A aventura do Reshape, dia 04

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O almoço foi lombos de galinha com quinoa e frutos secos

Faltava a chuva, claro. Ainda não eram sete da manhã quando o despertador tocou. Tinha 9 km para fazer. Na véspera, o iPhone dizia-me que estaria a chover, mas, mesmo assim, dei o benefício da dúvida: pus o despertador, depois logo se via.

Na verdade, assim que acordei, pareceu-me ouvir chuva lá fora. Abri um pouco das cortinas, mas ainda era de noite. Ao fundo, uns raios de luz muito ténues deixavam perceber que sim, que chovia, e não era pouco. Abri um pouco a janela, que deve ter uns vidros triplos, e percebi que não era chuva, era um temporal. Achei por bem não me aventurar. Voltei para a cama, mais 45 minutos.

Soube-me bem o descanso extra matinal. É que o que veio depois foi um verdadeiro inferno.

O treino

A Patrícia, personal trainer da equipa do EPIC SANA Algarve, que na véspera nos tinha posto a suar em cima das bicicletas de indoor cycling, montou um circuito diabólico com quatro estações e 26 voltas. Começámos com duas repetições em cada estação, na ronda seguinte passou a quatro repetições, depois seis, oito, dez, doze e por aí adiante até às 26 repetições. Quando achávamos que a coisa estava feita, começámos o countdown: 24 repetições, 22, 20, etc., até às 2. Isto durou quase 1 hora e 45 minutos. Numa das estações havia uma caixa para onde tínhamos de subir com uma perna e elevar a outra, até tocar no topo. Na segunda estação o exercício era abdominal: levar uma bola que tínhamos atrás da cabeça até aos pés, voltar a deitar e voltar a apanhar a bola e a colocá-la atrás da cabeça. O terceiro posto era o mais duro: agachamentos com salto, elevando os braços. Por fim, remadas no TRX puxando o peso do corpo.

Fiquei de rastos. Optei sempre pelas opções mais puxadas (o degrau mais elevado, a bola mais pesada), porque nestas coisas de treino levo tudo muito a sério — se é para treinar, é para treinar, não é cá para fazer ronha.

A manhã acabou a subir e descer degraus. A Patrícia levou-nos até à entrada para a praia da Falésia e pediu-nos que subíssemos e descessemos a escadaria com 150 degraus desde o hotel até à areia da praia. As meninas fizeram quatro rondas, eu tive de fazer 12 + 2 (estas últimas foram só para confirmar, ao certo, quantos degraus tinha a escadaria).

Foi o treino mais duro, mas, para mim, melhor deste programa de reshape.

A comida

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Hoje, a comida também foi particularmente inspirada. Ao almoço, comemos uma sopa de feijão verde e uns lombos de galinha com quinoa e frutos secos e o snack da manhã teve salada de frutas e umas maravilhosas barras de cereais caseiras feitas no hotel e acompanhadas de iogurte. O jantar foi especial, diferente. Tivemos ordem de soltura por umas horas e fomos até Tavira visitar o Mateus, que está por lá a passar uns dias com os avós. Podíamos ter abusado, podíamos ter comido presunto e pão e batatas fritas, mas não, portámo-nos ainda melhor do que no hotel: dois nacos de frango assado com bróculos, muitos, muitos bróculos. Ainda deu para uma tangerina e umas nêsperas.

Antes, demos uma volta por Cacela Velha, fomos jogar à bola com o Mateus para a porta da igreja e deu para confirmar a minha teoria: aquele puto vai mesmo ser craque. Com 20 meses já tem mais jeito para o futebol que muito puto de quatro anos que vejo nos campos de férias do Benfica. Jorge Mendes, acalma lá os cavalos, que o primeiro empresário dele serei eu, ouviste? Depois, se quiseres negociar, manda-me um mail e a gente fala.

Venha mais um dia de treinos duros, que nós gostamos.

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6 Comentários

  1. Este miúdo e mesmo giro e fotogênico…têm urgentemente que dar irmãos ao Mateus, porque se saírem ao irmão uiiiiii….!!!

  2. Linda fotografia de pai e filho. Já tinha saudades deste blog, confesso. Ainda bem que voltou à escrita aqui, é sempre bom ler os seus textos. Gosto da sua forma ponderada de escrever e acho que cativa as pessoas por isso. Bem haja Ricardo.

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