Carlos

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Eu sei que a história do Gustavo, o filho de Carlos Martins, é apenas uma entre muitas. Tem mais visibilidade por ele ser uma pessoa conhecida, mas, para mim, o dramatismo é o mesmo. Há uma criança inocente que está doente. E há um pai e uma mãe que vivem com o coração nas mãos, à espera de um milagre.

E isso toca-me. Toca-me porque sou pai e consigo ver-me no papel do Carlos Martins e perceber o que ele sente. Felizmente, nunca passei por nada do género, e espero sinceramente nunca vir a passar, mas entendo a dor, a impotência, a revolta, o desespero.

A minha voz é nenhuma quando comparada com a de gente que já veio apelar publicamente para que se faça uma doação de medula óssea, por forma a encontrar um dador compatível com o Gustavo. Mas, ainda assim, gostava que todos pensássemos que podemos salvar vidas, bastando para isso um pequeno gesto. A doação de medula não é uma coisa assim tão complicada – é como dar sangue. E tenho a certeza de que a recompensa de podermos impedir a morte de alguém é muito maior do que a chatice de ir até ao centro de saúde fazer a doação.

A todos, peço que espreitem este link e vejam onde podem ir fazer uma doação de medula. Não é pelo Gustavo. É por todos os Gustavos. Amanhã, pode ser o nosso Gustavo a precisar.
Muita sorte à família do Carlos Martins. E a todas as que vivem na mesma situação.

1 Comentário

  1. A Gisela só quis corrigir a tua imprecisão. E o post da Varredora Profissional faz-me lembrar o caso de um Tiago de Coimbra, que apesar de não conhecer, conheci a sua história por intermédio de amigos comuns… Doar medula é bastante diferente de doar sangue. Tem riscos, mas controlados. Sei de casos de morte e consequências graves na sequência de doação de medula, mas são raros. Também a colheita de sangue periférico para determinação de compatibilidade é infelizmente, o primeiro e único passo da nobre intenção de ajudar o próximo. São raros os casos de compatibilidade. Com alguma probabilidade, o dador mais compatível até será um alemão ou americano!:)

  2. Quanto ao ser pessoa conhecida ou não, a meu ver, pouco releva! Se for para divulgar mais, se for para conseguir mais inscritos, se for para ajudar mais alguém nem que seja do outro lado do planeta …. isso é o que realmente importa!!

    Tal como o Arrumadinho diz … é pai e imagina como será a dor.
    Eu perdi um amigo com a mesma doença, que deixou um filhote com meses sem ter a oportunidade de o ver crescer e isso dói igualmente!!Por isso, peço-vos que não pensem na dor (que é passageira) e pensem naquilo que realmente importa. Eu faria qualquer coisa para ter o Tiago de volta…. Apesar de ter conseguido um dador compatível, infelizmente não chegou ao transplante. Acontece que numa das colheitas de medula que foram realizadas para ajudar o Tiago encontrou-se um dador para outro doente de leucemia em Portugal. Maravilhoso!!!!Tudo valeu a pena.

    E a propósito do outro post Corsi Ricorsi, este meu grande amigo não precisava de quase nada para ser feliz! E como era feliz…..

  3. Nunca comentei, mas hoje tenho de o fazer!
    Para se inscrever como dador de medula basta uma simples recolha de 5mL de sangue para análise.
    No caso de se ser efectivamente compatível e portanto dador, o processo nem é muito complicado, nem muito doloroso!!!
    Consiste em tomar uma medicação (factores de crescimento), que sim podem causar algumas dores ósseas (mas que a meu ver não pode ser classificado como um processo doloroso) e depois fazer uma recolha de sangue, como quando se doa sangue!

  4. Gisela, o que interessa aqui é ver se somos compatíveis com alguém. É estarmos na base de dados para poder salvar alguém. Se formos, se esse dia chegar, então, acho que ninguém irá pensar nas dores. Ou melhor, eu não pensarei.

  5. "A doação de medula não é uma coisa assim tão complicada – é como dar sangue"
    Não tem nada a ver com o dar sangue! Ver se somos ou não compatíveis, é que é "como dar sangue". Se formos compatíveis é um processo bem mais doloroso. Claro que nem se pensa nisso porque estamos a tentar salvar uma vida mas não é fácil e não se deve simplificar o que não é nada simples.
    Concordo com tudo o resto menos com este pormenor!

    Gisela

  6. certo. Torna-se mais violento.
    É só pensarmos se formos nós do lado de lá.
    Torna-se logo menos violento.
    O importante é que haja pessoas a dar, a tornarem-se possíveis compatíveis..
    é muito difícil encontrar match. 1/100 mil
    😐
    daí a necessidade de publicitarmos esta questão.
    Hoje o Gustavo, amanhã alguém próximo de nós 🙁
    Temos mesmo de ajudar.

  7. Sim, torna-se um processo mais violento e chato até, parece que dói um pedaço mas só de pensar em salvar vidas, sinceramente, caguei para as dores. Já pari a sangue frio e já parti ossos, não pode haver pior que isso.

  8. "É como dar sangue" na parte inicial para ver se somos compatíveis com alguém. Se o formos, o caso muda de figura, e torna-se um processo mais violento certo?

  9. Dar medula não é como dar sangue… é ainda mais simples! Inscrever-se na base dados internacional de dadores de medula óssea é como tirar sangue para umas simples análises. E é disso mesmo que se trata: análises de tiapgem genética e de despistagem vírica. Não custa nada e pode fazer a diferença!
    Sandra

  10. A verdade é que já muitas vozes se levantaram contra o facto de "só por ser o filho de alguém famoso é que muita gente se preocupa e faz alguma coisa". Mas, no fundo, o que importa é que a base de dados aumente sempre, seja qual for a pessoa que o impulsiona.

  11. Aproveito a mensagem para avisar que amanhã, dia 22/11, vai estar uma brigada de recolha no Estádio AXA, em Braga,das 14h às 19h.
    Não faltem! Como diz o Arrumadinho: Amanhã pode ser o nosso Gustavo a precisar!

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