Ainda as Mães e as verdades universais

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Como é hábito, muita gente “leu” o meu texto anterior e desatou a comentar sem pensar duas vezes, sem tentar ver se o que estava a criticar eram coisas efectivamente escritas no meu post.

Em momento algum eu digo que o grupo das Mães não devia existir ou que não é útil para muita gente. Pelo contrário. Digo que acho muito bem que exista e tenho a certeza que ajuda imensas mães cheias de dúvidas sobre mil e uma coisas. Também não digo que a experiência e a vivência não são válidas para se darem conselhos, claro que são, e até defendo essa partilha de experiências, que podem ser muito interessantes para as outras mães. Agora, o que eu critico é o facto de se assumirem muitas respostas como sendo verdades universais, sobretudo em questões clínicas ou da esfera individual e familiar. A nossa experiência é a nossa experiência, a nossa criança é a nossa criança e a nossa família é a nossa família. Num grupo com quase 8 mil pessoas, haverá de tudo: gente rica e pobre, gente saudável e doente, gente com filhos calmos e verdadeiros diabos, gente com apoio familiar e sem apoio familiar, gente equilibrada e desequilibrada, gente com bom-senso e gente fundamentalista. Tenho a certeza que é assim. É impossível que não seja.

Isto para dizer que o que defendo é que essa generalização da partilha de experiências pode ser perigosa. E dou um exemplo, que fiquei a conhecer há minutos. Uma leitora escreveu-me a contar que quando foi mãe todas as amigas, que já eram mães, lhe diziam que devia andar, andar muito. E ela andou. E elas insistiam que andar fazia bem, e que ela devia continuar a andar. E ela assim o fez. Quando finalmente foi ao médico, este disse-lhe que as caminhadas estavam a prejudicar a saúde do bebé, que estavam a consumir a energia que deveria ter sido canalizada para o feto, e ela teve de parar de andar. Claro que andar deve fazer bem a muitas grávidas. E mal a outras. Só um médico poderá avaliar cada caso. E dúvidas deste género há no grupo das mães, como muitas outras relacionadas com doenças das crianças, medicação mais adequada, etc. Outro exemplo é o do caso que levou à expulsão da minha mulher do grupo. Uma senhora que perguntava se deveria deixar o bebé de seis meses com a sogra. Mas as 7500 mães conhecem a sogra de algum lado? Sabem se ela é boa ou má pessoa, se tem ou não jeito para bebés, se tem 50 ou 90 anos, se vive num apartamento de luxo ou numa casa a cair cheia de lixo e humidade? É impossível responder-se a uma questão destas. Caberia, naturalmente, à administradora do grupo alertar a pessoa em causa para isso mesmo, para que o seu caso é demasiado pessoal para se poder generalizar na resposta e dar uma opinião firme sobre o assunto poderá ser uma má influência, que poderá levar a uma decisão errada e prejudicial para a criança e para a mãe. Podia também falar de questões mais íntimas e polémicas como a amamentação. Há posições demasiado radicais sobre este assunto. Há quem seja a favor, há quem seja mais flexível e há quem seja fundamentalista da mama. Neste grupo, algumas pessoas que mostram posições mais flexíveis sobre este assunto também são julgadas e condenadas pelas tais radicais. Então e aí não se põe a questão do julgamento? E das inseguranças? As mães não estão a falar de um assunto e a serem julgadas por outras dentro de um grupo que deveria ser compreensivo e acolhedor?

Outra coisa totalmente diferente é poder falar num grupo sobre questões práticas e de logística. Pedir conselhos para locais onde organizar festas das crianças, sobre restaurantes que aceitem putos, sobre actividades de fim-de-semana, pedir opiniões sobre espectáculos infantis, os melhores filmes no cinema, sei lá, há mil e uma coisas que podem ser muito úteis às mães. Também acho possível haver situações mais humanas, ajuda em momentos mais complicados, e tenho a certeza que palavras de apoio de outras mães que passaram pelo mesmo possam ser reconfortantes. É por isso que defendo, agora, como no texto anterior, que este grupo deve existir e é um importante espaço de reflexão e ajuda. O que acho é que as opiniões tidas como verdades universais são demasiado perigosas e podem pôr em causa a saúde das crianças e das mães. E é só isto.

49 Comentários

  1. É por estas e por outras que eu não leio blogs de “mamãs”. Ou então leio só para me divertir com algumas coisas tais como essa questão da sogra. (A senhora até não deve ser assim tão má, porque educou o marido da “mamã”!)
    Parabéns pelo blog e pelas partilhas!

  2. Resumindo, como o ricardo e a Ana nao se importam nadinha que gozem com eles,
    pois decidiram ser figuras publicas e quanto mais gozarem com eles melhor, visto que quando se quer ser conhecido se entra na loucura do “falem mal ou bem, mas falem de mim”.
    Portanto o ricardo e sua esposa consideram que Toda a gente é assim, que toda a gente se devia estar a marimbar se satirizam e ridicularizam uma duvida sobre a maternidade colocada por uma mãe de certeza temerosa quanto ao seu bebe.

    Mas nao caro Ricardo, nem toda a gente tem que ser assim compreende?
    Acho que nao teria tenta dificuldade em perceber isso, se ambos em casa nao promovessem este tipo de atitude constantemente, do falar mal dos outros e os outros falaram mal de mim.
    Existe muita gente, que ao contrario de vocês, gosta de estar sossegada no seu canto, e que odiará ver o seu nome completemente anónimo colocado num fecebook de alguém bastante conhecido em tom de gozo criticado destrutivamente, o seu nome de repente falado por aí aos 4 ventos. Isso é coisa que apenas uma pequena parcela da sociedade nao se incomoda. A pequena parcela onde o Ricardo e a sua esposa se inserem, e ainda bem que se inserem pois gosto (salvo excepções destas) do que escreve, e riu-me muitas vezes com os textos da pipoca mais doce (salvo excepções também).

    A questão é que nem toda a gente é como vocês. Nem tem que pensar como vocês, nao é obrigado a aceitar ser gozado por vocês calado quieto e sem retorquir, lá porque vocês também aceitam, e provavelmente ate gostam pois dá jeito, que vos gozem e vos satirizem.

    Tirando este á parte, e porque me irritou bastante, gosto do seu trabalho.
    Votos de progresso.

    Matilde Marques

  3. Cara Absolut M. Apenas duas coisas: 1. Quando diz que não gostaria de ver uma pessoa a gozar com o que escreveu, posso garantir-lhe que não veria, por uma razão simples: não tem acesso ao Facebook privado da Ana Garcia Martins, já que não é amigo dela. Se uma pessoa que eu não conheço de lado nenhum gozar comigo no seu Facebook pessoal acha que eu me aborreço com isso? Tenho a certeza que haverá dezenas de pessoas que o fazem, ou que já o terão feito. E então? Fazem-no num espaço que é delas, e eu não tenho acesso, por isso, não tenho problema nenhum nisso. As pessoas parece que continuam a não querer entender a diferença entre o Facebook da Ana Garcia Martins, que é fechado, e o da Pipoca Mais Doce, que é aberto, público.
    2. A jornalista da SÁBADO não é minha inferior hierárquica, nem sequer trabalha na minha secção. Estamos em departamentos totalmente diferentes. Seria abusivo da minha parte dar ordens a uma pessoa que tem os seus próprios editores, ainda para mais estando eu fora da redacção há alguns meses. Mas, lá está, se quer mesmo acreditar que fui eu a orquestrar tudo isto, força. Aquilo a que chama “justificação” não é mais do que um alerta para as pessoas que discutiam furiosamente o assunto no grupo das Mães, e que já estavam a construir castelos no ar sobre este assunto.

  4. Olá Arrumadinho,

    Leios os vossos blogs (Arrumadinho e Pipoca) mas não costumo comentar.

    Desta vez não pude deixar de o fazer.

    Não faço parte do grupo das mães.
    Porém, tenho a certeza que se fizesse, não gostaria de ver que uma pessoa que não conheço – e que atualmente tem muita notoriedade – a gozar com algo que eu escrevi num grupo fechado, por mais parvo que tal pareça.
    E isto parece-me ainda pior, quando a pessoa que goza nem se coibiu de apagar o nome da mãe que efetuou a pergunta.

    Aqui não se trata de saber se a Pipoca pode ou não gozar com o Governo, figuras públicas, pessoas amigas, etc…
    Naturalmete, a Pipoca pode fazer o que quiser…com as consequências que daí surgirem, sejam elas quais forem (como, se viu no caso concreto, a expulsão de um grupo).

    O grupo das mães tem natureza privada e serve um propósito muito específico. Serve para os seus membros tirarem dúvidas, sejam elas quais forem. É suposto as mães estarem à vontade para fazer perguntas, independentemente das mesmas, e sem temer que, quem quer que seja, goze com o respetivo conteúdo.

    É feio … muito feio, que uma pessoa como a Pipoca – que bem sabe que tudo o que escreve na sua página do facebook acaba por se tornar público – venha gozar com algo (e alguém) que foi escrito num grupo privado.

    Do meu ponto de vista não há necessidade deste comportamento.

    Entendo a posição do grupo.
    Se a pipoca vai retirar ao grupo “posts” para gozar, não deve participar mais. ponto.

    É uma consequência de um ato livre da Pipoca… que, curiosamente, não foi bem aceite.

    Por último, e quanto ao artigo da Sábado:
    É muuuuuuito curioso que este incindente tenha ocorrido há três semanas; que após este incidente tenha sido solicitado à administradora do grupo que respondesse a umas questões; que as respostas tenham sido mal enquadradas no artigo; que a jornalista da sábado seja – pelo que sei – inferior hierarquica direta do Arrumadinho; e que o Arrumadinho tenha uma enorme necessidade de justificar que não teve qualquer relação com o sucedido…
    Muito curioso…
    Quem não acreditar em coincidências aqui tem a sua resposta.

    Absolut M.

  5. Arrumadinho,

    compreendo o seu comentário, mas no fundo, cada um sabe de si, e quem faz uma pergunta absurda e hilariante, fá-lo porque sente necessidade disso. Depois, a opção que toma é de cada um! Somos todos adultos e não cabe à administradora do grupo dizer às suas utilizadoras para não ter em conta as opiniões das outras mães, por muito disparatadas que sejam!
    Sejamos crescidos, ok?
    É claro que se formos picuinhas vamos arranjar mil excepções que justifiquem as nossas palavras, mas por favor, tenham uma mente aberta e inteligência para tomar opções ouvindo todas as opiniões! Afinal cada mãe – e cada pai – procura fazer o melhor que sabe para os seus filhos (e não, não estou a falar daqueles casos que merecem que lhes sejam retirados os filhos!!!, se formos por aí nunca mais acabamos a discussão!)

  6. Lol? Lá porque você é assim, não quer dizer que tenha de projectar a sua frustradice e falta de vida nos outros. Eu também não gosto deste tipo de polémicas e leio-as porque acompanho este blog e, felizmente, 90% dos posts não são assim. Se não já tinha deixado de o ler há muito tempo! É muito triste que venha para aqui admitir que “bebe” destas confusões e que se ri com isso…

  7. Não sendo mãe não sei que tipo de dúvidas pode suscitar um bebé, mas para mim a questão resume-se a:

    Na net não há coisas como secreto. Se é um grupo numa rede SOCIAL é normal que a SOCIEDADE tenha acesso ao conteúdo. A acusação que fazem à Pipoca de ter publicado algo na sua página pessoal de um grupo privado esbarra no vosso próprio argumento – utilizaram conteúdo de uma página pessoal para justificar uma ‘expulsão’ de um grupo. Da mesma forma que a Pipoca partilhou um conteúdo privado na sua página pessoal, para amigos e familiares, e não para os seguidores como já vi tantos dizerem, esse grupo utilizou conteúdo privado da Pipoca para a expulsar. Portanto no fundo é tudo a mesma coisa, não venham agora com moralismos.

    E dizer ‘ela fez primeiro’ please, we’re grown ups.

  8. Olá Ricardo!
    Na minha opinião, acho que deveria arranjar com urgência os seguintes objectos: Pata de coelho, ferradura, figa, e agora assim de repente não me lembro de mais nada… mas acho que vocês os dois estão a ser vitimas de inveja… a inveja é tramada e corrosiva. Protejam-se!

  9. Acho que o que se passa com este Grupo no FB é, infelizmente, um sinal dos tempos.
    Mas nem tudo que está na moda tem que ser bom e, neste caso, acho mesmo que estes grupos têm pouca coisa de positivo. As pessoas depositam as suas confianças em outras que não conhecem, que nunca viram, que não sabem o que fazem, que não sabem como são os seus filhos e, pasme-se, nem sabem mesmo se os têm. Porque a internet tem este lado preverso, que é afastar o contacto entre as pessoas, que é desfomentar o convívio nas suas casas ou num café da esquina.
    De repente passou a ser mais confortável deixar o rabo colado ao sofá e clicar uma pergunta de uma linha no telemóvel ou no portátil para pessoas que não se conhece de lado nenhum, em vez de se ligar à melhor amiga e ir dar um passeio e conversar, ou ligar à mãe ou à sogra ou a um grupo de amigas…não entendo isto. E, por favor, não digam que há pessoas que só têm aqueles grupos onde desabafar, porque, se isso acontece, é para uma percentagem de pessoas muito, mas muito ínfima.

  10. Nunca comentei o seu blog, apesar de ter imenso prazer ao ler os seus textos quase diariamente. Admiro muito o seu equilíbrio e sensatez, e gosto também imenso da graça e irreverência dos textos da sua esposa. Mas quanto a esta questão considero que perdeu completamente a sensatez e lógica que nos habituou, ao defender de forma tao oca de razão a atitude da Ana, que foi muitíssimo feia. Se tivesse mesmo mesmo mesmo que tecer algum comentario sobre o acto da sua esposa, que fosse para desculpa-la e nao para defender. A questão nao é gozar os outros na sua página de face, a questão é pegar numa duvida de uma mãe, colocada num espaço criado exactamente para colocar todas as duvidas ligadas ao assunto “ser mãe”, e satirizar, ridicularizar, rebaixar, como se as duvidas dessa mãe fossem mais ou menos ridículas que as vossas proprias duvidas por exemplo, que também foram pais recentemente. Com toda a certeza a Ana e o Ricardo possuem também inúmeras duvidas, umas serão pertinentes outras serão ridículas aos olhos dos outros. É a vida. E por isso gostariam de ver uma duvida vossa em relação ao vosso bebe ridicularizada, rebaixada, e satirizada por alguem conhecido num face com milhares de seguidores? Nao me parece. Poderá responder que nao se importaria e tal e coisa, pois cada um goza com o que quer e tal e coisa, vivemos num país livre e tal e coisa, mas será mais uma vez uma defesa oca de razão, e mais uma vez sem vislumbre da ponderação coerência e equilíbrio que habituou os seus leitores. Aproveito para dizer que nao visitei o grupo de mães, ainda nao sou mãe, portanto nao é de meu interesse. Já o seu espaço é de meu interesse, gosto muito de passar por cá, e espero sinceramente que nao nos brinde com estas incongruências muitas vezes. Um beijinho para si, e votos de continuação do seu óptimo trabalho.

  11. Na verdade, é o que acabou de fazer …. 1 mencionou o nome Ana Garcia marques ( já roubou qq coisita) 2 já postou a sua opinião em tom de gozo (k malvadeza ! ) ou seja – tantananaaaaa- your not better 😉 não atire pedras que elas depois voltam.

  12. Isto é um claro exemplo do que ando a dizer… Este leitor faz um comentário a dar a sua opinião ( até aí tudo bem) e no fim remata com uma frase do mais irónico possível ( do falem bem ou falem mal o importante é que falem/sobre a subida de vendas da revista sábado) isto não é gozar também? Lol , ou seja , é incorreto “fazer copy paste ,comentar e gozar” mas se formos uns sarcásticos gozões já temos um lugarzinho no Céu . É caso para dizer ” Santa Paciência”…..

  13. Estou confusa, não escreveu um livro com experiências alheias e potencialmente parvas? Não fez um apelo a exactamente uma partilha de experiências?

    Está mesmo a justificar o injustificável. Engulam o sapo, não tente explicar e ganhar apoiantes duma teoria ah e tal não estão a perceber bem o que quis dizer.

    A esposa não publica posts com dúvidas parvas e disputas domésticas pseudo-engraçadas?

    Porque não perguntar do tal aparelho dentário a especialistas mas ao invés fazer um post?

    Mas porque fazer uma lista de receios acerca da maternidade num post? Sendo que a maioria eram do mais parvo.

    Isto mais me parece marketing, bom, excelente até. Mas do género Miley Cirus e lambidelas de martelo e descolorações de sobrancelhas. A discussão gera visualizações que alimentam a publicidade associada, I tip my hat to you. Pessoalmente não gosto, e definitivamente que o rácio de bons posts deste e dos outros dois blogs próximos decaiu até ao limite, para mim, insustentável.

    O poder de encaixe associado ao mediatismo, de facto deve ser complicado demais. Tanta gente nos adora e aplaude no matter what que se perde a noção que as regras se nos aplicam. Imagino eu.

  14. A pipoca, pode e deve falar dos temas que quiser , assim servem as páginas pessoais…. Tal como deu a sua opinião , somos todos livres! Quanto ao fato da P e do A terem uma grande responsabilidade por serem figuras públicas e que deviam dar o exemplo….permita-me fazer esta comparação. Posso dizer que eu sou Mãe , tenho uma enorme responsabilidade, a maior que a Vida me deu, mas como Todas as pessoas nem sempre sou a melhor, a mais correta, nem sempre darei o melhor exemplo e não será por isso que serei melhor ou pior … Sou simplesmente EU . Tentando fazer o melhor, com defeitos e virtudes. Mas uma coisa é certa , não podemos incutir essa responsabilidade que se pretende moralmente correta, porque isso seria o mesmo que pedir que deixassem de ter a sua opinião .É isso que nos diferencia , quer se concorde ou não. A verdade é que a P e o A dizem publicamente o que os falsos moralistas pensam em privado.

  15. A questão é….. Se está assim tão indignada , se metade que lê é desinteressante, blá,blá,blá… Porque é que volta ? Porque é que se dá ao trabalho de responder? De perder o seu tempo? Hipocrisia! Assumam que gostam deste burburinho, de rir um pouco com estas controvérsias!! De esquecer a Vida desinteressante que tem. Ah e tal porque eu só vejo artigo X…. Das bolachinhas de manteiga, chá de camomila e mantas fofinhas . Ahhhhh que falsos moralistas! Se não fossem estes temas, nem vc , nem eu, nem ninguém cá andava!

  16. Eu concordo com a Filipa, que comentou no final da primeira página. Está a acontecer-me exatamente o mesmo que a ela. Eu já visito o seu blog e da pipoca aos anos e gosto/gostava.. Ultimamente não percebo porque dão tanta importância a coisas que não têm interesse.. Adoro ver os posts de series, dos lugares que visitam dos conselhos gastronomicos que nos demonstram, etc. E quando venho aqui e me deparo com textos como este não me da a minima vontade de voltar a este blog desculpem do fundo do coração a sinceridade.

    Considero o Ricardo um homem muito culto e acredite que vinha ao seu blog para aprender um bocadinho mais, todos os dias..assim como ao da pipoca, mas ultimamente a vontade diminuiu..! Mas pronto, devo ser eu que sou diferente, porque as visitas têm aumentado.

    Obrigada (desculpem o texto, foi um desabafo e uma opinião)

  17. Hmm …
    Então, eu posso roubar uma foto da Ana Garcia Martins para partilhar/comentar no meu mural do facebook , que só está acessível aos meus amigos, com o objetivo de gozar/ridicularizar a mesma? Acha correto que alguém o faça ou que use o nome da sua mulher para passar uns bons minutos de gargalhadas?

    Arrumadinho, coerência.

  18. Olá 🙂 até concordo com a ideia sobre os grupos, existe grupos para tudo hoje em dia, acho que se devia sair mais, mas cada um sabe de si, de qualquer modo alguns ate podem ter a sua utilidade!

    Nesta polémica toda só existe uma coisa que não acho de bom tom, a divulgação com o nome da pessoa em causa (segundo li foi o que aconteceu), mesmo sendo na página pessoal da pipoca, o nome da pessoa que fez a pergunta foi desnecessário!

    E teria evitado esta polémica toda (acho) LOL

    Cumprimentos aos dois 🙂

  19. Olá

    Só uma pergunta, porque é que falam tanto na PIPOCA se ela nem se quer se manifesta aqui no blog do Arrumadinho ou nem sequer no seu blog?… a mim quer-me parecer que ela não se importou muito com o facto de ser banida pois até ao momento desconhecia completamente esta situação.

    É que falam aqui como se ela andasse para ai a reclamar por ser banida.

    Eu sinceramente não vejo mal nenhum no facto de ela ter comentado algo que leu no seu FB privado, visto que expôs algo e deu a sua opinião, não o fazemos todos e todos os dias??

    Acho piada que vou ao meu FB e vejo pessoal a ofender este mundo e aquele e não vejo lá ninguém a reclamar, mas porque a Pipoca disse que o comentário era ridículo é preciso isto tudo, sabem qual é o mal? É ela ser a PIPOCA e não uma Zé ninguém, ai ninguém ligava e andavam para ai a dizer que o marido tinha encomendado o serviço.

    Que drama tão grande por causa de uma pagina de FB.

    BEIJOS

  20. Arrumadinho, acho que a Tânia agora disse tudo.

    Já se sabe que a maioria das pessoas que comenta os vossos posts gosta mesmo é de gerar confusão.. E as mães que ficaram ofendidas realmente leram o seu texto na diagonal, ficaram ofendidas com meia dúzia de coisas e já não leram mais nada.

    Mas a Tânia disse várias coisas que acho que são chave nesta história e importantes de registar.

    Vocês os dois, sobretudo a sua mulher, têm uma influência grande na opinião (sobretudo feminina) deste país. E como figuras públicas que são, se calhar deveriam avaliar um pouco mais o peso das palavras e usá-lo melhor. Ainda que tenham todo o DIREITO de dar a vossa opinião seja onde fôr e a Pipoca o tenha feito num espaço pessoal (convenhamos que as redes sociais de uma figura pública hoje em dia têm pouco de pessoal – tanto é que está aos olhos do país inteiro o que ela escreve por lá…)

    Sobretudo concordo com a Tânia quando ela diz que a sua mulher, ao ridicularizar as atitudes de outras pessoas para pôr os outros a rir, por muito que seja a sua opinião e ela tenho o direito de a dar, não traz efectivamente nada de bom ao mundo. Ridicularizar seja quem fôr, por muito que seja do direito de cada um, não é bonito. Não é simpático. Não é um bom exemplo a dar. É pequenino… E bastante ofensivo para a pessoa que está a ser ridicularizada.

    Mas vá, estou a falar da Pipoca e esta história tem a ver consigo e com os seus posts.
    Está entendido que o seu primeiro post foi gerado por preocupação e também pela necessidade de se justificar e explicar que não teve nada a ver com o artigo publicado na Sábado etc. Esta segunda parte entendo, quis dizer que não puxa dos galões para proteger a sua mulher. Parece-me bem.
    Mas sobre a preocupação com o que vai na cabeça de muitas mães:
    não seria muito melhor se tivesse escrito um post sobre estas coisas, por exemplo SEM DIZER QUE CERTO TIPO DE PERGUNTAS SÃO “PARVAS”? Sem mencionar a sua mulher, o facto de a terem expulso do grupo das mães sejá lá porque motivo, etc.. ? Vocês até têem um espaço dedicado à maternidade/paternidade, dedicado a todos estes temas e que aposto que todas as mães daquele grupo e muitas outras seguem diariamente.. Supostamente o blog também é seu e LÁ tem toda a audiência a quem realmente diz querer chegar. Se o objectivo era MESMO criar consciencialização e ajudar a orientar algumas mães que andam perdidas por este país fora, porque não abordar lá o tema?

    Eu diria que se o que queriam era gerar confusão e dar que falar.. 10 pontos. Se o que o Arrumadinho queria era ajudar e alertar e criar consciencialização sobre um tema que considera importante.. 0 pontos. E isso sim é uma pena, como tão bem disse a Tânia.

    Registo popularucho já temos suficiente neste país e não serve de rigorosamente nada.. Espero que sigam o conselho da Tânia e percebam que podem usar o vosso poder de forma mais saudável e dar um melhor exemplo a um país inteiro.

  21. Filipa eu não me interesso assim tanto, nem sequer faço parte do tal grupo (que não tem homens). E a Ana também não. Foi lá parar ao grupo sem saber muito bem como – alguém a adicionou – e não era leitora frequente ou uma participante activa. Apenas, de vez em quando, apareciam-lhe os posts que eram lá colocados e ela comentava alguns comigo.

  22. Caro Nuno estás a confundir duas coisas: página pessoal com página do blogue. A Ana Garcia Martins fez o comentário na sua página pessoal, enquanto Ana Garcia Martins, que só está acessível a amigos dela, e não a quem faz um gosto.
    Quanto ao marketing, bom, qualquer texto tem como objectivo ser lido, seja ela sobre o que for. É assim aqui, como é assim em qualquer jornal ou revista do mundo. Não se chama marketing, chama-se procurar conteúdos que interessem a quem nos lê.

  23. Basta pesquisar no Google para ver que neste assunto de mães, como em tantos outros, há vários grupos de discussão deste género e com o mesmo propósito. O uso que é feito destes grupos de discussão é muitas vezes despropositado e cheio de perguntas sem sentido. E isto acontece porque o país real não é feito de pessoas informadas e esclarecidas. Eu lido bem de perto no meu trabalho com o país real e as pessoas que dele fazem parte. E posso garantir que a esmagadora maioria das pessoas, mesmo as mais jovens, são demasiado primárias, indiferenciadas e muito pouco inteligentes. Ou seja, usam estes grupos para perguntarem as mesmas coisas estúpidas que perguntam às amigas que pensam exactamente da mesma forma… E não sabem filtrar, nem discernir aquilo que faz sentido discutir e aquilo que é disparatado. São cabeças que não dão para mais. Esta é a nossa realidade.

  24. Sim, mas a mãe que colocou a questão colocou-a num grupo privado, não público. Onde s pessoas que fazem parte foram admitidas, por isso quem publica sente-se à vontade para o fazer em privado.
    Uma coisa é rir em casa, com amigos, outra coisa é expor isso na sua página de facebook. Têm de concordar, como pessoas inteligentes que são, que a expulsão goiano justificada.

    Maria Inês Noivo

  25. Olá, antes de mais gosto muito dos vossos blogs e todos os dias os leio.

    Depois uma pergunta as pessoas que por aqui têm comentado, há alguma coisa no FB que seja privado? ou secreto?? ou que não se possa tornar publico??? Vocês estão mesmo a dizer isso??? um grupo privado no FB não quer dizer que o que lá está não pode sair de lá, quer dizer que só lá entra quem os administradores quiserem e ponto… diga-me outra coisa, há alguma coisa na internet que seja privada? secreta?? HM assim por acaso não me recordo de nada (a não ser que me venham falar de intranet’s e coisas assim e mesmo assim eu tenho outro modo de ver).

    Já agora perguntas do tipo “devo deixar o meu filho com 6 meses com os meus sogros?” para mim são ridículas sim e explico porquê, porque isso tem a ver com o nosso senso comum, eu vou deixar os meus filhos com os avós se me sentir a vontade com isso… ah e não me venham com essas que os avós podem estragar os miúdos porque isso para mim são balelas… os avós servem para isso mesmo, para darem aos miúdos um pouco da liberdade que os pais por vezes não podem dar mas que muitas vezes lhes custa muito… querem ter um filho e depois o enclausurarem em casa só para eles não poderem fazer nada mais do que o imposto pelos pais?? quanto a avós que ralham com os filhos por estarem a dar uma palmada ao neto ou por lhe darem um puxão de orelhas só tenho uma coisa a dizer, vocês é que têm de educar os avós para que eles saibam o que podem e não podem fazer a frente dos netos…

    Não concordam com o que disse??? AZAR ( se querem que as vossas opiniões sejam respeitadas, respeitem as dos outros)

    Já agora NÃO GOSTAM OU ACHAM RIDÍCULAS AS COISAS QUE LEEM NO BLOG DA PIPOCA E D’O ARRUMADINHO???? FÁCIL deixem de ler, eles não morrem por isso… ah e achei mesmo piada a um comentário sobre o post da PIPOCA sobre o Invisalign (que ela pôs lá para haver patrocinadores), pode ter e pode não ter (eu não sei) mas se poder ter acham mal???? quem dera a muitos ter um bocadinho do que este casal blogosferico tem…

    Beijos ao casal blogosferico que mais me faz rir ao seu rebento e ao seu animal fofo..

    P.S. – Pessoal arranjem vida a sério… em vez de estarem 10 horas a olhar para o FB, peguem nos vossos filhos, vão passear, vão ter com os vossos pais, sogros, irmãos, tios, tias, cães e gatos e digam.lhes o que querem que eles façam e não façam com o bebe para depois não virem para oa FB fazer perguntas ridículas…

  26. Boa noite, Arrumadinho.

    Primeiro, gosto mt de seguir os dois!

    Mas a Ana agiu mal. A tentativa de justificação da situação é insuficiente, se não acompanhada de admissão do erro – pode ter sido um erro que é um dramazinho de trazer por casa que é, mas foi um erro. E que teve a sua consequência.
    O grupo até podia ter 1o M, é um grupo, regras cumprem-se. E mesmo que não tivesse regras nenhumas até pode ter graça mas acho de mau tom – ainda que inofensivo – vir com isso para uma rede social, mais que não seja porque a probabilidade de dar asneira era altíssima. Convenhamos que escrever no facebook pessoal, é diferente de comentar numa conversa de meia dúzia de amigas – toda a gente aqui é amiga próxima e garante que nada sai do círculo dos 500 amigos do facebook que se tenha? Nããã….Eu tenho imenso cuidado com aquilo que publico. E não tenho 1/2 dos contactos da ana!

    Depois, se a Ana se identifica assim tão pouco com este grupo, há males que vêm por bem! Eu compreendo a vossa opinião, mas vejo de outra forma…. É preciso tolerância e flexibilidade para estas coisas.
    Noutros tempos (meus miúdos mais pequenos), participei em fóruns (ainda mal se falava do FB). Havia pessoas que faziam zero o meu género. Perguntas, raciocinios, formas de vidas, formas de educar que em nada se ligavam à minha. E daí? Coexistíamos, havia dúvidas comuns. E até porque havia umas quantas que eu gostava e prezava muito.
    Não acho necessário, dentro das regras da boa educação e respeito, fazer limites às dúvidas das pessoas neste tipo de plataformas – porque é que só determinados assuntos é que caberiam nos objectivos do grupo? Mas porquê?
    Se falares com qualquer pediatra, todos são unânimes. Hoje em dia sente-se a falta da sabedoria da familia comunitária, talvez razão para que as mães sejam tendencialmente mais stressadas e inseguras. Dantes os filhos tinham-se no meio da família, havia sempre um par de braços para ajudar e para acalmar os ânimos. Hoje muitas mães têm bebés e ficam sozinhas em casa a licença toda num apartamento sem conhecerem um único vizinho! Complica-se cada vez mais a educação, positiva ou o raioquoparta, standartiza-se cada vez mais a criança. A infância perdeu um bocadinho de liberdade. Se aos dois anos não fizer 2 frases é porque vai ser autista! Se o cocó cheira mal é porque tem alergia ao leite! Há muita informação acessível e pouco background para receber tanto estímulo e expectativa. Falta aquela calma dos antigos, aquela inocência protectora, “tudo se cria”…Eu vejo estes sítios um pouco como a tentativa de substituir isto.
    Há de tudo como em em todo o lado…ou escolhes pertencer e levas a variedade ou seleccionas: simples.

    Terceiro: não acho a dúvida da senhora assim tão estúpida. Claro que tem graça a forma como está exposta! E tal como a ana, também sou fã nº1 da ironia! Não há nada como brincar com as coisas.
    Mas a senhora não deixa de ter razão na sua angustia. E como mãe de quatro filhos que ficaram com os avós até aos 3 anos, há muita coisa que pode ser generalizada no dilema infantario vs. avós. Um drama transversal!
    É claro que há dúvidas que só um médico pode esclarecer. Mas acredito que uma mãe que segue um conselho do facebook relativo a um problema de saúde do filho que ela desconheça ou sobre o qual não tenha a mínima intuição pessoal, terá certamente problemas bastante mais graves do que estes grupos que não são nem o cerne nem o maior problema delas. Uma pessoa não é totalmente passiva!
    No caso da leitora que te escreveu, por exemplo, foram conselhos de amigas! Diriam por mal? Disseram o senso comum, com que somos bombardeados dia a dia. Provavelmente a leitora andou demais…Na dúvida é perguntar sempre, claro. E com certeza que foi mais que detectado a tempo dada vigilância normalmente regular de uma gravidez. Desdramatize-se. Pois daqui a pouco estaríamos a considerar a internet o maior perigo da história! Pois que maior fonte de informação “todos os casos” não é essa?
    Resumindo, retiro-lhes todo o poder ameaçador que tu lhes consideras.

    A questão de serem más umas com as outras da amamentação e pardais ao ninho, meu amigo, bem-vindo ao mundo feminino! Quem aposta que se fossem os homens a amamentar não havia metade do falatório?

    Relax e esqueçam o assunto!
    Beijinho aos 2 de uma fã

  27. acho bem a q sua mulher tenha sido banida os comentários foram despropositados e ela não quis amamentar e faz comentários despropositados acerca da educação das crianças tendo as suas verdades como certas e universais

  28. Caro Arrumadinho,
    Permita-me que discorde da sua posição. O FB permite a criação de grupos secretos, não permite? Se assim é, o que lá for publicado não deve, de modo algum, ser revelado (a não ser, claro está, pela própria pessoa que publica). Falo por mim: pertenço a um grupo secreto que se dedica à discussão de problemas femininos e a última coisa que me passava pela cabeça era que alguém divulgasse o que eu lá publico. Bem sei que a certeza de secretismo de tudo o que é publicado na internet é muito reduzida, mas a partir do momento em que ela existe, por mais pequena que seja, deve ser respeitada.
    Por último, quanto à questão da sogra: é evidente que 7500 mães não conhecem a sogra X, não sabem se é rica ou pobre, se é educada ou não; mas essas 7500 mães têm experiência, podem relatar a sua vivência e podem dar conselhos. Alem do mais nem nos cabe a nós julgar se isso é ou não ridículo, a pessoa que pede esclarecimentos é que decide se os aceita ou não.
    Concluindo: acho que a Pipoca errou ao revelar o conteúdo de uma publicação efectuada num grupo secreto sem o consentimento da visada. A questão é tão simples que nem merece esta discussão toda.

  29. podes escrever de vinte formas diferentes, as pessoas vão sempre interpretar as tuas palavras como querem, é sempre assim, gostam de pegar por qualquer coisa.
    Eu não costumo comentar, mas hoje decidi mesmo fazê-lo, porque é recorrente estas situações, as pessoas lêem os teus textos e não percebem ou fazem que não percebem aquilo que tu queres dizer… enfim…
    Eu sinceramente não me estou a lembrar de um texto de opinião teu, que eu não tenha concordado, adoro aquilo que escreves e como escreves. Tens sempre opiniões muito racionais e claras!

  30. Mas afinal qual é a diferença entre partilhar coisas com amigas num café ou num grupo no facebook ? Trocam-se experiências, dicas e truques para situações do dia-a-dia, e não, nem todas estas experiências vêm nos livros de medicina. E cada mãe e pai decidem o que vão fazer, independentemente de conselho de a ou b. A vida é assim para tudo, qual é o espanto? Porquê tanta crítica a um grupo onde as pessoas conversam sobre o dia-a-dia? Se fosse sobre a crise ou sobre o Cristiano Ronaldo já não havia artigos para escrever?
    Mas basicamente o objectivo do artigo e dos seus posts foi atingido – ter impacto e gente a ler.

  31. Acho isto tudo ridiculo! E o ridiculo passa pela existencia de um grupo assim com estes moldes. Ainda nao sou mae, mas de uma coisa tenho a certeza um dia que o seja! Pedir conselhos e opinioes sobre uma coisa tao intima e pessoal apenas a pessoas de confianca e pessoas que conheco pessoalmente e que de certeza ja passaram por essas duvidas.
    Quem e a pessoa no seu estado “normal” que aceita conselhos de alguem que nao conhece? Ha medicos, livros, paginas e paginas de internet escritas por pessoas crediveis, ha maes e sogros (que criaram os seus filhos), ha amigas nas mesmas situacoes… porque pedir conselhos a um grupo de pessoas desconhecidas?

    Quanto ao post Arrumadinho, acho que nao vale a pena justificar-se com nada, porque as pessoas sabem ler, mas nao sabem interpretar e criticam sempre.

  32. Deixe lá arrumadinho
    Gente muito crazy 🙂
    Mas tenha cuidado com os posts mais longos, as pessoas não lêem até ao fim, porque já ficou “furiosas” com o tom das palavras e vão logo agredir :))))

  33. A questão aqui é: porque raio tu (ou a Pipoca) se interessam tanto? Porquê seguir o tal grupo, andar a ver os comentários idiotas, gozar com eles no facebook, vir para aqui escrever um post, depois mais outro a esclarecer, responder a comentários… porquê? Sinceramente, a ideia que transparece é que vocês perdem demasiado tempo nessas guerrilhas de internet e que fazem um “big deal” de coisas que não interessam a ninguém e que só neste “mundinho virtual” parecem fazer sentido… para vocês e para os outros que vivem nesta bolha. Costumo vir aqui e ao blog da Pipoca porque de vez em quando aparecem uns posts interessantes sobre corridas e de moda, mas depois todos os temas acessórios e esse vosso lado de “personalidades da internet” é tão, mas tão desinteressante…

  34. Acho que desta vez não tens razão… E continuas a argumentar o contrário. Se pertenço a um grupo privado no FB e alguém na sua pagina pessoal (que é publica – basta fazer um gosto) publica a minha intervenção e ainda por cima goza com ela… Acho que é anti-ético.

    É o mesmo de dizer na tua pagina pessoal : “Esta semana a tia Maya em conversa privada confessou-me que está com uma crise de hemorróidas que nem se consegue sentar”. Achas ético? Eu não, mas obviamente que tem piada.

    Em suma, acho que tudo isto é nada mais nada menos que, novamente marketing puro, tal como a historia da mini-saia da tua esposa, da MRP que é tua pseudo-amiga… Enfim… Falem bem ou mal de mim, mas falem.

    Neste caso ainda aproveitas e aumentasse o volume de vendas da revista Sábado. 😉

  35. Pegando na sua resposta:
    “Cara MIsabel tem toda a lógica qualquer pessoa gozar com qualquer coisa na sua página PESSOAL de Facebook. Ou nunca gozou com ninguém na sua? Ou nunca criticou ninguém? Ou nunca disse mal do Governo e dos ministros?”

    Sim, claro! Mas eu não sou membro do governo! Se fosse também não o poderia criticar na minha página pessoal!
    É básico!

  36. Boa tarde,

    Acho incrível a celeuma à volta das opiniões dos bloguer’s, nomeadamente do Arrumadinho e da Pipoca. Um blogue é um espaço que é somente “visitado” por quem quer. Não entendo a “perseguição” a estes dois blogues, ou melhor, até entendo. As pessoas não lidam bem com o sucesso e o empreendorismo. A Pipoca então não pode publicar nada sem que seja “crucificada” por meia dúzia de pessoas, ou porque a consideram fútil, ou mal informada, ou porque “goza” com a desgraça alheia…Por favor, ocupem-se da vossa vida. Se calhar quem diz o que diz e muita vez ofende já fez coisas bem piores mas estão sempre a atacar.

    Obrigada

  37. Mas estás com sorte porque ainda ninguém vos comparou ao Hitler que, como sabemos, é onde acabam todas as discussões na net…

    Esta é a indignação da semana. Para a semana é outra…

  38. Caro arrumadinho,
    Eu percebo perfeitamente o que está a dizer. E se leu bem o meu comentário inicial terá decerto percebido que também entendi o seu argumento acerca do perigo deste tipo de partilha. No entanto não posso concordar com a forma com que o arrumadinho ou a sua esposa dirigiu esta temática. Se querem ajudar e mudar mentalidades ponham mãos à obra! Mas com respeito! Acho que figuras como vocês tem mais responsabilidade social do que qualquer mãe num blog, a sua esposa tem imensas seguidoras. Aproveitem isso de forma saudável.
    Gozar ou ridicularizar é incorrecto e desculpe lá mas não tem nada a ver com o “agradar a gregos ou troianos”. Deve conhecer melhor do que o poder fantástico da oratória.

  39. Cara Tânia, começo pelo fim. Qualquer coisa que eu possa escrever fará de mim, junto de uns, bestial, e junto de outros uma besta. Está sempre nos olhos de quem lê e na cabeça de quem pensa. Não é isso que me preocupa ou me faz escrever coisas diferentes daquelas que penso.
    Quanto ao resto, acho que tens de perceber que aquilo que tu procuras no grupo das mães não é o mesmo que todas as 7500 pessoas procuram, o teu discernimento não é o mesmo de todas as 7500 pessoas, e se tu consegues distinguir bem entre o que é uma opinião ou experiência e o que é uma verdade absoluta, outras haverá que não o sabem ou não conseguem. E é sobretudo com essas pessoas que me preocupo, e com os filhos dessas pessoas. Uma mãe menos estruturada pode seguir à risca uma indicação de outra mãe, que diz que determinada coisa tem de ser feita assim. E isso pode estar errado, pode ser um erro grave.
    Deverás ter percebido por este texto que não sou contra o grupo, e que até o acho importante, mas que é preciso ter muito cuidado com o que se diz, já que nem toda a gente entende as coisas da mesma forma.

  40. Mas há alguma coisa que seja privada numa rede social como o Facebook??!

    A resposta, no meu entender, é claramente que não!

    Por muitas “políticas de privacidade” que existam nas redes sociais. E as pessoas têm de entender isso, partir desse pressuposto e não cairem na tentação de “partilhar” mais do que deviam… Bom-senso é muito necessário! Porque quem anda à chuva, molha-se!

    Depois aparecem “casos” como este da Pipoca e do grupo das Mães, ou do fulano que foi despedido porque apareceu no facebook numa foto numa festa quando tinha dito no emprego que estava doente, ou da sicrana que disse mal do chefe no seu mural e também foi despedida ou de um empregador que tinha tido acesso a fotos “privadas” de uma candidata e as revelou numa entrevista de emprego, ou de beltrano que foi chantageado por alguém que tinha tido acesso a dados pessoais (fotografias, morada, escola, jardim infantil preferido) dos filhos … etc etc…

    Este assunto dava pano para mangas…

  41. Fez mais do que isso. Fez juízos de valor sobre o que lá se passa, qual o tipo de perguntas que acha pertinentes entre outros (“No lugar de atacarem quem alerta para isso, deveriam, sim, falar….).
    A pipoca resolveu gozar com o comentário na sua página pessoal, infringiu as regras do grupo e como tal foi banida.
    E outra coisa, a si também lhe vieram fazer queixinhas que estaria a ser acusado de ser encomendado por si o artigo. E resolveu dar ouvida a essas queixinhas.
    Ou neste caso já não são queixinhas?!?!?!?!?

  42. Vou tentar dar a minha opinião de forma clara:

    “Isto para dizer que o que defendo é que essa generalização da partilha de experiências pode ser perigosa”, pode ser perigosa e pode ser extremamente útil. Durante uma das crises mais fortes de cólicas da minha bebé perguntei ao médico o que poderia dar à minha filha de meses, ao que o médico me respondeu “Vá experimentando o que há no mercado até ver o que resulta”, recorri a um grupo semelhante para saber o que as mães já tinham experimentado e o que tinha tido melhores resultados. Foi mais ou menos como fazer um estudo de mercado e reduzir ao máximo a escolha do que ia testar.

    “Uma senhora que perguntava se deveria deixar o bebé de seis meses com a sogra. Mas as 7500 mães conhecem a sogra de algum lado?”
    Aqui resta-me dizer que se a intenção da sua esposa fosse de facto tão boa e preocupada, poderia ter comentado a sua opinião e alertar precisamente para isso que está a justificar na sua publicação, em vez de ter “roubado” este desabafo e o ter ido satirizar no seu blog pessoal. Não cai bem e é uma falta de respeito. Acredito que não mudamos mentalidades com atitudes como a da sua esposa. O que fez ela afinal de positivo? Absolutamente nada! Ajudou em quê? Em absolutamente nada!
    “Podia também falar de questões mais íntimas e polémicas como a amamentação. Há posições demasiado radicais sobre este assunto. (…) Então e aí não se põe a questão do julgamento? E das inseguranças? As mães não estão a falar de um assunto e a serem julgadas por outras dentro de um grupo que deveria ser compreensivo e acolhedor?”
    Quanto a esta questão, não se preocupe porque ela é resolvida internamente, não será de todo necessário que uma pipoca ou um pipoco venham fazer uma critica deste estilo, fora do contexto e fora do mundo privado das mães. Não são moderadores da página “mães”.

    Acredito que existe uma enorme diferença entre procurar respostas e procurar experiências semelhantes. São coisas bem distintas. Não espero, nem nunca esperarei que nenhuma mãe neste mundo tenha resposta para os meus problemas e inquietações relacionados com a maternidade. Cabe-me a mim ler todas as experiências, retirar aquilo que acho útil e depois tomar uma decisão informada (na maioria das vezes com a ajuda do meu médico). Como em tudo na vida, quanto maior a informação que tiver, melhor será o resultado. Devo dizer que inclusive já cheguei a pedir segundas opiniões médicas, porque a primeira opinião médica que tive não me soou bem.

    Finalizo dizendo que as criticas sempre bem vindas, mas criticas construtivas, que nos tornem melhores e que nos ajudem a abrir a mentalidade. Criticas destrutivas como o seu 1º artigo e a partilha de desabafo da sua esposa são dispensáveis e desnecessárias e não acrescentam nada ao mundo. Talvez tenham que repensar na abordagem que fazem das temáticas. Está nas vossas mãos a decisão de serem “bestas ou bestiais”.
    Boa tarde

  43. Continuo a não ver o problema na pergunta da senhora. Ela falou especificamente que receava os maus hábitos que a criança podia obter. Ok, podia ser mais especifíca e explicar porque não confia na sogra e porque acha que a criança vai ficar com maus hábitos, mas as mães que leram a pergunta podiam explicar se no caso delas tiveram problemas ou dar conselhos simples de como estabelecer algumas regras com a dita sogra.
    De resto, no caso de dúvidas médicas concordo consigo, até porque nenhuma criança é igual e mesmo que aparecesse alguém no grupo a dizer que é médico, nunca se pode ter a certeza se as pessoas que estão no facebook são aquilo que dizem ser (a não ser obviamente, que as conheçam pessoalmente).

  44. Cara MIsabel tem toda a lógica qualquer pessoa gozar com qualquer coisa na sua página PESSOAL de Facebook. Ou nunca gozou com ninguém na sua? Ou nunca criticou ninguém? Ou nunca disse mal do Governo e dos ministros? Toda a gente pode dizer o que bem entender na sua esfera pessoal. Se a Pipoca o tivesse feito na página do blogue, aí, seria diferente, seria público. No fundo, tudo isto só aconteceu porque alguém pegou na informação que estava na página pessoal da Ana Garcia Martins e foi fazer queixinhas ao grupo das Mães. Ou seja, alguém que usou informação – essa sim – de um circuito fechado e a tornou pública. Então agora isso já é válido? Quanto ao aceitar ou não críticas, bom, basta abrir qualquer texto meu para perceber que há contrários concordantes e discordantes. Agora, uma coisa é criticarem uma coisa que eu escrevi – e isso aceito – outra é criticarem uma coisa que eu não disse e assumirem-na como minha. Foi isso que rebati neste texto.

  45. Claro, não tem cabimento a mãe fazer pergunta mas tem toda a lógica a pipoca vir gozar com ela!
    Resumindo, a pipoca pode gozar e discordar com certas situações. Mas quem.discorda com vocês não sabe ler, não tem bom senso….
    Aprendam a aceitar que nem toda a gente partilha da vossa opinião. Aprendam a aceitar vozes contrárias à vossa.

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