As crianças hiperactivas

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Gente mais informada e menos informada gosta muito de debater um assunto demasiado sério para se ter em mesas de café, que é o de termos em casa crianças hiperativas, que muitas vezes não são nada disso, são apenas putos mal comportados, que são coisas totalmente diferentes.

Muitos pais de outras gerações gostam de olhar para o mundo das crianças como se de um inferno se tratasse, em comparação com o paraíso que se vivia na sua própria infância.
Aqui há uns anos, o Henrique Raposo escreveu uma crónica no “Expresso” sobre isto, que gerou alguma polémica. Quem quiser ler o texto do Henrique Raposo, pode ir aqui, mas, no geral, o que ele diz é que as crianças hoje são mal comportadas, e os paizinhos justificam esses comportamentos com “a hiperactividade”, procurando medicação para isso, em vez de quererem perder tempo a dar-lhes educação.

Eu tenho dois filhos, convivo com outros pais e, em quase dez anos, não me lembro de ouvir uma única vez um pai dizer que o seu filho “é hiperactivo” para justificar o seu mau comportamento. Nem uma. Claro que já encontrei vários putos mal educados, desrespeitosos, birrentos, mas isso é uma coisa de hoje? Antigamente todas as crianças eram bem educadas e calminhas? Não. Quando era miúdo, convivia com dezenas de miúdos rufias na escola, que insultavam professores, batiam nos colegas, assaltavam os mais novos, desafiavam os funcionários. Não era um, nem dois, nem três, eram dezenas. E isto desde a primeira classe (ou seja, desde 1982). Quer parecer-me que, 10 anos antes, a coisa não seria muito diferente. Como acredito que daqui a 10 anos será igual.

A ideia generalizada de que os pais de hoje não querem saber da educação dos filhos, que só querem que eles não os incomodem é errada. Se as mães têm, hoje, menos tempo do que há 20, 30 ou 40 anos (a população feminina trabalhadora é muito superior ao que era), por outro lado, os pais são muito mais empenhados na ajuda educativa, muito mais participativos, e não deixam tudo em cima da mulher, como antigamente (claro que há exceções, há sempre exceções). Dos pais que eu conheço, há, em quase todos, uma preocupação pedagógica elevada, e sempre que falamos do assunto o tema é muitas vezes o dos estímulos intelectuais que lhes devemos dar, as discussões sobre a utilidade vs problema dos gadgets e das consolas, as melhores actividades em que os podemos iniciar para os tornar miúdos mais espertos, mais criativos e mais ligados ao mundo. Quando olho para trás, não encontro nada disto na minha educação, nem na educação de quem me rodeava. Quase todos os meus colegas andavam um pouco em roda livre — tinham chave de casa aos seis anos, iam sozinhos para a escola, passavam tardes inteiras sem companhia, a fazer o que bem entendiam.  Em que medida é que isto tornou em miúdos mais calmos ou bem comportados? Em nenhuma.

As crianças de hoje são o que sempre foram: crianças. Há umas insuportáveis e birrentas, e que não se sabem comportar em locais públicos? Claro que há. Como há 20 anos havia. E há 30. E há 100. São crianças, e as crianças mexem-se e correm e não gostam de estar paradas, e muitas vezes soltam um grito na excitação da brincadeira, claro que sim. Repito: há casos de miúdos incrivelmente mal comportados, e de pais que não têm mão neles — há hoje, como sempre houve.

A maior mudança, a meu ver, está nos adultos, e não nas crianças. Em especial nos adultos que não têm filhos, que me parecem muito menos pacientes, muito menos tolerantes e muito mais egoístas. E é aos adultos que compete agir de forma totalmente racional, e não emocional, porque eles é que são adultos. Exigir a uma criança que se comporte como um adulto é a mesma coisa que tentar manter um cachorro sentado durante meia-hora — é impossível. Pode aguentar-se algum tempo, mas está na natureza dele levantar-se e ir brincar, farejar, e fazer avarias.

Como disse antes, nunca assisti — nem sei de qualquer caso — de pai que diga que o filho é hiperactivo para justificar o mau comportamento. Mas já assisti a muitos adultos a revirarem olhos porque um casal entra num espaço com uma criança, sem que ela tenha aberto a boca, já vi adultos suspirarem de impaciência porque uma criança fala um pouco mais alto. E também já vi, muitas vezes, pais repreenderem crianças em lugares públicos, já vi darem-lhes palmadas (mas, estranhamente, nunca vi outros pais insurgirem-se contra isso, como o Henrique Raposo escreve).

A ideia de que os putos de hoje são mal comportados é um cliché, tal como é a de que os pais são uns bananas e que os deixam fazer tudo. São ideias feitas detidas, defendidas e repetidas quase sempre por quem não tem filhos, por quem não sabe (ou já não se lembra, vá) o que é uma criança, e por quem põe o seu mundo à frente de tudo.
Também não gosto de estar num café e ter, ao lado, um puto aos berros. Tenho o direito de estar ali em paz. Mas o grande problema não é o facto de os adultos não tolerarem berros. É não tolerarem um só berro.

1 Comentário

  1. Caro Manuel, acredito que no seu tempo fosse muito bem comportado. Mas tb gostava que me dissesse quantas vez foi jantar a um restaurante com os seus pais e quantes vezes passou horas num café à espera que o seu pai ou a sua mãe terminasse de falar com uma amiga ou a ler o jornal. Pois é !! ainda ninguém percebeu que nos dias de hoje o tempo é passado num apartamento a ver TV ou jogar jogos no computador etc… . no seu tempo o que fazia? brincava na rua com os seus amigos da rua, bairro ou aldeia e tb fazia asneiras e falava alto e fazia barulho. A vantagem é que lá não estava o pai e a mãe para ver, muito menos os ” amigos” do café.

  2. Pois eu sou mae de um rapaz que desde os 8 anos foi diagnosticado com hipeeatividade. E malcriado sim, mas a culpa nao e minha, sempre lutei e muito para mudar as suas atitudes/comportamentos principalmente na escola, e o meu sucesso foi muiro pouco. Tomou medicacao, andou em psicologos e os resultados eeam poucos ou menhuns. Hoje tem 18 anos e os seus comporta,entos contimuam incorretos principalmente na escola e em casa porque xom os amigos e muito sociavel, so reage mal a quem lhe ioe regras para cumprir. Nao me quero sentir culpada pela falta de educacao dele acho que nao sabe ser de outra maneira,sofro muito com isso, pois eu tambem vitima dos maus comportamentos dele, e quando e contrariado em alguma coisa que ele quer chegamos a situqcoes limite que ja tive que ir fazer uma denuncia ma gnr por violencia verbal e psicologica. Por favor nao rotulem os pais pois somos vitimas destas criancas/jovens que muitas vezes nao sabem mesmo viver de outra maneira.

  3. A sua teoria é uma boa teoria….
    Conheço educadoras que impõem o respeito numa sala, mas com os próprios filhos não é bem assim!
    E os putos até conseguem ser mal educados e birrentos ah!?!?!?
    Por tal não cuspa muito para o ar. Falar é fácil.

  4. bem, a verdade é que a professora da 2ª classe da filha de uma amiga aconselhou MAIS DE METADE dos pais das crianças da turma a procurarem um pedopsiquiatra porque estava certa que as criancinhas eram hiperactivas, e o pior é que quase todos os pais concordavam…

  5. Tenha dó você… porquê generalizar??? Hunnnn… não encontro coerência em 95% do que escreveu! Desde quando é que um desempregado dá roupa de marca aos filhos, porque lhe exigem? Você deve viver noutro planeta, e claro, não deve ter filhos! Looserrrrrrrr

  6. Nem mais, pq nunca morreste não saberás o que é a morte… e detestas crianças a gritar, porque não são tuas! O meu filho pode gritar, berrar, que detestá-lo nunca hei-de conseguir! Consegues ver a diferença "Imature bitch"

  7. Concordo consigo! São teorias de quem não tem filhos! E tenho amigos com estas teorias… mas o tempo, ou os filhos, quando os tiverem, ensinar-lhes-ão que estavam errados…. sonho com isso.

  8. Surreal!
    Não vai sair do local onde está só porque a sua filha começou a chorar? S-U-R-R-E-A-L! E os direitos das outras pessoas? É só a senhora que tem o direito de ficar onde está? Porque é que os outros têm de gramar com as birras da sua filha? Não tem botao de on e off, mas certamente tem mãos para a pegar ao colo e levá-la para onde não incomode os outros! Não é um adulto, tem comportamentos de criança, pois é…então se calhar não devia frequentar locais que são para adultos até ter capacidade de controlar os seus impulsos de criança, não é verdade? Custa muito a muitos paizinhos não irem ao centro comercial, a alguns cafés e restaurantes, para ficarem com os seus pimpolhos, abdicarem de actividades que não interessam minimamente à criança para se dedicarem com eles a actividades que lhes interessam. Não digo com isto que têm de deixar de ter vida, mas pelo menos, deixem as crianças que não têm ainda capacidade de se comportar noutro local. As desculpas da idade para a falta de educação são fabulosas… Se como mãe já pensa assim então não é de admirar que a sua filha, com o laxismo que revela, aproveite algumas ocasiões para testar os seus limites! Boa sorte, que bem precisa!

  9. Opa…isso já está a me fazer lembrar da tal historia de que pq nunca morri, nao posso ter opiniao sobre a morte.
    Pq nao sou mae, nao posso saber o que é certo ou errado para uma criança?
    Como um dos comentarios citou, detesto criança a gritar, odeio ainda mais pais e mães a berrarem feito cabras enlouquecidas no meio da rua, e pelo visto o português acha que ou educa-se no grito ou ignora-se o pirralho. Assim fica difícil.

  10. As crianças nao sao hiperactivas, os pais nao alegam isso; os pais alegam outra coisa e saem com a frase: Aiiiiiiiiiiiiiiii mas esta miúda tem uma personalidadeeeeeeeeeeeeeeeeeee, ninguém pode com ela.
    Então, olhe tomem lá que tem o que mrecem.
    Há 10/20/30 anos atrás sim haviam crianças terríveis, só que os pais tinha mais controle sobre os filhos e se impunham mais, hoje em dia não, hoje em dia é a Republica das Bananas. Cada um faz o que quer e que lixem os outros a terem que gramar com os chiliques de miudos e miudas rebeldes sem causa…
    Nao generalizo, ha mta criança bem educada, mas infelizmente tb há mta criança insuportável, e a culpa nao é da criança, é dos pais…….

  11. Sinceramente continuo sem perceber bem alguns pontos. Quando eu era pequena, tinha propósito e sabia estar. Nunca me pediram para falar mais baixo, para estar quieta, nunca nada disto. E era uma miúda muito mexida, mas sempre com consciência do limite da minha liberdade! As únicas vezes que fui repreendida foi por não obedecer a alguma regra dos meus pais e acabava por ser mal educada com eles, e aí pimba… (ya uns taus).

    Os miúdos hoje falam alto e à velocidade das dobragens dos bonecos e filmes animados, não sabem estar e os pais compactuam com isto (e.g., nos restaurantes e à mesa, levando os seus bonecos, consolas, etc., acho isto um disparate. À mesa é para comer, tal como os outros fazem) e, além disso (penso que pouca gente pensa nisto), eles já têm um dia a dia que corre 'a mil'.

    Um adulto, quando tem uma vida muito activa, tende ada vez mais a sentir-se enérgico e por vezes com dificuldade em desligar 'as pilhas', quando é preciso. Com os miúdos creio que é a mesma coisa! Com tantas actividades que não os deixam respirar, cada vez acumulam mais energia, mais sono quando não dormem o suficiente, e isso pode ser a causa de tanta agitação.

    Basicamente os putos andam a viver a ritmo de um adulto! Não é ridículo? Isto para quê, criar máquinas?

  12. Reconheço a minha quase total falta de tolerância p crianças aos gritos. Aquilo enerva-me, é muito difícil considerar alguma coisa q possa fazer p ser diferente (ou difícil n será, mas então passaríamos à brigada de homicídios…) Mas tb tenho a dizer q n suporto adultos aos gritos. Nem em lazer, ne, no trabalho. E geralmente as pessoas mais gritonas e com aquelas vozes "Aldeia da Roupa Branca" são-me antipáticas em todas as frentes. Acho q se guincha demais, q se ri demasiadas vezes demasiado alto, q as pessoas usam espaços públicos como se da sua casa se tratasse – e nem na nossa casa o céu é o limite, a menos q vivamos numa tenda algures no Atacama. Nas viagens longas em transportes públicos n dispenso os fones, q se têm revelado auxiliares estupendos da minha paz e do meu bom humor…

  13. Gosto tanto quando dizem "tenho dois filhos e a educação é a mesma"… Todas as pessoas são diferentes e merecem uma atenção personalizada. Dar educação chapa 5 aos dois filhos pode até funcionar com um, mas se realmente eles são diferentes, não irá funcionar com os dois…Parece óbvio.
    Cada indivíduo tem a sua personalidade, maneira de ser e estar no Mundo. Não é por ser criança que não tem. E certamente merece uma atenção diferenciada, uma educação adaptada às suas necessidades. Se calhar o que queria dizer é que cria igualdade de oportunidades aos seus dois filhos. Agora se dá mesmo a mesma educação a duas crianças que são muito diferentes não é de admirar que tenha resultados desses!

  14. Por acaso também fiz um post sobre o artigo e, numa leitura generalista, não me pareceu que ele estivesse a dizer que hoje em dia, as crianças são todas mal educadas. Percebi sim, e concordo em absoluto com ele, que as mal educadas são rotuladas pelos pais de hiperativas porque dá mais jeito e porque é mais fácil dar medicação ´`a criança do que lhe dar atenção. Também concordo que os pais de hoje são muito atentos, os pais envolvem-se mais na educação dos filhos do que antigamente. São muito mais maternais. Interpretei que ele estivesse a dizer que as que são chamadas de hiperativas são, na verdade (e salvo raras exceções) mal educadas. como profissional de educação, é o que vejo e por acaso, não são os filhos dos pais atentos que são os ditos hiperativos.
    Concordo em absoluto com o seu post, mas fiz, de forma pessoal e profissional, uma outra leitura.

  15. A maioria das pessoas que aqui comentou, sem a menor dúvida, que não entendeu nada do que o Henrique Raposo escreveu. Dá-me pena tanta gente que se diz culta e pais de alguém não o compreender…

    O que ele referiu foi que há crianças que se tornam agressivas para com os outros, com a família, e que a única solução que os "pais" encontram é "drogas" (pois é isso que os comprimidos para défice de atenção, hiperatividade, etc são) em vez da tão velha e antiquada palmada no rabo.

    Isso, quer queiram quer não, é deixar os filhos à "balda" e sem regras, é deixá-los mimados, é portarem-se mal e dizer «acontece, coitado, é pequeno». LOL isto irá criar adultos sem regras, sem o mínimo de respeito pelas opiniões ou ideias dos outros pois, "coitado", foi assim que o educaram…

    Pensem no dizem e no que fazem e nem usem a experiência de ser pai/mãe como prova do vosso conhecimento, se conhecerem famílias por dentro irão ver que tratar bem e fazer vontades nem sempre está ligado à melhor educação e ao mais moral.

  16. Nao concordo nada com o post. Acho que hoje em dia existem muitos pais que se demitem de educar, pelas mais variadas razoes, ou porque trabalham muito e não querem passar o pouco tempo que têm a ralhar com os filhos, ou porque não querem se dar ao trabalho, coitadinhos dos meninos, etc, etc…e era disso que o HR falava. E a meu ver bem. tenho 4 filhos e sei o que custa educar. E ter filhos bem educados dá algum trabalho. Por vezes também dei por mim a pensar, olhando para um dos meus filhos a ser mal criado num sítio publico, será que posso fingir que não é meu?! Mas a verdade é que educar um filho é um trabalho 24/24 horas, através de conselhos, indicações e através do exemplo. E assisto a dezenas de casos de pais que simplesmente nao estão para ter esse trabalho. Não os censuro…quem sou eu para julgar alguém?! Mas não devem é ficar ofendidos quando alguém os menciona em comentários…lol.

  17. Desresponsabilização. Palavrão, não é? Somos pais desresponsabilizados. Somos uma sociedade desresponsabilizada. Temos pedagogos, psicologos, psiquiatras, pediatras, temos tanto por onde escolher, mas esquecemos o essencial: educar. Damos muita importância ao acessório e falhamos no essencial. Desde sempre houve crianças mal educadas e crianças hiperativas. Tal como há adultos mal educados e adultos hiperativos. Mas nunca ouvi ninguém a dizer enquanto pai e mãe: "não quero saber se os meus filhos são mal educados." Falta de tempo? Sim, por opção dos pais. Falta de paciência para os educar? Sim, por opção dos pais. Se há crianças capazes de levar um adulto ao desespero? Há! E muitos pais que se insurgem contra os que não são, que tal irem passar um ano a aturar os filhos dos outros? Esqueçam a marca da roupa, a marca do carro, a casa xpto onde vivem, o ordenado que auferem, as viagens que fizeram ao estrangeiro e se são amigos/conhecidos do quem é quem. Olhem com olhos de ver, para os vossos filhos e reparem como é que eles vos veem. Reparem nos gestos, na forma de falar com os outros. Se algo vos desagradar, não é hiperatividade. É o reflexo daquilo que são enquanto pais. Não, não tenho paciência para gritos e birras em supermercados. Não, não tenho paciência para birras em restaurantes. Não, não perdoo um encontrão sem o respetivo pedido de desculpa. Não, não protejo o ser de 8 anos, como se estivesse à beira de ser raptado, violado, sei lá mais o quê. Se de quando em vez se arma ao pingarelho? Claro que sim! Eu também me armo. Não sou hiperativa. Tenho dias em que sou mal educada. Como é que ele também não há-de ser?
    Que mania de ser desresponsabilizarem-se por tudo e por nada. Ainda hoje bem cedo, dei-lhe um berro e o que recebi de volta? O mesmo. Mas pelos vistos, sou a única a ser mal educada, enquanto mãe.
    Susana

  18. Bem, eu também não sou mãe mas já trabalhei com crianças, em contexto de 24/dia durante períodos de algumas semanas. Concordo com o artigo do Henrique Raposo, sobretudo porque acho que ele não estava a falar da totalidade de crianças e pais, mas sim de alguns, que de facto existem.

    Também eu já lidei com crianças que vinham medicadas e não precisavam, e crianças que precisavam e não o eram. E acho que no meio disto tudo, há uma coisa importante de que muitos pais se esquecem: é que ser de facto hiperactivo não é fácil, é um custo não só para os pais mas para as próprias crianças, e muitos pais de crianças verdadeiramente hiperactivas preferiam sem dúvida ter filhos que fossem "só" mimados e mal educados. Porque eles sofrem muito, ser hiperactivo não é uma escolha, é algo que eles não controlam, mesmo quando querem.
    E além de crianças grogues com a ritalina porque de facto não precisam dela (quando tomado por uma criança que verdadeiramente precisa dele, não faz tanto esse efeito), custa-me ver pais apelidarem os filhos de hiperactivos sem perceberem o sofrimento que eles teriam se de facto o fossem.

  19. O Sr. HR com o artigo que escreveu só demonstra que não sabe o que é ser pai e que fala de cor. Pessoas como ele não deverão nunca ser pais para que esse tipo de mentalidade não seja transmitida geneticamente – pensão que serão lembrados pelos amigos e pelo que escreveram ou foram mas na verdade quem nunca na vida nos esquecerá são os nossos filhos se forem bem educados.As crianças tem de ser crianças na altura devida e ter esses comportamentos na altura respectiva senão correm o risco de serem infelizes no futuro e, por outro lado os pais devem saber impor a sua autoridade e acho que não devem desculpar as crianças com a palavra " hiperativas" pois elas são simplesmente crianças.Também não concordo com dar quimicos às crianças para as acalmar. As minhas acalmam com uma palmada, um berro ou com ficarem sentadas de castigo numa cadeira até lhes passar a birra – Simples, eficaz e saudável!

  20. Os hiperactivos não são nem mais nem menos inteligentes do que as outras crianças.O coeficiente de inteligência de um hiperactivo varia assim como qualquer outra criança dita " normal".

  21. Li o texto do HR e realmente ele não deve ter filhos,não gosta de crianças e nem sabe o que é ter phda.Ser criança é ser activo,ter phda é muito mais do que isso.O meu filho tem phda e nunca o vi a torcer o pescoço a pombos,nem a fazer uma serie de coisas que algumas pessoas descrevem.Além disso os pais de filhos com phda não justificam as asneiras ou impulsividades dos filhos com a resposta "é hiperativo".Somos pais mais atentos e até para convivermos melhor com os phda temos que criar rotinas e regras.São muitas vezes confundidos com crianças mal educadas e preguiçosas mas temos que saber distinguir as coisas.Não são coitadinhos e precisam da mesma atenção que qualquer outra criança embora tente que a atenção seja sempre para ele,os pais é que têm que saber equilibrar as coisas.E muito cuidado com esses diagnósticos de hiperatividade é necessário uma avaliação cuidada e precisa.

  22. Duas crianças, irmãos. Ela de 10 anos e ele 6. Os dois de uma família problemática (mãe distante, que se descartou da parte educativa de ser mãe e pai alcoólico). Ao menino é diagnosticado hiperatividade e eis que os pais acordam para a vida.
    A mãe foca toda a sua atenção em ajudar o "seu menino", com consultas regulares no psicólogo e maior acompanhamento na escola. Ela faz tudo certo para que o seu filho tenha o melhor acompanhamento possível.
    O pai tenta deixar de beber e ter mais tempo de qualidade com os filhos (em processo).
    A família (tios, primos, avós) com pena do menino faz-lhe todas as vontades e ignoram todos os conselhos do psicólogo (especialmente no que diz respeito a coerência de regras e comportamentos).
    E no meio disto tudo a menina de 10 anos é esquecida. Ninguém se lembra que ela existe e das suas necessidades. Ela faz o que qualquer criança na mesma situação faz: revolta-se. E no meio da revolta começa a tratar mal o irmão (afinal ele recebe toda a atenção, preocupação e carinho). E o que fazem os pais? Conversam? Procuram ajuda? Não. Culpam-se um ao outro e discutem com a filha. Na família todos dizem que ela "é má e insensível, não se preocupa com os problemas do irmão. Egoísta e merece todos os castigos que tem"
    E agora? Quem são os responsáveis? A criança que tem hiperatividade? Os pais que se esqueceram do outro filho? Ou será antes o desconhecimento das pessoas relativamente à doença?

  23. Concordo com tudo o que disse! Eu não poderia ter dito melhor. Também eu, no grupo dos meus amigos, colegas de trabalho e conhecidos, nunca ouvi da boca de nenhum deles essa teoria da hiperatividade… Tenho uma filha de 3 anos que é super-mexida e não para quieta. Mas, dou graças a Deus, por ser assim. É muito bom sinal. É sinal que tem saúde, que tem vida e é FELIZ!
    É muito fácil julgar-se os outros quando não se sabe do que se fala. Eu também o fazia, quando não era mãe, mas quando o somos é que vemos as coisas com mais clareza!
    Deixem as crianças serem crianças e deixem os pais desempenharem (e bem!) os seus papéis de educadores. Como diz o Mário Cordeiro, "os pais são os melhores pais que os filhos podem ter. Não queiram ser pais perfeitos… mas pais que se orgulhem de ser bons exemplos"

  24. Ana,
    n perca mais tempo… o anónimo n tem filhos, certamente! Vamos apenas esperar uns anos até q os tenha, e depois voltamos a falar! 🙂

    Caro Arrumadinho,
    tb eu tenho um filho da idade do seu, q me tem dado "água pela barba", q tb tem um "toque" de hiperactividade, andando actualmente a ser seguido por uma pedopsiquiatra (pelas consequências que lhe trouxeram a nível da aprendizagem), e nunca desculpei algum comportamento menos próprio do meu filho com a sua "condição". Pais mal-educados e mal-formados há em todo o lado e estratos sociais, crianças agitadas também! O Henrique Raposo, também não deve ter filhos, e por isso lembrou-se disto para esta semana; enfim!
    Concordo consigo quando diz que a grande mudança foi a nível dos pais. O nível de preocupação que nós temos actualmente não é em nada comparável com o "antigamente". Assim que a professora do meu filho me contactou (escola pública) para me dizer o que se passava com o meu filho e aconselhar um despiste de défice de atenção, imediatamente nós tomámos as medidas necessárias. Há 20 anos, deixava-se andar, os pais não estavam despertos para nada, e daqui a 10 anos o meu filho seria mais um rufia da escola…
    A nós, hoje em dia, falta-nos tempo! Não nos falta vontade de educar os filhos! Os meus dias precisavam de pelo menos 30 horas… entre trabalhar para lhes proporcionar tudo aquilo que consideramos necessário (que é também muito mais comparando com o passado), deslocarmo-nos para o trabalho, compras e casa, o tempo que sobra é muito reduzido! O tempo urge e por isso, nós dizemos que os dias nunca passaram tão rápido como agora! Eles passam à mesma velocidade, nós é que não…
    Cumprimentos,

  25. Acho que não é preciso ser pai para ver que os miúdos hoje em dia têm é falta de castigos, para mudarem o comportamento. Tenho dois filhos, e deus me dê a sabedoria, para quando chegarem a adultos eu diga que estou orgulhosa do meu trabalho, porque se à coisa que já vai fartando é ver cada vez mais falta de respeito pelo professor, pelo auxiliar, pelo colega de carteira e principalmente pelo pai. Acho que não é preciso ser psicóloga porque os temos em excesso e pelos vistos a saúde mental destas crinças não melhora em nada.
    A solução é haver consequências para os atos como antigamente, em que se um miúdo batesse num professor, ai meu deus eu acho que era banido para uma ilha deserta.
    Hoje em dia com sorte o pai trabalha a mãe trabalha, e estão muito cansados para o que quer que seja, ou simplesmente não querem saber. A opção mais fácil vamos arranjar uns drunfos para acalmar o miúdo e também uma palavra cara certificada por um psicólogo porque assim já temos desculpas para sermos uns maus pais.
    Sendo assim vamos chamar as coisas pelo nome e deixarmo-nos de tretas porque agora os miúdos ou têm pais que dão educação ou simplesmente eles são é uns mal educados.
    Hiperactividade, não é sinónimo de má educação.
    Sejamos realistas e chamemos as coisas pelo nome.

  26. Anónimo das 20:18 um epiléptico não é um doente mental !!!!
    Por favor…
    Há epilépticos com curso superior, um doente mental não tem esta capacidade é sim uma pessoa com NEE mas não um doente mental, á que saber identificar e não por tudo no mesmo saco, isso parece conversa da idade média.

  27. Claro que agora só há crianças mal educadas e os adultos de hoje são um poço de educação, fruto dos seus pais, super educados, que deram uma super educação. Maravilhosos exemplos que temos. Jorge coelho, vale e azevedo, fatima felgueiras, isaltino morais, lance amstrong, senhores de boas familias que se esquecem de 8 milhões, etc, etc. Só adultos top. E os seus paisinhos verdadeiros pedagogos. Medo do futuro com estas criancinhas que fazem birras no cafe.

  28. Eu acho que os adultos de hoje, outrora crianças perfeitas, devem estar a cheirar alguma substância mto estranha para tecerem tantos comentários ridículos em tão pouco tempo.
    Querem prender as criancinhas dentro de casa para não terem que aturar gritos é? Olha, eu detesto pessoas que fumam, bebem mais do que devem e que cheiram mal. E agora? Em que é que ficamos? Vão arranjar o que fazer!!!

  29. "O filho do meu ex foi a causa da nossa separação. Era um miudo insuportável, que fazia a vida negra a toda a gente"

    Não seria inflência da mãe?

  30. – Concordo com o que foi dito num comentário: os filhos, atigamente, tinham mais respeito aos pais. Acredito que fizessem as mesmas tropelia, mas, em frente aos pais, a coisa piava de maneira diferente. E isto, na minha opinião e contra mim falando,está relacionado com o sentimento de culpa que os pais tanto sentem hoje em dia e que os fazem querer ser queridos aos olhos dos filhos.

    – Também nunca ouvi ninguém justificar um mau comportamento com a desculpa da hiperactividade, mas enfim.
    – Também não acredito que um pai a sério queira dar medicação sem necessidade.
    – Já dei aulas. Tive muitos alunos sem educação nenhuma e tive um com hiperactividade. Pela minha experiência, há uma grande diferença na forma como se manifestam. Não me venham com tretas.
    – A nova moda, realmente, é criticar os pais. Se a criança faz birras, é porque os pais nunca lhe deram uma palmada como deve ser. Se a criança não come, é porque os pais a habituaram a comer só bifinho do lombo. Se a criança procura a cama dos pais e meio da noite, não é porque possa ter medo, é porque os pais não se sabem impor. E por aí fora. Acho que nenhum pai gosta de ver o seu filho a portar-se mal. E tambem acredito que queiram dar o seu melhor, mas a educação éum processo, não é imediata (a não ser que se ofereça tareia a toda a hora e, aí sim, acredito que os meninos se portem bem…até um dia).

    – Resumindo: também não gostei nadinha do texto.

  31. Muito haveria para dizer sobre este assunto. Antes de mais não é preciso ser pai ou mãe para ter opinião, creio. Eu sou mãe e concordo com os aspectos focados no artigo referido, isto porque existem crianças hiperativas e existem crianças mal-criadas, mas fundamentalmente, o que este artigo refere é que existem pais que não têm disponibilidade para os filhos – seja lá a que nível -, e justificam a falta de mão que têm neles na hiperatividade que os filhos (não) têm. Conheço, sim, um ou outro caso destes. Concordo, também, com o que diz o arrumadinho: as crianças não têm culpa… a responsabilidade é inteiramente dos pais… e fala-vos uma mãe que tem imenso trabalho (sim, é disto que se trata, de ter trabalho e persistência) em lidar diariamente com as birras e teimosias de um filho de quase 2 anos, na esperança de que não se transforme, um dia, num pseudo hiperativo… a ver vamos o que me espera!

  32. Anónimo das 22:31
    Em primeiro lugar acho ridículo o seu comentário, visto que a minha filha tem 4 anos…não pode comportar-se como adulta porque não o é! Não pode exigir que a liberdade de um adulto para ter certos comportamentos seja igual à liberdade de uma criança! E no alto da sua sabedoria, qual a sugestão que dá para parar o choro de uma criança durante uma birra? Onde fica o botão de desligar? Se lhe digo um não e ela chora não posso fazer nada a não ser esperar que se cale. Não vou bater, não vou sair de onde estou só porque algumas pessoas não podem ouvir uma criança chorar. Mas em que mundo é que vivem essas pessoas?? Nasceram adultos foi?

  33. Depende da idade. Por volta de 1 ano, as crianças começam a fazer birra, é uma coisa natural, faz parte do desenvolvimento e da forma de testarem os pais… por exemplo, a birra da minha filha nessa altura passava por chorar e bater com a cabeça ou no chão, ou no sofá, onde desse… era geniosa! Outros miúdos choram imenso que até perdem a respiração… outros fazem birras "menos birrentas", fazem um chorito e calam-se de seguida, mas todos passam por essa fase. Claro que a forma como se lida nesta altura com as birras tem implicações no futuro. E aí sim, passo a concordar, a determinada altura se fazem birra é porque lhes foi permitido. E tocou no ponto essencial é preciso saber mostrar quem manda!

  34. Um epilético não é um dificiente mental.
    Tenho inflizmente um sobrinho com esse problema de saúde e faz avida normal, não tendo um ataque desde a adolecencia.
    É policia. Tem que tomar medicação diariamente, desde que lhe foi feito o diagnóstico, tinha ele doze ou treze anos.

  35. Ter filhos com determinados problemas de saúde não depende dos pais, para com eles eu sou muito compreensiva. Agora ter filhos educados dá trabalho. Nunca atribui a elevada energia do meu filho mais velho a hiperatividade. é preciso estar muito disponivel para eles, dar-lhes muita atenção. Eu acredito que o dialogo, atenção, o carinh,fazem milagres.

    Na turma do meu filho mais novo existem dois ou três alunos, em que o comportamento não é dos melhores, indo este comportamento refletir-se na aprendizagem, pois quando são as reuniões de pais, os pais destes alunos nunca comparecem. A diretora de turma queixa-se que elas não querem saber.
    Estes alunos prejudicam-se a eles, mas também estão a prejudicar os colegas.

    Como alguém já disse e eu concordo, os filhos são o reflexo dos pais.

  36. Pessoalmente, penso que grande parte do problema prende-se com o facto de os pais pretenderem que os seus filhos façam vida de adulto. Vão a todo o todo o lado, assistem a tudo e isso, quer queiram quer não, é educação. Os miúdos aprendem, sobretudo, pelo exemplo, por aquilo que ouvem e vêm fazer, muito mais do que por aquilo que se lhes diz.
    Tenho dois filhos pequenos – de 1 e 3 anos – e não me passa pela cabeça levá-los a todo o lado. As crianças precisam que as suas actividades, mesmo as do dia-a-dia, sejam adequadas à sua idade.
    Não foi uma nem duas vezes que tive de me vir embora de locais públicos porque entendi que os meus filhos já estavam a fazer muito barulho – e eles não são nem mal comportados nem hiperactivos – são crianças pequenas.
    Mas precisamente por serem crianças pequenas e por não aguentarem mais de meia-hora sossegadas, entendo que não adequado estarem em locais públicos destinados (principalmente) a adultos.
    No tempo dos nossos avós as crianças não conviviam com os adultos como adultos. Conviviam com os adultos como crianças. Por exemplo, não vinham à sala: comiam na cozinha e brincavam no quarto; vinham à sala dar as boas-noites. E tinha uma razão de ser: os miúdos são umas esponjas, absorvem tudo o que vêm e ouvem, são discos rígidos em branco, e não têm capacidade para filtrar (ou têm pouca), daquilo que ouvem e vêm, o que é bom e o que é mau. E repetem tudo. Por não se saberem ainda comportar como adultos nem ter o discernimento para distinguir o que vêm e ouvem, não podiam estar presentes no convívio dos adultos. Tinham tempo, quando crescessem. Elas deviam estar a brincar e a fazer actividades próprias e adequadas à sua idade.
    E hoje, na maior parte dos casos, não é assim. Os miúdos assistem a praticamente tudo na vida dos pais, o que os deforma, como crianças em formação. E não estou aqui a fazer a apologia de se construir uma realidade diferente e idílica para os meninos, se os fazer viver numa redoma. Nada disso. Defendo apenas que eles não devem ser sujeitos àquilo que ainda não têm capacidade de entender e filtrar.
    Dá trabalho aos adultos, sobretudo porque os impede ou limita de frequentar quando querem os sítios que querem e de terem as conversas que querem quando querem.
    Mas são opções.

  37. O que me aborrece, efectivamente, nas crianças que, por exemplo, fazem barulho nos restaurantes, são os pais que ainda fazem mais barulho que elas ao "ralharem" e ao baterem nas crianças. Isso é que me estraga a refeição!

    Deixem as crianças em paz! Preocupem-se com os adultos que "levaram" na infância e dizem que isso lhes fez bem. Talvez aí, encontrem a maioria dos homens que batem nos mais, ditos, fracos, nas mulheres/crianças/idosos. " A violência gera violência."

  38. Eu resumo :

    Ponto 1 : há realmente algumas crianças com um disturbio chamado hiperactividade.

    POnto 2 : no entanto a grande maioria das crianças "problematicas" não têm essa "patologia".

    POnto 3 : isso é um mito criado pelos papas para justificar a má educação (mau caracter, mau feitio etc) o que quiserem chamar….

    POnto 4 : juntamente com isso uma serie de papas tambem gostam de associar os comportantamentos dos seus filhos a hiperactividade, porque tornou-se moda associar hiperactiviadde com sobredotados…ou inteligente acima da media.

    Há crianças/jovens/adultos com mau caracter/feitio/educação….e há outros com boas qualidades….e depois há patologias. E no de verdadeiras patologias as pessoas têm certos comportamentos de certa forma involuntariamente.

    Da mesma forma que a maioria dos pais não consegue admitir que nem todas as crianças têm as mesmas capacidades (motivaçao) intelectuais.
    Tambem conheci MUITOS casos de papas de colegas para quem a culpa dos insucessos dos filhos era sempre dos professores…….curiosamente uns tinham 18 outros tinham 5 valores com o mesmo professor (e muitas vezes os de 18 tinham menos condiçoes para estudar)…..

    Deixem-se de MODAS de treta e politicamente correcto….e assumam as coisas como elas são.

    Faz lembrar a moda dos advogados tentarem recorrentemente justificar os actos dos seus clientes (homicidios etc) com "problemas do foro mental" e mais ridiculo ainda "temporario"……..

  39. Ontem, quando li a crónica, pensei exatamente o mesmo que escreveu neste post. Sem grandes dissertações, até porque já disse tudo, eis a minha opinião: a forma como aquela crónica generaliza o comportamento das crianças e dos pais de hoje, é uma imbecilidade pegada!

  40. Teve sorte, porque regra geral os miúdos (provavelmente fruto da falta de educação) ainda fazem pior ou vêm os pais dizer q n temos nada a ver com isso.. se fossem todos como esses era bom realmente

  41. E eu concordo, mas eu falo naqueles casos em que as criança são autênticos selvagens porque os pais assim o permitem. Porque não ligam, e se estão a encomodar os outros problema deles.. é nesses casos só. No seu tem toda a razao

  42. De facto a abordagem deste senhor é triste mas a verdade é que tem toda a razão, na minha profissão inúmeras vezes me deparo com crianças que os pais definem como hiperactivos porque por razões variadas não lhes dão as devidas regras e limites e é vê – los a trabalhar comigo sem qualquer sinal de hiperactividade mas sim com a agitação habitual de uma criança. Salientar ainda que assim que as crianças chegam aos pais a hiperactividade é sem sombra de dúvida falta de educação.

  43. No terreno, e curioso verificar que crianças bem educadas nao sao hiperativas … ja crianças bem educadas sofrem de defice de atençao… … …

  44. Isso é verdade, é capaz de ser mais fácil com os filhos dos outros, mas o que é certo é que a minha mãe nunca me permitiu nenhuma birra. Quem mandava era ela não era eu e sempre tive consciência disso. É realmente muito complicado estar naquele local como educador e apesar de saber que as pessoas fazem um olhar reprovador, acho que não podemos deixar que isso nos faça vacilar. A experiencia que tenho é que se fazem birras é porque lhes foi permitido. Claro que isto é a minha experiencia…

  45. Acredite que o meu filho não parece ter a síndrome!
    Parece (ou parecia), antes, ser uma criança sem regras, bem mal-educada.
    Não apresentando qualquer deficiência mental, aliás, como alguém ali abaixo disse e muito bem, o autismo (a síndrome de Asperger faz parte do espectro), não o impede de ser uma criança hiper atenta, meiga e sociável, aventureira, despachada (felizmente, haveria mais adjetivos, acredite!), qualquer birra serve, apenas, para o rotular de hiperativo.
    Nem imagina o quanto me arrependo das palmadas que lhe dei (atenção! Ainda leva uma ou outra palmada, quando percebo que está nitidamente a gozar comigo!), sempre que não percebi que a "hiperatividade" era, apenas, um meio de se regular a nível sensorial.
    Com as terapias, a regulação aconteceu.
    Quando há regressão, volta a elas, e tudo corre melhor.
    Apesar disso, não sou o tipo de mãe que deixa o filho fazer de Tarzan ou ser malcriado com alguém.:)
    Isto tudo para lhe dizer que nem tudo é tão percetível assim, aos olhos de quem não não está por dentro das problemáticas.:)

  46. Está enganado!
    Há, de facto, autistas e epiléticos com deficiências mentais. Muitos, infelizmente. No entanto, também há um e outro caso como perturbação ou doença neurológica (diferente de mental).

  47. Insuportável não tem níveis, é o que não se pode suportar. Neste caso, o pai pedia-me ajuda e ele próprio não sabia o que fazer porque o filho era indomável. Eu acabei o relacionamento e o pai disse-me que estava deseaperado porque sabia que com um miudo daqueles não ía ser capaz de ser feliz com ninguém. Já passaram 6 anos e de facto nunca foi, ficou sozinho até hoje. O miudo tinha 2 anos e vivi com eles até ele ter 8. Hoje tem 14 e está cada vez pior. Fiquei amiga do pai, que diz que ainda me ama mas nunca mais quis ver o miudo. Antes de falar em generosidade sugiro que se habitue a não julgar as histórias dos outros sem as conhecer minimamente.

  48. Muitas letras eu poderia "gastar" aqui com este tema, dêem graças a Deus por não terem na família uma criança hiper – activa e quando virem uma criança numa grande superfície comercial a fazer uma birra não a julguem logo á primeira, não sou mais iluminada que vocês mas tenho o prazer de trabalhar com crianças e jovens á 16 anos e um prazer ainda maior de ter assistido a uma palestra liderada pelo DR.Lobo Antunes sobre a Hiper – Actividade e a minha opinião sobre o comportamento das crianças modou e muito, somos muito bons a julgar os filhos dos outros e melhores a arranjar soluções, nem tudo o que perece é, mas de uma coisa eu tenho a certeza, uma criança hiper – activa sofre muito com a falta de controlo do seu comportamento, pensem bem antes de julgar… crianças hiper – activas são fruto dos tempos em que vivemos, infelizmente.

  49. permita-me discordar. desculpe não ter lido os comentários e porventura tornar-me repetitiva!sou educadora de infância e confronto-me diariamente com situações deste genéro e realmente voce deve estar rodeados de pessoas muito informadas para não se confrontar com situações destas! primeiro permita-me uma sugestão e alargue a sua amostra de observação, não se cingindo a pessoas do mesmo meio socio-cultural.
    Em segundo lugar, voce ficaria admirado pela quantidade de pais que no aparecem no colégio preocupadissimos porque os filhos não param quietos, não respeitam, não têm regras, e…(conclusão comum)devem ser hiperativos!às vezes as crianças nem dois anos têm e os pais já têm esta teoria!A gente tenta conversar com eles, explicar-lhes as caracteristicas das crianças hiperativas, a tentar fazê-las ver que (em 99% dos casos) não têm razão para se preocupar com hiperatividade!Infelizmente os pais não se deixam convencer, até porque não gostam nada de admitir que o comportamento da criança possa estar relacionado com algum tipo de "defeito" na sua educação. Admitir um erro, perfeitamente natural, não passa pela cabeça de muito boa gente! e então começa um rodopio…ora pediatra, ora psicólogo do colégio…(porque eles insistem muito)para ver o que tem a criança quando quem precisa de ajuda são os pais!
    Concordo consigo quando diz que quem mudou foram os adultos e não as crianças. Mas os adultos mudaram tanto que consequentemente os comportamentos das crianças também!e que elas estão mal-educadas estão! que apetece dar dois bananos a filhos e pais, apetece!mas lá está, tem que conhecer várias realidades…pois eu já trabalhei em sitios muito diferentes e trabalhar no colégio não é o mesmo que no centro social da terrinha…as realidades são diferentes, as crianças são diferentes, os pais também…

  50. Concordo plenamente. Não tenho filhos, mas trabalho com os filhos dos outros, todos os dias, pelo que acho que posso ter o direito de revirar os olhos quando uma criancinha se estrebucha ao meu lado, em pleno restaurante, ou manda a mãe para a casa do Carvalho e Araújo, no meio do autocarro, em alta voz. São opiniões, vá…

  51. Por acaso a minha experiência (leia-se, a experiência da minha mãe, professora primária com quase 30 anos de serviço) é bem diferente da tua, Arrumadinho!
    No primeiro ano de serviço, a minha mãe levou com uma aluna que lhe chamou filha da outra, com "p" grande. Após ter dito à miúda que não tinha ouvido bem, a criatura repetiu as 3 palavrinhas alto e bom som. A minha mãe saiu da escola e foi praguejar para os campos envolventes.
    A mãe dessa criatura estava a trabalhar e perguntou se ela se estava a sentir bem, a minha mãe contou-lhe o que se tinha passado.
    … a criatura apanhou uma tareia tão grande que a mãe lhe ia partindo a enxada nas costas.
    Eu não acho que bater seja a solução, talvez porque não fui educada assim, mas a verdade é que hoje em dia as pessoas andam cansadas, trabalham muitas horas, fazem jantar, levam os filhos a piscinas e afins, o ordenado encurta-se todos os meses e é normal que a paciência se esgote, mas dizer "que se dane!" com "f" grande só contribui para a má criação que eu vejo na minha escola e da que a minha mãe se queixe na escola dela.
    E quanto à má educação disfarçada de hiperatividade, Arrumadinho, no dia em que oiças um miúdo partir tudo e ainda soltar um "tu és uma p*&%!", virado para a mãe, e ela se desculpar com a "hiperatividade" do filho ainda cais de uma cadeira Às gargalhadas e vais agradecer por tu e os que te rodeiam terem "dois dedos de testa" e educarem bem os filhos.

  52. Dar palmadas a um filho tem muito pouco de inteligência emocional.
    Ah… E acredito que a maioria de nós é dotado do poder da crítica (eu, pelo menos, sou).

  53. 'Bem conheço alguns pais que medicamentam os filhos para a hiperactividade'

    Os médicos é que medicam as crianças… E não o fazem de ânimo leve.

  54. Boa tarde, eu também quando li o texto do Henrique Raposo fiquei com aquela sensação de que isso não é bem assim, as crianças têm de ser crianças e existe uma altura própria para isso, claro que há umas com temperamentos (muito) difíceis e outras nem tanto e há algumas realmente hiperativas e outras malcriadas, alguns pais são competentes outros não o são, etc.. Mas sempre foi assim e sempre será, não é uma coisa do agora.. e concordo com o que o Ricardo escreveu só não percebi uma coisa, porque é que os adultos têm de agir de forma racional e não emocional? Talvez pudesse esclarecer-me melhor sobre esta afirmação.
    Cumprimentos e parabéns pelo blog.

  55. Ve-se perfeitamente que nao sabe do que fala. Tenho uma tia que tem 3 filhos. Os dois primeiros eram umas criancas adoraveis e o terceiro era a encarnacao e de um terrorista.Nos restaurantes era ve-lo a andar debaixo das mesas das outras pessoas, saia de casa sem que ninguem se apercebesse e etc. Isto tudo ate aos 10 anos. Agora e um rapaz impecavel, sossegado e educadissimo. Cada crianca tem a sua propria personalidade e por serem traquinos aquando miudos nao invalida que venham a ser adultos exemplares. Angela

  56. Percebo o seu ponto, mas a verdade é que não me lembro de, no tempo em que eu era pequena, ouvir alguém justificar o mau comportamento de alguma criança (ou o meu próprio mau comportamento) com um "é hiperactiva, coitadinha"… acho que é no facto de alguns dos pais de hoje avançaem essa "justificação" para certos maus comportamentos que está a questão. Que sempre houve crianças mal-criadas é um facto e não é de agora. Se desde sempre os pais atribuíram a falta de educação dos filhos a causas médicas (ou a outras causas "natuais"), já tenho as minhas dúvidas…

  57. De facto concordo com quase quase tudo o que disse. Foi leviandade do jornalista a generalização.
    Sempre houve crianças mal-educadas e crianças hiperativas. Sempre houve, também, pais que são efectivamente pais, e pais que se demitiram dessa função, delegando na escola a educação dos filhos (apesar de estes terem aumentado substancialmente nos últimos 20 anos, mas isso são outras núpcias!). O que de facto acontece com a questão da hiperatividade é que esta passou a ser banalizada nas ESCOLAS, muitas vezes pelos próprios professores, para designar todo o tipo de crianças que manifestassem comportamentos desviantes, isto é, comportamentos que fugissem àquilo que se preconiza como o comportamento devido para um aluno (seja lá o que isso é!). De facto, os pais não designam o seu filho como sendo hiperativo, se de facto este não o for, ou seja, não o designam apenas para desculpar a má-educação da criança(pelo menos em quase 10 anos a lidar com pais, nunca ouvi!). A aceitação do diagnóstico de hiperatividade, como o de outra patologia qualquer, é muito difícil de aceitar pelos pais, levando-os antes a dizer "Ah ele é é muito mal comportado!".
    Bom, o que interessa é que este cliché enunciado, muitas vezes, pelas escolas está a ser cada vez mais abandonado, e ainda bem, porque muitos mal comportados já tomaram ritalina, sem necessidade.

  58. Henrique tem a sua razão quando diz que os pais perferem ficar sentados (do que levantar e por respeito/acabar com a situação).
    1ºNão divido isto entre quem tem filhos e quem não tem. Acho absurdo. Primeiro porque todas as opiniões são válidas e depois porque nem são só os "adultos" que podem ter uma oinião formada sobre isto. Tenho 19 frescos anos e contato bastantes crianças na família. Há deles maravilhosos, bem educados, mas simplesmente crianças, que tambem fazem as suas birras/ porcarias/ estragos; mas há, também, os mal educados. estupidamente mal educados.
    2ºcoitados, não têm culpa, mas sim os pais. os pais (que nao medicam/nem têm diagnostico) já usam essa expressão "é hiperativo" como uma bela desculpa esfarrapada para a criança que bate na avó, que manda pratos para o chão em sinal de raiva, que bate nos animais.
    3ºIsto sim, são factos. Não ha cá o "não sou mãe, não sei".
    4º Ser-se hipertativo é uma coisa – ser-se mal educado é outra. Há pais de hoje em dia que não estão nem ai para se chatearem com o filho que bate na avó. não estão nem ai para dar atençao devida, pk estão a ver a novela. nao estão nem ai para ajudar o filho nos trabalhos escolares. Há maus educadores, não há crianças más.
    5º Para além de tudo o que foi dito acima, há que acrescentar que as playstation são a babysitter do seculo XXI. A criança joga nela diariamente horas a fio. Muita atençao daquilo, pouca atençao parental. É triste, mas é verdade. Há pais assim. Think about it.

  59. Tem sorte com as "suas" crianças, digo-lhe por experiência profissional. Provavelmente nenhuma delas será naturalmente birrente ou geniosa e atravessam apenas fases… mas há miúdos que naturalmente são mais birrentos que outros. Claro que é necessário moldar, claro que todos testam os limites e que as birras não se devem tolerar, mas geralmente uma criança mais geniosa nem sequer vai conseguir ouvir naquele momento que vai ficar de castigo, o que vai perder a seguir e uma palmada pode resultar numa cena ainda piorar (tipo atirarem-se ao chão, espolinharem-se, etc.) E depois, muitas coisas resultam com um amigo, um familiar, mas já não resultam com os pais (que até têm métodos que até resultou com outro filho ou até usam os mesmos que o amigo/familiar). É muito fácil julgar, mas para um pai que está naquele local, naquele momento, já sem saber que mais fazer, com vergonha, já sem vergonha, teres ares acusadores e de desdenho não ajuda nada

  60. Como ainda não li os comentários todos, não sei se me vou repetir e por isso peço desde já desculpa. Começo já por dizer que sou mãe há 30 anos e ao contrário do que o Ricardo disse, há 30 anos trabalhava quase, como se costuma dizer, de sol a sol, o mesmo acontecendo com o pai. Felizmente tinha pais que me ajudavam e o infantário, claro. Desde já digo que nunca batemos na nossa filha mas que educar dá bastante trabalho e perde-se muito tempo.Nessa altura não havia net nem televisão por cabo :).Mas, hoje não me arrependo do tempo que poderia ter para mim, dos nãos que lhe disse, das lágrimas que lhe limpei e dos carinhos que lhe dei, porque educar também é dar carinho.Cresceu mentalmente saudável, nem dei pela adolescência ou não valorizei porque também tinha por lá passado e hoje penso que é uma adulta sem traumas. Hoje,sem generalizações, claro, a maioria dos pais não tem muita paciência para os filhos e tenta compensá-los não ter muito tempo para eles, em dar-lhes tudo e deixá-los fazer tudo, ao contrário de lhes explicar porque é que não têm muito tempo para eles e aproveitar bem esse pouco tempo. Como é que não há-de portar-se mal uma criança se a enfiam uma manhã inteira num shopping? Depois para a calar lá vai mais um presentinho porque o menino fez birra. Outra coisa que veio piorar a situação atual são os diagnósticos errados de hiperatividade e as idas ao psicólogo. Hiperatividade, doença, é raro.É horrível para os pais e de tratamento difícil.Agora basta uma criança ter medo durante a noite que já vai ao psicólogo, chora na escola, vem logo com uma cartinha para os pais a levarem ao psicólogo e os próprios médicos de família que já não podem aturar as mãezinhas (são muito piores que os pais)nem as criancinhas que lhe desfazem o consultótrio todo, sem serem repreendidas porque podem ficar traumatizadas, as enviam também para o psicólogo pois enquanto houver dinheiro e chegarem à conclusão que não valeu de nada, não vão chatear tão cedo.Há coisa melhor que uma criança educada, que brinque mas que saiba onde pode ou não falar alto, ou gritar, ou não mexer nas coisas que não são dela, não incomodar os outros.Se lhes explicar com calma e argumentos, se não ceder às birras, consegue-se. Isto, claro a partir duma certa idade pois se em bébé é do estilo goelas sempre abertas compete aos pais não os levar para locais onde incomodam os outros. Estar num restaurante ou numa esplanada com um bébé aos berros é de loucos.

  61. Não sei que nivel de insuportabilidade estamos a falar mas, quando namoramos com alguém que já tenha filhos, se quisermos que dê certo, temos de saber aceitar as crianças como se fossem nossas, mas sem interferir no papel dos verdadeiros pais. Eles é que sabem. Educar não é facil e vejo nesta sua mensagem aquilo que nenhum pai/mãe quer que o companheiro diga dos seus filhos – que são insuportaveis. Os filhos primeiro e o companheiro depois. São estas as prioridades e percebo que só pessoas generosas as aceitem e percebam.

  62. Fantástico.. Quem não tem filhos, não tem, portanto, irmão, sobrinhos, primos, afilhados, vizinhos.. As crianças de hoje em dia são umas Mal Educadas! (Não todas obviamente! melhor seria..) Mas é triste que a maioria o seja.. Porque são essas crianças os adultos do futuro, que vão ser, igualmente mal educados.. Não tenho filhos, mas tenho pais, e sei a educação que tive e a educação que vejo hoje ser dada

  63. Eu não tenho filhos, pelo menos para já, mas convivo com crianças desde de sempre ou não fosse a minha mãe ama de crianças. Tenho assistido ao longo destes anos ao crescimento de vários miúdos.
    Quando a minha mãe começou a tomar conta do primeiro bebé eu teria uns 12 anos, sempre foi uma criança calma, obediente, que era possível deixar em qualquer lugar da casa que não mexia no que lhe estava proibido tocar tanto por ser perigoso como por serem coisas de valor ou inapropriadas. 10 anos depois, a minha mãe continua a cuidar de crianças, a que actualmente se encontra connosco nada tem a ver com o primeiro. É impossível deixar esta menina sozinha 5 minutos, algo de errado acontece sempre para além de não ter o mínimo de respeito por qualquer coisa que lhe seja dita para além de ser mal educada nas respostas que dá. A minha mãe tem cuidado de todos de igual forma, seja menino ou menina, contudo, os pais estão muito diferentes.
    Penso que o grande problema de hoje reside na palavra "não", as crianças não a ouvem vezes que cheguem, não a respeitam. Não aceitam um "não mexas", um "não podes", um "não te vou dar isso" e quando alguém contraria os seus meninos, os seus pais quase têm quebras de tensão com a falta de sensibilidade com os filhos. Já ninguém pode levantar a voz a uma criança, e dizer-lhe um "não", pode ser traumatizante.
    Para além de tudo isto, tenho conhecimento de que no infantário que a miúda que a minha mãe cuida, em cerca de 15 meninos numa sala, 5 tomam medicamentos para problemas de hiperatividade. Por isso, nem consigo compreender onde reside o verdadeiro problema, se nos pais ou nas crianças ou até nos médicos que receitam assim esses medicamentos.

  64. O pior é que antigamente, mesmo quando não havia educação, havia ainda respeito, ou medo das consequências.. hoje em dia não.. Onde não há educação não há respeito não há medo não há nada.. Apenas crianças que se vão tornar em adultos de nariz empinado sem educação e com a mania que são os melhores do mundo

  65. Olá, boa tarde Arrumadinho!
    Sou uma leitora diária e atenta do seu blog que já e uma companhia e posso afirmar que até hoje sempre subscrevi o que diz e concordo na totalidade com as suas as opiniões sensatas e acertivas. Contudo hoje, permita-me, mas vou discordar parcialmente de si. de facto sempre existiram crianças indisciplinadas e turbulentas, contudo, os tempos eram necessáriamente outros. As familias tinham vários filhos, o exercicio da autoridade, sem pretender classificar se melhor ou pior era outro e, seguramente mais eficaz. De facto hoje assisto com muita frequência, nos locais publicos, desde restaurantes ao cabeleireiro a crianças absolutamente irrequietas e incomodativas e as suas mães/pais a assobiar para o lado como se não lhes dissesse respeito… e isto hoje acontece com muita frequência. Por outro lado é um facto que ninguém é obrigado a suportar as birras as turbulencias, os gritos… dos filhos dos outros. Obviamente que isto não ocorre, felizmente, com todas as crianças e em todas as familias.
    Eu sei há uma série de fatores que teremos que considerar: as familias vivem em espaços diminutos, as crianças passam muito tempo em espaços fechados, as condições laborais dos pais são exigentes, mais pressão, stresss e, etc, etc.
    Depois há a comunicação social que muitas vezes não é parcial e não informando passa a opinativa, procurando o sensacionalismo…
    E haveria tanto a dizer!

    Ana Paula

  66. Como o meu primeiro filho era super atinado também achava que alguns comportamentos derivavam da falta de sapiência dos pais. Mas tive mais um. E para este qualquer não é como um ovo kinder. Uma delicia. Testa e desafia até ao cansaço. O sr. Henrique que não cuspa para o ar. Porque se tiver filhos ou mais filhos talvez lhe caia alguma coisita em cima.

  67. Anónimo,
    nunca permiti nem permitirei que a minha filha bata em alguém na minha presença, que incomode outras pessoas, mas no caso de chorar por exemplo, não há nada que eu possa fazer para impedir. Já aconteceu fazer uma birra, estar sentada na cadeira e a chorar,e eu certamente não lhe vou bater para que as outras pessoas digam que eu a sei disciplinar. Não é essa a minha forma de educar.E muito menos vou embora para que as outras pessoas fiquem contentes. Nunca se sabe exactamente como uma criança vai reagir quando vai a qualquer lugar, às vezes é perfeito outras vezes não, mas os pais não podem deixar de sair com os filhos só porque há quem não os possa ouvir um grito que seja. Essa é a minha opinião.

  68. Exactamente Rita, as pessoas esquecem-se da idade da criança e do facto desta se encontrar em processo de aprendizagem.
    Diria até que se esquecem que, também eles, já tiveram aquela idade. Esquecem-se de tudo, esquecem-se que o mundo não gira em torno do nosso umbigo…

  69. Nem sei porque tirou essa conclusão do meu comentário. Claro que sempre existiram maus pais. E claro que continuarão a existir. Mas há uns anos atrás os miúdos sem regras, birrentos e habituados a fazer apenas o que queriam e bem lhes apetecia eram chamados de «mal-educados». Hoje em dia são «hiperactivos». Com muito prejuízo para os verdadeiros «hiperactivos».

    Clara Alves

  70. Eu não sei se concorde contigo,se concorde com ele.É certo que hoje se justifica logo um comportamento mais tempestuoso com excesso de actividade. Eu,ao contrário de ti,já ouvi muitos pais dizerem isso.Principalmente pais de um filho. E também acredito que há pais que estão nas lonas. Que não se chateiam,ou não se querem saturar em educar. E acho que nisso há uma diferença substancial dos miúdos de ontem para os de hoje. A mim,bastava-me um olhar da minha mãe/pai e ficava logo em sentido E falo pelos meus 5 irmãos também. Havia mais respeito. Se se deve à educação ou simplesmente aos feitios,não sei,mas nós somos 6 e levávamos aquilo que os pais diziam MUITO a sério,mesmo que hoje,achemos um disparate!;) Hoje da-me ideia que os miúdos são muito mimados,muito em parte por terem tudo muito mais facilitado e à mão de semear. Se isso os vai prejudicar como adultos? Eu pessoalmente acho que sim,mas isso é outra conversa. Em suma,acho que há miúdos mais ma-educados hoje,do que há uns bons ano Mas para mim,isso nada tem que ver com hiperactividade. Acho que tem de facto a ver com educação e com feitios,porque há miúdos tramados!!

  71. Acho que neste momento já não tem a ver com a hiperactividade.. Uma criança não tem que se comportar como um adulto, mas também não tem que se comportar como um selvagem.. Tem que haver um meio termo..

  72. Claro que sim. E que tal nessas situações falar delicadamente com os pais ou com as próprias crianças? Comigo costuma dar resultado. Num destes dias estava a almoçar com o meu namorado e um grupo de miúdos decidiu brincar à nossa volta, aos gritos. Falei com eles e pedi-lhes (delicadamente) para não andarem a correr à nossa volta. E eles foram-se embora. Não eram mal educados, pediram desculpa, na excitação da brincadeira não perceberam que estavam a incomodar. Provavelmente depois foram dar cabo da paciência a outra pessoa que, em vez de tentar resolver a questão a bem, se limitou a "bufar" e a revirar os olhos… 🙂

  73. Um pouco mal educadas?? Crianças que batem nos professores, que exigem que os pais lhes comprem isto ou aquilo? Que so vestem roupas de marca quando os pais são desempregados (so vestem porque é isso que exigem)? Que desrespeitam o próximo? Que estragam coisas na via pública só porque sim? Um POUCO mal educadas??? Tenha dó…

  74. Os adultos mal comportados são as crianças mal comportadas.. Se não foram educados em crianças vão ser adultos sem educação..

  75. Não acho que a porrada deva ser regra, mas acho que não tem mal em ser a excepção.. é como eu digo hoje em dia, eu apanhei quando tinha que apanhar.. Se doeu? Doeu… Mas aprendi…

  76. Ser mãe ou pai altera a nossa maneira de olhar para a vida, para as pessoas, para as situações. E normalmente muda para melhor, no sentido de tolerar certas coisas. É dificil explicar, só passando por isso.

  77. Arrumadinho

    Hoje em dia há muito mais crianças malcriadas do que havia há uns anos atrás porque os pais tinham mais controlo sobre os filhos. Isso é notório, vê-se todos os dias!!!

    Rita

  78. Concordo com isso, mas acho que ninguém falou nesses casos, já me deparei com crianças que estavam a fazer birras e que ao olhar simplesmente percebi que não era uma birra só porque sim.. Que a criança tinha efectivamete algum problema.. Obviamente que nesses casos ninguém vai reprovar ou olhar de lado.. A maioria dos comentários são dirigidos aos pais que deixam os filhos fazer birras e fazerem o que bem entendem sem consequências, se vejo que uma criança não para mas que a mãe esta com atenção e a tentar "controlar os danos" não me faz "comichão" nenhuma, o que me faz são aquelas que não ligam e não querem saber se o filho esta sossegado atras delas a fazer de tarzan…

  79. Jedi, mas então se calhar é melhor começarem a vedar a entrada de crianças em certos lugares! A minha filha regra geral porta-se bem, não anda aos gritos, a correr no meio de cafés e restauirantes, mas tem vezes que por um motivo qualquer faz uma birra, e aí não posso carregar no botão de desligar para ela parar de chorar.Quieta está porque não a deixo atirar-se ao chão nem nada do género,mas não a posso impedir de chorar. E como sou cliente como outra pessoa qualquer, não tenho de ir embora só porque a minha filha chorou durante 5 minutos. É isso que julgo que há pessoas que não entendem. Lidar com uma criança não é lidar com um robot, as crianças bem educadas também choram, também fazem birras, é esse o meu ponto. Compreendo que seja chato para certas pessoas ouvir crianças a fazer barulho, mas as crianças comportam-se como crianças, e mal delas se não o fizerem.

  80. Uma criança pode ser criança sem ser selvagem.. Eu posso estar num café e uma criança estar a ser criança e a comer gelado e a sujar-se sem estar a correr e a dar encontroes na minha mesa ou cadeira ou eu ter que pedir a pessoa que esta comigo para repetir pela 10ª vez o que disse porque eu não consegui ouvir com os gritos da criança…

  81. Não é essa a experiencia que tenho.. Acredito que com muitas crianças (as mimadas e que não conseguem/não aprenderam a ouvir "Não") não consigam ouvir e seja pior. comigo, não é assim, quando alguma criança que está à minha responsabilidade (sendo da minha família e com quem eu convivo diariamente)quando começam com essas birras eu tento falar calmamente e explicar que não pode ser e explico os motivos, se mesmo assim a criança não colaborar, eu aviso que caso continue com a birra irão haver consequências… Ou ficar de castigo, ou ficar sem alguma coisa, ou já não irmos fazer o que estava combinado.. algo do gênero. Talvez por nunca me terem tolerado birras, eu também não tolero, qualquer criança comigo é um "anjo", no entanto, tenho um exemplo de uma delas que basta sair com mais alguém que lhe sobe qq coisa à cabeça e acha que se pode armar em "valente". Claro que mesmo com isso já cheguei ao ponto de a criança continuar a tentar fazer a birra e levou um estalo no rabo que resolveu a situação. Eu não concordo com o ignorar porque muitas vezes o que acontece é que as crianças vão tentar medir forças com os pais.. e se em casa até podem tentar ir por essa vertente, num centro comercial onde estão outras pessoas que não tem que estar a levar com isso não acho muito lógico. Quem fala de birras fala de correrias por exemplo.. Ainda há dias, estava num super mercado e andavam duas crianças a fazer corridas de um lado para o outro, várias vezes tive que me desviar para as crianças não chocarem comigo, olhei a volta para ver se via os pais das crianças, e estavam os dois muito entretidos a ver um produto qualquer sem sequer prestarem atenção ao que as crianças estavam a fazer.. foi preciso uma delas dar um encontrão numa mesa e partir dois ou três produtos que estavam em exposição para a mãe olhar e dizer um calmo "olha o que fizeste" e continuar a olhar para os produtos que já estava a ver.. Ora, ninguém tem que estar com atenção aos filhos dos outros e com cuidado a desviar-se das criancinhas como se de selvagens se tratassem, compreendo que as crianças fiquem fartas de estar ali e que tenham que se entreter, mas ai, cabe aos paizinhos arranjar uma solução, ou ensinam os filhos a comportarem-se, ou deixam as crianças com alguém, ou deixam nos parques que já existem dentro dos centro comerciais para esse fins por exemplo.. Claro que nem toda a gente tem a possibilidade de deixar os filhos com os avos por exemplo, sendo que nesse caso, a opção mais viável é realmente ensinarem-lhes que podem não gostar de andar as compras mas que na vida não podemos só fazer coisas que gostamos..

  82. Bem, após ler os comentários todos, eis a minha opinião sobre o assunto. Para já uma declaração de interesses: não sou pai e odeio criancinhas barulhentas em sítios onde não é suposto fazer barulho excessivo (não me importo que sejam barulhentos em discotecas…lol).

    Não acho nada que a educação de há 20/30/40 anos atrás fosse pior ou melhor que a de agora. Acho simplesmente que se adequava à sociedade da altura. Antes era-se mais rígido e batia-se mais, agora é-se um pouco mais flexivel e bate-se menos. Isto traz logo uma consequencia: as crianças cujos pais lhes batem menos, também têm menos tendencia a ser agressivas quando crescem.

    Sempre houve e haverá crianças mal educadas, agressivas, que só querem destruir, que berram por tudo e por nada, etc….Não acho que haja mais ou menos que há 40 anos atrás. Sobre a hiperactividade, para mim é apenas a pouca paciência dos pais em educar, pois, tal como há menos paciencia para manter relações hoje em dia, a mesma coisa se passa com a educação.

    Quanto aos pais já é outra história. Os pais de agora foram as crianças de há 30/40 anos atrás, logo muitos ainda têm a disciplina da altura e não conseguiram crescer e adaptar-se à nova sociedade, transmitindo aos filhos a mesma coisa. É um ciclo, que deverá ser quebrado o quanto antes, pois uma criança pouco integrada na sociedade terá dificuldades.

  83. Exactamente. Eu tambem agradeço a educação que tive. Quando pedia alguma coisa, a primeira resposta era sempre "Não" podiam ir comprar logo a seguir, mas a primeira resposta era Não..

  84. Queria apenas agradecer a todos pelos comentários que têm deixado no post. Uns concordam, outros discordam, uns deixam um ponto de visto, outros deixam outro. Mas com elevação e argumentação válida dentro das ideias de cada um. É bom promover uma troca de opiniões asssim. A todos, uma vez mais, o meu agradecimento.

  85. Acho piada que se fala em medicar crianças porque é mais fácil… que se diz que são hiperativas como desculpa. Mas se a criança foi diagnosticado como hiperactiva e toma medicação, não é um abuso dizerem que é mal educada? E se estão a tomar medicação e não são hiperactivas estamos a culpas os pais porquê? foram eles que diagnosticaram (mal) a doença?
    Parece-me muito abusivo a crónica do Sr. Henrique

  86. Costumo ler as crónicas de Tiago Mesquita, Daniel Oliveira e Henrique Raposo e gosto bastante. Sempre que são as crónicas do Henrique Raposo, é quase fatal como o destino, alguns dos que comentam destilam uma espécie de ódio. Talvez o Henrique Raposo seja o "ódiozinho de estimação" de alguns.

    Bem, li a tal crónica logo no dia em que saiu, e o primeiro pensamento que se tem, é que isto vai dar porcaria, com "m". E aconteceu. Acho que entendo o que o Henrique Raposo quis dizer, apesar de não o ter dito ou escrito da melhor forma. Assim muito mal comparado, fez-me lembrar as palavras de Isabel Jonet que foram mal interpretadas, e num lado muito oposto as da amiga Pépa.

    A diferença é que entre os três, aquele que tem mais responsabilidades nisto de escrever e não ser mal interpretado, é o Henrique Raposo. Cronista como é, e fazendo parte de um jornal de prestigio, talvez o que por lá se escreveu, pecasse por não ter sido muito correcto, porque não foi bem explicado. Porque se deixou levar pelas emoções. Talvez tivesse acabado de chegar do tal café, e estando irritado com os gritos das crianças, a coisa correu mal. Deu-se no calor das emoções. As emoções nem sempre são boas conselheiras.

    Agora, no que toca a existir pais que não sabem educar os filhos, não tenha a menor dúvida que são em maior número agora, do que há alguns anos atrás. Não por experiência própria, porque ainda não sou velhota, mas talvez e porque, os pais (sem generalizar) levavam esta coisa de educar, mais a sério. O que quer que isso queira dizer. Existia uma maior preocupação em passar valores, do que em comprar aos filhos a marca de roupa xpto e por aí fora. Existiam mais conversas e menos horas sozinhos a fazer o que bem entendem. Se me disser que os pais trabalham e não têm tempo. Certo. Então porque têm 2, 3 e 4 filhos se não têm tempo para estar nem sequer com um?

    Não consigo entender esta coisa de filhos que batem em pais e professores. Não me parece que no tempo dos meus avós, tal coisa pudesse acontecer tantas vezes. Não digo que não existissem tentativas, mas não passavam de tentativas, agora os filhos batem nos professores, e os pais vão à escola não para conversar, mas… para também bater nos professores. Que raio é que se passa aqui???

    Dou-lhe um exemplo que se passou comigo no passado verão numa das nossas praias. Existia nesse dia muitas crianças à beira de água a brincar, vi diversas mães, umas estariam na faixa etária dos "vintes", outras nos "trintas", e depois existia uma criatura à parte.

    Qual era a diferença? Enquanto algumas mães não largavam os filhotes nem por um segundo sequer, não só por uma questão de segurança, porque eram muito pequeninos. Ainda se preocupavam em chamar a atenção para não gritarem e não incomodarem as pessoas.

    A outra criatura mantinha-se impávida e serena. A ler sossegada a sua revista cor-de-rosa, enquanto a sua criança atirava areia às pessoas que se encontravam deitadas a gozar o seu descanso. A criatura alguma vez se levantou para repreender a sua criaturinha? Nem uma única vez, é como se não fosse sequer a mãe.

    Com certeza que as crianças têm energia e precisam de a "gastar", o contrário é que seria estranho, mas cabe aos pais dosear a situação, e ensinar às crianças desde muito cedo que existe uma linha que não pode ser ultrapassada. Os miúdos são inteligentes, aprendem depressa. Precisam é de pais que não se preocupem unicamente em comprar a marca de roupa xpto, e jogo y, e os ténis x. Isso não tem qualquer interesse.

    Conversar, dar atenção, isso sim é urgente. Muito urgente.

  87. que estupidez , a pergunta imberbe e idiota do costume – é pai? não é preciso dirigir essa pergunta, as pessoas têm estrutura moral e psicológica e pensamento abstracto para conseguirem pensar e idealizar o que fariam se estivessem determinada situação, neste caso ter um filho e dar-lhe educação

  88. Deveria saber que quando uma criança faz birra ignorar é mesmo a melhor opção. Naquele momento a criança não vai ouvir nada do que você tem para dizer. Se berrar ou lhe dar um estalo só vai piorar porque naquele momento ela não terá discernimento nem para ouvir e muito menos para perceber.
    Quanto ao resto concordo

  89. mas pelo que li o psicólogo quando diz pais, refere-se ao pai e à mãe, não apenas à figura paternal e o arrumadinho faz essa destrinça… por outro lado, lá pelo arrumadinho e as pessoas com quem convivem não usarem o argumento da hiperactividade, saberá concerteza que há quem use essa desculpa. Há pais que assistem à "má-criação" dos filhos para com desconhecidos e nem os repreendem em público para não darem o braço a torcer, isso é que é verdadeiramente repugnante.

  90. Concordo totalmente com o que diz e só não percebe quem não é pai ou mãe. Então querem ver que os miudos do meu tempo (tenho 35 anos) não se comportavam mal? Só agora é que são hiperactivos? Só agora é que os pais não educam os miudos? Só podem estar a brincar.

  91. A diferença de á 10/20/30….anos atrás é que não se dava tanta atenção ás crianças e agora dá-se o que pode tb prejudicar, e aqui a atenção refiro-me a se a criança faz um "aiii" estamos logo a ver porque o fez, não a deixa-mos descobrir por ela, o querer-mos acupa-las, pq têm que interagir e ter cultura imposta, uma desculpa para os dias ocupados e falta de meios de hoje em dia, no nosso tempo bastava estar-mos na natureza quase como que perdidos e sabiamos resolver, agir, e alcançava-mos cultura pelas nossas descobertas, hoje em dia a maior parte das crianças por tão estimuladas e atenção que têm nem sabe se comportar num simples café e depois culpamos o que tivermos que culpar para justificar esta vida louca que temos, se é na cidade é pq a criança é stressada se é no campo é pq está á parte de tudo e não evoluí…ninguém se entende.

  92. Sinceramente há por aqui muito moralismo e, sem querer ofender, alguns pais que descrevem os filhos como uma espécie de personagens dos livros de moral do século passado. Eu não sou mãe e não me agrada nada ter uma criança aos berros enquanto estou descansada a tomar o meu café (Assim como também não me agrada adultos a conversar aos berros. Também acontece, certo?). Mas não julgo, nem aponto o dedo, nem espero que os pais pré-programem os filhos antes de sair de casa. Eu certamente não o vou fazer com os meus. Não digo que não se devam estabelecer regras, mas não podemos (devemos?) esperar que uma criança se comporte como um adulto. Eu adoro crianças e gosto de vê-las a brincar, sujar-se, encher a boca de gelado… A comportarem-se como crianças. Não sou aquela pessoa que gaba fulana de tal porque o filhote se comporta como um homem, esteve o tempo todo caladinho e nem a camisa amarrotou. Ainda no outro dia estava a tomar café e uma miúda amorosa virou-se para trás e sorriu-me toda marota, qual não é o meu espanto quando o pai todo afectado grita: "Vire-se para a frente imediatamente! Não incomode as pessoas" (NUNCA hei-de compreender os pais que tratam os filhos por você e vice-versa. NUNCA!). Este senhor sim levou com um valente ar de reprovação. Eu não sei o que é educar um filho, mas não me parece que se limite às normas do "saber estar". E parece-me que a discussão se está a limitar demasiado a isso.

  93. A frase "mas gosto de crianças quando são bem comportadas" é um mimo. Claramente corrobora o início da mesma frase. A diferença (ou uma das diferenças) entre as crianças de hoje e as de ontem é que as de hoje vão a todo o lado, desde a mais tenra idade, o que não acontecia quando eu era criança.
    E já agora, para incendiar um pouco, o que acham dos adultos mal comportados? Que falam alto em restaurantes e são indelicados com os empregados? A esses, quem os educa? E já agora, eram essas as crianças bem comportadas da nossa infância?
    Tendo dito isto, a conclusão é óbvia: há de tudo, crianças e adultos bem e mal comportados! A diferneça é que, quanto às criaças, ainda há algo a fazer, já quanto aos adultos…

  94. Boa tarde. Tenho imenso respeito pelas educadoras, ainda sou do tempo que se respeitava cegamente os professores. O que tem coisas boas e coisas más, obviamente. Mas gostaria de esclarecer o seguinte, ser educadora é diferente de ser mãe. Não podemos misturar as coisas porque é muito diferente! Um dia quando for mãe, espero que passe por essa viagem, perceberá o que estou a dizer. Só para que não restem duvidas, sou mãe e de crianças pequenas e não são "hiperactivas". São crianças normalissimas, acho até que são melhores do eu fui e os meus pais estavam mais horas em casa do que eu estou actualmente com as minhas crianças. Antes de ser mãe também achava muita coisa, género "os pais é que têm a culpa". Hoje percebo que não é bem assim.

  95. Eu fui pela 1a vez a um restaurante quando tinha 4 anos e já sabia comportar-me à mesa e sabia que se me portasse mal ficava de castigo. Não sou traumatizada e agradeço aos meus pais a educação rigorosa que me deram. Os meus filhos hoje sabem que ficam de castigo sempre que se portam mal e não se atrevem a fazer fitas em público. São miúdos felizes e simpáticos. Não concordo com a falta de educação e com a desorientação de muitos pais de hoje. As crianças precisam de regras e de firmeza. Conheço demasiados pais e mães completamente desnorteados. Os filhos são muitas vezes o espelho do que se passa em casa.

  96. Não tenho problemas em repreender a minha filha onde quer que seja se ela estiver de facto a incomodar alguém, agora não permito é que a considerem mal educada ou que nós pais não a sabemos educar só porque ela tem comportamentos daquilo que efectivamente é, uma criança de 4 anos! E levo-a a todo o lado, era só o que faltava deixar de levá-la a restaurantes ou cafés, por exemplo, só porque certas pessoas parecem ter alergia a crianças, o infelizmente é cada vez mais comum. Chegou-se ao ponto de certos hotéis já nem aceitarem crianças! Acho que esse tema também merecia uma boa reflexão, o facto de cada vez mais pessoas terem um verdadeiro desrespeito pelas crianças ao ponto de não as suportarem! Para essas pessoas egocêntricas é que já não há paciência…

  97. Há de tudo um pouco!
    Crianças hiperativas, de verdade!
    Crianças mal-educadas!
    Pais irresponsáveis.
    Pais Natais.
    Pais extraordinários!
    A diferença entre os tempos de hoje e os nossos é que, na altura, não havia "rótulos" para ninguém.
    Um hiperativo era, simplesmente, mal-educado.
    Uma criança com déficit de atenção era burra.
    Um autista era deficiente mental, assim como o era um epilético.
    Hoje rotula-se demais. Na altura de menos.
    É bom que haja equilíbrio e que se procure saber as razões que estão por detrás do comportamento de uma criança, antes de a julgar, bem como antes de julgar os seus progenitores.

  98. À mãe das 15:17, respondo "Que sorte, minha querida, por ter filhos sem problemáticas maiores!" Acredite que choraria por si e muito por eles!

  99. Esqueci-me de mencionar, Ricardo, que somos 3 irmãos e todos somos diferentes, criados pelos mesmos pais e na mesmíssima geração, já que só há um ano de diferença entre todos.
    Dá que pensar aos "não pais", certo?

  100. Banalizou-se um pouco o conceito de hiperactivdade… isso é verdade! Que seja desculpa? Se calhar. Que estamos mais intolerantes? Também. Mas que hoje em dia há mais crianças mal educadas também é verdade.

  101. Texto interessante, comentários algo ridículos e outros, como sempre, sábios.

    Como mãe de uma criança de 6 anos, de quem sempre corri atrás, pondo-me a cabeça em água, muitas vezes tive que colocar gente na ordem quando olhavam o meu filho e diziam ou perguntavam se era hiperativo.
    Sempre respondi que não se tratava de hiperatividade, mas de grande dificuldade em saber-estar e o que precisava era de aprender a ser educado e seguir as regras que lhe incutia em casa.
    Em casa, o meu filho NUNCA foi hiperativo e até esperava que chegássemos ao carro para poder falar em tom mais alto do que nas escadas.
    E não é que entretanto descobri que a criança tem síndrome de Asperger? E não é que, como professora, fiquei a saber que há défice de atenção sem hiperatividade associada? E tantas outras coisas que explicam, muitas vezes, o comportamento das crianças.
    Se as pessoas parassem para pensar, não mandariam telhas ao telhado do vizinho!
    Como dizes e bem, sempre houve crianças mal educadas!
    O que não havia, no meu tempo, que me lembre, era adultos que se recusam a jantar num restaurante onde há crianças à mesa.

    Por fim, porque isto daria panos para mangas, deixaria um conselho aos "não pais" (gosto de lhes chamar assim, em vez de dizer àqueles que ainda não foram pais, por me parecer que um dia, se o vierem a ser, lhes faltará muita pedagogia que hoje se recusam aprender!): "Sejam cegos, surdos e mudos, no que respeita os filhos dos outros!".

    bj, Ricardo.

  102. Eu tenho fihos e concordo com o Sr. Henrique Raposo e não com todo este disparate, porque primeiro ele retrata o que os próprios pais dizem sobre os filhos e não uma teoria de que a hiper-actividade é igual a má-educação. Se calhar deveriam voltar a ler o artigo do senhor antes de comentar!

  103. Sou mãe de dois rapazes e também trabalho com crianças. Os meus filhos são o oposto um do outro, sendo um muito sossegado e o outro, hoje com vinte anos,tinha energia para dar e vender, mas nunca me deixou envergonhada em publico, porque sempre lhe incuti regras e nunca abdiquei delas.Os miudos são muito espertos e testam sempre até onde podem ir e se um dia agente cede é o suficiente, para eles quererem sempre mais. Por exemplo; nunca permiti que os meus filhos viajassem, sem que tivessem a idade, de acordo com a legislação, no banco da frente ou sem cinto, eles sabiam onde era o lugar deles, nunca se quer pediram para que fosse de outra forma. Eu penso assim se um dia eu permito que eles viagem no banco da frente ou sem cinto, como é que eu a seguir lhe vou dizer, que eles devem ir no banco de trás, porque é perigoso, dá multa, etc. eles não vão acreditar em mim, então como é um dia posso e o outro não. Dei o exemplo do carro, porque é uma das situações que me choca muito, vejo muitas crianças a viajar sem segurança nenhuma, porque os pais não estão para se chatear. È muito dificil dizer não, mas é mais dificil qundo acontece um acidente e elas são as maiores vitimas. Eu prefiro que chorem eles porque não lhe fiz a vontade, do que chorar eu com peso na conciencia, porque não cumpri com o meu dever de mãe. Na minha profissão assisto diariamente, a inumeras situacões, como a pais que se preocupam mais com a roupa, que esta seja de marca, porque tem que ir mais bem vestido que o vizinho, do que com alimentação, que deveria ser muito mais importante, porque esta contribui para a saúde das crianças. Resumindo muitos pais não estão para se chatear, delegando aos educadores e professores a educação dos filhos…….

  104. Se há pais que se desculpam alegando hiperactividade dos filhos , não sei, acredito que haja. O que sei, e já presenciei, é que o termo hiperactivo se banalizou e muita gente diz que uma criança é hiperactiva porque é muito irrequieta, e não porque sofre de algum distúrbio do campo do transtorno de deficit de atenção – hiperactividade, um problema sério, complexo e nem sempre fácil de diagnosticar. Se há médicos que diagnosticam erradamente hiperactividade, é natural que os "leigos" caiam na tentação de o fazer também. Tolero a irrequietude, as traquinices e a alegria esfusiante de muitas crianças, agora má educação nem pensar. Por isso não tenho problemas em repreender a minha filha se está a incomodar os outros ou se tem a veleidade de desrespeitar ou "levantar a mão a um adulto". Também sei que, por exemplo, num café ou num restaurante, se lhe der atenção, se conversar com ela, se a mantiver ocupada, não vai andar a correr e a gritar pelas mesas fora. A questão é que muitos pais, não todos, querem ir a um café ou a uma esplanada para lerem sossegadamente o jornal (como muitos outros que "suspiram" de cada vez que alguém chega com uma criança) sem se preocuparem com o que ela fica a fazer. E aí, mal estariamos se uma criança podendo correr e saltar ficasse ali sossegada…

  105. Concordo em absoluto.
    Sou mãe de 2 filhos de 7 e 8 anos que estão prefeitamente retratados nesta resposta da Sofia: são crianças energicas, extrovertidas, faladoras, distraida e acrescento sempre às lutas e cambalhotas!
    Não são hiperactivas, não são mal educadas e saõ acompanhadas com tempo/amor e paciencia pelos pais.
    São crianças normais que nos tempos que correm têm mais adversidades e enfrentam provavelmente mais ou outros perigos.

  106. Eu acho que a verdade absoluta não está nem no texto do Ricardo nem no texto de Henrique Raposo. Ambos descrevem situações reais mas que coexistem. Se é verdade que há cada vez mais pais como os que o Ricardo descreve, com as preocupações que demonstra e bem pelo crescimento e bem estar do seu filho, como felizmente os meus pais demonstraram sempre pelo meu e como conheço bastantes outros casos também e assustador ver a quantidade de crianças que hoje em dia são rotuladas de "hiperactivas" pelos pais, psicólogos e até médicos. Conheço bem de perto a realidade de uma escola e o número de crianças, que os pais chegam a escola a dizer serem hiperactivas e acompanhadas pelo médico e que os professores apenas acham o puto traquina, respondão mas que com um puxão de orelhas (aqui em sentido figurado para nao levantar problemas) acaba por portar-se como os outros, está a aumentar de forma assustadora e preocupante.

  107. Há crianças e crianças. E quem tem mais que uma. .. ui, que emoção. Tenho 2. Um super atinado, o outro, uma peste. Individualmente portam se muito melhor do q juntos. A ideia de que com porrada se educa. .. pois, também já achei que sim. Até constatar que o resultado nao podia ser mais ao contrário do q se queria. Nao quer dizer que nao sacuda o pó uma vez ou outra. Mas muito raramente. As crianças não são robots. Têm que ir ao jantares dos pais, às compras com os pais. Por vezes nao dormem o suficiente. Há crianças mal educadas. Mas não são tantas assim. E demora tempo a corrigir comportamentos. Não é ao primeiro estalo.

  108. S de Sofia… tiro-lhe o chapéu pelo seu esclarecimento! Sou mãe de 3 crianças, sendo que a primeira sempre foi uma criança (agora adolescente) calmo, sem sobressaltos, enquanto as outras 2 são incrivelmente energéticas, o que depois de um dia de trabalho torna-se ainda mais cansativo, mas enfim, são crianças com um desenvolvimento normal e maravilhoso e espero sinceramente que assim continuem! Se ao Sr Henrique (ou os Srs Henriques desta vida) cabe o direito de estar num café a ler o jornal em paz e sossego, às crianças também cabe o direito de serem crianças.
    Hoje em dia a palavra hiperactividade é utilizada vezes sem conta, e inadequadamente! Deixem as crianças serem crianças, e se o Sr Henrique se sentir perturbado pela alegria contagiante de crianças a brincar, pois que mude de café, ou fique em casa.

  109. Olá. Gosto muito do seu blogue mas neste post não foi muito feliz. Não sei em que mundo vive… mas a ideia de que os putos de hoje são mal comportados não é um cliché mas sim um facto verdadeiro em muitos casos. Fico feliz por não se identificar com as palavras do Sr. Henrique Cardoso mas considere-se um privilegiado por não assistir ao que os comuns mortais assistem. Não tenho filhos mas gosto de crianças quando são bem-comportadas. No entanto gostaria de sugerir-lhe o seguinte: experimente comer numa esplanada enquanto duas crianças esbarram na sua mesa, aos gritos, vezes sem conta até não ter outro remédio a não ser comer com o garfo na mão direita porque a mão esquerda está a agarrar o prato para que este não caia ao chão. Isto perante o olhar passivo dos pais.
    Mais miúdos mal comportados? Mais pais bananas? Não sei. Só sei que há muitas vezes em que me apetece gritar com os pais e varejar os putos porque tenho direito a comer com as duas mãos numa esplanada sem ficar com os tímpanos perfurados.

  110. Quando li o que o HR escreveu nem queria acreditar, mas vindo de si algo tão mau não se podia esperar… Há crianças um pouco mal educadas sim mas agora vir escrever que as crianças não são hiperactivas são sim mal educadas é demais… Cada vez mais há crianças especiais que vieram a este maravilhoso mundo com o objectivo de mudar memtalidades de nos levar ao limite… mas é mais fácil falar "mal" em vez de se ir instruir seja de que temas forem… conversas a parte obrigada pelas suas palavras estas sim com lógica e sentido!!!

  111. Concordo com o Henrique e tenho 3 filhos. Sou rígida, para os padrōes actuais, com eles. Têm amigos absolutamente insuportáveis, que muitas vezes atrapalham o tipo de educação que lhes impomos. Assisto inúmeras vezes a cenas deploráveis em restaurantes e supermercados. Vejo crianças pedinchonas, embirrentas e antipáticas todos os dias. Tenho 40 anos, sempre tive muitos amigos e não me lembro de alguma vez eu ou os meus 3 irmãos e 1 irmã, os nossos primos e os nossos amigos termos tido os comportamentos a que assisto hoje. Tenho uma sobrinha difícil que o meu irmão educa com uma paciência infinita, e não gosto do comportamento dos meus filhos depois de estarem com ela. Nem só quem tem filhos pode ter opinião, como também quem não tem pode criticar o panorama actual.

  112. Quando li o que o HR tinha escrito nem queria acreditar…antes de começar a ler o que o Arrumadinho escreveu até estava com receio que escrevesse tantas barbaridades como o outro Sr. mas tal não era possível. Nota-se logo quem tem filhos e quem não os tem mas pior é quem os tem fazer este tipo de comentários… Deve de ter a "sorte" (que eu considero azar) de ter um filho super tranquilo que passa os dias parado e a comportar-se como um adulto que não é… Talvez um dia tenha um filho mais irrequieto e vamos ver se a conversa se mantem…Santa paciência para gente sem conhecimentos sobre o que é ou não hiperactivo!!!

  113. Tenho filhos e concordo com o artigo.
    Na verdade sei de pais que diziam que os filhos eram hiperactivos, se tomavam remédios não sei. O problema é que essas crianças eram realmente mal criadas e a desculpa delas serem crianças não impede que saibam se comportar. As desculpas são várias para não educar e portanto cada um educa e arranja as desculpas que quer, no futuro uns terão sorte outros nem por isso.

  114. O facto é q há muitos pais que usam a hiperactividade como desculpa, como há muitos pais nos dias q correm q não querem ter trabalho para educar os filhos. Mas tb as pessoas generalizam. E os educadores n podem julgar q sabem tudo so pq lidam c mts crianças. Os miudos nem sempre têm o mesmo comportamento em casa e na escola. E cm tb ja foi dito, n ha vontade maior do q a de um pai q o filho se comporte. É desgastante uma birra e desconfortável ter o mundo inteiro a olhar para nós.

  115. Considero que há uma grande tendência em querer educar os filhos dos outros. Toda a gente tem uma opinião a dar sobre como deve ser a educação de uma criança. Com ou sem filhos.
    Sou das que acredita que um miúdo deve levar palmadas, deve ser castigado de acordo com a asneira que comete, sempre com bom senso e tentando, essencialmente, fazer entender os valores que estão por detrás dos actos.
    Isto não é ciência aeroespacial, é inteligência emocional. Que devemos aplicar a tudo na vida.

    Gosto pouco de extremismos e de pessoas que se acham dotadas divinamente com o poder da crítica.

    Como pais, devemos facilitar o processo de canalizar as emoções da criança, ao invés de as reprimir ou assumir que a criança é hiperactiva e encolher os braços, desculpando tudo.

    Isto tudo para dizer, que hoje em dia parece que a doença dos adultos é a depressão e a das crianças a hiperactividade. E vejo pessoas a mais a falarem de ambas as coisas sem saberem muito bem o que dizem.

  116. Tiro ao lado o seu post.
    Sou da sua idade, tenho filhos. Todas as crianças têm momentos de má educação, mas o problema não reside aí e sim no facto de os pais justificarem o mau comportamento dizendo que são hiperactivos. Já o ouvi centenas de vezes e mais… continuam por aí fora muitos deles a falar que têm de ir ao médico para ver se arranjam medicação para acalmar os putos.

    O que mudou foram alguns pais que foram educados a desresponsabilizarem-se e agora deseducam os filhos da mesma maneira

  117. Cada caso é um caso. cada criança é uma criança. Tal como existem pessoas mais tolerantes do que outras. Agora, há pessoas que usam o termo hiperactivo sem saber o que estão a dizer.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  118. "Quando olho para trás, não encontro nada disto na minha educação, nem na educação de quem me rodeava. Quase todos os meus colegas andavam um pouco em roda livre – tinham chave de casa aos seis anos, iam sozinhos para a escola, passavam tardes inteiras sem companhia, a fazer o que bem entendiam." – Esta foi a minha infância, nos anos 70. Sou de 72 e este parágrafo, descreve, em poucas palavras o que foi a minha infância. Gostei imenso de ler o seu texto.

  119. Bem conheço alguns pais que medicamentam os filhos para a hiperactividade, quando por vezes como educadora não me parece que tenham problemas de défice de atenção ou hiperactividade. Já tenho encontrado muitas vezes por parte dos alunos e pais essas desculpas para muitos comportamentos negativos até para a falta de estudo, por exemplo.Os pais chamam " personalidades vincadas e critica" e até acham bem.Trata-se muitas vezes de miúdos que são autênticos "Senhores",que conseguem pôr os pais a seus pés. Não domino nada de medicina, mas com estes alunos tenho um comportamento como tive outrora com o meu filho e não me dou mal.Mas não sou tão tolerante como vejo os pais de hoje serem . Hoje vejo muitos pais que, com a ânsia de darem aos filhos tudo aquilo que compense o que tempo lhes rouba no quotidiano, esquecem-se que também têm de ser intransigentes quando é necessário.
    Dizer um NÃO vincado é preciso!!…Enfim este tema não se esgota …

  120. O Ricardo deve ter escrito este post à pressa e sem pensar muito, certamente. Esperava mais de si. Não pode defender uma ideia baseando-se no seu grupo de amigos/colegas/conhecidos. Pois eu devo dizer que conheço imensos pais que, não tendo tempo e paciência para educar convenientemente os filhos, foram adiando a imposição de regras e rotinas. E o que aconteceu a esses miúdos? Não têm, como seria de esperar, o hábito de cumprir regras e lidam muito mal com a autoridade. Assim de repente encontro três ou quatro casais que procuraram, a todo o custo, relatórios de avaliações psicológicas para justificarem uma «hiperactividade» que não é mais do que o resultado de um mau trabalho realizado pelos pais.
    Abundam, nas escolas públicas e privadas, alunos com relatórios deste género. É lamentável. Se por um lado há, efectivamente, miúdos hiperactivos ou com défices de concentração, por outro lado, há muitos pais a prestar um mau serviço.

    Clara Alves

  121. Concordo.. Se um miúdo está aos gritos porque está numa brincadeira ou qualquer coisa, ainda tolero, agora quando estão, por exemplo, em supermercados a fazerem um birra que se houve no estacionamento porque estão a exigir que os pais lhes comprem isto ou aquilo e os paizinhos estão simplesmente a olhar para o lado a ignorar a criança e a deixar berrar, para mim, é falta de educação dos pais, ensinassem a criança a ouvir um "não". Alem disso, hoje em dia nas escolas aquilo é uma selva e nem empregados nem professores têm mão nos miúdos, não que não saibam fazer o trabalho deles mas porque os miúdos têm as costas quentes porque os próprios paizinhos não ralham, não educam, não disciplinam e eles sabem que se alguém lhes disser alguma coisa é só eles chegarem a casa e dizerem aos pais que os pais vão a correr a escola dizer que lhes agrediram o filho ou que o tentaram matar ou qualquer coisa do gênero.. sou completamente contra a educação que tem como base a violência, não acho que os professores ou funcionários devam dar um estalo ou coisa do gênero aos miúdos, mas temos que convir que um funcionário que esteja a ser agredido tem que ter forma de se defender. No meu tempo (e não foi assim há tanto como isso) também havia alunos mal criados e rufias mas numa turma de 20/25 eram 2 ou 3 e esses eram suspensos ou expulsos ou qualquer coisa, havia consequências.. ao contrario de hoje, que numa turma de 20/25, 20 são os rufias e os que acham que querem podem e mandam, porque é isso que os paizinhos lhes ensinam em casa. Na minha opinião, com o tempo foi-se perdendo uma base fundamental: o respeito. A maioria dos miúdos não sabem o que isso é. Há excepções, óbvio. Tenho dois casos na minha própria família, duas crianças com diferença de 4 anos onde num dos casos ele foi mimado e habituado a que podia ter o que quisesse e que ninguém lhe podia dizer que não sendo hoje, um desses miúdos mal criados e chorões e birrentos que não respeitam ninguém e no outro caso, apesar de não lhe ter faltado nada, sempre ouviu a palavra não e tinha noção que tem noção que não pode ter tudo o que bem lhe apetece, sendo uma criança que vai a qualquer lado e ninguém sequer se lembra que se trata efetivamente de uma criança, não exige não faz birras, nem sequer pede.. A não ser que lhe perguntemos se ela quer alguma coisa e ai ela escolhe no entanto, não sem antes perguntar se é muito caro e se pode ser aquilo..

  122. Eu tenho 4:
    Um é hiperactivo, outra uma princesa / diplomata, outro mal educado, meigo e reguila, e outra é uma mistura…
    Mas há muitos mal educados, e dá mais jeito aos pais chamarem-nos de hiperativos!

  123. De facto há e sempre houve crianças mal comportadas.
    Deseducadas.Rebeldes.
    E bons e maus pais.
    E bons e maus educadores.
    As competências educativas adquirem-se.
    A cada dia.
    Sem grandes teorias.
    E,na maioria das vezes,de forma intuitiva.
    Também não aprecio especialmente estar num local público,seja ele café,restaurante,supermercado….e ser « bombardeada » com as birras das « criancinhas mais queridas,riquezas das suas mães ».
    Sobretudo quando os berros se sobrepõem a toda e qualquer tentativa de conversa estabelecida no meio.
    E pior,os papás respectivos,limitam-se a « dardejarem-nos » com o olhar,ao minimo comentário…em surdina…sobre as suas adoráveis crias,« as mais lindas e bem comportadas do universo e,quiçá,mais além ».
    PS- Sim,tenho uma cria.
    Normal para a sua idade,tanks God.
    E,não,não pertecemos ao grupo acima descrito.

  124. Não costumo comentar blogs, mas realmente este dá que pensar…..sim, crianças serão sermpre crianças e é impossível mante-las quietas e caladas mais do que um determinado tempo. E quanto ao comentário anterior, ser educadora não é ser mãe, nem pai! E se o é (educadora)e acha que as crianças são de porcelana e para estarem quietas, sossegadas e caladas realmente ainda bem que não é educadora de nenhum dos meus filhos! E por ser educadora e não mãe, não sabe o que é estar num espaço publico e querer mais do que qualquer outra pessoa que está em redor, que a sua criança esteja sossegada e se comporte! Tenho dois filhos, a educação é a mesma e são tão diferentes como a água e o azeite! Quando não são nossos tudo se torna mais fácil, isso lhe garanto! Ser mãe ou pai não tem descrição, e não, não arranjamos desculpas, como digo, mais que ninguem queremos que os nossos filhos sejam exemplares! Não pai ou mãe nenhuma que conheça que não o queira!

  125. Ó Arrumadinho, eu costumo dar-te razão… mas esta…não estás no meio deles…só contactas com alguns pais e não com o povo todo…se estivesses deste lado…todos os dias…bastava um estágio…talvez mudasses a opinião…

  126. eu percebo que não se identifique com o texto do henrique raposo porque é um pai atento e preocupado com o seu filho e isso é óptimo não só para si mas também para o seu pequenino que está a aprender uma série de valores e vai ser uma pessoa bem formada no futuro. e também percebo que todos os seus amigos façam o mesmo – normalmente damo-nos com pessoas parecidas connosco.
    mas a minha experiência enquanto professora de inglês num jardim de infância com ensino básico leva-me a concordar na íntegra com o henrique. as crianças estão cada vez mais mal-educadas e a culpa é dos pais que não lhes transmitem regras e que, pior, proíbem os educadores, que passam com eles às vezes 10 horas, de lhes transmitirem essas regras. não foram poucas as vezes que eu ouvi "se é aqui que ele se porta mal, é aqui que têm que o castigar.", nós ainda tentávamos explicar "mas mãe, a escola não educa sozinha, precisa de ser complementada pela educação dos pais em casa e bláblá" mas é escusado. a escola servia um lanche todos os dias composto por uma bola de mistura com queijo, fiambre ou tulicreme e um copo de sumo ou leite, mas invariavelmente todos os dias havia crianças que traziam bolicaos e bolos de casa. quando as auxiliares as proibiam de comer os bolos esperneavam, gritavam, rebolavam-se no chão. quando explicavam aos pais que eles não podiam trazer bolos de casa (prq depois os outros meninos também querem e não têm) a resposta dos pais era sempre "mas ela quer e eu não consigo fazer nada."… estamos a falar de crianças sempre menores de 10 anos, como é que elas querem alguma coisa e os pais não lhes conseguem explicar que não pode ser, que há regras e que, principalmente, os quereres dos pais se sobrepõem aos quereres das crianças? é aqui que o henrique tem razão. os pais não conseguem fazer isto porque depois eles gritam e choram e incomodam-nos quando eles querem ver a telenovela ou o futebol. e depois proíbem tudo aos educadores: uma palmada, um puxão de orelhas, até um castigo. uma mãe de um menino disse-me a mim para "evitar usar a palavra não. para explicar de outra maneira mas qe não queria educá-lo dizendo a palavra não"… e muitas das vezes são os pais que incitam, em casa, a que as crianças desrespeitem os professores. como lhe disse, eu leccionava inglês no primeiro ciclo e muitas das vezes ouvi crianças dizerem-me, quando não faziam os trabalhos de casa, "o inglês não interessa para nada."… as crianças não aprenderam isto nem por elas, nem na escola, são os pais que lhes dizem estas coisas.
    o ricardo tem aqui razão em vários pontos: o problema não são as crianças, são os pais e antigamente as crianças também eram assim. o maior problema, no meu ponto de vista, é que antigamente numa turma de 25 havia 2 ou 3 meninos assim, mal comportados. hoje em dia, numa turma de 25 há 2 ou 3 que são bem comportados. e, ainda pior, esses 2 ou 3 bem comportados são os únicos que não levam o telemóvel, a psp e outros similares para a escola.. e são frequentemente gozados pelos outros, os mal comportados, que apontam o facto de os pais não lhes darem todos aqueles brinquedos.

    infelizmente ricardo, as pessoas têm as prioridades completamente trocadas. é triste mas é verdade. ouvi muitos pais reclamarem do preço do livro de inglês (doze euros) mas depois os filhos eram os que levavam a psp para o colégio (qe o ricardo conhecerá o preço). mas fico mesmo contente por saber que ainda há pais que se preocupam em fazer os tpc's com os filhos, em dar-lhe jogos e presentes didácticos e que não os ponham em frente à televisão a ver desenhos animados só para eles não os chatearem. tenho a certeza que o seu filho transmitirá esses valores para os filhos dele.

  127. Bom, fiz um comentário anterior que se perdeu no refresh da página… mas em suma acho que não podia discordar mais deste post. Não sou pai é um facto, mas trabalhei alguns anos com crianças dos 6 aos 17 e foram muitos os casos de pais a desculparem os filhos com hiperactividade, quando era apenas uma questao de respeito e de porem a criança a mexer-se um bocado.
    Facto é que há uma grande quantidade de pais que simplesmente não estao para isso. Ponto final. A isto junta-se uma grande quantidade de educadores que não está para isso. Ponto final. Depois surgem crianças que não respeitam ninguém e se perdem na parvoíce e chamam-lhes hiperactivas…
    Facto é que muitos deles, a partir do momento em que se depararam com uma estrutura hierarquica de respeito e passaram a ter os fins de semana preenchidos com actividades, muitas delas de indole fisica, subitamente "perderam" o estatuto de hiperactivos.
    E por amor de deus, sao os adultos de hoje que são menos tolerantes? Sim, pq na geração dos meus avós era tudo muito mais liberal e tolerante… houve talvez aqui alguma falta de imparcialidade derivada do factor papá…

  128. Não concordo! Sou mãe de três rapazes e, tal como todas as crianças, fazem das deles! Mas nunca permiti que andassem aos berros em sitios publicos por uma questão de respeito pelos outros! Também sei de muita gente (nunca profissionais) que me sugeriram que o meu filho do meio seria hiperactivo e que talvez devesse tomar a dita "Ritalina"… era mais fácil mantê-lo dopado? se calhar era… mas não era isso que eu queria para o meu filho! Sou psicóloga e sei o que são crianças hiperactivas. Há muitas que são apenas mais "velhacas" do que as outras (o caso do meu filho) e que muitas vezes são medicadas para conforto dos adultos que com elas lidam. Eu prefiro ter mais trabalho e ter um filho a crescer saudável!

  129. Como Mãe digo que não é desculpa os Pais afirmarem que o filho é Hiperactivo , já falei muito sobre este assunto quer em casa e com amigos e Professores, hoje em dia a Educação ficou arrumada numa prateleira e os Pais não se querem dar ao trabalho de por limites nos seus filhos, já vi muita coisa na escola do meu filho , até roubar brinquedos o fazem e levam para casa e os Pais certamente vêem e nada dizem, é de lamentar essas situações, e como digo um filho é um espelho do Pai e de uma Mãe, não sou nenhuma Super mama, cometo erros com o meu filho, e quando faz algo de errado eu sou a primeira a levantar o rabo e dar lhe um raspanete, e muitas das vezes o castigo serve de lição, por isso posso ir com ele para um café e para uma esplanada!

  130. Trabalhei com crianças durante alguns anos, putos desde os 6 aos 17, e sinceramente tenho que concordar com o Henrique Raposo, pelo menos em grande parte, e discordar violentamente que só por não ter filhos não terá automaticamente uma opinião valida e informada. Como disse trabalhei com crianças durante alguns anos, aos sábados e aos domingos, não era diariamente, e não tenho filhos ainda. No entanto, olhando para a educação que tive e como sempre me comportei em público enquanto criança e olhando para as crianças de hoje e dos últimos 10 anos, não deixo de conseguir culpar os pais… se soubesse a quantidade de pais que me vieram pedir desculpa antecipadamente porque o filho era hiperactivo e ia dar muito trabalho e afinal de contas o miudo só precisava era de correr e brincar… enfim.
    Facto é que os pais de hoje têm muito menos tempo para os filhos e cada vez menos se tem o apoio dos avós, pelo que se confia cada vez mais nas escolas. Escolas essas que por sua vez formam educadores cada vez mais lenientes e com cada vez menos capacidade para educar e impor respeito. E repare: eu não defendo educações violentas ou castradoras. De todo! Acho sim é que os pais têm de saber dedicar-se o suficiente para conseguir passar aos filhos os valores que eles precisam, para os pôr a correr, para os "cansar" e estimular nesta idade em q o cérebro deles está no seu auge de absorção.
    Porque estranha quando se compara com esta imagem? Porque isto tem vindo a mudar nos ultimos 5 anos talvez. Também eu noto muitos pais a interessarem-se cada vez mais, se calhar precisamente por terem visto como resultaram as crianças da remessa anterior!
    Em suma, para mim a culpa é em grande parte dos pais. Aqueles que hoje têm os seus 40s. Se calhar foi próprio da sua geração, honestamente não sei. Mas noto que os filhos dessa geração, foram de todos os que apanhei como educador e formador, aqueles que menos presença e paciencia tinham dos pais em casa e aqueles que mais problemas davam e que se achavam mais no direito de tudo.
    Mas não só, culpo as escolas. E os facilitismos de se diagnosticar hiperactividade quando a criança dá demasiado trabalho aos profissionais que "não são pagos para isso".
    E sinceramente essa conversa do a culpa ser dos adultos que têm menos paciencia para aturar as crianças? Acho completamente errada. Vejo a geração dos meus avós por exemplo como muito menos tolerante a crianças aos berros, ou a dos meus pais.
    Acho que este post foi um pouco enviusado pelo sindrome de pai babado 🙂

  131. Discordo que os pais de hoje não sejam muito mais ausentes, muito mais permissivos, muito mais alienados dos filhos. Concordo: as crianças são crianças, vão sempre fazer barulho, vão testar os limites, mas o problema das crianças não está nelas, que vão sempre ser crianças e fazer tudo o que as crianças fazem, está nos adultos que não querem arranjar tempo para as educar.

  132. (cont)-Parte III

    Como disse acima, sou psicóloga e sou mãe. Já trabalhei, entre outras, com crianças hiperactivas e há uma clara distinção entre uma criança com esse quadro e uma criança com uma actividade físico-motora perfeitamente normal (e saudável) para a sua idade.

    A minha filha, uma criança com 5 anos, tem uma energia inesgotável. É activa, curiosa, tem sede de saber, deseja liderar mas sabe igualmente estar e enquadrar as regras no seu quadro de acção. Não é hiperactiva nem tão pouco mal-educada. É uma criança perfeitamente normal para a idade que tem. Mal fosse se tivéssemos crianças amorfas e apáticas.

    Em suma: deixemos as crianças ser crianças pois elas terão muito tempo para serem adultas.

    E facultemos aos pais mais informações, esclarecendo as suas dúvidas de forma profissional (e não alarmista ou acusatória) pois o amadorismo e as “implicâncias” são coisas que abundam nesta sociedade.

  133. (cont-parte 2)

    De acordo com o pediatra Mário Cordeiro, as crianças com Síndroma de hiperactividade e défice de atenção podem ser predominantemente hiperactivas, predominantemente desatentas ou uma mistura das duas coisas.

    Assim, a componente “falta de atenção” tem que incluir 6 dos seguintes sintomas, durante mais de 6 meses, num tal grau que causa inadaptação ou problemas, maiores do que seria de esperar para o grau de desenvolvimento da criança desta idade:

    – Desatenção aos pormenores, e não evoluir, por exemplo, no pormenor dos desenhos;
    – Dificuldade em manter a atenção em qualquer actividade;
    – Parecer não ouvir o que se lhe está a dizer;
    – Não conseguir obedecer a regras e instruções, designadamente nas actividades de grupo (por exemplo, esperar na fila para lavar as mãos, esperar até chegar a sua vez de falar, etc), sem ser por oposição ou negação, mas por impossibilidade de cumprimento;
    – Dificuldade em organizar-se no quadro das actividades;
    – Evitar aceitar tarefas que obriguem a um esforço mental ou a decorar uma sequência de passos;
    – Perder muitos objectos e esquecer-se onde estão;
    – Ser constantemente distraído por estímulos externos (uma mosca, os sons dos automóveis, luzes, telefone a tocar, etc).

    A componente “hiperactividade” e “hiperimpulsividade” (resultantes da dificuldade na gestão interna da informação e das situações), deve incluir 4 dos seguintes sintomas, durante pelo menos 6 meses, e de intensidade fora do que é de esperar para uma criança desta idade:

    – Mexer constantemente os braços e as pernas, remexer-se demasiadamente na cadeira;
    – Não conseguir estar sentado na sala, quando todos os outros conseguem, levantando-se com frequência;
    – Correr, saltar ou trepar “demais”, sobretudo em situações inapropriadas e fora do contexto;
    – Dificuldade em jogos ou actividades que exijam calma e concentração;
    – Impulsividade em querer ser o primeiro em tudo e responder antes sequer de se acabar a pergunta;
    – Impulsividade, não conseguindo estar numa fila.

    Pergunto, pois, Henrique, face a uma das primeiras frases que integra a sua crónica “(…) e o café está inundado de crianças que não respeitam nada, nem os pardalitos e os pombos”, se todas elas serão mal-educadas?

    Creio que é igualmente um raciocínio ultrapassado o facto de um pai ou uma mãe dar uma palmada correctiva ao filho ser olhado de viés. E é igualmente de uma atrocidade tentar “corrigir” a normal actividade de uma criança com “gotinhas milagrosas”. Para quem gostaria de ir a um café ler o seu jornal, talvez fosse um cenário perfeito ter todas as crianças sentadinhas à mesa, sem proferir uma palavra, ou então falando baixinho. Uma espécie de crianças saídas dos contos da Condessa de Ségur. Mas a vida real não é assim e não estou a dar-lhe qualquer novidade, Henrique.

    A educação é muito bonita, começa em casa e continua na sociedade. Os pais, como principais agentes educativos, têm a obrigação de ser os melhores desses mesmos agentes educativos, incutindo regras comportamentais, valores sólidos, fomentando o saber, a descoberta, o convívio, a partilha, em suma, o que viver em sociedade implica. Precisamente para não ficarem com mais um rótulo de adultos intoleráveis, mimados, embirrentos e algo alérgicos a crianças que, à falta de argumentos, as apelidam de “estafermos insuportáveis”.

    (cont)

  134. A propósito do artigo de opinião do Sr Henrique Cardoso, gostaria de dizer o seguinte:

    Bom dia Sr Henrique Cardoso,

    Escrevo-lhe enquanto mãe e enquanto psicóloga.

    A propósito da brevíssima crónica que escreveu, “As crianças não são hiperactivas, são mal-educadas”, gostaria de, a título introdutório,dirigir-lhe três simples perguntas:

    – Para além dos livros que, espero, lê sobre a educação e desenvolvimento da criança, tem alguma formação em Psicologia?

    – Já trabalhou com crianças hiperactivas, respectivas famílias e demais agentes educativos?

    – Tem 30 anos. É pai?

    Creio que o Henrique estará de acordo comigo quando refiro que falar de assuntos que resultam da nossa mera observação e deles retirar conclusões generalistas e um tanto ou quanto grotescas, não é um bom princípio. Convém, primeiro, entender o que é a hiperactividade, não por traços largos e deficitários; convém igualmente atentar que educar uma criança é uma tarefa multi-disciplinar. Começa em casa, certamente, mas a própria sociedade também tem um papel na edificação dos nossos futuros adultos.

    A hiperactividade tem sido o bode expiatório para explicar o “excesso de actividade” por parte de uma criança. Nada mais errado e perigoso do que tentar explicar qualquer comportamento através de “etiquetas” que nos conduzem a diagnósticos prematuros e efectuados “em cima do joelho”. Uma comédia, como o Henrique refere.

    Gostaria de saber o que é que o Henrique entende por “hiperactividade”. Ou, mais correctamente, sobre a “Síndroma de hiperactividade e défice de atenção”. Sejamos precisos para que não haja mais equívocos e generalizações abusivas.
    Não é hiperactiva a criança enérgica, curiosa, extrovertida, faladora ou distraída. Pelo contrário. É uma criança perfeitamente normal e saudável que necessita de expandir e de dar largas à sua energia, depois de, por exemplo, ter estado um dia inteiro em ambiente escolar, com curtas pausas de recreio, concentrada nas suas tarefas didáctica e, muitas vezes, “atafulhada” em actividades extra-curriculares. Digamos que, durante este período, tem em mente o “portar-se bem”, ainda que, pelo meio, sobressaiam algumas nuances e disputas com os amiguinhos (“Este brinquedo é meu!” ou “Se não fizeres assim já não sou mais tua amiga”). Com os pais é natural que as crianças voltem a “calçar as pantufas”, exteriorizando as suas contrariedades, o que correu bem no seu dia e o que, inevitavelmente, correu menos bem enquanto estiveram em contexto escolar.

    (cont)

  135. Vivemos em mundos diferentes certamente. eu concordo com o Henrique, e digo mais, eu já tinha tecido comentários semelhantes. n sou mãe, realmente n sou, mas isso é a tipica desculpa d mau pagador q tenho tambem vindo a ouvir dos tais Pais q tem filhos hiperativos. E a razão pela qual sei q é desculpa d mau pagador, é pq sou educadora, e isso faz com q passe, na maioria das vezes, mais horas com as crianças do q com os próprios Pais. e isso s calhar confere alguma credibilidade à minha teoria. acho eu!

  136. tens de convir que antigamente os miúdos tinham muito mais respeito pelos pais..e hoje em dia é raro os casos que assim é..e isso muda muita coisa..

  137. Curiosamente, já ouvi muitos relatos de pais a justificarem o mau comportamento dos filhos dizendo que são hiperactivos, mas talvez seja um mito 🙂
    Também conheço miúdos que, de facto, são hiperactivos, mas nesses casos não vejo os pais a justificarem o comportamento deles com esse facto.

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