Búzios

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Tivemos de alugar um buggy por um dia para podermos conhecer as principais praias de Búzios

A viagem ao Brasil começou em Búzios. Ou melhor, deveria ter começado em Búzios. Mas as coisas começaram a correr mal logo no aeroporto. Saímos do avião às 16h30 e às 21h30 ainda andávamos pelo aeroporto. Sim, cinco horas depois de termos aterrado ainda não nos tinham arranjado o transfer que nos deveria levar para Búzios. E o mais engraçado é que a coisa até parecia estar bem encaminhado quando recolhemos as malas e saímos pela porta principal de desembarque. Lá estava o representante da Abreu com uma placa com o nosso nome.

“Só um momento que vou chamar o carro”. Esperámos um pouco. Uns 15 minutos depois o senhor voltou com um colega que nos levou até um carro. Entrámos, e lá fomos. Andámos, andámos, passámos pela ponte de Niterói e seguimos para o centro do Rio de Janeiro.

Quando chegámos a Copacabana começámos a perceber que estava algo de errado e dissemos ao motorista que a ideia era levar-nos para Búzios, e não para o centro do Rio.
“Para Búzios? Não! Os senhores vão para Copacabana”, teimou ele, como se soubesse melhor como estavam programadas as nossas férias do que nós.

“Desculpe, mas vamos para Búzios!”.
“Búzios? Não, não. Copacabana. Tenho aqui no papel”. E lá saco de uma folha.
“Senhor Felisberto?”
Não, não era o senhor Felisberto.
“Só espero que o senhor Felisberto não esteja a caminho de Búzios”.

Não cheguei a saber.

O homem entrou em pânico a achar que ia ter de nos levar até Búzios. O mais engraçado é que ele fez todo o trajecto em amena cavaqueira, a falar imenso, e em momento algum nos perguntou os nomes, o destino, nada. Acho que era aquele o destino, e pronto.

Voltámos ao aeroporto. Chegámos já passava das 18h.

“Ah, agora o transfer só deve sair por volta das 20h. Temos de esperar pelo último voo”, anunciou-nos o representante da Abreu, o verdadeiro culpado de tudo aquilo. Ainda o confrontámos com o facto de nos ter posto num carro errado e a explicação foi espectacular.
“Então, mas eu tinha o vosso nome na mão direita. E outros nomes na mão esquerda. Vocês apontaram para a mão esquerda. E a mão esquerda é para ir para o Rio. A direita é para Búzios”.

Ah! Ah! Ah! E era suposto nós sabermos aquilo. E não era suposto o senhor ter-nos perguntado o nome, ter confirmado o nosso nome com os nomes que tinha no papel do transfer, não, isso não, a culpa foi nossa.

Ligámos para Portugal para saber o que podiam fazer, já que, achámos, o transfer que nos deveria levar para Búzios já havia saído e não fazia sentido estarmos a perder mais duas horas por culpa de um erro do qual não tínhamos culpa. “Ah, agora não podemos fazer nada, têm mesmo de esperar”.

E esperámos. O transfer chegou perto das 21h15. Saímos do Rio às 21h35. O trajecto até Búzios deveria demorar três horas. Durou hora e meia. O senhor motorista foi a abrir por aquelas estradas manhosas, deixando toda a malta com o coração nas mãos – uma coisa de uma irresponsabilidade atroz. Antes da meia-noite estávamos na pousada, a Glenzhaus Porto Bay. E esta foi a parte boa. O local era paradisíaco, os empregados simpáticos e disponíveis e a gestora (acho que era a dona), uma portuguesa muito prestável e atenciosa. Os quartos eram fantásticos, a piscina muito bonita e o pequeno-almoço fantástico.

Os dias por Búzios foram relativamente calmos, como queríamos. Mas o local, em si, não é grande coisa. As praias ficam muito longe da maioria das pousadas, e só mesmo de táxi ou bicicleta é que se chega tranquilamente. Mas depois não são nada do outro mundo. A água é aquele quente-Algarve, que não é bem quente, o areal é muito curto e algumas tinham a água com muitas algas. Sinceramente, não fiquei apaixonado. E não acredito que volte a Búzios.

O melhor de tudo, os sumos do Sukão – os melhores que já bebi na vida. E o ambiente na zona da Orla Badot, com óptimos restaurantes (O Bar do Zé, caríssimo, mas muito bom) e uma gelataria com sabores como “brigadeiro” e “doce de leite” de chorar por mais.

Ficam algumas fotos de Búzios.

O Rio fica para amanhã.

 

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A praia da Azeda – também não é grande espingarda, mas tem um por-do-sol bonito

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Uma homenagem aos pescadores na Orla Bardot

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Uma demonstração de capoeira à noite no centro

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A Praia Brava, onde se comem ostras maravilhosas (no Rocka) e onde se pode fazer paddle surf

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Um sumo de banana, morango e mamão no Sukão – era divinal

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Gosto muito de gente que exterioriza o amor – aqui, na Praia da Azeda

1 Comentário

  1. Tantas desilusões…
    Se toda aquela beleza,e paz de buzios nao foi suficiente,Não devias estar nos teus melhores dias quando foste de ferias. Conheço a cidade e gostei imenso.

  2. Devíam ter ido a Cabo Frio, fica a cerca de 1h de carro e aí sim as praias sao paradisíacas: areia branca tipo farinha e agua quente e azul-postal 🙂

    E a Abreu, segundo a minha experiência numa viagem há uns bons anos para Porto de Galinhas, foi uma desilusão…uma suposta marca de referência mas que se fartou de cometer asneira, atrás de asneira!

  3. E por isso que gosto tanto de ler o que tu escreves….mesmo…sou tua fã assumidissima….não há nada como falar a verdade e parar de dizer que todos os sítios para onde se vai são os melhores do mundo só porque fica bem e porque toda a gente o diz….continua assim, que eu continuo aqui….

  4. Olá , só para dizer que esta um tempo fantastico em Portugal, 28 graus? em março?? sim..é mesmo verdade e as nossas praias estão divinais….:)

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