As Marchas

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As Marchas Populares sempre foram um happening nos meus tempos de juventude, em Setúbal.

Lembro-me perfeitamente de ver a avenida Luísa Tody cheia para ver passar as marchas, da gloriosa final na praça de touros e das polémicas que nasciam quando era anunciado o vencedor.

Hoje recebi um press release da Câmara Municipal de Setúbal a anunciar os oito finalistas às Marchas da cidade, e dei por mim a encontrar grandes ligações com várias delas.

A marcha de “Os 13”. Vesti a camisola verdinha de “Os 13” durante um ano, quando tinha 10. Era avançado e ainda marquei uns quantos golos no distrital de futebol de 7. O campo era de areia e ficava numa zona que mais parecia em ruínas, mesmo em frente à casa de uma amiga minha.

A marcha dos “Ídolos da Praça”. Foi o clube que representei de forma mais esquisita. Fui guarda-redes da equipa de futebol 7 dos 12 aos 14 anos, sendo que a partir dos 13 acumulei a função com a de guarda-redes da equipa de andebol. Quando tive de fazer uma opção, escolhi o andebol. Joguei lá até aos 15, altura em que me transferi para o rival, o Comércio e Indústria.

A marcha do “Comércio e Indústria”. Joguei no Comércio e Indústria dos 15 anos 20 anos. Fiz duas épocas como juvenil, três como júnior e uma como sénior, onde cheguei a partilhar o balneário e a ser treinado pelo Filipe Cruz, um dos melhores jogadores portugueses da década de 90, internacional, que mais tarde jogou no Belenenses e no ABC.

A marcha da “Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense”. A segunda namorada mais a sério que tive na vida, que se chamava Marta, desfilava pela marcha azeitonense. Ainda me lembro de ir ter com ela a Azeitão, de autocarro, para irmos a um cinema que havia por lá (fomos ver o “A Morte Fica-vos Tão Bem”) e de ela me dizer que tinha andado a treinar para as marchas. Nesse ano torci por eles.

Apesar de viver em Lisboa há quase 20 anos, tenho a certeza que nunca me irei ligar tanto a um bairro, ou a uma marcha, como estas.

E que ganhem os Ídolos da Praça. Sempre foram “muitàfortes”, como diria Jorge Jesus.

1 Comentário

  1. "Um cinema que havia por lá" era a Sociedade, A Sociedade F. P. Azeitonense…! Também me lembro bem de ver lá esse filme, tem piada, para aí há 20 e poucos anos. Hoje em dia, a Sociedade já não tem cinema, mas em miuda ia lá quase todos os fins-de-semana. Saudades…

    Sílvia C.

  2. Sim, realmente só faltava mesmo torrcer pelo vitorria! ahahah Mas vá, eu também não posso falar muito porque sou um bocadinho "melancia", verdinha por fora e vermelhinha por dentro! 😛

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