A aventura do Reshape, dia 03

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Isto ontem foi durinho, mas durinho no bom sentido. Quando digo no bom sentido, para muita gente, quer dizer no mau sentido: muito treino, treino intenso, músculos mais doridos.

Como tem sido hábito, comecei o dia com uma corrida. Ontem, de acordo com o meu plano de preparação para a Maratona de Madrid, só tinha de correr 5 km, coisa pouca. Fez-se em pouco mais de 20 minutos. Voltei ao EPIC SANA Algarve eram quase 7h30. Tal como nos outros dias, não fazia ideia de como iriam ser os treinos programados pela equipa do hotel. Fui para o pequeno-almoço na expetativa de comer um pãozinho escuro com fiambre igual ao da véspera, mas não tive grande sorte: iogurte magro, granola, água com limão e três claras mexidas. Podia ser pior, vá. Mas assim foi da maneira que não fui cheio para o treino. E agradeci a todos os santinhos uma hora mais tarde.

O treino mais duro

O treino começou às 9 horas em ponto. Desta vez não foi orientado pelo André Vitorino, mas pela Patrícia, com quem percebi que tinha uma série de pontos comuns (ambos demos aulas no Infante Sagres, em Belém, ambos fizemos formação em Body Combat). Entrámos no estúdio e percebemos logo ao que íamos: indoor cycling. As caras de toda a gente não eram as mais animadas. Eu já sabia o que ia sofrer. Por muitos quilómetros que corra, o movimento da bicicleta é diferente da corrida, e como não tenho o hábito de pedalar, custa-me sempre muito. Ao fim de 20 minutos já tinha um pequeno lago de suor à minha volta. No final da aula, era um rio. Custou, foi bem duro, mas divertido e soube bem um treino puxado.

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Logo depois, a Patrícia montou um circuito de abdominais com cinco estações diferentes, cada uma com um movimento próprio. Foram só duas voltas ao circuito, com um minuto em cada estação, mas se fossem três temo que já não iria conseguir aguentar. Senti-me pela primeira vez verdadeiramente cansado.

O snack a meio da manhã, agora sim com pão escuro e fiambre de peru, deu-me energia para a aula de ioga que ainda nos esperava. O instrutor, o João, enganou-nos bem. Pôs-nos uns minutos a meditar, com mas mãos juntas (como se estivéssemos a rezar) e eu achei aquilo maravilhoso. Durou uns cinco minutos. Depois, foi o terror. Todas as posições exigiam enorme força muscular, sobretudo nas pernas e no core (abdominal), precisamente os grupos musculares que estivéramos a trabalhar antes. Por várias vezes me desequilibrei e muitas vezes não consegui fazer os exercícios corretamente. Curiosamente, quando a aula acabou senti-me aliviado mas com vontade de conhecer mais, de voltar a experimentar. É algo que vou investigar quando chegar a Lisboa.

O melhor almoço

Almoçámos uma hora depois de a aula ter terminado. Um pato com risotto de beterraba que estava absolutamente divinal. Foi a melhor refeição que já comi neste Reshape. Nem das doses me posso queixar, porque fui o único a ter direito a quatro tiras de carne — os outros tiveram três ou duas.

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À tarde, houve mais uma sessão de mesoterapia e um workshop de sumos detox, com uma demonstração feita pela responsável do hotel que prepara os sumos e batidos não só para nós como para todos os clientes que os pedem. Deu-nos uma explicação sobre a função de cada fruto, de cada ingrediente, para que possamos criar os nossos próprios sumos de acordo com as necessidades que queremos: mais energizantes, mais desintoxicantes, mais antioxidantes.

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O jantar foi ligeiro, um filete de corvina com puré de feijão branco, mas não senti grande fome, nem fiquei com grande ansiedade como no primeiro dia. Ajudou saber que à noite iríamos ter direito a um copinho (era mesmo um copinho) de iogurte com avelãs.

Hoje há mais.

11 Comentários

  1. É que … falei da NIT ao meu Homem, no sentido de ter referências para me levar a passear… mas na verdadade é que, ou o site demora “anos”abrir ou vai para o face. ..estou a ficar mal :(((

  2. Estou a adorar o diário. Também sou “obcecada” pela vida saudável e só acho que faz bem. Quando vi a publicação que fez sobre o livro da dieta dos 17 dias fui logo comprar. Posso dizer que peso 58 kg e mesmo assim resolvi experimentar. Não porque precise, mas porque gosto de me impor limites.

  3. Acho extremamente paradoxal vocês serem acusados de terem uma doença por procurarem uma vida saudável! Infelizmente há pessoas que lidam realmente mal com o bem-estar e atingir de objectivos dos outros.
    Já agora, tenho visto várias vezes nestes posts a palavra circuito com acento agudo no i, que não tem 😉

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