A manifestação na Ponte 25 de Abril

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A ideia de realizar uma manifestação na Ponte 25 de Abril até era boa, do ponto de vista da imagem, do impacto, até do simbolismo ligado ao nome da infra-estrutura. Tenho a certeza que teria uma enorme adesão, nem que fosse pelo desafio de andar pela ponte a pé, que é o mesmo que leva milhares de pessoas à meia-maratona de Lisboa, por exemplo.

Quando a ideia surgiu, e começaram a surgir os primeiros alertas que davam conta de que poderia ser difícil conseguir as autorizações para que a manifestação acontecesse, caiu imediatamente tudo em cima do Governo. Cheguei a ouvir o senhor Arménio Carlos a dizer que o Governo era contra a liberdade de manifestação (oi?) só porque o ministro da Administração Interna disse que o melhor seria a manifestação passar para a Ponte Vasco da Gama, já que seria mais fácil conseguir todas as aprovações necessárias. Como é que um ministro que sugere um outro local é contra as manifestações?

Como se esperava, todos os pareceres de segurança foram negativos. A PSP chumbou a ideia, a Lusoponte chumbou a ideia e o Conselho de Segurança da Ponte chumbou a ideia. Perante isto, seria de alguma forma prudente que o Governo autorizasse a manifestação? E se algo corresse mal? E se houvesse mortos? Como é que o Governo iria defender-se depois de três pareceres negativos a chumbarem a ideia de uma manifestação na ponte? Não iria. Cair-lhes-ia tudo em cima, o ministro teria de se demitir, e provavelmente o primeiro-ministro também, tamanha a gravidade do sucedido. Por isso, e perante os três chumbos, parece-me mais do que lógico e prudente que a manifestação não tenha sido autorizada.

Num acto de bom senso, e ao contrário do que eu esperava, a CGTP acatou esta decisão, e alterou o local do protesto, passando-o para Alcântara. Agora, não me parece que esta localização seja inocente, de todo. Parece-me um claro convite para que os arruaceiros do costume neste tipo de acções, aqueles idiotas que vão para lá de caras tapas só para atirar pedras aos polícias, se juntem e comecem a subir pelo tabuleiro da ponte, enfrentando as autoridades e desafiando a decisão do Governo. E tenho quase a certeza que é isso que irá acontecer. Quer parecer-me que esta manifestação vai acabar muito mal.

Para os que insistem em fazer uma comparação entre a manifestação e a meia-maratona, queria só dizer que não há registos de que alguma vez tenha havido actos de vandalismo, violência ou confrontos numa corrida. Uma corrida é uma festa e toda a gente vai para festejar. Não há ali gente de cabeça quente, nem armada com pedras, nem movida por ódio, raiva ou rancor. Há gente feliz que vai ali para se divertir e descontrair. Imagine-se que o Governo autorizava a manifestação na ponte, e que, em pleno tabuleiro, começava uma cena de desacatos com apedrejamentos à polícia, com bombas de gás, e essas coisas. Para onde é que as pessoas fugiam? Atiravam-se da ponte? Corriam todas para trás correndo o risco de esmagar e espezinhar centenas de pessoas? Acho que só com muito má fé se pode querer comparar uma coisa com outra.

O meu único desejo é que esta manifestação não se torne tristemente memorável. Mas temo muito que isso possa acontecer.

34 Comentários

  1. Caríssima, essa foi a primeira coisa q fiz mal vi o seu nickname. E dai? Era suposto o conteúdo que lá está me elucidar de alguma forma em relação à escolha do nome “Pipoca Arrumadinha”? Para mim é apenas e só falta de originalidade. Simples.
    Mas como não é a única, não se preocupe. Há por ai muitas pipocas e muitos arrumadinhos pela net. O pessoal não gosta de ser original 😉

  2. Não concordo contigo sobre a preferência para a Vasco da Gama.
    O que me parece, em traços gerais, é que, à semelhança do que acontece nas corridas, apenas seria afetada para a manifestação um dos sentidos da ponte, mantendo o outro livre, eventualmente com o transito a circular, como acontece em dias de corrida. Ora, caso a coisa desse para o torto, seria muito mais fácil controlar os desaires (quer as eventuais fugas dos populares, quer a intervenção das forças policiais).

  3. Arrumadinho,

    concordo com todos os teus argumentos, mas não compreendi esta frase:

    “Num acto de bom senso, e ao contrário do que eu esperava, a CGTP acatou esta decisão”????

    Não costumam acatar as decisões?

  4. Concordo com o João das 16:14, está na hora de uma manifestação com pedradas e violência. De preferencia contra ele e a sua família e os seus bens.

  5. Cara Adelaide. Chamar “reaccionário” a alguém é um insulto. Eu, pelo menos, tomo-o por um insulto. Tal como já escrevi tantas vezes aqui, há coisas em que concordo com o actual governo, há coisas de que discordo. Quando concordo digo que concordo, quando discordo digo que discordo. Isso faz de mim uma pessoa livre. Neste caso, limitei-me a expor os meus argumentos que me levam a achar que seria muito perigoso fazer uma manifestação na ponte 25 de Abril. Da mesma forma que acho que passá-la para Alcântara, esse local tão conhecido por ser palco de manifestações, é estar a estender a passadeira para uma invasão desordeira da ponte. São os meus argumentos. Isso não faz de mim um reaccionário, faz de mim uma pessoa com uma opinião, que pode ser igual ou diferente da sua, é indiferente, mas é um direito que tenho enquanto cidadão. Não é uma opinião desrespeitosa nem insultuosa para ninguém (será para os arruaceiros que vão às manifs com o único desejo de atirar pedras à policia e causar distúrbios, pronto). Diz, por fim, que quem defende este governo não é amante da democracia. Queria só recordar-lhe que, apesar de toda a actual conjuntura, os partidos do governo, juntos, têm quase tantas intenções de voto como o maior partido da oposição, ou seja, há milhares de portugueses que continuam a preferir votar nestes partidos do governo do que nos outros. Ou seja, não é quem está contra este governo que é dono da verdade, da mesma forma que não é quem o defende que é dono da verdade. Cada um pensa o que quiser, vota como quiser e justifica-se como quiser, desde que haja respeito, e não insultos baixos. É só isso.

  6. Eu não faltei ao respeito a ninguém. Limitei-me apenas a dar a minha opinião . Você diz , e muito bem, que quem lá pôs o governo foi a maioria dos portugueses. E até acredito que muitos deles estejam tremendamente arrependidos por terem acreditado em quem não merecia a sua confiança. Agora , aqueles que continuam a defendê-lo e a justificá-lo é porque concordam e isso eu já não entendo . Quem defende um governo destes não é certamente um amante da democracia.

  7. Não é um convite para os arruaceiros? Deve ser a primeira manifestação feita em Alcântara… Eu cá acho que é um convite a que todos se entusiasmem em ir atravessar a ponte!! Uma vergonha… E uma parvoíce de razão para tentarem fazer uma manif numa ponte! É para o livro do guiness, ou quê? O país com a maior feijoada numa ponte, o maior pão com chouriço do mundo e até a maior manif numa ponte! Espectacular!

  8. Cá está o argumento de quem não tem argumentos: insulta-se. Minha cara, quem elegeu este governo não fui eu, foi a maioria dos portugueses. Chame-lhes reaccionários, então. Aprenda a respeitar a opinião dos outros, mesmo que seja totalmente oposta à sua. É a isso que se chama democracia.

  9. E nós votamos, mas depois vieram os votos dos reacionários como você e este governo passou. O que é que acha que nos resta fazer?

  10. Há uns tempos li que a sensatez se tornou tão rara que devia passar a considerar-se um super-poder . Este é um texto sensato sobre uma decisão sensata, acatada, sensatamente, pela CGTP.
    Se a tragédia acontecesse ia dar-se a volta ao texto e culpar o Governo porque, afinal, podia ter proibido a manifestação e não se revelara suficientemente musculado e seguro para o fazer. É um costume muito português: arranjar sempre maneira de atirar as culpas para alguém.
    Há apenas um pormenor em que não concordo com O Arrumadinho: duvido que algum ministro se demitisse.

  11. Compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e sinceramente sou da mesma opinião que tu, mais, não percebo o porquê da insistência de que a manifestação tem de ser feita numa ponte, qualquer que ela seja, visto que os mesmos perigos existem em ambas. O impacto de se fazer esta manifestação nas avenidas principais de Lisboa seria exactamente o mesmo (presumo que aqui o que está em causa a imagem de ser na “25 de Abril”).
    Contudo acho que a proposta de se fazer a manifestação na Vasco da Gama é “gozar” um bocadinho com a cara dos organizadores… para além da extensão da mesma, eles têm razão em afirmar que iam ter a um “descampado” fora do centro da cidade e sem visibilidade…
    O senhor ministro apenas deveria ter dito, na 25 de Abril não, porque as condições de segurança não o permitem (e tem toda a razão) passem a manifestação para outro local que não uma ponte!
    Que comecem a manifestação no Campo Grande, junto ao estádio de Alvalade e a terminem sim na Praça do Comércio!
    Abraço

  12. 1. Estava mesmo à espera do comentário vindo de uma cabecinha iluminada que iria falar de Boston. Em Boston houve um ataque terrorista. Ataque terrorista. É uma coisa que acontece seja onde for, como já se percebeu. Se as corridas passam a ser perigosas depois de Boston, então, os arranha-céus também passam a ser perigosos depois do 11 de Setembro, e andar de autocarro passa a ser perigoso depois dos ataques em Londres e andar de comboio passa a ser perigoso depois do atentado de Atocha. Comparar uma coisa e a outra é mesmo estar a querer inventar uma verdade para caber numa história.

    2. Não, não acho que foram inocentes. Acho que foram prudentes e justificados.

    3. Naturalmente que não pode, daí que haja sérios riscos de a coisa correr mal. E se a coisa correr mal em cima de um tabuleiro da ponte a mais de 100 metros do chão a coisa pode ganhar contornos de tragédia. É isso que se quer evitar com este chumbo ao local da manif.

    4. É, o que o governo mais quer é uma manifestação violenta com mortes e feridos. Estão em pulgas para que isso aconteça. Faz todo o sentido.

  13. Pedro, a organização da CGTP não garante que todas as pessoas presentes são afectas à central sindical, e muitas não são, e as motivações que movem as pessoas da CGTP não são as mesmas que movem muitas outras pessoas. Logo, é impossível que a CGTP garanta que não iria haver desacatos e que seria tudo ordeiro. Impossível. É fazer futurologia. E a segurança não se compadece com futurologia.
    Quanto à comparação com as corridas, a minha posição está explicada no texto.

  14. Mariana, em momento algum digo que a CGTP está a fazer um convite aos arruaceiros. O que digo, e reafirmo, é que o facto de a manifestação ser em Alcântara, à beira do acesso à ponte, é um convite para esses arruaceiros.
    Quanto à crítica do costume à comunicação social, só te posso dizer que, para muita gente, a culpa é sempre dos jornalistas, seja porque razão for. Lamento. Não é. Os jornalistas fazem o seu trabalho. Se está a haver desacatos seja onde for, isso é notícia, e se é notícia cabe aos jornalistas informar, mostrar, contar, e não ignorar ou omitir. Se não houvesse desacatos as televisões não estariam lá, garanto-te.

  15. Olá Dinis.

    O tabuleiro da Ponte Vasco da Gama tem três ou quatro vezes a largura do tabuleiro da Ponte 25 de Abril, o que, só por isso, reduz significativamente os riscos. Por outro lado, na maior parte de toda a extensão da Ponte Vasco da Gama, a distância para o rio é infinitamente inferior comparativamente com a 25 de Abril, o que reduz a possibilidade de uma ocorrência mortal em caso de queda. Ainda assim, claro que é um local de risco, e se tivesse sido autorizada a manifestação na Ponte Vasco da Gama continuaria a estar contra.

  16. Pois eu acho que faz falta uma manif como deve ser, com arruaceiros, pedras, etc… estou farto deste povinho brando que se deixa pisar e ainda sorriem. Faz falta a garra dos povos da turquia, grécia e mesmo espanha, REVOLTA, JÁ!
    Era só isto, obrigado

  17. 1º- Boston faz-te soar alguma coisinha nessa cabeça? Também estavam lá todos para festejar, muitos contentes, e blábláblá. Olha o que aconteceu.

    2º- Achas mesmo que os pareceres negativos e a sugestão de mudança para a Vasco da Gama foram inocentes e revelam tolerância??? Hellooo!

    3º- A CGTP ao convocar manifs não pode proibir essa escumalha de se misturar com quem como eu vai protestar pacificamente e respeitando todos os “protocolos” nestas situações.

    4º- A sério que não te passa por esse capacete que este governo anda em pulgas para rebentar a bolha nestas ocasiões??? E aí vale tudo, inclusive agentes infiltrados e provocadores…

  18. Concordo. Acusaram o governo disto e daquilo, mas esqueceram-se de dizer que eles deram uma alternativa, mas ainda assim acho uma estupidez uma manifestação numa ponte.
    Neste momento toda a gente sabe o que move as pessoas a irem a uma manifestação e toda a gente sabe como elas acabam. A CGTP gosta muito de acender o rastilho e depois descartar-se das consequências. Não dá, meus amigos!
    Infelizmente também acho que isto não vai correr bem e que mais uma vez vão aparecer os arruaceiros do costume, com as suas caras tapadas (o que para mim deixam de imediato de merecer qualquer tipo de direito a reivindicar seja o que for. Querem-no fazer tenham tomates e mostrem a cara) e arremesso de pedras. Mais uma vez a polícia vai ser culpada disto e daquilo, apesar de os próprios também terem razões para se queixarem.
    Espero que as pessoas que participem nesta manifestação tenham desta vez a capacidade mental de realmente se afastarem do sítio, deixando os arruaceiros sozinhos, para depois não se queixarem de que foram agredidos pela polícia.

  19. Parece que agora a CGTP diz que vão passar a ponte em marcha lenta de autocarro, o que tambem me parece trazer água no bico. só espero, sinceramente, que ambos estejamos errados porque o “feeling” é o mesmo. Esta manifestação tem tudo para dar sarilhos e só o Arménio Carlos é que não vê (ou não quer ver…)

  20. “Como é que um ministro que sugere um outro local é contra as manifestações? “

    Não podes ser assim tão ingénuo. Arrumadinho, não podes mesmo. Propôr a Vasco da Gama é gozar na cara do Arménio e da CGTP.

    Se não gosto que fechem as pontes para as corridas tb não gosto que o façam para manifestações. Mantenho a minha coerência. As justificações dos pareceres não me convencem minimamente. Ainda agora ao almoço a debater o assunto um colega que costuma ir a estas manifestações garante que com organização da CGTP não houve nem haveria confusão. Que com o cordão como foi proposto pela CGTP não haveria qqr problema.

    Não tenho a menor dúvida que irá haver confusão e não tenho a menor dúvida que o Governo virá a seguir dizer “nós bem avisamos, imaginem agora que isto tinha acontecido na ponte?”. Será conveniente para alguns que a manifestação corra mal.

    No meio disto tudo o Arménio sempre foi o mais sensato. E está a sofrer muitas “bocas” de se ter deixado vergar.

  21. Confesso que desde o início achei esta manifestação uma provocação. E a forma distorcida como interpretam as decisões ou pareceres emitidos também. Convenhamos, numa prova desportiva há inscrições, há um número limitado de pessoas que atravessam a ponte e não chegam lá todas ao mesmo tempo, em bloco, nem fazem passadas sincronizadas.
    Havendo tanto local onde se manifestar, esta fixação pela ponte 25 de Abril (ou Salazar, como se quiser) é meramente provocatória.

    Posto isto, nunca ninguém limitou o direito de se manifestar, mas esse direito não é absolutamente livre – só pode ser exercido em locais de acesso ao público. Não passa pela cabeça de ninguém, por exemplo, que se quisessem ir manifestar para dentro da casa do Passos Coelho.
    Ora a ponte, apesar de pública, não é de acesso público – pelo menos pedonal – pelo que não faz qualquer sentido insistir que há medo por parte do Governo relativamente a esta manifestação.
    Terão tanto medo dela na ponte como noutro lado qualquer.
    E o que releva é a adesão à manifestação, não tanto o local escolhido para o efeito. Se forem 3 gatos pingado, bem podem estar em cima da ponte que não têm qualquer relevância.
    Exemplo disso foi aquela manifestação de há tempos contra a TSU, em que milhares invadiram a Av. da República e em que julgo o Arrumadinho participou.
    O que releva é a adesão, não o local. E para aquela o que releva é o o motivo da manifestação.

  22. Para além da segurança, bloquear um acesso como é a Ponte 25 de Abril faz MUITA diferença a MUITA gente.

    Se fizerem uma manif. na Av. da Liberdade, eu posso escolher outras ruas da zona, se tiver necessariamente de me deslocar para lá.

    Ocupando a ponte com estas palhaçadas, o que é suposto eu fazer, uma vez que tenho coisas a tratar do outro lado da ponte? Vou andar mais 45kms e pagar mais portagens para ir pela Ponte Vasco da Gama? Obrigado camarada Arménio.

    Se se insistisse na ideia (ainda bem que não o fizeram), a próxima manif devia ser à porta da casa do Arménio, quando ele precisar de sair para ir tratar de qualquer coisa. Só porque sim.

  23. “começava uma cena de desacatos com apedrejamentos à polícia, com bombas de gás, e essas coisas. Para onde é que as pessoas fugiam? Atiravam-se da ponte? Corriam todas para trás correndo o risco de esmagar e espezinhar centenas de pessoas?” e então isto não poderia também acontecer no sítio “aconselhado” pelo governo? Não poderia também acontecer na ponte vasco da gama?
    Note-se a incoerência do governo.

    E a CGTP nunca fez e nunca fará “claros convites” para que arruaceiros destruam o único objetivo de mobilizar pessoas para a rua para reinvidicarem os seus direitos no trabalho.

    E as manifestações da CGTP só se tornam “tristemente memoráveis” pela sede que a comunicação social tem em entretenimento em vez de informação pública. Quem está em todas as manifestações da CGTP sabe que essas “memórias” são amplificadas pelas televisões, porque no local existe uma mancha de pessoas a marchar juntas, pacificamente, pelos seus direitos. A manifestações de violência são altamente exepcionais nas manifestações da CGTP (para quem de facto está presente sabe, como existe a título de exemplo a manifestação no dia 1 de maio e a última em Belém).

  24. ARRUMADINHO,
    como se pode autorizar uma corrida e não autorizar uma manifestação no mesmo local?
    quanto às autorizações/pareceres/etc.etc, olha, faz-me lembrar aqueles casos em tribunal em que o arguido, apesar de ser condenado, também tem a favor dele pareceres de ilustres advogados…
    cumps.

  25. Concordo muita coisa que disseste no teu post, contudo há só uma coisa que não consigo perceber (e não estou a ser irónico): há problemas de segurança na ponte 25 de Abril. Tudo bem, muda-se o local da manifestação. Mas o novo local é outra ponte? Os problemas de segurança não serão idênticos?
    Na minha opinião, estão a usar esta manifestação como uma luta de egos, o governo porque quer manter a posição deles e fazer “birrinha” à CGTP, e a CGTP por sua vez também quer vincar a sua, e fazer “birrinha” ao governo. No meio disto tudo, quem é (MAIS UMA VEZ) o fantoche dos interesses? O povo! Quem é que vai continuar a fo##r-se? O Zé Povinho…

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