A pressão social para as mães perderem peso

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Sempre que há partos de mães famosas, o tema de conversa é o mesmo: será que vai sair da maternidade magra ou com uma barriga de cinco meses? E a conversa, como é óbvio, parte sempre das mulheres. E não se fica pelo dia em que as mães saem das maternidades, não, não. Prolonga-se. Estende-se até que a mãe volte exactamente ao ponto em que estava no momento anterior ao da gravidez. E mesmo nessa altura há mais motivo de conversa: se o conseguiu num mês, é uma “skinny bitch”, uma sortuda porque tem genes bons, uma fútil porque passou o dia no ginásio em vez de tomar conta da criança. Se ao fim de três meses a mãe ainda estiver um pouco roliça, então, é motivo de gáudio para todas aquelas que também não conseguiram recuperar peso, e de escárnio para as magras que ficaram em forma ao fim de umas semanas.

Nunca entendi esta pressão social que as mulheres impõem umas às outras para que fiquem imediatamente em forma após um parto. E quando digo imediatamente é mesmo imediatamente, porque a primeira análise à lupa é sempre feita no dia em que elas saem da maternidade, dois, três dias depois de terem dado à luz uma criança. É que eu ainda compreendia se isto fosse uma coisa de homens, que querem de volta as mulheres boazonas e com tudo no sítio, mas não, é um assunto exclusivamente feminino e sempre analisado com crueldade e cinismo.

É contra-natura uma mulher voltar a ter o peso que tinha antes de uma gravidez uma ou duas semaans após o parto. É esquisito, pouco saudável, até. Mais ainda se essa mulher estiver a amamentar, o que a obriga a manter uma alimentação regrada, mas sem entrar em dietas loucas, porque a substância do leite materno está relacionada com o que a mãe ingere. A “culpa” disto tudo é daquelas famosas que saem das maternidades enfaixadas, estranguladas em cintas para que, nas fotografias, pareçam estar perfeitas, iguais ao que eram. E só o fazem, claro, porque sabem desta pressão social, sabem que vão ser analisadas à lupa por todas aquelas que compram as revistas para as poderem inspeccionar.

Claro que o excesso de peso, as gorduras acumuladas, as peles flácidas podem ter um efeito nocivo para a auto-estima da mãe, e isso poderá mesmo conduzir, em casos mais extremos, a situação de depressão ou pré-depressão. Nesses casos extremos, muitas mulheres deixam-se ir abaixo quando olham para o espelho e vêem uma figura de que não gostam. Mais ainda porque nessas alturas as hormonas andam meio descontroladas e é mais fácil ocorrerem situações de choro, desespero, raiva. Há as que baixam os braços e desistem, preferem não pensar nisso, mas claro que pensam, claro que isso está sempre presente a partir do momento em que têm de enfrentar o espelho todos os dias. Mas depois falta-lhes a força de vontade para combaterem o excesso de peso, falta-lhes a determinação, e atiram as culpas para cima da gravidez e até mesmo da criança. Andam mal dispostas, embirram com o companheiro, com os amigos, tornam-se amargas, revoltadas, tristes, desiludidas, depressivas. São, como disse, as situações limite.

Depois, há aqueles que são os casos normais, que são os de mulheres que levam entre três a seis meses até voltarem a ter um corpo parecido com o que tinham. Digo parecido, porque é difiícil que fique exactamente igual. Há sempre uma cicatriz (no caso das cesarianas), umas mamas mais descaídas (no caso das que amamentam mais tempo), uma ou outra pele mais flácida na zona da barriga, umas estrias, mas faz tudo parte do processo, não é algo que as mulheres devam ver com uma tragédia ou como o fim de uma vida tal como ela era. Não.

Mas, como disse, os seres mais implacáveis em relação a estas mudanças, perfeitamente naturais, são as próprias mulheres, que não deixam de apontar o dedo às tais estrias das outras, às barriguinhas que tardam em ganhar firmeza, às mamas menos empinadas. E isto é ainda mais estranho pelo simples facto de serem essas mesmas mulheres, as que criticam, as que já passaram ou vão passar pelo mesmo processo. E nessa altura não vão gostar de ser julgadas, mas vão tentar fazer tudo para que o julgamento das outras (que elas sabem que existe) ser positivo.

Quando os homens dizem que as mulheres são uns seres muito complicados e difíceis de entender estão a falar, por exemplo, de coisas como estas.

Agora, é importante não confundir o efeito natural de recuperação do corpo com o total desleixo. E aqui não estou a falar unicamente da questão estética, mas, sobretudo, do lado emocional. Uma mulher que baixa os braços, que não quer saber, que continua a dizer que pesa 95 quilos porque foi mãe (há dez anos), e que tem a auto-estima lá em baixo por causa disso, tem de perceber que não foi a gravidez que a deixou assim, que foi o facto de ela não ter feito tudo para voltar a ter o peso que tinha. Há quem não ligue nada a isso, e viva muito bem com o excesso de peso, e ainda bem que assim é, mas diria que a maioria das mulheres, sobretudo as que sempre foram magras, ou elegantes, querem voltar a ser como eram antes de engravidarem. É simples: esforço, espírito de sacrifício, reeducação alimentar (consultar um nutricionista, por exemplo), e mais exercício físico — uma fórmula infalível (e por favor, não culpem a criança por isso).

26 Comentários

  1. Voces tem poucos conhecimentos so pode! Esta mais
    Que visto que a crianca dessa miuda esta abaixo do normal desenvolvimento para 4 meses , pesquisem na net maes MAGRAS de 4 meses, mais se nota a barriga! Essa carolina è uma crianca è o q è, alimenta-se mal, viciada em desporto ( k em exagero è prejudicial na gravidez) essa bebe vai nascer minuscula, devido a mae desnaturada q so pensa nela. Enfim ide ler e vejam q as barrigas de gravida nas magras mais se notam. Pra mim essa miuda n nasceu para ser mae mas sim biblot.

  2. De facto… Tudo é verdade… Quando, ao fim de 7 meses ao encontrar uma amiga… A primeira pergunta… Depois de me ter sentido inspeccionada da cabeça aos pés… Foi se já tinha perdido o meu peso..!!!!!!?!?!??! Santa paciência!!!! Se nao perdi… Vou perder… Mas era de facto a 1 coisa q tinha mais vontade de saber!?!??! Era a mais relevante?!?!?

  3. Bem… Agora até me sinto mal… Não com o post, mas com os comentários!! Sim, fui daquelas mães que usou a gravidez como desculpa para enfardar tudo o que via à frente. E engordei 22 kg. Mas 3 meses depois, ainda a amamentar, voltei aos 56 kg. Durante a gravidez tinha a noção de que comia mais do que o normal, mas se me apetecia porque é que havia de ougar? As analises estavam sempre bem, depois so dependia de mim fazer algo pelo corpo. E lá comecei com caminhadas e a correr e depois foi tudo ao sítio! Fui muito feliz toda a gravidez, consolei- me e acho que é assim que a coisa devem ser vividas. O que os outros pensam, honestamente em mim faz ricochete. Estejamos bem mental e emocionalmente, que o resto arranja- se.

  4. As mulheres criticam porque aprenderam que assim deve ser. Não são as mulheres; são os padrões culturais da segunda metade do século xx e que chegará aos homens, não tenho dúvidas nenhumas. Desde crianças que os mass média explicam como as mulheres devem ou não ser. A pressão para corresponder a esses corpos absolutamente (e cada vez mais) fictícios é enorme, desde muito cedo. Portanto, as mulheres (e os homens) avaliam-se a partir desses padrões absurdos.
    Portanto, mulheres, é tão mau uma mulher comentar a barriga de outra quanto apressar-se a dizer que as mulheres são sempre as primeiras a serem más umas para as outras. Não são. Não somos. Mas se repetirmos muito isto, acabamos por acreditar que sim.

  5. Aquilo que senti, e acho normal, foi curiosidade. Claro que olham para a barriga, para o rabo… Para a recuperação.
    E também o senti da parte dos homens! Que adoram a transformação dum peito que amamenta e só perdem a pica quando lembramos que o que ali está é leite e não silicone :)))
    Como nunca me convenci que ia ficar igual, consegui ultrapassar as mudanças sem dramas. Mas claro que pode ser um choque ao fim de 9 meses acordar no corpo que parece de outra pessoa. que as proporções no nosso corpo não sejam as mesmas e que aquilo que antes nos favorecia agora nos desfavoreça. No meu caso houve uma preparação mental. Eu sabia que ia ficar diferente. E até fiquei menos diferente do que pensava. Mas é importante não ter pressa (e não estou a falar de 3 ou 4 meses… Mas mais…).

  6. Uma realidade, o que escreve. É realmente triste. Mas apoio os comentários anteriores e gostava muito que desse a opinião masculina da coisa. Como se sentem os homens com as alteraçoes corporais da mulher?

  7. Há algumas coisas que gostaria de focar, como mulher de 40 anos e mãe de 13 e 8 anos.

    A questão do peso pode ser secundária nisto do “voltar ao normal”. Como já foi dito, o corpo altera. A barriga ganha uma camadinha que pode não sair por mais peso que se perca, e a pele muitas vezes fica flácida. Sei do que falo, peso menos do que antes da 1ª gravidez, alimento-me bem, faço exercício regular, enfim, ajudo a genética no que posso. Toda a gente me diz que estou fantástica. Mas não estou como era…

    Como tive uma depressão pós parto brutal depois do segundo filho, também tenho de discordar do que disse. A imagem nunca é a causa de uma depressão p.p. São mesmo as hormonas e o cansaço. Como nos parece que a vida como a conheciamos acabou, vemos o corpo “como o da nossa mãe” como uma consequência desse fim de vida, não nos incomoda por aí além. Só depois de curada a depressão é que a vontade de “arrumar” a vida regressa e aí sim, incomodam os pneus e começa-se a trabalhar para recuperar.

    E pegando no tema principal do post, é verdade, somos umas otárias umas para as outras. Porquê? Não sei. Todos os dias tento melhorar um bocadinho, não julgar tanto e colocar-me no lugar dos outros. Mas não sei que tipo de instinto nos leva a sermos assim. Não são só os homens a achar-nos seres complicados…

    Felicidades, tudo de bom!

  8. Isto do falar e acusar é muito fácil, como tantas outras mulher fui mãe fez 14 meses, quando engravidei pesava 58 kilos , no dia que tive a minha filha pesava 82, hoje peso 62 que é exactamente o peso que devo ter, e então engordei muito e depois???
    Porque de raios as pessoas tendem a criticar quem engorda na gravidez, não comecei a comer rinocerontes ao jantar!!! simplesmente é assim, é genético, hormonal chamem o que lhe quiserem, mas já a minha mãe foi assim, a minha avó assim foi e outras certamente que foram. Haja paciência!!! e curtam muito as sobras da gravidez ou curtam só os filhos (para quem não ficou com sobras).

    E de tudo, o que eu gosto mesmo, é de ver a minha filha todos dias com o maior sorriso do mundo a dizer 1217 xs seguidas – Olá!

    Felicidades

  9. Concordo plenamente com o post . Apenas tenho a acrescentar que esta pressão que aqui se fala, é apenas uma ramificação da pressão que existe sobre a aparência física da mulher na sociedade. A verdade é esta pressão não vem apenas do exterior, se não, não haveriam sequer mulheres que ponderassem não amamentar por questões estéticas. (Atenção que não sou de modo algum contra quem toma essa decisão, cada uma é livre de decidir sobre a sua vida, mas acho uma atitude egoísta que não vai de encontro aos valores da maternidade. Mas isto é a minha opinião.) A dita pressão está de tal modo enraizada que vem de nós mesmas, que nos mentalizamos que temos que emagrecer, que temos que ser magras. A sociedade em que vivemos está de tal modo formatada para a magreza que nem sequer põe a hipótese de alguém não querer ser magra. E por isso sempre haverão pessoas etiquetadas: as magras, as feias, as giras, as feias e magras ou giras e magras. E isto é de tal modo importante que chega a influenciar o sucesso profissional e/ ou pessoal. E assim da mesma forma acontece com a maternidade. Acho triste.

  10. Eu saí da maternidade enfaixada numa cinta, não estrangulada, mas aconchegada e aconselho vivamente a todas as mães. Orgulho-me também de ter saído com as minhas calças de ganga preferidas vestidas (mas sem conseguir fechar o fecho :-))de que tinha imensas saudades e agradeçi sempre ao meu obstetra o facto de ser um chato quanto ao peso a ganhar durante a gravidez. Não fiz dietas nem exercício físico, sou só uma sortuda que conseguiu recuperar muito bem, continuo a acreditar que a cinta ajudou muito a repor tudo no sítio.

  11. Antes de comentar o post em si gostaria só de dizer que gosto desta nova fase do “Arrumadinho”. Menos paternalista, menos auto-centrado. Não é que os posts anteriores o fossem sempre, mas havia ali um sopro de “eu é que sei e eu sei tudo” que por vezes me irritava. Mas isto sou eu, e a minha opinião 🙂

    Quanto ao post, gostei. A pressão é muita, é verdade. Quando fui mãe a primeira coisa que me disseram – passadas umas semanas – foi “epah, já estás tão bem!” E não estava. Estava deprimida, estava cansada, estava flácida. Mas como sempre fui gordita, sei-me vestir de forma a camuflar as pregas que abundam na cintura. Só isso.

    Mas voltando à pressão, e desde já peço desculpa por por outros blogs ao barulho: já reparou que, quando a Pipoca publica um look do dia, os comentários são quase sempre no sentido de elogiar a rápida recuperação, que nem parece que só passaram 3 meses, etc etc?
    Mas nunca, NUNCA, li um post escrito por ela que abordasse esse tema. Isto só me leva a respeitar a Pipoca. Porque é uma pessoa elegante, que nunca (acho) foi gorda, que se cuidou durante a gravidez, e que se sabe vestir bem. Pernas magras, usa calções… mas não a vejo de tops de malha justos ou de cintura à mostra. Elegância, portanto.
    E é isto 🙂

  12. Não é uma questão de paranóia, mas há corpos e corpos… e também há os disparates que se fazem com a desculpa de se estar grávida.
    Eu por exemplo, do meu 1.º filho ganhei 9kg e ao fim de 15 dias de ter tido o meu filho estava com o mesmo peso. Mas da barriga mais flácida e da largura das ancas não me livrei, como é evidente. O corpo muda, não é só uma questão de peso.
    Confesso que quando me apercebi que nada seria como dantes – que o meu corpo estava mais parecido com o da minha mãe do que com o meu antes de engravidar, fiquei um pouco em choque e com a auto-estima em baixo. (Foi aí, aliás, que decidi que quando acabasse de ter filhos faria uma plástica às mamas, coisa que eu sempre vi como a coisa mais absurda de se fazer).
    Já do meu 2.º filho ganhei 11Kg e ao fim de 1 mês estava com o peso de antes de engravidar. Mas com esta gravidez então, a minha barriga nunca mais voltou a ter a firmeza que tinha.
    Agora, aquelas pessoas que só porque estão grávidas engordam – e não se importam – 20 ou 30Kg, estão à espera de quê? A criança só pesa uns 3/4Kg… mais uns 7 para adjacentes – mamas, placenta, líquido amniótico, etc… onde julgam que estão os outros 10 ou 20 kg?? Não há milagres… Mas estas pessoas normalmente usam a gravidez para fazer todos os disparates alimentares de que se coíbem de fazer normalmente, quando não há desculpas.
    E depois também depende imenso doutros factores, como o tipo de parto – cesarianas levam mais tempo a recuperar -, se se dá de mamar ou não – a amamentação é um milagre para a absorção do baby fat – etc.
    Falou nas cintas e de as pessoas se enfaixarem para saírem da maternidade. Eu pessoalmente – embora os médicos divirjam na opinião – sou adepta da cinta imediatamente após o parto. Eu ponho a minha nas 1.ªs 24 horas após o parto e só a tiro cerca de 1 mês depois. Acho que contribui imenso para que os ossos retomem a sua posição antes de engravidar, aproveitando o efeito das hormonas que libertámos no parto e permitiram a flexibilização da pélvis.
    Mas que há mulheres mázinhas, mesquinhas, invejosas, há… e que se sentem melhor se não se sentirem sozinhas nas suas frustrações, também.

  13. Li o post e pensei: “porque não está no blog apipocamaisdois?”

    é um assunto relacionado com a maternidade, com o pós-maternidade, e como escreveu o outro anónimo, a perspectiva masculina seria mais interessante. (descobrir o que se passa do outro lado, mesmo correndo o risco de descobrir que afinal não valia nada saber!) 🙂

  14. De facto assim acontece e, verdade seja dita, algumas pessoas estão mais preocupadas em ver como a mãe ficou depois de o bebé nascer do que propriamente com o bebé. Acho que depois de ter a minha filha, a única pessoa que não estava minimamente preocupada em saber se ia num futuro próximo voltar a entrar nas minhas roupas era eu.
    Ser mãe não me anulou de forma alguma enquanto mulher, pelo contrário, tornou-me numa mais completa por ter realizado a maior de todas as coisas que sempre quis. A maternidade que, a curto prazo, não se centra no bebé, a meus olhos não faz sentido.
    Com o tempo tudo volta ao normal, o corpo pode nunca mais ser tão perfeito, mas a segurança e confiança que uma mulher ganha e, mais ainda, a felicidade de ser mãe e de se conhecer, são um ganho maior do que essa pequena troca. E não há razões para desanimar, há mulheres que bem cuidadas ficam tão melhores depois de terem sido mães.
    Algumas mulheres têm uma necessidade mesquinha de diminuir as outras para se sentirem elevadas e isso só pode refletir falta de autoestima. Seria tudo tão melhor se as pessoas se interessassem mais com a sua felicidade do que com o mal dos outros. A felicidade dos outros, quando é genuína, faz-me bem, faz-me feliz.
    Muitas felicidades para a vossa família, sobretudo para o pequeno Mateus, e que o vosso amor se mantenha igual ao do texto que escreveu acerca dos 3 anos de casamento

    http://bernardamammy.blogspot.pt/

  15. Este tipo de comentários faz-me confusão. É uma afirmação com propriedade como se estivesse na posse de informação indesmentível. É um “eu é que sei”.

    “pobre futuro bébe, ela nem sabe o mal que isso faz…”

    Não sou amiga da Carolina Patrocínio, mas conheço-a. Temos uma amiga em comum. Na capa da revista que viu, ela aparece com a irmã Mariana, que já vai para o segundo filho (e vê a barriga plana dela que está de 3 meses).

    Um dia jantei com a Mariana, tinha o primeiro bebé umas 7 semanas. Ela estava magra como sempre, vestia a mesma roupa de sempre.

    Elas, as restantes irmãs, e a mãe, são todas assim. Magras, magras, magras! Algumas magras demais. A Carolina Patrocínio, a única diferença que tem, é que adora exercício físico e fica com os músculos trabalhados à vista. Pessoalmente, não gosto, mas não sou eu que tenho de gostar.

    Isto para dizer que qualquer uma delas como bolos, gelados, bebem copos, comem carne, peixe, saladas, fruta, pão, como toda a gente. Simplesmente não são do tipo de engordar. Há as pessoas que engordam muito e os que não engordam nem querendo. Seria o caso delas, se quisessem engordar.

    Repito, não sou amiga delas, é-me indiferente o que se escreve, mas “pobre bebé” e “não sabe o mal que isso faz” como se a rapariga estivesse a cometer um atentado intencional de prejudicar a criança, é completamente descabido. Sobretudo para quem nunca conviveu com estas raparigas e na verdade não sabem coisa nenhuma.

    Não se preocupe. Elas comem bem.

  16. Até aos 3 meses de gestação não é suposto ganhar peso. Eu tinha 50kg antes de engravidar e no fim dos primeiros 3 meses continuava com os meus 53kg.

  17. Sou fisioterapeuta, 40 anos, mãe há 13 anos de uma menina e há 8 meses de um rapaz. Gostei deste artigo. Mas devo dizer que nem todas as mulheres são assim. Ainda há aquelas que são discretas, amaveis e realistas e que não andam em paranoia com este assunto da cintura após o parto, muito menos a apontar nem a comentar deselegantemente o ventre das recentes mães. Ao fim de seis meses estou recuperada, ajudo ainda outras mães a fazerem a sua recuperação, nas minhas sessões de fisioterapia após o parto e o meu lema é SEM STRESS!! Quanto á alimentação, nem sempre é preciso alterá-la, basta comer normalmente!! Mas ao que parece o normal é comer demais. Ai sim, é necessário rever o comportamento alimentar, naõ só nesta fase, mas para toda a vida. E sobretudo comer comida verdadeira, produtos frescos e saber que tudo o que é pré feito ou já feito e embalado para consumo quase imediato é de evitar, de todo.

  18. Mas tu sabes, que ela faz algo de mal para se prejudicar a si e ao bebé?
    Sabes se ela mantém a ideia de nem engordar uma grama?
    CAda pessoa é uma pessoa. Não generalizes, e não fales do que vês nas capas de revistas -.-

  19. Gostava mais deste texto se tivesse sido escrito sob a perspectiva masculina e não como uma interpretação do pensamento de uma mulher.

  20. este post tem que ver com a foto da carolina patrocinio? está grávida de três meses e apareceu numa capa de revista a pesar para aí 40 kls.
    pobre futuro bébe, ela nem sabe o mal que isso faz…

  21. Perfeito !
    Também sou mãe,amamentei a minha cria e recuperei lentamente,sem pressões,sem desatinos,sem obsessões.
    Não nego que houve dias em que,não se convivia particularmente bem com « algumas sobrinhas »,mas….não é assim a vida toda ?
    Agora esta frenética competição de quem é que consegue sair da maternidade mais magra do que antes de lá entrar 48 pós-nascimento é muito revelador de pouco conhecimento.
    E sobretudo da incapacidade para parar e pensar que se foram 9 meses de uma profunda alteração celular,a mesma não poderá reverter….. subitamente.

    . margarida .

  22. Exactamente concordo com tuuuuudo! As mulheres, são as piores inimigas delas próprias. Muito haveria a dizer sobre este “flagelo” mas penso que resumiste tudo muito bem!

  23. Há mulheres que só conseguem sentir-se menos mal com elas mesmas, ao apontar o dedo a todos os defeitos das outras, como se de um livre-trânsito se tratasse à sua própria baixa auto-estima.

    A questão é mesmo que depois de ter um filho não nos sentimos a maçã mais apetecível do pomar e se o pai não der um confidence boost nessa fase, mais complicado se torna. Mesmo dando, a pressão estará sempre lá, até porque a primeira coisa para onde as mulheres olham, depois do bebé, é para a barriga da mãe ou qualquer defeitozinho que possa estar mais visível. É um pouco mesquinho e não compreendo o fascínio, mas senti-me debaixo desse holofote e acredito que muitas mães também.

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