Atirei o pau ao gato! Atiraste? Porreiro

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Um pai, adepto do FC Porto, manifestou-se contra o facto de a professora primária de uma escola da Ericeira ter adulterado a música “Atirei o Pau ao Gato”, substituindo o “dona chica” por “batata frita” e o “miaaaaau” por “viva o Benfica”. Fez uma exposição ao Ministério da Educação, e o FC Porto também já veio juntar-se ao protesto contra esta atitude “fascista” da professora que, segundo dão a entender, está a tentar fazer a cabeça das crianças, como antigamente. Podem ver a notícia aqui.

Analisando bem todo este problema, não consigo chegar à conclusão sobre o que é mais ridículo nisto tudo. Muito sinceramente, acho que o mais ridículo é mesmo o facto de o pai se indignar com o conteúdo da letra, e não com a forma. Batata frita? Benfica? Em primeiro lugar, não faz sentido. Em segundo lugar, nem sequer rima. Como pai, acho que deveria ser essa a conversa a ter com a professora.

Mas vamos ao conteúdo. O senhor está contra o facto de canção promover o Benfica. Ele defende que a música deve manter-se original, ou seja, deve manter o conteúdo que instiga à violência contra os animais. “Atirei o pau ao gato”? Começa bem. “Mas o gato não morreu”. Sacana, pá! – o melhor é dar-lhe com uma marreta nos cornos. “Dona chica assustou-se com o berro que o gato deu”. Ah!, mas afinal o pau acertou no gato – fixe. O cabrão é que não morreu. Merda. É nesta altura que este pai diz ao filho que o ideal é um tiro de caçadeira? Ou a tal marretada?

Depois, vamos à exposição ao Ministério de Educação. Numa altura como estas, em que há milhares e milhares de professores no desemprego, em que o Ministério se debate com sérios problemas de reestruturação do ensino, de criar cursos com saídas profissionais, vem este pai indignar-se com a promoção ao Benfica feita por uma professora primária na Ericeira, mostrando, com isto como tudo vai mal no ensino. Agora é a parte em que nos podemos rir um bocadinho.

E por fim a insinuação de lavagem cerebral, e de que esta mensagem está a criar monstros benfiquistas no futuro. Bom, aqui se calhar o melhor é dar um exemplo que me é próximo. Toda a minha família é africana. Os meus pais nasceram em África, as minhas avós nasceram em África, as minhas tias nasceram em África e até a minha irmã mais velha nasceu em África. Só eu é que vim nascer cá. Mas cresci com os hábitos de educação africanos. Em pequeno, ouvia coisas como “truz, truz! / Quem é? / É o preto do café / Quanto custa? / 1 pataco / Vai-te embora seu macaco”. Sim, cantavam-me isto. Mas cantavam-me, não para me lavarem a mente, não para me tornarem num racista xenófobo, mas apenas pela melodia, que é o que mais importa às crianças de 3 ou 4 anos. Não foi por ouvir coisas destas que me tornei racista, que comecei a achar que os pretos eram macacos. Acho que só pensei verdadeiramente nesta letra em idade adulta. E então ri-me.
Este senhor acha mesmo que a sua filha está a prestar atenção à letra? E se assim fosse, não seria preferível banir, de vez, o original “Atirei o pau ao gato”?

Enfim, o melhor que temos a fazer disto tudo é rir.

1 Comentário

  1. OH xô vitor

    o outro senhor não deve ter nada que fazer, nao?
    mas isto agora é proteger as criancinhas de tudo e mais um pouco? "coitadinha da minha menina que não canta a música do pau ao gato"
    Vamos lá ver!

  2. Rir? Será que eu podia atirar o pau ao pai? Oh, vá lá… Prometo fazê-lo assim sem muita força, o senhor não vai morrer, nem sequer gritar! Quanto mais um "ui" e fica a esfregar o sítio onde o pau lhe acertar.
    1º Por querer manter a letra original (eu tenho 5 gatos!)
    2 º Por ter mau gosto futebolístico e não querer que se ensine ao filho valores sérios como ganhar uma competição pelo mérito e não pelo suborno!!!
    Ele há com cada um…

    Cristina

  3. Com um comentário destes "devia ter vergonha" de ter nascido na maravilhosa cidade do Porto e de ser adepta do Benfica", o sr. anónimo já disse tudo… é simplesmente uma pessoa ignorante!! As pessoas que nascem no Porto têm direito a tomar as suas próprias decisões!!! É por frases dessas que o Porto é e será sempre uma cidadezinha repleta de gente ignorante!!!

  4. Boa Sara!!! Isso responde a muitas pessoas que vieram para aqui deixar comentariozinhos a defender a "coitadinha da professora", que para mim não passa de uma tarada fanática e ditadora, que quer impingir às criancinhas as suas prórpias preferências. De educadora não tem nada!!!!

  5. Ao contrário de muitas opiniões irritantemente "politicamente correctas", não acho que se tenha de ouvir a versão da professora para se chegar a uma conclusão. É mais do que evidente que uma professora que obriga os alunos a cantar uma canção com a ridicula frase "batata frita, viva o benfica" é uma anormalóide do pior! Miudinhos de 4 anos a cantar "viva o benfica"??? E não percebo como é que se pode mudar uma letra nacionalmente conhecida para "batata frita viva o benfica". É a anormal da professora a tratar miúdos de 4 anos como atrasadinhos mentais que nunca vão saber dizer nada melhor do que "batata frita viva o benfica"! Sentença: Professora – culpada!; Pai – Homem às direitas (com ele ninguém faz farinha)!!!

  6. Ó minha Senhora D. Helena! Em primeiro lugar, "devia ter vergonha" de ter nascido na maravilhosa cidade do Porto e de ser adepta do Benfica – o que tb equivale a "cuspir no prato da sopa"!Em segundo lugar, acha que se eu fosse treinar ao estádio da luz ou a um qualquer ginásio de Benfica com uma camisola do FC Porto ia ser bem tratada?? É claro que não. A isso chama-se provocação e, seja no Porto ou em Lisboa, é de evitar!. Em terceiro lugar, é muito engraçado que eu também sou do Porto e nunca ouvi o "atirei o pau ao gato" ou "as pombinhas da Catrina" ou qualquer outra música infantil com a letra alterada por forma a incluir as palavras "Futebol Clube do Porto". O "Porto Sentido" do Rui Veloso não tem nada que ver com Futebol, caso não saiba! Em último lugar, se a sra. d. Helena fosse esperta já teria mudado de opinião sobre o seu clube por auto-recriação.

  7. Engraçado que vejo aqui tantos portistas a manifestarem-se tão transtornados com esta situação mas eu sempre ouvi músicas do Porto quando andava na escola e nunca nenhum pai veio-se queixar sobre isto ou aquilo! Sou do Porto e sou Benfiquista e cresci a ser "criticada" por muitos colegas e isso nunca mudou a minha opinião sobre o meu clube! Mas não me admira minimamente a opinião desse pai… engraçado que diariamente acontecem coisas bem mais graves no Porto contra adeptos de outros clubes e ninguém se manifesta… Por exemplo, num respeitado ginásio de Vila Nova de Gaia e Porto os adeptos do Benfica não se podem manifestar ou sequer vestir uma camisola do seu clube para treinar porque são imediatamente "ameaçados" pelos queridos adeptos do Futebol Clube do Porto. Isso sim é grave, sobretudo quando certas ameaças se concretizam… !!!!

  8. O problema não é esse, ó esperto! Para um pai Portista ouvir os seus queridos filhos a cantar uma canção em casa com a palavra "benfica", é extactamente o mesmo que estarem a "cuspir no prato da sopa"!! Blhacc!! Deixar que isso acontece é que seria má educação!

  9. SEM COMENTÁRIOS, OS PAIS SÃO "TODOS" (MAIORIA) COMPLETAMENTE ESTUPIDOS QUANDO TOCA AOS SEUS FILHOS E SUA EDUCAÇÃO, NINGUEM VAI AO VOSSO TRABALHO DIZER-VOS COMO O FAZER,METAM OS VOSSOS FILHOS DENTRO DA BOLHA ACTIMEL

  10. Caro Cristiano, eu já li a queixa. Não conheço é a versão da professora. Há muitos elementos de descrição na queixa que me fazem pensar que as coisas não aconteceram exactamente assim. E, tal como disse no comentário anterior, o que está em causa é a proporção que o pai deu a este caso, que me parece exagerada.

  11. Cara anónima exaltada. Em primeiro lugar, está a tomar por verdadeira a exposição do pai da criança, sem ter ouvido a versão da professora. Se ler com atenção o que eu escrevi perceberá, facilmente, que é um texto sarcástico, a gozar com as proporções de uma situação que deveria, como é óbvio, ter sido tratada e resolvida na escola, e não deveria ter chegado ao Ministério de Educação, e não deveria ter medido o próprio FC Porto ao barulho, que elevou este caso quase a uma nova ditadura, e aos tempos salazaristas. Tudo isto é surrealista, e torna a situação a modos que ridícula.
    Quanto à acusação de clubite, não faz qualquer sentido. Teria escrito exactamente a mesma coisa se a letra fosse viva o FC Porto e a queixa fosse de um pai benfiquista. Não está em causa o clube, mas sim o ridículo da situação. Acho que quem me lê com regularidade já viu aqui textos que dão para perceber que sou um adepto de futebol moderado, e não é por ser do Benfica que acho sempre que o meu clube está certo e acima de todos, ou da lei. Ainda recentemente manifestei o meu contentamento pelo apuramento do Sporting frente ao City e critiquei o comportamento dos adeptos do Benfica, que apupuram o Hulk com manifestações racistas.
    Por fim, dizer apenas que as pessoas devem aprender a partilhar a sua opinião, a entrar numa discussão, sem necessidade de me atacar. Acha que o que eu escrevi está errado? Óptimo, diga isso, e exponha a sua posição. É a única forma de se discutir de forma civilizada. Pode ser?

  12. MAS ESTA GENTE ESTÁ TODA MALUCA??!!
    Será que ninguém percebeu que no meio disto tudo houve uma criança que foi DISCRIMINADA e RIDICULARIZADA sem ter culpa nenhuma??!! Imaginam o que ela SENTIU ao ser gozada por todos com apenas 4 ANINHOS de idade??!! Talvez fosse minimamente "aceitável" se isto ocorresse numa pequena cidade onde só houvesse um único clube local. Mas não é o caso: foi na Ericeira – que nem sequer fica no concelho de Lisboa!!!!!!!!!! Como tal,não se justifica minimamente porque não existe só um clube dito "grande" a nível nacional. O Ricardo parece estar algo desarrumadinho no que toca às suas ideias e valores. Não deixe que o clubismo lhe deturpe o juízo que faz das situações. Esqueça a questão do futebol e imagine-se apenas no lugar deste pai numa outra circunstância… Vai ver que muda rapidamente de ideias. A sua opinião suou francamente a superficial e fútil. Tal como outros leitores que aqui comentaram, parece não ter percebido o verdadeiro alcance da questão e as implicações que a mesma teve na menina. Nem parece seu…

  13. Acho muito triste incentivar-se assim a discussão futebolística, por parte de educadoras. Parece que neste país a importância dada ao futebol é extrema. Não porque ela cante sobre o Benfica. Pensaria o mesmo se cantasse sobre o FCP ou sobre o Sporting. E criarem-se estigmas relativamente a opções clubísticas é ainda mais grave, porque sabemos como as crianças são crueis. E não me venham dizer que isto se passa entre quatro paredes e apenas dirigido a crianças de 4 anitos. Não acredito!

  14. Parece-me que se em vez de cantarem "batata frita, viva o benfica!" dissessem "tens o nariz torto, és do Futebol Clube do Porto!" este pai já não se importava.
    (e atenção que não tenho nada contra os portistas, mas queria fazer uma rima e não me ocorreu mais nada a não ser isto!)

  15. Nos EUA já não é politicamente correcto desejar " Merry Christmas" porque pode ofender as minorias não cristãs e então agora diz-se "Happy Holidays".
    Isto, sim é verdadeiramente ridículo.

    E se o pai da criança deixasse que a filha a tivesse a tal liberdade de escolha e lhe desse a opção de escolher um clube quando tivesse idade para isso?

  16. Já agora… "viva o PSD!" e "viva o Cavaco!", não?!?

    Isto não é normal… Uma educadora que ensinasse a cantar hinos a clubes ou o que quer que seja aos meus filhos, teria também que me aturar!!

  17. Realmente ainda não tinha lido. O senhor escreve muito bem. Falta ouvir a versão da professora.
    Espero que ela também ponha citações do discurso do homem para nós percebermos o sentido do diálogo.
    Esta queixa para mim transparece que o homem está mais preocupado em lixar a professora do que com a educação da filha ou das crianças em Portugal.

  18. Sou Educadora de Infância e por já ter assistido a desacatos dos pais e mesmo das crianças por causa do futebol, optei por não se falar do mesmo na sala.
    Sei que o fazem no recreio, levam os cromos e as cadernetas mas já não há choros porque o "X diz que eu sou do Benfica e ele é do Sporting"… ou "O meu pai diz que não é do FCP não presta, cheira mal!". E depois quem sou eu para dizer que o pai não tem razão?

    Ora meus caros, na minha modesta e singela opinião o problema teria sido resolvido se a colega em questão respondesse com clareza e serenidade a este pai preocupado.
    Arrogância não pode nunca fazer parte da nossa profissão!
    Mas também considero demasiado a queixa ao ministério.
    Enfim, cada cabeça sua sentença!

  19. Realmente há tanta falta de bom senso neste país, se acham que este Pai é que está errado!

    Arrumadinho, e esse seu exemplo da canção do preto macaco…essa sua enumeração da família africana…acha mesmo que não havia problema se ainda hoje se cantasse isso nas escolas,acha mesmo que ainda hoje,todos os pretos vêm de africa? Será que não há aqui um racismo encapotado em "brincadeira"? Há muita gente que tolera a cor de pele,mas não respeita a pessoa, e fá-lo através de brincadeiras e expressões como " a coisa ta preta", "trabalhei como uma negra".

  20. Uma pequena questão a todos. Como soube o pai que se cantava essa musica no jardim de infância? Não foi a menina que se queixou ao pai que a professora e os colegas a discriminavam por ser simpatizante do Porto? Na queixa não é dito isso, que as outras crianças se metiam com a miúda? Eu acho muito bem que o pai defenda a miúda contra a prepotência da professora, e das perigosas maiorias que não respeitam os outros como são. Quanto ao ser mau pai este pai nem vou comentar, pois toda a gente se considera sempre o melhor em tudo mas os outros é que são maus. Típico de gente pequena e mesquinha.
    Por fim já é tempo de as criancinhas serem educadas como deve ser, pois hoje em dia vejo muito a apologia do pisar os outros.
    Uma ultima questão, se o assunto não foi grave para a menina, porque é que o pai se meteu numa alhada que é fazer queixa de educadores, professores etc? Por gosto foi? Parece-me mais plausível que a menina foi mesmo achincalhada por ser do simpatizante do clube do pai.Visto que deve gostar muito do pai e que provavelmente admira.

  21. Quanto a mim, tanto a letra original como a "adaptada" não tem ponta por onde se pegue.. mas o que é certo é que é um clássico infantil que fica no ouvido pelo ritmo e pela rima.
    Realmente a senhora fez bem em ser professora porque como compositora não teria grande sucesso, ao que parece.
    Devo confessar que a minha sobrinha de 3 anos adorou a versão que eu inventei em que substituí o "gato" por "kitty". Ela fica toda contente porque gosta da gata e eu também porque não gosto 🙂 Além disso, convenhamos que tem alguma lógica e não afecta as rimas. Acho que ela vai ficar um bocado chateada comigo quando perceber..eheh
    Brincar com as palavras faz parte do desenvolvimento linguístico das crianças. Possivelmente foi esse o objectivo da professora 🙂

  22. Não acho que seja para rir, pelo contrário. Acho bem ridículo e um insulto à classe chamarem essa senhora de educadora. Devemos ensinar as crianças a serem tolerantes a nível desportivo, religioso,político e racial, tudo com pedagogia indicada para a idade. Não imagina a confusão na cabeça de uma criança de 3/4 anos quando na escola a professora diz que devemos tratar o menino chinês da mesma forma que os outros e o pai em casa insulta esse mesmo menino e os chineses em geral. Acredite que ainda há muitas crianças que levam na cara se não forem do clube do paizinho. E se gostam do Passos Coelho e os pais são do PS. Há mesmo muitas. A parte do clubismo e da lavagem cerebral é a que menos importa aqui. E se a maioria das pessoas não vê isso, pelo menos as pessoas que educam os nossos filhos deviam ter essa obrigação.

  23. O que me parece é que este pai da criança leva a vida demasiado a sério, e sério para ele é a criança ouvir e cantar "Benfica";

    a criança é marginalizada no recreio por ser do Porto? Ohhhhh, e não são todos marginalizados, por serem gordos, usarem óculos, serem pretos, azuis ou amarelos ou brancos às bolinhas?! As crianças são cruéis e tudo o que é diferente da maioria, suscita descriminação. Cabe aos pais e educadores ensinarem a diferença e ensinarem a aceitar a diferença. Que há crianças do Benfica, do Sporting, do Alverca e até do Porto. Isso não faz delas melhores ou piores.

    A palavra "Benfica" na canção inventada – porque é o que "Benfica" é nessa canção inventada, apenas uma palavra, não uma tentativa de criar Benfiquistas, é um trocadilho, uma brincadeira, podia ser outra palavra qualquer. Assim como "batata frita" não está a promover o consumo da Batata frita (ou estará? e o pai da criança não se preocupa com isso, porque se calhar até gosta de batatinhas fritas?!)

    Cantar "Benfica" no meio do gato e do pau, não é motivo de qualquer queixa a meu ver.

    Outro assunto já serão os diálogos entre pai e educadora, e aí só eles sabem o que se passou, e se há ou não alguma incorrecção, falta de respeito, descriminação, etc etc… e aí acho muito bem que se reclame o que se ache justo.

    Agora a razão em si que deu origem à queixa, é uma autêntica anedota! Mas isto, cada um (cada pai) tem as suas preocupações e prioridades na educação dos seus filhos…

    Ana, por acaso Benfiquista, com uma filha Sportinguista 🙂 "na boa" sem dramas – se calhar devia ter posto um processo ao meu ex, pai da criança, que foi ele que lhe fez a cabeça e a tornou sportinguista…acham? (isto é Ironia, para o caso de não perceberem)

  24. Tanta celeuma à volta desta história e deste pai (coitadinho), mas analisando a coisa por este prisma acabam-se as festas de Natal, São Martinho, Carnaval e afins… se temos de respeitar as escolhas clubisticas, também devemos respeitar as minorias que temos nas salas de aula, hoje em dia. Como diz o paizinho, está na LBSE… então vamos respeitá-la! Os professores não falam , os alunos não ouvem e os papás ficam felizes.
    Já não é uma questão de clubes, mas sim uma questão de "bater" nos professores!

  25. "Batata frita, viva o Benfica" não substitui parte alguma da letra do gato. Depois do gato vem a pulga que mordeu o pé (…) vai-te embora pulga maldita, batata frita, viva o benfica! É assim a letra.

    Para os mais assustados com a música, eu pergunto-vos que idade têm e por onde andaram todo este tempo??? Tenho 28 anos e sempre aprendi a música desta forma.

    Sou educadora de infância e não canto "atirei o pau gato" mas sim uma outra versão que já foi aqui referida. Faz-me mais confusão "atirar o pau ao gato" do que gritar "viva o Benfica".

    Quanto à parte do Benfica, canto-a às vezes, por graça e para agitar o grupo. Gosto de os ver a defender os seus gostos e interesses. Adoro quando acabamos a gritar por Portugal! Sei o clube dos pais dos meus meninos e respeito-os. Não faço lavagens cerebrais e apoio as suas escolhas! Mas não são os pais os primeiros a fazer esta lavagem cerebral?

    Até faço um esforço para compreender o que este pai poderá sentir pelo facto da filha preferir copiar os gostos e interesses da educadora em vez dos seus, mas o FCP meter-se ao barulho acho ridículo!

  26. Lol isto dá-me vontade de rir… Eu às voltas com a minha nova condição de desempregada e este pai anda a chatear o ministério por causa das batatas fritas e do Benfica…lol…

  27. Desculpa, mas não é no JI da Ericeira, mas num JI do agrupamento de escolas da Ericeira….(JI Stº Isidoro)….. esta rectificação é muito importânte… pois ás duas por três já é escola da Ericeira… e lá não há nada disto….

  28. É tão foleiro o argumento da defesa dos animais, de que com os animais não se importa o FCP. Desde quando esta cantilena é considerada ofensiva?Por favor!
    E se tivesse sido incluído um "Viva Salazar", ou um "Viva Jeová", ou um "Viva o PSD",também não havia problema? Estão pra aqui a tentar tapar o sol com a peneira.

  29. Um pai que se preocupa mais com o clube pelo qual a filha irá torcer do que com o incentivo à violência, não é um pai, é só um senhor que tem filhos. E, para ser ainda mais desagradável e sincero, é também ridículo.

  30. Arrumadinho, eu sou do Sporting e o meu marido do benfica. Elas serão do clube que quiserem. As minhas filhas também apareceram lá em casa com esta musica e o que eu fiz foi acrescentar a seguir ao vivó benfica um Vivó Sporting. Pronto, arrumado.
    O arrumadinho também está a exagerar um bocadinho… só um bocadinho pequenino 😉

  31. Sim, incentivar clubismos nos estabelecimentos educativos é um dos principais problemas da educação em Portugal.
    Sim, a principal coisa a defender a respeito da identidade cada um é o seu clube de futebol.
    Sim, uma canção cuja letra alegadamente apoia um clube de futebol é a coisa mais ofensiva que se pode ensinar a uma criança.

    Enfim, Portugal no seu melhor…

  32. Adoro a conversa da liberdade de escolha de uma criança de 4 anos, que certamente é do Porto porque fez uma analise complicadissima e demorada, até determinar a sua escolha clubistica…não que o pai tenha tido alguma coisa a ver…
    Deixem-se de "sensibilidades"!

    O que acho brilhante no meio disto é a reação do grande FCP, que claramente está peocupado com o modo como a Sra Professora falou com o Sr. Pai!

    ps: não se levem demasiado a serio, a vida não está para isso!

  33. Parece-me a mim que ninguém entendeu a atitude deste pai…certamente para ele é-lhe indiferente que seja Porto, Benfica ou outro clube qualquer, está aqui em causa que as criançinhas sem malícia nenhuma são muito crueís umas com as outras,e apesar de pequeninas já fazem reparos e por sinal muito desagradáveis as vezes..penso que qualquer pai perante a queixa da criança,para mais de 4 anos a dizer que é enxovalhada e posta de parte pelos colegas, ninguém iria gostar…

  34. Oh Jesus, estamos a fazer dos putos uns cagões. Ele é redomas de vidro, ele é susceptibilidades, ele é "ai coitadinho que ele se sente acossado no recreio", ele é "ai que se tem de ensinar a liberdade/pluralidade/etc" mas ai Jesus que eu sou do Benfica e o puto me saiu do Porto. Mato-o?

    A favor da liberdade, oralé requetebien mas ai do meu filho que pode ser cerebralmente lavado por uma canção infantil. Por amor de Deus, que raio de filhos têm vocês?

    Juntando-me à onda (como alguém aí diz), se o meu filho cantasse "olé, Real Madrid", tirava-o da escola e metia-o na rua a render. Antes puta que estúpida.

    Tss, tss.

  35. A mim o que me choca de facto é este parágrafo (a ser verdade, claro):
    "Quando tentei explicar as razões pelas quais não se deveria fomentar este tipo de comportamentos num Jardim de Infância, a Sra. Educadora apelidou-me de “fanático” e convidou-me a tirar a minha Educanda daquilo a que chamou a “sua escola,” tendo argumentado que “a maioria é benfiquista”; “a música é assim” e “em todas as escolas em Mafra cantam a música desta forma.” A partir daquele momento, as crianças foram proibidas de cantar a referida cantiga, na sua totalidade, em vez de passarem a cantá-la devidamente. Mais, a Sra. Educadora referiu na sala de atividades que ‘não cantamos porque o pai da Nicole não deixa"

    Choca por 2 motivos:
    – a atitude da Educadora
    – e por ela achar que a música original é assim!!!! ahaha

    mas não acho dificil de acreditar também que a coitada da criança seja gozada por ser de um club diferente…
    enfim, o futebol é algo irracional!

  36. Pois, stantans: é melhor uma filha sua ficar sem ir à escola do que ouvir a palavra Benfica. Acho que as Comissões de Menores deveriam estar mais atentas a determinados pais…porque isso também não é do superior interesse de uma criança.

  37. Calma, pessoal, calma.

    Só é mesmo pena é que esta noticia tenha sido publicada e o Futebol Clube do Porto se tenha associado a isto.

    Ora bem, vamos por partes:

    1 – A mim não me choca a letra da música. Chocou-me sim, a atitude da educadora quando confrontada pelo pai;

    2 – Choca-me que a educadora tenha (segundo a queixa) sido pouco profissional e tenha dito nas actividades que "não cantamos a música porque o Pai da Nicole não deixa";

    3 – Choca-me que o encarregado de educação tenha sido alegadamente intimidado pela GNR;

    4 – Choca-me a clubite existente em alguns comentários.

    Coloco agora a questão: se isto se tivesse passado no Norte, com uma educadora com cantigas a incitar ao Futebol Clube do Porto (tipo, em vez de batata frita, viva o Benfica, era viva o Porto), tivesse a mesma atitude perante um pai do Benfica ou Sporting, será que as opiniões das pessoas seriam as mesmas? Será que a opinião do Arrumadinho seria a mesma?

    Fica a questão. Um abraço.

  38. "Perante isto, e em termos práticos, a minha Educanda, que simpatiza com o Porto, sente-se inibida e acossada, rejeitando até ir à escola pois os colegas, no recreio, chegavam a empurra-la por não ser simpatizante do mesmo clube." – aí está o clube democrático e respeitador!

  39. Gosto dos que são a favor da liberdade e que depois dizem:é que nós em nossa casa somos todos do Porto/Sporting/belenenses (tipo: Era o que mais faltava alguém dizer o nome d eoutro clube!Olarilas!)

    Eu por mim o meu filho podia cantar essa letra até á exaustão, fosse o gato do Porto, do Benfica ou do Olhanense… que eu não ando a criar filhos tão tótós que passem a ser de um clube por causa de uma músiquinha da treta…mas cada um sabe de si e dos seus valores …

  40. A.M. sim claro, é que o benfica é um clube super democrático e respeitador… realmente o clubismo fala mais alto nestes comentários.

    e vou-me juntar à onda – se uma professora ensinasse isto ao meu filho, retirava-o daquela escola imediatamente! como se costuma dizer, antes p*** que benfiquista 😛

  41. "Sr. Diretor, concordará comigo que se deve promover o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões." LOOOOOOOOOOOOOOL isto é fantástico vindo de um adepto do FCP!!!

  42. Imaginei logo o Ricardo ia comentar a noticia e vim cá espreitar, mas não sabia qual seria a sua posição…desiludiu-me…o seu clubismo e o de muitos que aqui comentaram, fala mais alto…

  43. Olá,

    Na minha opinião os professores têm que ter sentido de responsabilidade no que dizem e ensinam às crianças. Seja o clube, a religião ou demais crenças que se tenha, têm que conhecer os limites das crenças ou gostos que estão a incutir às crianças. As crianças deveriam aprender a respeitar todos os clubes e as diversas opiniões.

    Não acho nada ridículo o que esse pai fez, pois só mostra que esta atento ao que o seu filho esta a aprender na escola e a professora devia era pedir desculpa e ter uma atitude mais profissional.
    Respeito a tua opinião, mas acho que esta questão vai para além de uma questão clubística.

    Best Regards 😉

  44. Vitor, Obrigada pela partilha! Apesar de ser Portista, achei exagerada a atitude do pai em questão, mas pelos vistos a situação foi bem mais grave…

  45. O mais engraçado é que os miúdos cantam a canção assim há anos. Ninguém alterou a música. No fim, quando se diz: pulga maldita, os miúdos acrescentam batata frita, viva o benfica, quero salsicha. Só porque sim, só porque querem, só porque acham que fica giro, só porque os faz rir. E, para além de me preocupar o facto de o estado estar a dar atenção a este caso ridiculo, eu tenho muita pena da filha deste senhor pai. Provavelmente não vai poder casar com um rapaz qualquer, mas sim só com um portista tão parvo como o pai. Se calhar não vai poder ir ao Colombo, para não ver o estádio da Luz. Se calhar não vai poder dar à luz, para que não haja equívocos. Haver pessoas frustradas e desocupadas (só pode ser alguém que não tem o que fazer na vida) já sabemos que há. Agora, vermos que o país dá guarida a casos como este é que me choca. É por estas e por outras que estamos mesmo em crise.

  46. Depois de ler o comentário do encarregado de educação, altero a minha opinião: afinal não foi exagero nenhum chegar ao M. Educação, tendo em conta a atitude prepotente da educadora e direcção.

  47. Não concordo que em contexto de sala de aula se incentive a clubismos, tal como a religiões ou outras condutas. E sim não é isso que vai ditar o caminho da criança, mas afinal de contas uma criança com 4 anos já tem gostos e preferências. Porque é que uma criança que decide que gosta do clube A, B ou C tem a obrigação de estar a cantar sobre outro? Acho que ninguém gostaria e não me parece que as crianças desta faixa etária se unam a reivindicar os seus direitos.
    Isso é um fato. Agora em relação à situação…Será que a educadora é assim tão inacessível que não conversasse sobre o assunto esclarecendo a situação sem todo este mediatismo? O pai até poderia ter as suas razões fundamentadas, mas caiu no ridículo.

  48. Subscrevo as palavras da Kiki! Parece-me um pouco demais que isto chegue ao Ministério da Educação, mas se fosse comigo manifestaria com certeza o meu desagrado junto da educadora e da direcção da escola, pelo menos.

    Durante a minha infância ouvi apenas a versão original e não me tornei serial killer, nem torturadora de animais, por isso parece-me que esse argumento foi um pouco ao lado.

    Por fim, para o comentador POC: Na Torre das Antas não precisamos de Compensan, está tudo tranquilo… mas e por aí???

    Cumprimentos,

    Cristina

  49. Sou educadora de infância e as minhas crianças do ano passado, aqui na zona de Lisboa cantavam-me essa mesma música. Sabendo elas que eu era do Sporting até o faziam num jeito de brincadeira quando o Sporting ganhava e o Benfica perdia. Não fui eu que lhes ensinei essa versão da canção,embora todoa a cantassem e todos entuasiasmados! Na verdade até lhes achava graça e no final todos ficávamos bem dispostos e a rir 🙂 Clubismos à parte, esta notícia é mesmo ridícula.

  50. Que tal ler a queixa do pai em vez de ler a notícia bem superficial do PÚBLICO?

    Se calhar depois de ler a verdadeira extensão do problema, as ideias fiquem mais… arrumadinhas…

    "Assunto: Ocorrência no JI de Santo Isidoro – Agrupamento de Escolas António Bento Franco (Ericeira) Exmo. Senhor, Considerando que a Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece um conjunto de princípios gerais, reconhecendo o direito à liberdade de aprender e ensinar, com tolerância para com as escolhas possíveis, não podendo o Estado atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas; Não posso deixar de reportar, enquanto encarregado de educação, uma ocorrência no JI de Santo Isidoro, pertencente ao Agrupamento de Escolas António Bento Franco – Ericeira, solicitando que essa Direção Regional de Educação apure a verdade dos factos e atue, com todos os meios ao seu alcance, no sentido de responsabilizar os intervenientes. Assim, desde o início do presente ano letivo, diária e repetidamente, as crianças do referido estabelecimento de educação, entoam a cantiga popular “atirei o pau ao gato”, adicionando, no final, um slogan clubístico que consiste em “batata frita, viva o Benfica.” Perante isto, e em termos práticos, a minha Educanda, que simpatiza com o Porto, sente-se inibida e acossada, rejeitando até ir à escola pois os colegas, no recreio, chegavam a empurra-la por não ser simpatizante do mesmo clube. Quando tentei explicar as razões pelas quais não se deveria fomentar este tipo de comportamentos num Jardim de Infância, a Sra. Educadora apelidou-me de “fanático” e convidou-me a tirar a minha Educanda daquilo a que chamou a “sua escola,” tendo argumentado que “a maioria é benfiquista”; “a música é assim” e “em todas as escolas em Mafra cantam a música desta forma.” A partir daquele momento, as crianças foram proibidas de cantar a referida cantiga, na sua totalidade, em vez de passarem a cantá-la devidamente. Mais, a Sra. Educadora referiu na sala de atividades que ‘não cantamos porque o pai da Nicole não deixa’Nestes termos, e face à gravidade da ocorrência em si e da forma como a Sra. Educadora e a Direção do Agrupamento de Escolas diligenciaram no sentido, não da sua resolução mas da agudização da mesma, reveladora de um sentimento de impunidade e apropriação de espaço público, solicito a V. Exa. que providencie as diligências necessárias ao apuramento de responsabilidades, a fim de que situações semelhantes não se repitam Sr. Diretor, concordará comigo que se deve promover o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões. O que se pretende quando se promove a intolerância, o desrespeito pelas instituições e pela livre opinião? Estas práticas são um incentivo ao bullying, algo que todos pretendemos abolir dos nossos estabelecimentos de ensino. Insatisfeito com tal argumentação, dirigi-me à sede do Agrupamento de Escolas para, em conjunto com a Direção, marcar uma reunião com os restantes Encarregados de Educação e a Sra. Educadora. Nesta sequência, a Sra. Subdiretora do Agrupamento de Escolas dirigiu-se ao JI de Santo Isidoro para me pressionar a aceitar e calar, fazendo crer de que quem estava mal era eu e, sem sentido ou justificação, foi inclusivamente chamada a Guarda Nacional Republicana (GNR), como forma de intimidação"

  51. Acho que não estas a ver o cerne da questão. Numa escola deve ser ensinado o pluralismo, aceitar o próximo tal qual ele é, e sobretudo não discriminar quem tem gostos e ideais diferentes,ou até num caso extremo não pôr de parte meninos ou adolescentes só porque são diferentes. E o que é feito nessa escola é por de parte uma menina de 4 anos que provavelmente gosto de se identificar com o clube do pai. E nessa escola ela está a ser ridicularizada, posta de parte pela maioria, e pior isto é feito pela educadora. Essa menina pode sentir-se mal com esse facto e isso não é importante para si? O facto de uma menina de 4 anos ter o direito de ser respeitada na escola onde está? O facto que essa educadora ensina os outros miúdos a menosprezar quem tem gostos diferentes? Isso não é bullying? Os Portugueses tem de uma vez por toda por de parte os seus interesses pessoais numa discussão e pôr se lado da razão, e não no lado que nos interessa e nos toca pessoalmente.
    Porque o que interessa aqui é uma menina de 4 anos que gosta do clube do pai por afinidade afectiva e é posta de parte pela educadora e os seus colegas aprendem desde cedo que não faz mal pisar os outros. Grande exemplo sim senhor. Eu sempre achei que o Benfica está acima de tudo, é pior que uma seita, mas lembrem-se que há pessoas que não se importam de gostar de clubes, que são apenas isso, um simples clube…

  52. Cantei essa canção mais de 30 anos,devido á minha profissão,aos meus filhos,e o que via nos olhos das crianças,era alegria e,desejo da canção acabar…para dizerem com o maior ênfase possivel o fim da dita:(D.Chica assustou-sese com o beeero que o gato deeeeeeeu!!!)Resumindo,dava pano para mangas esta letra e,a maioria dos contos tradicionais!!Mas as crianças de tenra idade,que eu trabalhei,ligavam á cantilena e por isso não mostravam medo! Quanto á queixa do pai ,acho um exagero,mas também não concordo,da parte de profissionais adulterarem a letra!

  53. Não concordo com o seu post.
    O meu filho também chegou um dia a casa com essa "letra" e não achei qualquer piada ao fato, certamente por ser do Sporting tal como toda a família.
    Parece-me que esta "moda" deve terminar e respeitar-se a liberdade de escolha.
    AB

  54. É o velho complexo de inferioridade a falar. Se estão seguros que a qualidade do clube do Porto é suficiente para ter mais adeptos, nem deveriam ligar a uma cantilena que peca mais por incitar à violência contra os animais do que à preferência clubística. Mas isto mostra bem os valores de referência de certa gente. E isso, sim, é que é muito grave. Especialmente quando a instituição desportiva vem à baila reforçar ainda mais que é mais preocupante a defesa de um clube que a defesa dos animais!

  55. Ora aí está! Eu também fiquei a pensar que esta notícia não podia ser verdade: que pai iria perder o seu tempo com isto, e que clube de futebol iria pegar num assunto tão ridículo e admitir isso em público?
    Mas voilá, ele há pessoas para tudo.
    Para além de tudo o que já é estranho nesta história, eu só acho peculiar o facto de ninguém ter explicado a esse sr. que nao foi a professora da filha a inventar esse novo "verso". Eu tenho 27 anos e lembro-me de cantar a música assim! Na escola, nos escuteiros, nos campos de férias! E os sportinguistas e portistas mudavam a última palavra e acabávamos todos a gozar uns com os outros!
    E estranhamente… nenhum de nós ficou traumatizado devido à perda de liberdade de escolha individual…

  56. Oh mas como é possível as pessoas perderem tempo com este tipo de situações? Fico pasmada. Assim é claro, que falta tempo para as coisas mais importantes, que realmente valem a pena.
    O melhor remédio é definitivamente rir.
    M.

  57. Parece-me coisa de quem não tem com o que se ocupar. Sempre me cantaram o "atirei o pau ao gato" e não foi por isso que alguma vez tratei mal um animal. Simplesmente ridículo!

    Telma

  58. Olá Arrumadinho,

    Genial! Já tive esta discussão do atirei o pau ao gato variadissimas vezes mas nunca com uma análise tão profunda da letra toda ahah! É ridiculo que um pai tenha este tipo de preocupação, ainda por cima quando nem sequer é com a letra original. Também cresci a cantar incessantemente o genérico da novela Tieta (que convenhamos, não é o mais apropriado para uma criança de 6 anos) e outras músicas infantis que hoje em dia seriam pedagogicamente reprovaveis e não sou uma pessoa pior por causa disso.
    Parabéns pelo blog (já acompanho há uns tempos mas este é o primeiro comentário), gosto muito da forma como escreves e abordas os temas.

  59. Isto aconteceu mesmo???
    Como alguém já disse parece mesmo notícia do IP.
    Mas também vos digo, se uma professora ensinasse um filho meu a cantar uma coisa tão nonsense como "“vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica", acho que também me queixaria! 🙂

  60. Há aqui vários pontos a focar como descreve no seu post…
    Em primeiro lugar, a questão da canção incitar à violência contra animais é ridículo! A criança não liga à letra, mas sim à métrica e ao ritmo da música. Se formos a ver bem, também teríamos de banir o Capuchinho Vermelho e as maior parte das Histórias infantis!
    Em segundo lugar, compreendo o lado do pai, embora ache um exagero o que ele fez! Sou Portista e fiquei "verde" (e esta, hein?…) no dia em que a minha filha me chegou da escola com essa versão! Porque a educadora ou seja quem for, não tem nada que incentivar as crianças a serem de um clube ou de outro! Independentemente de qual for!
    O Ricardo acha isto ridículo, mas se a educadora do seu filho lhe andasse a ensinar o Allez Porto, Allez! também não ia gostar de certeza!
    O que eu acho é que devemos medir os nossos actos e ter um bocadinho de discernimento para saber quando estamos a ir longe demais! E sinceramente, fazer queixa da senhora, parece-me demais.
    No meu caso, limitei-me a mandar uma boca em tom de brincadeira lá na escola e a coisa passou-se!
    🙂

  61. Curiosamente sempre esta letra "estúpida" e desactualizada.
    A minha filha canta uma versão diferente que lhe ensinaram no infantário:
    "Nãaaaoooo, atirei o pau ao gato porque isso não se faz. A minha mãe ensinou-me a tratar bem os animais".
    Muito melhor, não acham?

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