A aventura do Reshape, dia 06

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Ontem foi o último dia de treinos, o dia das primeiras medições e pesagens e o dia do jantar à la carte no restaurante Alquimia, um dos melhores do Algarve, com pratos criados pelo chef Luís Mourão, do EPIC SANA Algarve. A nutricionista não esteve lá, mas deu-nos ordem de soltura para podermos comer o que quiséssemos. Segundo ela, é um disparate a teoria do “dia livre” nas dietas, mas se for apenas “a refeição livre” semanal não é por isso que vamos estragar o que andámos a fazer durante uma semana.

O último treino

Neste último dia tivemos direito aos dois instrutores em simultâneo, a Patrícia Inácio e o André Vitorino. Prepararam-nos um circuito engraçado, que durou mais de duas horas, e onde tivemos sempre a companhia de um enorme e pesadíssimo pneu de trator. Claro que eu fiquei com o mais pesado, a minha mulher ficou com o mais leve, e o intermédio ficou para as outras duas participantes. A ideia foi percorrer todo o caminho que circunda o hotel, e que tem 900 metros, a empurrar o pneu. É preciso dizer que este percurso está cheio de subidas e descidas, e que quando se anda com um pneu que deve pesar uns 90 quilos não convém deixá-lo rolar por ali fora, porque depois não vai ser possível travá-lo.

Mas o treino não foi só isto. Andávamos 100 metros com o pneu, parávamos, e tínhamos um desafio. No primeiro, tive de virar o pneu por uma rampa inclinada, primeiro para cima, depois para baixo. Ao todo, virei-o 56 vezes (já disse que o pneu pesava uns 90 quilos?). Enquanto eu fazia isto, as senhoras corriam do ponto A ao ponto B, o trajeto que eu tinha de fazer com o pneu. Seguimos. Na estação seguinte, tínhamos de saltar para dentro do pneu, depois para o outro lado, novamente para dentro, outra vez para fora, sempre sem parar, durante dois minutos. Como a coisa em si não parecia muito desafiante, os instrutores puseram-me a fazer estes saltos, mas laterais, que custa muito mais. Um pesadelo. Lá continuámos a rolar o pneu por ali fora. Houve muitas mais estações, com dorsais dentro do pneu, com 10 séries de corrida desde a passadeira do hotel até à praia e voltar (são 150 degraus, ou seja, subi 750 degraus), saltos com joelhos altos para cima do pneu, enfim, mil e uma coisas. Começámos a malhar pouco depois das 9h, acabámos já eram quase 11h30.

A parte boa, foi que depois do snack da manhã — um sumo detox e uma bolacha de cereais — ainda conseguimos ir uns minutos até à piscina e ficar no relax até à hora de almoço.

A comida, as medidas e as pesagens

Logo depois de almoço fizemos as últimas sessões de mesoterapia, e as medições corporais, para percebermos se tínhamos perdido algum volume. Eu fiz a medição na zona abdominal e passei de 93 cm para 86. Confesso que fiquei bastante admirado. Não achava, sinceramente, que tinha assim tantos centímetros para perder. Quando o reshape começou sentia-me bem, já tinha perdido algum volume, estava a começar a ficar em forma, e embora ainda tivesse uma gordurinha que podia ser eliminada, nunca achei que em apenas cinco dias pudesse perder 7 centímetros.

Mas a coisa correu ainda melhor nos minutos seguintes. Voltei a encontrar-me com a nutricionista Cláudia Santos, que nos voltou a pesar e a fazer a medição de massa gorda. Segundo a balança dela, que tem sensores elétricos que conseguem distinguir o que é gordura, o que é músculo e o que são tecidos, órgãos e ossos, terei perdido qualquer coisa como 3,8 quilos de gordura. Oi?, pensei eu. Como assim 3,8 quilos de gordura? Lá me explicou que o meu peso estava praticamente igual, mas que eu tinha conseguido ganhar quatro quilos de músculo e perdido praticamente o mesmo de gordura. Comecei logo a imaginar duas garrafas de água de litro e meio cheias de gordura e a pensar que retirei tudo aquilo de dentro de mim em apenas cinco dias. A mesoterapia terá tido a sua importância, o exercício também, mas segundo a nutricionista a maior diferença teve mesmo a ver com uma alteração que ela fez na minha alimentação: pôs-me a comer hidratos de carbono. Esse tinha sido o maior erro alimentar apontado por ela quando me fez a avaliação inicial, e disse-me que me iria pôr hidratos em todas as refeições, e foi mesmo isso que fez. Lá estava sempre o arroz integral, o arroz selvagem, a quinoa, as batatas, o pão, sempre em quantidades pequenas, mas sempre presentes (depois farei um post sobre isto, e sobre a explicação que ela me deu para o facto de ter perdido gordura a comer hidratos, quando não o conseguia fazer quando não comia hidratos).

Ao jantar, no Alquimia, não houve, uma vez mais, grandes disparates. Bebi pela primeira vez na semana um copo de vinho (dois, na verdade) e uma sobremesa, que tinha nome de chocolate, mas que era muito mais uma mistura de framboesa com uma tira muito fininha de chocolate.

No jantar houve brinde coletivo, abraços com sabor de despedida e votos de que continuemos todos a seguir esta nova alimentação, porque a ideia do programa é, precisamente, a de promover uma reeducação alimentar, e não apenas fazer com que nos portemos bem uma semana e depois voltemos aos disparates continuados.

Mas havia outra razão para nos portarmos bem: é que no sábado de manhã, antes de irmos embora, ainda havia uma última pesagem, desta vez feita pelo treinador André Vitorino.

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Da parte da tarde, fizemos um workshop de alimentação saudável com o chef Luís Mourão

 

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 A sobremesa de chocolate e framboesa

2 Comentários

  1. Tens de explicar essa questão dos hidratos de carbono. A mim mandaram-me retirar completamente. Usufruir de hidratos de carbono da fruta/vegetais/etc. E evitar os hc’s vindos do pão, farinhas, arroz.

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