Ainda a polémica à volta do vídeo das advogadas

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Dos vários comentários que estão a deixar alguns assumem a mesma postura: não sabes do que estás a falar, por isso, não fales, argumentando que o vídeo é publicidade e a publicidade é proibida.
Tenho, por isso, cinco coisas a dizer.

1. Se repararem no que escrevi, perceberam que quase todo o tónico do meu texto vai no sentido de criticar aqueles que quiseram ver no vídeo uma coisa puramente sexual, como se se tratasse de uma promoção a um bordel. É contra isso que me manifesto. Não vejo, no vídeo, nada de indigno.

2. Depois, se repararem, só no final da argumentação, falo da questão legal da coisa, onde digo, inclusive, que não me vou alongar, precisamente, por não ser advogado e achar que não tenho competência para falar sobre isso. Fiz uma análise simples e não me parece que o texto viole as normas do estatuto. Mas é a minha opinião, e, pelos vistos, é de alguns outros advogados. Não me parece que as protagonistas do vídeo sejam completamente estúpidas, e que estejam a fazer uma coisa que achem que vá contra as regras. No entendimento delas não vai. No meu também não. Eu não sou advogado, mas elas são. E também já discuti o assunto com advogados que partilham a minha visão, e dizem que elas estão ali no limite, mas não é líquido que estejam em transgressão. Por isso, senhores advogados, tenham lá calma com o “não sabes, não fales”, porque o Direito não é uma ciência exacta e a interpretação é sempre subjectiva. No vosso entendimento pode ser uma coisa, no meu outra, e no de outros advogados outra.

3. A tecla em que quase todos batem é a da publicidade. Fizeram publicidade e isso é proibido. Mas o que é fazer publicidade? É aparecer? Este vídeo foi feito para o site do escritório e colocado no site do escritório. Não foi feito para passar em canais de televisão ou para se tornar viral. Isso foi uma consequência. Então mas um escritório não pode ter um vídeo de apresentação das suas advogadas na sua própria página de internet? Há aqui uma fronteira ténue e que acho que deve ser discutida, já que não me parece que haja aqui verdades absolutas.

4. Outra dúvida relativamente à publicidade. Quando um advogado vai à televisão, quando é comentador público, quando surge a falar de assuntos da profissão ou paralelos (como futebol) em meios de grande alcance não está a promover-se? As pessoas, na hora de escolherem um advogado, não vão muitas vezes àqueles que conhecem, e os que conhecem são os que aparecem na televisão? E esse “aparecer” não é promoção?

5. Uma última coisa: fala-se do decoro e do facto de os advogados terem de obedecer a uma conduta social conservadora, séria e profissional. Então mas é essa a postura do bastonário da Ordem dos Advogados? Não é. Já o vi aos berros na televisão, a fazer peixeiradas de meia-noite nos telejornais e a entrar em discussões de baixo nível em programas da manhã ou debates tipo “Prós e Contras”. Em que é que isso elevou a profissão? Porque é que este vídeo é pior para a imagem dos advogados do que essas prestações lamentáveis do bastonário?

34 Comentários

  1. Não acho que a questão fundamental seja de decoro, ou de conduta social conservadora (até porque, como disseste, o Bastonário muitas vezes excede-se em público, o que não é nada bonito). Eu, como estudante de Direito, olhei para o vídeo, e disse: ‘Ok. São advogadas bonitas e bem vestidas. Óptimo, detesto ver alguns camafeus que se apresentam na tv muito mal vestidas e a parecer que não viram um espelho. E depois?’ O vídeo não diz absolutamente nada sobre se são boas advogadas ou não. Se eu quero uma advogada, quero uma boa advogada, não me interessa se usa malas Chanel ou malas da feira. O vídeo não tem nada de mal, mas dá uma imagem um pouco fútil. Pondo as coisas por outro prisma, depois de ver o vídeo, tenho algumas perguntas para fazer à Dra Maria do Rosário Mattos: 1. Acha que me interessa se a minha advogada se parece com a Betty Feia ou com uma modelo da Victoria’s Secrets? e 2. Existe alguma advogada no seu escritório com alguma deformação física/problema de obesidade/gosto em moda questionável/ olhos tortos/sem um braço/numa cadeira de rodas etc? E se existe, porque não aparece no vídeo??? Além disso, considerando a mentalidade da maioria das pessoas que compõem o nosso sistema jurídico, duvido que algum juiz ou advogado ‘old school’ as leve a sério.

  2. Acho que a ultima parte, revela toda a sua mesquinhez e frustração, então quem trabalha em Direito é advogado e quem trabalha em marketing é… ” gente do marketing”. Pipa Castro, menos , por favor, menos insolência e snobismo e mais humildade e refreamento nessa cabecinha tonta e frustada. No seu escritório, a sua função é tirar fotocópias ? Vá , respire fundo e seja feliz….

  3. “Foram muito espertas”…

    Fazer algo que se sabe que vai contra o seu código deontológico não é propriamente um sinal de esperteza e/ou de inteligência. Ainda para mais numa profissão em que uma das qualidades fundamentais (para além da seriedade e confiança) é precisamente a inteligência.

    “… e criativas”.

    Lamento imenso, mas o vídeo não me parece que tenha sido pensado e dirigido pelas próprias advogadas. Parece antes que pagaram a uma agência de marketing. Se isto é ser criativo…

    Cumprimentos.

  4. Concordo em absoluto com esta opinião. Eu não sou advogada, mas tenho bom senso e já vi muita coisa vergonhosa nos tempos em que eu era dirigente associativa. Por isso, sei que quando os advogados não gostam de alguma coisa, conseguem sempre fazer com que a lei fique do lado deles. Não sei explicar, é como que por artes mágicas aquilo que acreditas ser o caminho certo de repente já parece profano.
    Nada do que está no vídeo me choca. Choca-me sim a inveja das pessoas do meio. Porque não deixam este grupo de profissionais em paz? Elas dizem que fazem um bom trabalho, e isso é considerado ter falta de modéstia? O advogado que nunca tenha dito tal coisa que atire a primeira pedra. E já agora, ajam condignamente. Lá porque os outros não são advogados, são capazes de dar argumentos válidos e não só “atirar postas de pescada”. Antes de haver a advocacia existia o bom senso e a lei não é verdade absoluta: além de ser diferente de país para país ela está sempre a mudar e a adequar-se aos nossos tempos. Se calhar é este conjunto de leis que é retrógado e não o vídeo desadequado.
    Custa-me aceitar a mesquinhice de gente que só por não ter pensado em algo tão inovador se tenha ido queixar ao “papá” dos advogados. Mas também é giro a queixinha ter dada notoriedade a este escritório, que é agora tão mais famoso do que alguma vez pensou.

  5. Esta Senhora Pipa Castro é advogada??? Bom… Estou estupefacta pela inteligência! Obrigada Pipa Castro por mostrar ao Mundo que a pequenez existe! A sua!

  6. Aposto que se as ditas advogadas fossem feias e gordas , não seriam tão faladas,nem o video aparecia na tv. E se fossem homens a fazer um video parecido com este, estava tudo bem!! Podem ter ido contra o código deontológico dos advogados, mas elas conseguiram e até ultrapassaram o seu objectivo ficarem conhecidas, e em tempo record, sem pagarem nada.Publicidade gratuita. Foram muito espertas e criativas.

  7. Arrumadinho, sou advogada e em minha opinião, só o facto de o vídeo se ter tornado viral, com as comparações que se fazem a um bordel revela que é desadequado.
    A nossa profissão quer-se séria e de confiança, mas para tal não basta sê-lo, é preciso parece-lo.
    Sendo mulher também eu no meu dia a dia uso saltos altos, decotes e saias, também não o faço inocentemente, mas não me verá a fazer um vídeo (ou uma foto), ainda que institucional, em que se registe isso – e muito mesmo só isso!
    E é aqui que eu julgo que reside parte do problema deste vídeo – as imagens em câmara lenta não são inocentes (nem ingénuas) e não são necessárias à promoção dos serviços.
    Publicidade tiveram, mas vamos ver com que resultados. A ver se angariam mais clientes com o vídeo ou se não perdem os que já têm à conta dele…
    Por outro lado, permitam-me a comparação, não vê vídeos destes com médicos, pois, não? Pela mesma razão. O Estatuto deles também não o permite e não é adequado.
    Imagine-se uma dentista de bata justa e curta debruçada sobre a boca de um doente a prometer bons resultados e sem dor…! É só uma questão de bom senso, julgo eu.
    Quanto ao bastonário, na minha opinião, também ele desprestigia a profissão e não é representativo da maioria dos advogados, que aliás, o contestam.

  8. A minha resposta a esta tua conversa já a dei ontem e voltaste a não publicar. Mas repito, era a minha opinião e não há nada que possa refazer só para te agradar. Lamento.
    Mas já viste que só “à minha pala” ganhaste aqui mais atenção do que com o post que escreveste?? Tás a ver? Devias era considerar-me tua amiguinha por te dar tempo de atenta, coisa que não consegues assim tão facilmente!

  9. Aí está um juízo algo errado, já que, hoje em dia e pelo menos na 1.ª instância que é onde se fazem os julgamentos, a grande maioria dos juízes são mulheres!

  10. Cara anónima, não terei nenhum problema em assumir que estou errado quando, efectivamente, achar que estou errado. Sobre este assunto, repito, 80 por cento do post – toda a sua parte inicial, e até mais de meio do texto – é uma crítica às pessoas que viram um vídeo de cinco mulheres e tornaram-no viral insinuando que pareciam estar a promover um bordel. E isto foi feito, maioritariamente, por não advogados. Nada aqui teve a ver com a questão de o vídeo ser legal ou ilegal, publicitário ou não. Esta é a minha grande questão levantada no post. O que é que quer que assuma de errado nesta minha opinião? É uma opinião, nada tem a ver com Direito. Depois, há a questão legal. Aqui, como escrevi no post, não tenho uma postura final nem definitiva, precisamente porque não sou jurista. No entanto, a minha percepção, é a de que isto não é publicidade, mas sim um vídeo institucional que está no site de uma empresa. E acho que é discutível se isto é ou não publicidade. Não há aqui verdades universais nem certezas A + B. Há juristas que têm a mesma dúvida que eu (a própria sócia maioritária do escritório referiu isso. Não estou, por isso, a ver onde é que quer que eu peça desculpa pelo meu erro. Dei a minha opinião. E as opiniões são, por natureza, discutíveis e subjectivas, aos olhos de uns certas, de outros erradas. Não me parece é que tenhamos de pedir desculpa por pensarmos de determinada maneira.

  11. Como é que tu, ana bauer, podes dizer que “pelo comentário feito nunca na vida diria que foi escrito por uma advogada”? Não o leste porque não foi publicado. O meu comentário é mais válido do que o de certas pessoas que vêm aqui mandar “postas de pescada” porque sou advogada e conheço o meio em que me movo e os princípios e normas que regem a minha profissão!! Por alguma razão essas senhoras têm 5 queixas na ordem dos advogados! A generalidade dos advogados condena este tipo de publicidade e de postura e sabe que são violadores dos nossos códigos de conduta. Portanto, não é por jornalistas, gente do marketing e outros que tal, virem para aqui dizer que o video não levanta qualquer problema, que o PROBLEMA deixa de existir.

  12. Cara Pipa Castro, insistir na teoria de que o seu comentário não foi publicado, bem como outros, apenas porque contrariam a minha opinião, só revela a sua curta inteligência. Aliás, nem é uma questão de inteligência, mas de incapacidade de leitura. Faça um exercício: leia todos os comentários deste e do post anterior e depois veja se são todos concordantes. Não são. Até há mais discordantes do que concordantes, parece-me. Como lhe disse no comentário anterior, o seu não foi aprovado porque era parvo. Não chega dizer que tinha argumentos jurídicos e mais não sei o quê. Até tinha, mas tinha todo o outro lado parvo que eu não aceito no meu espaço. Porque, convém recordar-lhe, este é o meu espaço. Se eu for à sua casa e começar a chamar-lhe nomes, o mais certo é por-me na rua. Aqui, não a posso pôr na rua, mas posso não lhe dar espaço para me ofender. É um direito que tenho. Repito: se quiser voltar a enviar o seu comentário com a sua defesa sobre este assunto, faça-o, e verá que será publicado, tal como todos os outros foram. Basta-lhe tirar a parte parva. É simples.

  13. 14 comentários! Foi tudo o que conseguiste com este 2.º post sobre o mesmo tema?? Pobre… E sabes porquê? Porque já ninguém se dá ao trabalho de vir comentar um blog manifestando a sua opinião para depois não ver a sua opinião publicada porque tu achaste “que é parva”. Continua assim que vais longe!

  14. Cá está outra igual às protagonistas do vídeo! Um comentário ?muito bem feito e muito válido’? Quem és tu para o dizer? Só porque és advogada? E depois? Há aqui pessoas tão ou mais qualificadas do que tu que argumentaram muito bem os factos, apesar de discordarem do autor deste blog. Pelos vistos és advogada, mas não sabes ler. Aliás pelo comentário feito nunca na vida diria ter sido escrito por uma advogada.
    Portanto segue o teu conselho e abstém-te ora essa. Quem não gosta, não temos pena!

  15. Ricardo, acha que alguma vez verei o dia em que humildemente confessa que não sabe o suficiente sobre um assunto e que se desculpa por se exceder numa determinada posição num post? Ou vai ser sempre do género de repetir e reiterar os mesmos erros ad eternum mesmo que lhe provem por a+b que, se calhar, até pode estar equivocado?

  16. Saias, saias, ó meu Deus, satans de saias, a tentar o homem. Tal como a minha avó não podia abrir uma conta bancária sem autorização do marido, as advogadas não podem mostrar o presunto não vá o Estado Novo que ainda vive dentro de todos nós montar um circo em torno delas.

  17. Sofia Picado,

    1. Já foi mais que explicado noutros comentários que o decoro (no sentido em que é invocado pela Ordem) não tem a ver com as roupas e com a adequação dessas roupas. Tem a ver com a modéstia e contenção que deve ser usada na forma como nos apresentamos, e como fazemos o nosso “marketing pessoal” perante os clientes, que não é, nem pode ser, igual ou sequer comparável ao de outras profissões, porque simplesmente são diferentes em forma, conceito e conteúdo.
    Contudo, sou de opinião que este vídeo é, sim, feito para atrair a atenção masculina. Não pelo exibicionismo das roupas, mas pela abordagem visual. Por exemplo, hoje em conversa com dois colegas (homens) constatei que repararam à primeira em pormenores do vídeo (referentes às características físicas das intervenientes) que me passaram completamente ao lado. Portanto, e tendo em conta a tónica visual, estética e com a assumida pretensão de comparação com “O Sexo e a Cidade”, julgo que se pode concluir com alguma sustentação que o vídeo é efectivamente concebido – por quem quer que o tenha concebido – para captar a atenção de um segmento de mercado, o masculino. E com sucesso, não duvido. Se isso suscita a minha indignação? Não, mas algum sarcasmo sim. Eu, como profissional da advocacia, quero ser conhecida pelo mérito que tenha e pela seriedade que me encontrem. Mais nada.

    2. Para a esclarecer, e quem mais queira saber, é permitido colocar os contactos nas páginas amarelas, os anúncios em jornal são permitidos com muitas, muitas restrições, colocar um vídeo de apresentação na página web não é proibido mas tem as mesmas restrições. E quais são essas restrições? Aquelas que o nosso Estatuto Deontológico nos coloca a todos, e cujas infracções dão azo a processos disciplinares. A todos, sem excepção para as meninas bonitas do vídeo ou para quem quer que seja.

    3. O vídeo promete resultados, sim. Oiça outra vez. Pelo menos, dá a entender que os resultados daquela sociedade são dos mais elevados do mercado. Proibido pelo Estatuto.

    4. Se na sua profissão não existe um Estatuto Deontológico que regule estas questões, aí está a sua resposta ao porquê de na sua e noutras profissões se poder publicitar a actividade como bem entenderem, e na nossa não.
    E quando uma norma existe, tem de ser igual para todos.

  18. De facto é verdade, não é o decoro que me choca sejam advogados, médicos ou jornalistas todos têm direito a usarem aquilo que querem e como querem. Eu acho este vídeo de publicidade apenas e só inusitado e estranho por realçar mais outros aspectos que não a qualidade dos serviços prestados mais parece um grande tiro no pé porque me parece que estas advogadas não têm grande qualidade dado que passam muito tempo a passear e além disso são possuidoras de material electrónico e acessórios de moda muito dispendiosos , logo devem cobrar horrores e passar muito tempo dedicadas a causas que não são propriamente as típicas do direito, eu não as contratava. Mas quem sabe se não iam ter sucesso em causa do foro da defesa da personalidade…

    Maria do Rosário

  19. Eu li a notícia sobre a “polémica” do vídeo e vi-o sem som. Repito, vi-o sem som, pelo que não conheço a mensagem auditiva, apenas a visual.
    E pareceu-me que elas usam e abusam do físico e da insinuação sexual para se promover. É uma forma de promoção e utilizaram o que têm.
    E haverá quem as contrate porque considerará que uma mulher atraente terá melhores resultados junto de um juiz homem.
    Se é ou não correcto de acordo com os estatutos, a Ordem pronunciar-se-á.

  20. Estou totalmente de acordo com o post arrumadinho. Como jurista que sou, não vejo motivo para tanta polémica. Sinceramente, acho que as prestações do próprio Marinho Pinto são muito piores do que o vídeo, ainda no ano passado fui assistir a uma palestra ministrada por essa criatura acerca da co adopção por homossexuais e digo te que a certa altura a discussão transformou-se numa peixeirada pegada, chegando mesmo a usar termos menos próprios.

  21. Já tinha comentado o post anterior sobre este tema. Comento este só para esclarecer que a interpretação de normas jurídicas, como sejam as do estatuto da ordem dos advogados que mencionou, não é uma “coisa subjectiva”. É uma actividade que obedece a regras específicas, previstas no código civil e que se aprendem no curso de Direito. Será, porventura, por achar que é uma “coisa subjectiva” que o Arrumadinho chega a um resultado interpretativo daquelas normas do estatuto muito diferente do resultado a que chegam os diversos advogados que comentaram o seu post anterior.
    Claro que a interpretação estética ou sociológica do tema será – não sou especialista nessas matérias – algo subjectivo e, portanto, nesse campo, cada um interpreta o vídeo como bem entende. Ao tentar uma interpretação jurídica, acho que, de facto, já está a meter a foice em seara alheia…

  22. Para mim é publicidade, sim.
    E se os EOA o proibem (bem ou mal, proibem) é preciso respeitar.
    Por isso, acho que é necessário o resperctivo procedimento disciplinar.
    Agora se há quem também o faço e sem procedimento nenhum por parte da OA? Deve haver, sim. Mas só porque alguns saem impunes, não quer dizer que não se devam fazer valer as leis!

    Quanto ao decoro… não é que ache muito exagerado, que parece publicidade a bordel (que exagero!), mas que de facto algumas (não todas) das “sotoras” estão a mostrar mais que o devido, estão! E se não queriam que parecesse que estão a auto-promover-se através do corpo… não o fizessem.

    Como alguém disse no outro post, ir a Tribunal, é tipo ir à Igreja (pronto, menos um bocado, é certo), mas não se vai de saias curtas, ombros destapados, grandes decotes. É certo que estas advogadas não estão em audiência, mas visto assim a ideia é que iriam para um dia de trabalho, não?Em que há deslocações ao Tribunal, às Repartições publicas (imaginem algumas delas sentadinhas nas finanças…) e até a estabelecimentos prisionais!
    Sim, que a falta de decoro de algumas senhoras doutoras chega ao ponto, de irem com trajes do genero aos estabelecimentos prisionais. Falta de decoro? Ou simplesmente falta de bom senso…

  23. Cara Pipa Castro. Não é preciso ter um curso superior para perceber que a este e ao outro post há vários comentários a discordar de mim. Se calhar até há mais discordantes do que concordantes. E estão todos publicados. O teu não foi porque não era discordante, era só parvo. Se o quiseres refazer, de forma a dares a tua opinião sobre este assunto, então, és livre de o fazer. E verás que será publicado. Neste blogue cabe-me decidir o que é “bem feito” e “válido”. O teu comentário anterior não era uma coisa nem a outra, lamento.

  24. Boa Tarde. Li por alto alguns comentários e continuo sem compreender a polémica nem do decoro nem da publicidade. Mas vamos por partes…
    Primeiro o decoro: Alem de não encontrar tal coisa… Sou mulher e não vejo de nenhuma forma sexualidade mas sim sensualidade de mulheres bonitas de fazer inveja a qualquer uma, mulheres que se cuidam, e se vestem de forma clássica e (não sendo eu uma especialista em moda) indicada para a profissão, cortes limpos, cores sóbrias e nada de grandes decotes nem cintos largos.
    Segundo a publicidade: Se é proibido e tão grave porque aparecem anúncios de escritórios de advocacia e advogados por conta própria nas paginas amarelas, classificados de jornal, etc??? Eu sou Esteticista e Osteopata e a partir do momento em que coloco o meu nome nas páginas amarelas com a minha profissão não é promover a mesma??? não é isso considerado publicidade??? ou será que é só para mim e não para os advogados…
    Sendo neste caso um video para ser colocado na página do Escritório é publicidade ou apenas um VIDEO DE APRESENTAÇÃO???
    Também li qualquer coisa de ah e tal não podem prometer resultados… epahhhhhhhh eu sou um bocado/muito ignorante mas e as outras pessoas podem??? na publicidade da minha consulta eu digo resolver problemas de dores lombares… HELLOOOOOO há excepções… cabe a nós profissionais fazer um diagnóstico seja ele em que profissão for e informar se naquele caso em concreto é mesmo assim. Mas voltando ao video não é isso que eu entendo… simplesmente elas (as advogadas) dizem ser um escritório profissional, com ética, em que se empenham e dão o máximo… Volto a repetir, eu sou muito ignorante… pronto vá lá burra mesmo… mas consigo perceber que não me prometem nada tal génio da lâmpada mágica… O grande problema neste País é que se em vez de se preocuparem com um video de 5 advogadas, se preocupassem mais em fazer o que compete a cada um não viveriamos em crise, com tantas dificuldades e com tempo para olhar para a galinha da vizinha.

  25. Enviei um comentário muito bem feito e muito válido (como advogada que sou) ao teu post anterior sobre o mesmo assunto, o qual não foi aceite não percebo porquê. Enviei 2.ª vez. Não foi aceite.
    Lá saberás porquê. Talvez porque não gostas que te digam com argumentos válidos que não deves falar sobre assuntos que não tens a capacidade de entender.
    Mas pelos vistos continuas a bater na mesma tecla. Agora vão suceder-se posts atrás de posts com tentativas de te justificares, quando apenas servem para te enterrares mais. Continuas a não ter capacidade para falar sobre o assunto. Portanto abstém-te.

  26. Caro Arrumadinho,
    Tenho lido diversos textos sobre esta matéria e li muitos dos comentários ao seu anterior post, portanto agora está na hora de dar a minha opinião.
    É inteiramente verdade que os advogados têm que obedecer a uma postura conservadora, séria e profissional. Quer queiramos, quer não é uma profissão de elevada responsabilidade e que lida com muitas questões sensíveis. Como alguém referiu num dos comentários ao seu outro texto, o advogado tem que agir de modo a que as outras pessoas, em virtude de um qualquer problema que surge, sejam capazes de confiar nele. É quase como uma “elite”, a par dos juízes, na qual (ainda) se deposita alguma confiança.
    No que toca ao vídeo em particular não tenho dúvidas em afirmar que o mesmo vai, claramente, contra as normas do EOA. Porque a questão aqui não é a publicidade ser ou não proibida, mas sim a forma como é feita. No vídeo as Advogadas enaltecem em demasia as suas supostas qualidades e chegam inclusive a prometer resultados. Mais: fazem-no apregoando a especialização em “recuperação de créditos” sendo que, pasmem-se, em Portugal não existe nenhum mestrado, curso ou pós-graduação (pelo menos de que tenha conhecimento) nesta área. Ou seja, as promessas, além de despropositadas pois cada caso é um caso, não são acompanhadas de uma fundamentação coerente como seria de esperar.
    Pegando no seu ponto 4: não, isso não é publicidade. Porque repare: se eu, enquanto advogada, for à televisão comentar os jogos do Benfica estou de alguma forma a publicitar-me enquanto tal? Não. Inevitavelmente que se for uma advogada conhecida as pessoas vão reparar e estabelecer a ligação, mas isso não tem conexão nenhuma com a minha profissão. O mesmo se passa para o advogado que vai ao programa da manhã comentar noticias: nada o impede desde que não vá revelar pormenores da relação profissional, desde que vá apenas expressar a sua opinião enquanto pessoa que está dentro do meio.
    Por fim uma referência ao ex-bastonário: nunca gostei das intervenções do mesmo precisamente por as achar excessivas e de mau tom. No entanto ele tem muita razão em muitas das coisas que diz e faz-se valer da sua posição de destaque para veicular as suas opiniões. Se é mau para a imagem dos advogados? Sim, é.

    Em suma: a publicidade aos escritórios é admitida desde que com muitas muitas muitas cautelas porque, e ainda bem que assim é, a advocacia é uma profissão com história, regras deontológicas próprias e princípios estruturantes imprescindíveis.

  27. Arrumadinho, já comentei no post anterior e aqui volto a dizer o mesmo: o problema não são as mini-saias! É tudo o que envolve este vídeo. Principalmente a questão da publicidade. Repare, um escritório de advogados não pode prometer resultados. Não pode dizer que é extremamente eficaz a recuperar créditos (caso desta sociedade) quando isso não lhe é possível prever. Os advogados não estão vinculados ao resultado, justamente, como diz, porque o Direito não é uma ciência exacta e haverá sempre diversas interpretações, entre outros factores, como questões processuais, que nem sempre é possível controlar.
    E foi aqui que estas colegas, em meu entender, se descuidaram. Não digo que sejam más profissionais, é errado pensar-se isso só por causa deste vídeo. Agora, penso que o vídeo está desequadrado daquilo que é esta profissão. Acho que é inegável que se quiseram autopromver, e isso vê-se em determinados planos que foram feitos. Não é à toa que já aqui várias vezes falaram das pernas de uma das advogadas. E porquê? Porque foi esse foco que quis ser dado.
    Respondendo à sua questão nº 3, a publicidade de que aqui se fala não por ter sido feito um vídeo. É por nesse vídeo e pelo site se dizerem coisas como “um dos escritórios que cobra com maior eficácia (em tempo e montantes)”. É este tipo de engrandecimento que está em causa e que é censurado pelo Estatuto da Ordem. Os advogados não devem promover resultados. Já reparou como ficaria se fosse consultar um advogado e este lhe prometesse que iria ganhar a acção porque era muito bom no que fazia e depois, por circunstâncias que nada têm a ver com a qualidade do advogado, viesse a perder a acção? Não acharia que o estavam a enganar? É só disto que se trata.
    Quanto ao que refere no ponto 5, concordo em absoluto. Seja a respeito do Bastonário, seja de outro colega qualquer. Aliás, há imensos advogados que adoram comentar os casos em que intervêm assim que saem da sala de audiências e isso também não é permitido pelo Estatuto e, infelizmente, nada é feito quanto a estas situações.
    Muito haveria a debater sobre este assunto e acho que algumas das suas questões são bastante pertinentes, mas o espaço é pequeno para falar de todas elas!

  28. Não consigo entender o raio do problema do Video. A não ser a dor de cotovelo de quem está a criticar veemente estas senhoras.
    Cada um faz o que pode para promover a sua empresa e atrair clientes. A sério que não entendo…
    Mais um drama em torno de um video no minimo bem pensado e estruturado.

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