achegas à discussão. Eu compreendo os vossos pontos de vista, mas discordo de dois pontos essenciais. 1. Acho que não podemos confundir religião com fanatismo religioso (que existe em todas elas). Claro que em todas as religiões haverá escroques, pessoas desonestas, más e cruéis. Mas eu aquilo falo dos princípios da religião – praticar o bem.
    2. Também acho que o facto de a igreja ter na sua história um período como a Inquisição não deva servir de justificação para um ódio eterno ao catolicismo. Houve Inquisição, foi um período hediondo, mas já se passaram uns séculos, muita coisa mudou, e penso que a forma de pensar de quem manda, agora, na Igreja, é outra. Eu conheço o passado, mas já perdoei a igreja pelos crimes de há vários séculos.

  37. É mais ou menos isso. Permita-me discordar com o seu post, e até concordar com o comentário anterior. A Igreja Católica não é melhor que qualquer outra religião do Mundo. Não é por acaso que diariamente perde crentes para o Islamismo que, segundo as estatísticas reais, será a religião que terá mais convertidos.
    Os extremistas muçulmanos não são piores que aquilo que a Igre Católica fez na altura Inquição. Baniu os Cavaleiros Templários, porque obtiveram mais poder que a igreja, mais influência e mais sabedoria sobre os verdadeiros factos da fé cristã.
    Acredito que sejam todos sorrisos, mas a postura que têm perante o mundo moderno, é de se fecharem mais nos sei preceitos e conceitos. Se as coisas já estavam mais, este Papa, que é uma espécie de carrasco disfarçado, depois de estar a dar abrigo a padres pedófilos procurados pelos EUA e Inglaterra, vem pedir desculpa hipocritamente por crimes que ele ainda anda a encobrir. Como jornalista, aconselho a ver um documentário da BBC do programa "Panorama", em que descreve bem o que o Papa Bento fez em relação a proteger estas padres pedófilos, dando-lhes abrigo para não poderem ser extraditados e condenados, como foi buscar um documento em latim para que estes mesmo padres neguem sempre o que fizeram com as criancinhas. Este tipo de hipocrisia é inadmissível. Não me confesso a homens, que tantas vezes pecaram. Se tiver de o fazer, confesso-me a Deus, que embora não tenha um rosto, pode ser encarado, principalmente pelos descrentes, como se intitula, como sendo uma força universal que tudo regula.
    A melhor religião é a se sermos bons um para os outros, sermos humanos, sabermos perdoar.
    De que vale irmos à igreja todos os domingos se durante o resto da semana somos os sacanas oara os outros. Recebemos o bem se praticarmos boas acções diariamente, nem que seja apenas com um simples gesto ou uma simples palavra.

  38. Estavas melhor a ser radical 😉
    O facto de te sentires bem numa igreja e seres bem recebido, não significa que a religião seja uma coisa boa.

    E obviamente comentários do tipo "crianças a morrer à fome é dos homens e não de deus" é um escape barato. E crianças que morrem à nascença devido a malformações? Doenças? É dos homens também? Divago.

    A verdade é que a religião é uma arma de destruição em massa sempre pronta a atirar. Pela religião se mataram "bruxas" e cientistas, se matam hoje em dia homossexuais, e se jogam aviões contra arranha-céus. Aqueles rapazes no 9/11 estavam embuídos de deus nos corações.

    E mesmo tu tendo a sorte de teres pessoas compreensivas ao pé de ti, não podes fechar os olhos para o facto de que os ateus hoje em dia sofrem preconceito como se fôssemos negros ou gay (ou negros e gays) na década de 60.

    Eu sou ateu e digo que a possibilidade de deus existe, mas é altamente improvável e não há provas ou evidências necessárias que suportem essa hipótese. Como tu mesmo disseste (e bem), a origem da vida e do universo já está a ser explicado cientificamente e não há qualquer indício de uma divindade.

    Sorry for ranting.

    Um abraço

  39. Olá,
    muito bom começar a semana a ler isto. Lembrou-me a campanha que ocorreu em Londres "There's probably no God". O problema é que colocaram o "probably" e assim confirmaram que, então "probably" pode existir. E parece-me essa a fase em que estás: provavelmente até existe. Eu não tenho dúvidas e acredita, arrumadinho, quando passamos por grandes momentos de sofrimento, Deus é o conforto. Olho Deus como um Pai. E quando dizem: mas porquê deixa sofrer as pessoas? Porque deixa crianças morrer à fome? Arrumadinho: sabemos bem que são coisas dos homense não coisas de Deus. Deus permite amar e ser solidário (como tu disseste e muito bem)e os homens é que decidem não fazê-lo.
    Boa semana. Rezo por ti.

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