A NiT explica este sumiço

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Nos últimos meses tenho atualizado muito pouco este blogue. Tem havido, inclusive, semanas em que não consigo publicar qualquer post. Quem me lê sabe que isto nunca aconteceu, e que desde o início de O Arrumadinho que o blogue tem sempre pelo menos um post por dia, muitas vezes dois, três ou até quatro.

Acontece que este ano houve uma alteração profunda na minha vida que me levou a centrar todo o meu tempo e energias em projetos profissionais que me obrigaram a desviar a atenção do blogue. Nos últimos meses, com um ou outro dia de exceção, tenho estado totalmente focado naquele que é o meu projeto de vida, uma revista que criei do zero e que deverá chegar aos leitores já no final de Setembro.

Há uns meses entendi que estava na hora de me dedicar a uma coisa minha, trabalhar naquilo que eu mais gosto e em que acredito. Há três anos e meio, quando troquei o jornal i pela Sábado, tive a oportunidade de criar um produto do zero, a revista Tentações, que, na altura, em janeiro de 2011, era apenas uma ideia, um conceito, que foi crescendo na minha cabeça e na de mais três ou quatro pessoas. Juntos, decidimos que secções é que a revista iria ter, o estilo de escrita, a equipa, o número de páginas, o tipo de papel, tudo. Foi o desafio profissional mais interessante que já tive. A revista tem, hoje, muito de mim. Só que no início deste ano muita coisa mudou dentro da Sábado e eu entendi que se queria dar continuidade a um projeto naquela área, de lifestyle, lazer e cultura, teria de o fazer fora da revista. Custou-me tomar a decisão, mas acredito nas minhas ideias, no meu valor, e acabei por deixar a Sábado e dedicar-me a criar do zero um projeto nestas áreas, todo ele virado para o digital, e que terá uma marca distintiva: a criatividade. Foi mais ou menos assim que começou a crescer dentro da minha cabeça a New in Town (NiT), que chegará aos leitores no final de Setembro.

Da Sábado, trouxe algumas das pessoas mais talentosas, que me quiseram acompanhar neste projeto.

Por enquanto, e enquanto o nosso site não está pronto, vamos colocando algumas das novidades de restaurantes, cultura, exercício, estilo, na nossa página de Facebook (podem fazer um gosto aqui). Em apenas dois dias e meio já conseguimos reunir mais de 5 mil fãs, e contamos continuar a crescer todos os dias. Muito em breve vão poder ver os nossos dois primeiros vídeos promocionais, que marcam de alguma forma a nossa linha: uma aposta muito grande na criatividade, na imagem, nas emoções, e uma ligação muito grande à cultura urbana.

Entretanto, o Arrumadinho vai continuar, tentarei ter mais regularidade na publicação dos posts, mas não posso prometer textos diários.

De qualquer forma, este blogue não vive exclusivamente dos textos que aqui apresento. Ao longo desta ausência, fui sempre colocando fotos na minha página de Instagram, onde já tenho quase mil publicações e 12 mil seguidores. Se quiserem estar sempre a par dos sítios por onde vou andando, de coisas que vou fazendo, dos meus cozinhados, das minhas corridas, das brincadeiras do Mateus ou do Manolo, podem seguir-me aqui.

Estamos a chegar from New in Town on Vimeo.

13 Comentários

  1. Como já tive oportunbidade de falar com outras pessoas acerca deste projeto, espero que corra tudo pelo melhor. Ainda não tinha lido este post, mas não pude deixar de “torcer o nariz” quando li que a marca distintiva será: criatividade. Há pouco de criativo num projeto que já tem outros concorrentes a fazer igual ou muito idêntico. O facto de apostarem no formato que o vosso concorrente direto não aposta tanto (o digital), não vos diferencia por aí além. Até porque existem outras plataformas que já o fazem, sendo que, em alguns casos, o fazem de forma mais especializada neste ou naquele assunto. E a verdade é que se uma pessoa quiser saber mais sobre determinada assunto, vai àquele que fala apenas disso, ou que, pelo menos, se foca muito mais nisso, em vez de ir àquele que é mais generalista. Para não falar que se a Time Out sentir que lhe estão a roubar consumidores, em pouco tempo coloca um site e uma plataforma online a funcionar e lá se vai a “diferenciação”. Que é aquilo onde devia assentar a vossa marca distintiva: na diferenciação. Conseguir criar algo que fosse completamente diferente e que pudesse ser único. E quando deixasse de ser único porque outros copiavam, já ninguém vos poderia tirar uma coisa: o terem sido pioneiros. E, em boa verdade, nem sempre quem é melhor é que ocupa o espaço mental dos consumidores, mas sim quem fez primeiro.
    Dito isto, desejo a toda a equipa a maior sorte, sendo que a sorte também é algop que somos nós que criamos.
    Abraço

  2. Olá Jo. Há milhares de coisas que nos podem e irão diferenciar da Time Out. A começar pela plataforma. Se fores ao site da Time Out Lisboa perceberás que o site não tem atualização, está quase ao abandono. O core da Time Out é a revista em papel, o nosso será o online. Por outro lado, trabalharemos em plataforma de app, que eles não têm.
    Por outro lado, ainda que os assuntos possam ser os mesmos não quer dizer que as abordagens e os ângulos o sejam. Não foi por existir A Bola que não surgiu um Record e depois uma Gazeta dos Desportos ou O Jogo. Não era por existir o Diário de Notícias que não havia espaço para O Público. A qualidade, criatividade e oportunidade irá diferenciar-nos. É nisso que acredito.

  3. Muitos parabéns pelo projeto fantástico! Portugal (e o mundo) precisa de pessoas assim, que deêm o salto e provem que conseguem levar avante o que querem!

    Ricardo, gostava que desse uma vista de olhos num projecto semelhante à NIT em alguns aspectos- o Espalha Factos!

    http://www.espalhafactos.com/2014/08/02/new-in-town-ou-nit-para-os-amigos/
    É também um site de cultura e lazer, mas conseguido pelo trabalho de colaboradores diversos com amor à camisola

  4. Acho fantástico o projecto! A minha única questão e é sincera a pergunta é sobre como se vai diferenciar de uma Time out? Pela descrição assemelha-se bastante. Já não estou em Lisboa há algum tempo mas aqui na Austrália uso a Time out Austrália e outros sites como o Urban Walkabout online com frequência mas são na sua raiz bastante similares e gosto mais de um do que outro apenas pela qualidade dos gráficos porque a informação é mesmo muito similar.
    Mas parabéns pela iniciativa, também estou a abrir a minha empresa aqui e sei o bem que sabe lutar pelo que acreditamos e sinceramente, Portugal precisa de mais empreendedores. É de uma coragem enorme deixar um trabalho fixo por um sonho de uma vida e admiro imenso o que fizeste.

  5. Muitos parabéns por esta iniciativa! O mercado estava a precisar de algo nesta linha.
    Por acaso não precisa de um fotógrafo? 😉

  6. Olá Ana. A revista vai ser isso mesmo, uma revista, registada na ERC, tal como todas as outras revistas, embora tenha uma relevância muito maior na sua componente digital, e menos importância na sua versão impressa em papel. A revista abordará as principais áreas de lifestyle, lazer e cultura, como restaurantes, hotéis, turismo rural, lojas, moda, beleza, cinema, música, séries de televisão, teatro, livros, exercício, bem-estar ou tecnologia. A publicidade terá aqui o mesmo peso que tem em todas as outras publicações: estará lá, em várias formas, mas sempre identificada como tal.

  7. A dúvida que se coloca é: a revista vai ser um produto jornalístico em que se pode confiar ou apenas um projecto comercial em que o que promovido é o que é pago pelas marcas, como acontece nos blogues?

  8. Muitos parabéns pela atitude!

    Sou a favor de pessoas que lutam pelo que querem e que não têm medo de arriscar em projectos pessoais quando muitas pessoas entendem que o melhor é não o fazer e manter o posto que se tem.

    Tiveste coragem e espero que sejas recompensado por isso. Tu e as pessoas que estão no barco contigo.

    O maior dos sucessos para o projecto.

    Abraço

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

  9. Muitos parabéns pelo arrojo e iniciativa, desejo o maior sucesso ao projecto. Não só porque faz falta ter este tipo de notícia (projectos a nascer e desenvolver-se, ao invés de revistas a fechar), como também é um exemplo de que não devemos contentar-nos com uma zona de conforto, se sentimos que podemos trazer mais e melhor.

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