A guerra em frente ao Parlamento

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Ainda em relação às manifestações de hoje, queria acrescentar umas coisas.
Em primeiro lugar, lamentar tudo o que se passou em frente à Assembleia da República, uma situação que teve tanto de vergonhoso como de previsível.

O que vi, pela televisão, não foi uma manifestação — essa decorreu durante todo o dia, em várias cidades do país, de forma mais ou menos ordeira. O que se passou no Parlamento foi um atentado à democracia premeditado e executado por criminosos de cara tapada. Durante mais de uma hora, as imagens televisivas mostraram várias pessoas ajoelhadas na calçada tentando, calmamente, retirar todas as pedras que conseguiam arrancar, arremessando-as, depois, contra uma fila de polícias que se protegia atrás de escudos. As dezenas de criminosos fizeram tudo isto, repito, de forma premeditada, com o único intuito de originar violência, de ferir pessoas, e não de demonstrar qualquer posição política. A liderar esta facção estavam elementos dos chamados “Anonymous”, um bando de delinquentes cobardes que usa umas máscaras, e que acha que é destruindo coisas e causando medo que se consegue qualquer coisa (na verdade, eu acho que eles só acham cool este show off e aparecerem na televisão). Sobre o ataque à polícia, volto a dizer que uma coisa é uma pessoa ser agredida e, na hora, agarrar a primeira coisa que tem à mão e atirá-la ao agressor, e outra, muito diferente, é estar ali durante quase duas horas a arrancar pedras da calçada para as poder atirar contra os polícias, que, durante todo esse tempo, estiveram numa posição unicamente defensiva. Como é óbvio, quem estava a ver aquilo já sabia como tudo ia acabar: em carga policial. Um jornalista que conheço e que lá esteve ouviu os polícias a pedirem às pessoas para se irem embora porque eles iam avançar dentro de alguns minutos. Repetiram o aviso já perto de investirem. E, depois, avançaram para a multidão para dispersar a manifestação e pôr fim àquele acto de vandalismo. Quando isto acontece, já se sabe, acaba por haver sempre quem esteja ali por outras razões e leve uma bastonada. É mau, são imagens que custam ver, que demonstram sempre uma brutalidade impiedosa, mas que tem de ser visto como uma consequência de um acto de reposição da ordem pública. E a ordem pública não se pode repor com conversas. A polícia está legitimada pela lei para usar da força quando isso se justificar. E duvido que algum agente venha a ser punido pelo que aconteceu ontem porque o terreno em frente à Assembleia era um campo de batalha, um cenário de guerra, que, como acontece sempre, origina vítimas colaterais.

Quem estava naquela manifestação só podia concordar com os métodos dos arruaceiros na fila da frente. Se não concordava, tinha bom remédio: ia-se embora. Afinal, a manifestação serve para marcar uma posição, e não para destruir coisas. E essa posição, às 18h30, quando tudo aconteceu, estava mais do que marcada. Não era por se ficar mais uma ou duas horas em frente à Assembleia que o dia de ontem ia ter mais ou menos sucesso.

Muita gente tem usado o argumento do “com manifestações pacíficas não se consegue nada, e isto é preciso”. Acho este o argumento mais absurdo e inoportuno de sempre. A essas pessoas deixo duas perguntas:

1. E as manifestações em que se parte tudo, incendeiam carros, agridem pessoas, resolvem o quê? Que grandes conquistas políticas ou sociais é que se conseguiram dessa forma em Portugal? Venham os exemplos. Ajudem-me, que eu não me recordo.

2. As manifestações pacíficas não resolvem nada? A sério? E têm a coragem de dizer isto dois meses depois da maior manifestação de sempre em Portugal, em que participaram quase 800 mil pessoas, em que não houve um acto de violência, em que nas ruas estava o povo, e não a CGTP, os trabalhadores, os insatisfeitos, pais, mães, filhos, avós, todos. Lembram-se porquê? Foi há 2 meses! Foi por causa da TSU. E o que é que se conseguiu com essa manifestação pacífica e ordeira? Que a medida não avançasse. Sim, as manifestalções pacíficas resolvem coisas. Como é que se fez o 25 de Abril? Sem uma bala, com cravos. A não-violência é uma demonstração de força e inteligência. A violência é apenas o uso da força bruta. E contra os brutos age-se com brutalidade. Dia 15 de Setembro abraçaram-se os polícias e conseguiu vergar-se o governo. Hoje, apedrejaram-se os polícias e o que é que vamos conseguir? Nada. Os gregos andam há dois anos a vandalizar o seu país, a destruir carros e ruas, a ferir polícias, a paralisar o país e o que é que conseguiram com isso? Nada. Zero. Estão na merda, e ainda pior do que estavam. Não têm rumo nem ideias nem estabilidade nem paz nem segurança. É para aí que queremos caminhar? É essa a solução para alguma coisa?

Já sei que vou ser acusado de tudo e mais alguma coisa por ter escrito isto, e vão dizer que só digo estas coisas porque tenho emprego, porque tenho dinheiro, porque estou bem na vida e mais não sei o quê. Abram os olhos, senhores. Acreditam mesmo que todas as pessoas que ganham mal, que estão insatisfeitas, que foram profundamente afectadas pela crise se identificam com o que se passou hoje no Parlamento? Não acreditem nisso. Eu não penso assim porque estou bem na vida. Ou também acham que eu nasci numa família rica e que sou herdeiro de alguma fortuna? Não. Fiz o meu trajecto como toda a gente, de baixo para cima, com altos e baixos. E não era por estar por baixo que pensava de maneira diferente. São princípios, valores, e não uma postura do alto de uma posição social. Da mesma forma que não devem acreditar que todos os vândalos que ontem apedrejaram a polícia são pobres coitados que lutam pelos seus direitos e estão desesperados. Não. Poderá haver alguns, como há outros, seguramente, que estão ali porque é fixe, porque estão manietados por organizações políticas extremistas, têm a cabeça feita, e possivelmente até acabam por voltar para uma casa de luxo, de boas famílias. Nem sempre a condição social domina a nossa forma de pensar. Por isso, escusam de vir com os tais comentários parvos, porque não serão publicados.

Por fim, repetir o que disse no post anterior, e que também já sei que vai ser mal interpretado. EU NÃO SOU CONTRA MANIFESTAÇÕES, NÃO SOU CONTRA QUEM SE MANIFESTA — SOU A FAVOR. Acho que todos têm o direito de fazer greve, de sair à rua, de marcar posição, de gritar palavras de ordem, de lutar pelos seus direitos. Foi o que eu fiz a 15 de Setembro. Foi o que milhares de pessoas fizeram hoje. Eu sou contra, e serei sempre, actos premeditados de violência orquestrados por gente que tem como único intuito gerar o caos. Essas pessoas são vândalos e criminosos. E contra elas acho perfeitamente legítimo o uso da força. É para a polícia a aplicar em casos destes que ela está legitimada na lei. Haverá vítimas inocentes, sim, e lamento que as haja, mas não há outra forma de lidar com bandidos.

1 Comentário

  1. olá arrumadinho

    leio o teu blog desde sempre e estou convicta que se Portugal tivesse mais HOMENS como tu não estariamos no caos,como estamos

    asig

  2. Realmente faz todo o sentido uma grávida permanecer num sítio em que se está a atirar pedra a polícia e que está mais tarde pede para se retirar, e de muito bom senso!

  3. Se calhar está na altura de ensinar os nossos filhos que se deve obedecer as autoridades e como tal quando.nos di para desmobilizar e mesmo para desmobilizar! Quem não obedece e ainda por cima está no meio de vândalos sujeita-se. São escolhas

  4. À diva-gar.blogspot.com:

    Tem razão, e vim aqui reconhecer e agradecer isso. A "taxa" de concordância era de 100% quando li o texto e, curiosamente, foi o seu comentário o único que me pareceu sensato e equilibrado, por ter falado na união que devia ter resultado da greve de quarta-feira.

    O texto é demasiado longo para que eu venha aqui dizer "concordo com isto", "com aquilo nem tanto" e "com o resto muito menos"…há demasiadas imprecisões que alteram a leitura da realidade mas nem isto é um Jornal nem o autor está obrigado a ser imparcial. No entanto cumpre um propósito claro de legitimar a acção da policia com base em imagens de televisão. Isso não deixa de ser lamentável e perigoso mas é um direito de opinião que respeito.

    De qualquer forma, percebo pelos comentários que foram caindo depois do meu que este texto, escrito por quem não esteve presente, é comentado por pessoas que por diversas razões também não puderam ou quiseram presenciar o que se passou.

    Este tipo de diálogo surdo não evolui, não faz pensar, não faz perceber. Fomenta a desunião e o ódio que, afinal de contas, são propósitos contrários áqueles que deviam ter saído fortalecidos daquele dia. Esse é o jogo que está em curso, o dividir para reinar, o povo contra povo (pq a policia também é povo) e a argumentação vazia e conduzida por palpites televisivos.

    Para terminar, nao fiz greve, cheguei a S.Bento ás 5e30, percebi que ia haver carga policial quando um grupo de 10/15 pessoas saiu da frente das escadarias (policias á paisana ou agressores que ouviram o aviso do megafone não sei!) e passou essa informação. Afastei-me já com a fuga em mente, ninguém me tocou. Sabia do risco que corria, sabia que a polícia da linha da frente seria impiedosa quando lhes soltassem a "trela". Triste mas prevísivel o que aconteceu naquele Largo. O vandalismo posterior é culpa da PSP, que teve não mais do que 20 agressores á frente e optou por espalhar uma multidão em fuga e em pânico pelas ruas circundantes.
    O que eu vi na hora seguinte á carga, na av.D Carlos I é indescritível por palavras. Falta o cheiro a queimado e o olhar gelado de medo das pessoas que corriam da Policia de Segurança Pública.

    Parabéns pelo blog e sinceros cumprimentos aos que se interessam por saber mais. Não sejamos peões deste jogo. União

    LR

  5. Não estive presente, mas pelos relatos dalgumas pessoas daqui, parece claro que houve um exagero da parte da polícia.

    Que sejam analisadas todas as imagens e que sejam pedidas satisfações a quem de direito. E se agentes e comissários e outras chefias tiverem que responder em tribunal, que o façam.

    Mas volto a frisar: manifestantes violentos não deviam ter lugar, porque em vez de se lutar por um ideal, vamos para o hospital lutar pela vida.

  6. Tenho lá um bom colega no meio, a lutar afincadamente…e chegou a casa com muitas marcas. Não as mereceu. Ficou chocado com o facto de terem "varrido" tudo o que apareceu à frente (pessoas mais velhas, mulheres, etc., reportando um caso gravíssimo duma grávida que ainda não se sabe se terá perdido o bebé).

    Importa referir que alguns dos polícias que ali estão, se pudessem, estariam do lado dos manifestantes. E são dos que mais sofrem com a crise, a eles cortam tudo, muitos já com condições não muito famosas.

    Mas quando vemos que existem pessoas que estão para semear o pânico em vez de "lutar" ordeiramente, então também fica complicado pedir aos polícias que consigam ter discernimento para saber em quem bater, quando existem ordens de "Retirada" que não são cumpridas.

    Também acredito que existem polícias que abusam do poder e aproveitam estes momentos para exteriorizarem determinadas coisas…

    É triste. É tudo triste. E os responsáveis por grande parte disto continuam a passear-se alegremente e com o bolso cheio.

    Abraço.

  7. e se o teu filho fosse uma das pessoas que estivesse na manifestação, de forma pacífica (como a maior parte dos que lá estavam), e levasse com umas bastonadas até sangrar, continuavas a dizer isto? "Haverá vítimas inocentes, sim, e lamento que as haja, mas não há outra forma de lidar com bandidos"

  8. É engraçado como tendo a mesma opinião da sua Pipoca, os comentários aqui apresentados foram totalmente diferentes dos apresentados no facebook dela? E porquê? Por causa da forma agressiva como ela se expressou. Concordei com o que o arrumadinho disse, no entanto, nunca me sentiria bem ao ouvir alguém dizer "Deviam era levar mais. Idiotas."

  9. mas porque é que ficaram tanto tempo a levar pedradas em vez de utilizar os varios policias à paisana e/ou outros meios para neutralizar os poucos arruaceiros antes que a situação se agravasse?

  10. Compreendo a posição defendida no texto, mas, como psicólogo clínico, sei que respostas violentas apenas geram mais respostas violentas. O melhor antídoto às pedradas seria a continuação da resistência pacífica da polícia. Sigamos o exemplo de mestres nas relações humanas e sociais, como foi, por exemplo, o Gandhi…

  11. Não compreendo este tipo de relatos. Tenho 20 anos e sei perfeitamente que a polícia de choque quando entra em acção no pode estar a averiguar quem tem pela frente. Penso que qualquer pessoa de bom senso sabe que a polícianão pode estar a levar com pedras arrancas do chão com esse propósito sem nada fazer, se assim fosse nenhum cidadão teria o mínimo de respeito por quem a tarefa árdua de todos os dias proteger todo e cada um dos cidadãos. Mais o que vi foi destruição pelas ruas com foi posto (crime) ao pé de carros parados que não tinham nada a ver com a confusão gerada por aquele que se andam há muito a aproveitar da situação de miséria por que mmuitos passam. Sou jovem e não gosto de ver a minha geração retrata de tão má forma. Por outro lado acredito que muitas pessoas que ali se encontravam não se reveem naquelas acções. No entanto que e minimamente informado já se apercebeu que a assembléia e sempre o ponto onde os vândalos se juntam.
    Para terminar gostava também que se passasse nos funcionários que se encontravam dentro da ar, que não são políticos e que estavam em risco de sofrer danos físicos para além de todos os danos patrimoniais que sofrem como todos.os cidadãos portugueses.
    QUERO CONTINUAR A ACREDITAR que vamos passar por cima e que vou pode ficar neste país a constituir a minha família, mas assim só tenho vergonha.

  12. Apesar dos "ai, eu estava lá e vi", "ai, não foi bem assim", "ai, que estávamos sossegadinhos e éramos cicadãos pacificos", concordo com o seu texto!
    Célia

  13. ""AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO:
    Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.
    Sim, é verdade que cerca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de CIDADÃOS PACÍFICOS mantiveram a devida distância, para nem serem confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.
    Cá em baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.
    A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação e carregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram pessoas.
    Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia. Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue. Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.
    Fugimos para uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS. Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia gritava-lhe para que descesse a rua.
    Só mais de 30 minutos depois conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.
    NÃO ACREDITEM EM MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.
    Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.
    O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.
    É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança."
    Luis Varatojo.

    Ps: é em ditaduras que se defende a repressão indiscriminada de inocentes como "Haverá vítimas inocentes, sim, e lamento que as haja, mas não há outra forma de lidar com bandidos".
    Quanto ao comentário sobre a "imparcialidade" do texto da Zita, , que é claramente um artigo de opinião, sugiro-lhe que procure a definição de imparcial e também gostaria de vê-la opinar o mesmo se um dia levar uma bastonada por estar a manifestar-se pacificamente…
    Justificação da violência policial indiscriminada: nojo…Deve estar a candidatar-se para assesor de imprensa do governo, só pode…

  14. Sob escrevo tudo que escreveu ARRUMADINHO vi e ouvi hoje o Srº Moita Flores a comentar o sucedido( são mesmo bandidos) Mas que me expliquem que eu não entendo o porquê de se estar a destruir a via pública a Policia não actuou na hora e suportou durante largo tempo até agir. As horas do telejornais serão a resposta à minha falta de entendimento. SERÁ?

  15. Nunca aqui tinha comentado, mas acabei de escrever um post que vai nesta linha.
    Repugno os actos de ontem e quem se esconde por detrás de máscaras e de lenços.Quem incita a estes actos.Quem luta verdadeiramente dá a cara.Estes são actos extremistas e com estes actos eu não compactuo de forma alguma, abomino-os e acredito que não são o caminho.Basta olhar para o exemplo Grego.As manifestações e greves já trouxeram a luz ao fundo do túnel?Não, trouxeram apenas mais violência e geraram o caos.
    Este não é e nem será o caminho.

  16. Se tivessem carregado mais cedo nso infratores, havia menos bandalheira e gente ferida depois. Este calma, calma, calma, é muitas vezes danoso. Espero q as pessoas n deixem de ir p a rua por causa destas cenas, mas q há esse risco, há. E n queremos isso.

  17. Concordo e apoio tudo o que foi acima dito. Dizerem que aquele é o trabalho da polícia é a coisa mais absurda de sempre. Eles não são o saco de pancada de ninguém, bem pelo contrário. São cidadãos, a cumprir o seu trabalho, tão ou mais descontentes do que nós. Não me revejo, em nenhum momento, nas agressões de que foram alvo. Concordo com a manifestação (apesar de me parecer que teria sido bastante mais positiva se ocorresse num fim de semana, em vez de o fazerem num dia da semana!). Quem apoia o que aconteceu ontem, não pode reclamar da carga policial. Assim não vamos lá, de certeza.
    Inês

  18. O perfil dos vândalos está muito bem traçado. Conheço dois, meninos de boas famílias que andaram num bom colégio, a quem os pais deram e dão tudo. Frequentam o ensino superior e não têm qualquer tipo de dificuldade económica. Mas acham mais giro em tudo o que é manifestação ir atirar pedras e armar confusão.

  19. Bom Dia

    Realmente a manifestação de ontem tem dado que falar, na minha opinião, não pelo melhores motivos. Posso dizer que pertenç ao grupo de pessoas que não compareceu na manifestação, porque estava a trabalhar e neste momento nao me posso dar ao luxo de faltar seja porque motivo for (o ordenado é pequeno e as faltas fazem moça) no final do mês, mas tambem porque já sei que no final do dia vai sempre haver confusão e zelo pela minha saude que neste momento nao é muita.
    O que se passou ja se adivinhava, sempre que ha manifestações que se vêm os mesmo na linha de frente da Assembleia a arrancar pedras da calçada e a arrancar sinais, eu chamo a isso vandalismo e quem paga somos todos nós! E sim muitos desses que estão de cara tapada ca para mim sao um bando de desocupados que só prali vão porque não têm nada para fazer.
    Volto a dizer o que disse ha dias tenho penas das pessoas que hoje estão a limpar o lixo e os estragos que esses meninos e meninas fizeram! E tenho pena daqueles que ali moram e se depararam com um cenário dantesco e com os seus bens vandalizados!
    E mais nao digo porque estas coisas revoltam-me porque sei o que custa ganhar pouco, estar sujeita a ficar sem trabalho e depois vem estes vandalos fazer estas coisas. Sim tenho uma educação rigida, fui educada a respeitar as coisas dos outros!

  20. Caro arrumadinho:
    Depois de ler o seu texto, quis deixar a minha opinião,quase em tom de desabafo:

    Sou grevista, manifestante, revolucionária ( ou assim me chamam), membro de uma juventude politica e desde que me lembro, sempre lutei pelo o que achava correcto, mas nunca em tempo algum concordo com tudo o que se passou ontem.
    A violência não gera resultados, e os actos bárbaros de ontem,demonstram que esta crise é um ciclo vicioso, sustentado por oportunistas, sofredores e manipuladores.
    Oportunistas, porque (como ontem se viu,através de quem atirava pedras ao parlamento) usam a violência para gerar caos e assistirem ,com o mais puro gáudio ,À violência que os rodeia.
    Sofredores, porque há tantos e tantos que lutam pacificamente pelos seus direitos e pela oportunidade de serem ouvidos. Gritam "basta", e basta mesmo de crise, de corrupção,de dificuldades, de agonia porque a comida, o dinheiro e a saúde faltam.
    Manipuladores, que deturpam e usam as imagens,as palavras e situações para fazer crer que merecemos esta crise/sina ,ou usando o exemplo de ontem, que a Policia só usou a carga, em meros inocentes.

    Posto isto,digo-lhe com tristeza, que sinto pena: pena de ver o meu país assim;pena/frustração de ver gente arruaceira a manchar o esforço e luta pacifica de outros, com pedras lançadas a policia; pena de sentir que temos o futuro castrado.
    A minha maior preocupação, isto vindo de uma jovem com uns meros 21 anos, é a forma como nos encurralam. Onde iremos a seguir?
    Deixo esta frase de Brecht, que acredito que se adequa.
    "chamam violento ao rio, mas não se lembram de chamar violentas às margens que o comprimem"…..
    Os últimos acontecimentos, encurralam cada vez mais as pessoas, e sinceramente ( tendo em conta os oportunistas),prevejo que irão acontecer acções ainda mais violentas.Infelizmente.

  21. Arrumadinho, mostra-me uma imagem da policia a bater ou agredir um desses que todos vimos durante uma hora a atirar pedras à policia. Só te peço uma imagem. Em contra partida eu mostro-te várias imagens da policia a espancar brutalmente pessoas q não estavam a resistir nem foram os causadores das pedradas. Mostro-te imagens de pessoas de braços no ar e de costas, simplesmente a quererem afastar-se e a serem agredidas ora por um ora por outro policia. Mostro-te imagens de a policia encostar os manifestantes à parede e a bater sem q eles pudessem se afastar dali. Em nenhuma dessas imagens está algum desses autores das pedradas.

    Estiveram sempre a meia dúzia a atirar pedras e a policia nada fez. Depois carrega sobre centenas (milhares??) de pessoas que apenas estavam ali a manifestar o seu descontentamento com a sua presença. Eram meia dúzia, estavam identificados, havia paisanas. Qual a dificuldade em os irem apanhar e acabar com aquilo imediatamente? Se fazem isso com hooligans (arranjo-te videos se quiseres onde eles fazem investidas dirigidas a ir buscar um elemento no meio da multidão) pq não fizeram ontem? Têm treino mais que suficiente para isso.

    Não o fizeram pq não quiseram. Não fizeram pq têm interesse neste clima de violência.

    É pena que o povo se auto-flagele desta forma. Devíamos estar unidos e não tolerar esta actuação violenta da policia. Principalmente pq devia e podia ter sido evitada.

    Quando é para apanhar ladrões a policia não faz nada. Quando faz tem problemas internos. Mas para bater em manifestantes tem impunidade total. É algo inexplicável.

  22. Faço minhas as tuas palavras. Considero vergonhoso o que aconteceu ontem. A maioria das pessoas que estava ali não estava para lutar os seus direitos, estava a penas a tentar arranjar violência.

  23. Parabéns pelo post, disseste tudo. Será a que as pessoas pensam que é assim que se resolve alguma coisa? Só se está a dar força a criminosdos, a grupos radicais que querem provocar caos e violência.

  24. Bom dia antes de mais cabe-me dizer que costumo ler sempre os blogues sem tecer nenhum comentário , mas neste fui incapaz de ficar “calado” o que aconteceu ontem repudio profundamente , mas nas 2 vertentes ! Não concordo com o arremesso de pedras mas também não concordo em a policia bater indiscriminadamente a torto e a direito! Porque não bateram somente em quem estava a prevaricar? Agora bater em pessoas idosas e mulheres que só porque estavam a ser meros espectadores? A policia tem hoje meios para saber exactamente quem atirou as pedras , mas não é mais simples bater a torto e a direito ! Os agentes infiltrados servem para quê?
    Bom desculpem o desabafo!!

  25. ontem quando liguei a televisão estava uma senhora a dizer que arrancaram as grades porque era um ato de cidadania, e que depois do que têm feito aos portugueses aquilo não era nada. sinceramente -.-

  26. Exmo. Senhor Arrumadinho, aqui fica o texto e link de um outro texto, de outro blogue, que, por acaso, vê esta questão com outros olhos.

    "(…) Ontem, Miguel Macedo, actual ministro da Administração Interna, desvendou na comunicação social que andaram «profissionais da desordem e da provocação» a gorar com violência as manifestações pacíficas que se realizaram pelas ruas e à frente do Palácio de São Bento no dia da Greve Geral, que também foi greve geral europeia. Se existem, de facto, "profissionais da desordem" são os ministros deste governo desumano, liderado por Pedro Passos Coelho, que, todos os dias, fazem da «desordem e da provocação» – e da violência -, sobre todos nós (inclusive sobre quem os defende), a sua profissão, o seu motivo de orgulho.
    A coagida contracção da nossa economia, a desvalorização dos indivíduos e dos seus salários, os suicídios na Ponte 25 de Abril, nas linhas ferroviárias e de Metro de quem é arrebanhado pelo desespero criado por estas políticas homicidas – isso, sim!, é que é verdadeira desordem, isso é que é verdadeira provocação, isso é que é verdadeira violência.
    Que categorizem, pois, dessa maneira, de «desordem e provocação», os protestos dos homens comuns a quem roubaram toda a esperança, porque é sinal que estão incomodados com esses protestos: e sem força não há protesto. Já dizia Brecht que chamavam violento ao rio, mas não se lembravam de chamar violentas às margens que o comprimiam. No vídeo abaixo, aos 00:46, pode ver-se o rompimento dessas margens, numa cerúela e perfulgente fragmentação que ocorre no lado direito da imagem, por trás do aparato policial. Não é possível, neste vídeo, ouvir nenhum aviso prévio do avanço da carga policial que se segue e que investiu com típica irascibilidade, desferindo golpes aleatórios de cassetete sobre cidadãos idosos e mulheres.

    Todavia, desde essa tarde que a polícia foi detendo por Lisboa um número indeterminado de indivíduos (ao que consta, várias dezenas ou até mesmo uma centena) e os manteve cativos até ao início desta madrugada em diversas esquadras e equipamentos análogos, como o desactivado tribunal de Monsanto – cujo acesso por transportes públicos e civis está, normalmente, bloqueado, tornando-se um local optimal para o efeito em questão. Detidos sem justificação – alguns sem sequer terem participado em qualquer manifestação -, impossibilitados de contactarem com a família ou com advogados, os indivíduos foram, paulatinamente, libertados depois de serem coagidos a assinar documentos em branco. Abaixo, podem ver um dos poucos vídeos que noticiam esta situação preocupante pelo seu absurdo e impunidade. (…)"

    http://www.google.com/reader/view/#stream/feed%2Fhttp%3A%2F%2Fcadernosdedaath.blogspot.com%2Ffeeds%2Fposts%2Fdefault

    O texto não é meu, nem sequer conheço o autor, mas achei que fazia sentido dar a este blogue cor-de-rosa, acéfalo e frequentado por carneirada cujo discurso se resume (na quase exclusividade dos casos) a "concordo plenamente com o Arrumadinho, ai escreves tão bem, és tão maravilhoso" um pequeno toque de realidade e realismo. Provavelmente não será publicado e se for terá sido apenas por causa desta última frase, para provar que o Magnífico Arrumadinho é democrata e acredita na pluralidade de opiniões na sua caixa de comentários.

  27. Concordo com quase tudo, violencia so gera mais violencia, ha que ver dos dois lados, nenhum ser humano ao ser atacado se fica sem responder por muito tempo, os policias foram atacados e em seguida responderam, levem as coisas com calma sigam o exemplo do 15 de setembro e lutem por um pais melhor.

  28. Tenho dito! Concordo em absoluto. Chega de usar o pretexto da crise para se atiçar violência e caos e retirar a razão a quem se manifesta em nome de causas maiores.
    Marcela

  29. Bom…….A Carbonária matou um rei e pouco depois acabou-se com a monarquia. Suponho que, tal como eu, muitas pessoas estão fartas de palavreado manso e quando se juntam, a raiva e o ódio e o cansaço degeneram rapidamente em violência.

  30. Este é daqueles blogs em que o autor só valida os comentários de quem está de acordo com ele?^
    Tinha todo o gosto em responder ás perguntas e ajudar numa troca de ideias elevada mas aborrece-me escrever só pra mim…Obrigado.
    Leonardo Rodrigues

  31. Directamente de uma licenciada, não totalmente desempregada mas considero-me desempregada porque não estou a exercer na minha área e de uma pessoa que luta contra a crise, todos os dias, para poder arranjar um espacinho pequeno que seja para poder construir uma vida, só tenho que concordar!!! Vandalismo é rebeldia e é também cobardia. São pessoas que não têm tomates para enfrentar as coisas como deve ser e acham que a violência é a forma mais fácil e directa. A violência nunca resolveu nada, não há-de ser agora.

  32. Via – Davidian Lopes

    S.BENTO, hoje:

    "AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO:

    Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.
    Sim, é verdade que cerca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de CID
    ADÃOS PACÍFICOS manti
    veram a devida distância, para nem serem confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.
    Cá em baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.
    A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação e carregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram pessoas.
    Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia. Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue. Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.
    Fugimos para uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS. Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia gritava-lhe para que descesse a rua.
    Só mais de 30 minutos depois conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.
    NÃO ACREDITEM EM MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.
    Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.
    O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.
    É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança."

  33. "São princípios, valores…"

    Nem é preciso dizer mais nada! 😉

    Concordo totalmente…Não tem a ver com classes sociais, mas sim com princípios, valores e educação!

  34. Concordo com tudo o que disse. A paciencia tem limites. A policia fez tudo o que tinha de fazer. E ainda por cima temos que ouvir o Otelo armado em salvador da Pátria e já a "aguçar" a farda… I.A.

  35. Eu gosto sempre de ver quando a policia carrega em cima de animais, seja em manifestações, seja nos esetádios de futebol. Não sei porquê mas dá-me paz na alma…lol

    Claro que já inocentes pelo meio, mas esses passam a aprender a não estar tão perto de más influencias.

  36. Ricardo, é por posts como estes que o sigo e adoro ler. Tem a coragem de dizer tudo, pôr os dedos nas feridas,
    e dizer as verdades que doem a tantos.
    Em Portugal, sempre se conseguiram reformas com manifestações pacíficas, nunca com violência.
    A destruição e o vandalismo nunca conseguiram nada e não irão conseguir agora. Obrigada por teres escrito muito mais do que eu tive a coragem de publicar no meu post.
    vidademulheraos40.blogspot.com (http://vidademulheraos40.blogspot.pt/2012/11/agressao-policia-junto-ao-parlamento.html/).

  37. De todos as críticas que fez relativamente a este tema da manifestação sempre tive de acordo com a sua opinião.
    Refiro desde já que não sou contra as greves! Porém, desta vez, não consigo ficar calada perante a brutalidade dos manifestantes e ainda perante tanta falta de humanidade da população!
    Eu partilho este sentimento em defesa dos Polícias deste país.
    O meu pai é Polícia, cresci durante toda a minha vida na polícia, sei perfeitamente os prós e contras daquele mundo e, sinceramente, adoro e honro! (Como é de calcular no meu dia-a-dia como cidadã já apanhei alguns agentes que são perfeitas aberrações deste país, em que não defendem a pátria mas sim a ofendem, mas também não tive problemas em denunciar as situações e também é mais que claro que na minha adolescência desejei ser uma mulher polícia..)
    Só gostava que entendessem a dor, o sofrimento, os arrepios que tenho quando me dizem ''estão a apedrejar os polícias!'', porque imagino o meu pai lá, o Homem que sempre foi o meu ídolo e fiz de tudo para não o desiludir, perante aquele monte de manifestantes sem educação! Se tivessem o mínimo de bom senso, pensariam que talvez aquelas pessoas que eles agridem não lhes querem qualquer mal, estão a cumprir com ordens superiores e não estão satisfeitos.
    Esta situação também os afecta e têm que estar ali naquele batatal, tendo a mulher e os filhos em casa à sua espera.
    Só pedia às pessoas que, pelo menos uma vez, se colocassem na posição dos que estão do lado de lá.

    Cumprimentos,
    Carla M.

  38. Tu nem imaginas como essas imagens são vistas aqui na paz do interior do país…os velhotes comentam " ai jesus que aquilo na capital ainda vira uma guerra civil", " olha o que os políticos andam a fazer", " olha como isto está", a tv consegue distorcer muita coisa, como se aquilo fosse um exemplo de como andam TODAS as pessoas a pensar e quase fazendo o papel dessa gente como de vitimas e a policia como uma PIDE ou coisa que o valha… Como tu concordo, sou 100$ contra violencia, e sim, eu mesmo manifesto-me e luto pelos meus direitos, mas não é com violencia, como ouço quase todos os dias dizer aqui no interior que isto só lá vai com uma guerra, que se resolve alguma coisa….ainda bem que por um lado não somos uns gregos ( ainda) ou até uns espanhois, este tipo de manifestações de pura violencia não trazem de facto nada ao país, a não ser o caos e a desordem…e sim também estou farta de ouvir coisas como " riquinhos nao sabem nada da vida " e coisas afins…os valores que temos estão cá dentro na cabeça e não dentro da nossa carteira.

    http://www.sapato42.blog.pt

  39. Absolutamente de acordo. Estas situações fazem-me pensar que a crise de valores em que vivemos é muito pior do que a crise financeira.

  40. Concordo com absolutamente tudo o que disseste! É certo e sabido que a polícia avisou que ia avançar. Só não saiu quem não quis. E estava informado das consequências.
    A polícia não podia continuar a compactuar com tamanhos atos de vandalismo!!!!

  41. Ai de quem vier mandar vir contra este texto. É simplesmente o melhor que já escreveu aqui (e eu, com muitos, não concordei), tem todo o sentido e justificação escrever o que escreveu e como escreveu.

  42. Concordo maioritariamente com o que escreveu. Pessoalmente, sinto-me totalmente solidária com os cidadãos que hoje fizeram greve e se manifestaram. São demasiados sacrifícios que nos têm sido exigidos, mais do que podemos suportar. São pessoas que estoicamente abdicaram de um dia de salário que tanta falta lhes faz, para fazerem ouvir a sua voz e reivindicarem um futuro melhor para si e para os seus filhos. Contudo, é com grande constrangimento que vejo tudo isto ser enxovalhado por uma dúzia de badamecos, semi-encapuçados, que não estão ali a manifestar-se por melhores condições de vida nem de trabalho, mas apenas para se evidenciarem com o seu grupo de vandalozinhos de trazer por casa, para descarregarem as suas frustações e darem aso a manifestações de violência gratuita dirigidas contra as forças de autoridade. Não ocorre àqueles pequenos cérebros que as forças de autoridade estão daquele lado porque não se podem juntar à greve, e que por acaso, até são das classes mais mal pagas para o serviço que prestam e que mais cortes orçamentais têm sofrido. Apedrejaram as forças de segurança durante DUAS HORAS, partiram vidros de montras, vandalizaram viaturas e incendiaram contentores. Isto, enche-me daquilo que chamo "a vergonha alheia" e não me representa a mim, nem aos milhares de cidadãos que hoje tão dignamente se manifestaram. Estes badamecos, representam quanto muito, a falta de uma mãe ou de um pai, que lhes tivesse pedagógicamente pregado um par de bofetadas na devida altura. Felizmente que a mim não me faltou isso.

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