Maratona de Paris #01: e a prova aqui tão perto

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Tal como tem acontecido desde o dia em que decidi correr a Maratona de Paris (Schneider Electric Maratona de Paris 2014), voltei a não conseguir ter o tempo que desejava para treinar como deve ser. A semana que passou deveria ter sido a última com treinos mais longos, intensos e puxados, mas não fui capaz de tirar quatro horas consecutivas para ir correr, e fazer um treino ali entre os 22 e os 28 km. Fiz corridas mais curtas, fiz a meia-maratona, fiz umas séries, treinei subidas, fiz um treino intenso de montanha em bicicleta, mas sinto que fiquei muito longe da rotina diária necessária para enfrentar a maratona.

Esta semana, como sempre, tinha decidido que iria mudar isso, e dedicar-me todos os dias um pouco mais, mas sem forçar muito, já que faltam menos de duas semanas para a corrida, mas uma vez mais as coisas têm sido complicadas.

Quando me inscrevi na prova, tinha como objectivo terminar abaixo das 4 horas. Começo agora a perceber que vou ter de baixar a fasquia e dar-me por feliz se a terminar. Tenho a certeza que a emoção do dia da corrida, que o apoio das milhares e milhares de pessoas que puxam pelos 40 mil corredores me vão dar força e determinação para não desistir, e também sei que quando cortar a meta sentir-me-ei realizado, mas, sinceramente, gostava de conseguir melhorar os registos que tenho nas duas maratonas anteriores, em 2012 (4h19) e 2013 (4h21).

Esta semana, quando olhava para o calendário e planeava os treinos, recebi um mail da Schneider Electric, a patrocinadora da prova, a falar sobre como deveria ser o comportamento dos atletas nas duas semanas finais. E a palavra que mais li foi “descanso”. A ideia era: o trabalho mais duro já está feito, a preparação feita, agora, é gerir e descansar. Gerir? Descansar? Mas o meu trabalho ainda não está feito. Está longe de estar feito! Pronto, mas a verdade é que não há muito mais que possa fazer. É tentar correr o que posso, dentro dos limites de tempo que tenho, e acreditar que as pernas vão aguentar. E vão. Aguentam sempre.

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