Atrasos

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Andamos a fazer uma remodelaçõezinhas em casa. E então decidimos investir em alguns serviços e coisas novas. Uma televisãozita melhor para o quarto, uns estores mais bonitos, um candeeiro de sala, estofámos um sofá, enfim, uma série de coisas. E não é que não houve UM ÚNICO fornecedor/prestador de serviços que cumprisse com o prazo prometido?! Nem um. O senhor dos estores falhou em duas semanas porque apanhou “uma gripe daquelas”. E depois “o tecido acabou-se” e tiveram de “ficar à espera do fornecedor”. Os senhores da MediaMarkt disseram que levavam a máquina em uma semana e levaram 17 dias. O estofador do sofá tinha a coisa “prontinha a entregar” na passada quarta-feira, e até agora nada. E nem a ZON, que está muito melhor no que toca à qualidade do atendimento, conseguiu acertar à primeira – o técnico foi lá a casa e deixou metade do serviço para fazer. Teve de ir lá um colega noutro dia para remendar a coisa.

E estes são só alguns exemplos. Houve muitos mais.

Mas por que é que as pessoas se comprometem com prazos que não podem cumprir? Não entendo. Preferia que me dissessem logo: “Amigo, isto é coisa para levar um mês”. E pronto, eram essas as regras. Se eu não as aceitasse, que procurasse outro prestador do serviço.

Agora, uma pessoa aceita e depois leva com estes atrasos, e depois faz o quê? Acho que vou começar a pagar com cheques pré-datados, mas ligo na véspera a dizer para aguardar mais uma semana, porque ainda não tenho o dinheiro na conta. Queria ver se assim já iam gostar.
E depois fala-se de produtividade, e mais não sei o quê. Com tanta crise, com tanta concorrência no mercado, que confesso que não entendo a falta de profissionalismo. E o que irrita ainda mais é aquele tom com que se desculpam, como se quem compra só tivesse de compreender as “gripalhadas daquelas” ou o “estive a acabar outro trabalho e ainda não consegui pegar nisso”, ou o “ontem foi o aniversário do meu filho, por isso não trabalhei”.
Eu também tenho gripes (na realidade não tenho, pronto), e aniversários de filhos e outros trabalhos, mas não é por isso que deixo o meu trabalho por fazer.

1 Comentário

  1. Oh Arrumadinho, isto é a mesma coisa que se passa com as obras públicas, ou seja, há crise, tem q se concorrer com um preço mais competitivo para ganhar a dita (são 7 cães a um osso) e depois vão-se fazendo orçamentos rectificativos. No fim, há um buraco de não sei quantos milhões de euros pq o orçamento inicial não interessa nada. Neste caso, há crise logo apresenta-se o menor tempo possível para prestar o serviço. No fim o tempo apresentado é curto demais e o cliente tem de esperar pq o tempo inicialmente previsto não interessa nada. Enquanto estas pessoas não forem responsabilizadas continuam a fazer a mesma coisa. E assim é o bom português 🙂
    Bjocas
    Cati

  2. Tem razão com o seu caso,mas a semana passada aconteceu-me o contrário,encomendei um frigorifico no jumbo(Alfragide),tinham para entrega no armazém e no dia seguinte,conforme combinado,meia hora antes da entrega um s.m.s.!!O electrecista que combinou vir a minha casa ás 11h,eram 10h59m,estava a tocar á porta e,pediu desculpa em chegar antes das 11h!! Haja Esperança!!

  3. muito bem! Welcome back que havia quem te echase de menos! : ) Agr ai a recuperar tempo perdido que queremos posts,dicas, sugestões, fotos de viagens e o que te dê na real gana… looking forward to reading it! Bj. Matilde

  4. Olá Alexandra. Se é a Alexandra que estou a pensar, tem razão. Ainda não tive oportunidade de ir ter convosco, e não queria dar uma resposta e marcar um dia e depois poder falhar. Há uma diferença: vocês não me estão a pagar por um serviço. São situações um bocadinho diferentes. Mas mantenho o interesse em ir ter convosco. Em princípio a próxima semana será mais calma e conseguirei marcar um dia, sim?

  5. Lamentável, mas é o comum. Como se diz é "à português", a lei do menor esforço. Podiamos ser o povo sem esta fama, mas há muita gente que faz com que ela exista…O que se passou com vocês, sempre se passou comigo quando tive necessidade de recorrer a serviços.

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