Bootcamp #01: entrei no Biggest Loser sem saber

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No teste de velocidade, a tentar percorrer vários cones

Há algumas semanas que andava a contar os dias para vir até ao Algarve, não para passar umas férias de papo para o ar, com praia, piscina e bolas de Berlim, mas para participar no Luxury Bootcamp do Epic Sana Algarve.

Já tinha lido umas coisas sobre o assunto, já sabia o que era o Bootcamp tradicional e até já tinha olhado para o programa da semana, por isso, não posso dizer que fiquei propriamente surpreendido com as tareias que andamos a levar, mas, como fã de desporto e atividade física, esperava que o meu corpinho reagisse um pouco melhor. É, e ainda agora começou o segundo dia.

Para quem não sabe, o Bootcamp é uma modalidade que nos leva aos nossos limites, e pode ter dois ramos, um mais de inspiração militar, com instrutores fardados com camuflados e botas da tropa, com instrução mais bruta, com gritos e castigos a toda a hora, e outra mais ligada ao fitness, com muito treino funcional, trabalho com pesos, bolas medicinais, bosus e bolas de Pilates. O nosso Bootcamp, felizmente, é mais nesta segunda vertente.

Dia 1:

O primeiro dia, ontem, foi atípico, por várias razões. Começou com uma avaliação física no interior do ginásio do hotel, em que nos foram medidas as pregas de gordura, o peso, a elasticidade, a força explosiva, a velocidade de reação, os limites de batimento cardíaco ou a resistência aeróbica numa corrida de 3,2 km. Só esta avaliação já deixou algumas pessoas empenadas.

À tarde, o primeiro treino a sério, com aquilo a que o instrutor Marco Baioa chamou de Warrior Ultimate Challenge, que basicamente um treino inspirado naquele que os candidatos aos fuzileiros americanos fazem.

O treino foi simples, mas muito intenso. Basicamente, eram quatro estações diferentes, e tínhamos de ir fazendo séries em cada uma delas. Primeiro apenas duas repetições, na volta seguinte quatro repetições, depois seis, oito, dez, etc., até às vinte. Chegados lá, começámos a regredir: dezoito, dezasseis, catorze, etc., até às duas, novamente. Ou seja, foram vinte voltas ao circuito.

A primeira estação era de agachamentos. Havia dois pneus enormes e várias barras de Body Pump com pesos distintos. Tivemos de agarrar numa das barras — podíamos seleccionar o peso de acordo com a nossa condição física — e depois fazer um agachamento de forma a que o nosso rabo tocasse no pneu. Dali, corríamos até à segunda estação, de clean and press. Novamente uma barra de Pump com pesos variados, e agora o objectivo foi o de levar a barra ao peito, puxando-a junto ao corpo, depois rodar os pulsos e ficar com as mãos a apontar para cima, e elevar a barra acima da cabeça. Mais uma corrida até à próxima estação, a de abdominais. Aqui, a ideia foi a de agarrar numa bola medicinal, e tocar com a bola na ponta dos pés, fazendo um V com o corpo, deixando apenas o rabo no tapete. A última estação foi com Kettlebells, uma vez mais de pesos diferentes.

Antes do início, o instrutor informou-nos de que teríamos um máximo de uma hora para conseguirmos completar as 20 voltas ao circuito. Não me pareceu muito. Fiquei mais preocupado quando me disse que o recorde até ao momento era de 48 minutos e qualquer coisa. No início, quando só tinha de fazer duas, quatro, seis repetições em cada estação, a coisa até parecia acessível, e dei-me inclusive ao luxo de usar pesos mais pesados nas diferentes estações. Só que quando cheguei ali à oitava e nona voltas, com 16, 18 repetições, comecei a reduzir o peso. Estava de rastos, embora o treino só tivesse começado há 20 minutos. Como sou demasiado competitivo para levar as coisas na brincadeira, dei sempre o litro, corri sempre de uma estação para as outras, e queria mesmo fazer o melhor tempo possível, mas nos últimos dez minutos já quase não me aguentava de pé, e fui obrigado a caminhar algumas vezes. Foi duríssimo. Para agravar ainda mais a coisa, começou a chover já perto do fim, e a temperatura não estava propriamente elevada.

Ainda assim, consegui acabar o circuito em 46 minutos e qualquer coisa, mas terminei nos meus limites, totalmente exausto, mas feliz.

Hoje, há mais.

O teste de explosão, com um salto de um ponto ao outro. Consegui 2,20m
De manhã, no momento da avaliação física, a tentar fazer o máximo de flexões possível: cheguei às 61 e caí para o lado
O momento do clean and press, na parte da tarde

8 Comentários

  1. Estás grande Ricardo! 😀
    E em grande forma física (algo que já tinha percebido a semana passada, pelo teu pulmão)
    E bateste o recorde… Parabéns!!! :))

    (muito fixes as fotos! 🙂 )

  2. Parece que tá no mesmo spa coiso da sua mulher! Coincidência… essa linguinha de fora é que não, coisa feia de se ver ; (

  3. Estive muito interessada em fazer um bootcamp este verão.
    O que tinha encontrado também era no algarve, no Hilton. No entanto, não achei que o programa merecesse os 2900 euros.
    Como no verão volto sempre para a Suiça, de onde sou, fiquei também curiosa por ver o que se fazia por ali. Fiquei bastante surpreendida em ver que, por duas semana, com mais atividades podia pagar muito menos..e assim será! O meu bootcamp este verão é nas montanhas, com caminhadas, exercícios de canoa, rafting, etc..
    Para quem gosta de desporto e quer umas férias diferentes, acho que é mesmo algo a fazer!
    Boa sorte para o resto da semana.. eu, por acaso, vou para Vilamoura..apenas para a praia e umas corridas 😉

  4. Apesar de difícil, é bastante divertido.
    Também já fiz uma aula dessas, de 1h, e fiquei exausta durante dias.
    Era incapaz de fazer assim uma semaninha disso.
    Vai mostrando as fotos 😉

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